Sergio Rivera, Eva Alarcón, Marcial Bautista y Celedonio Monroy son solo algunos de los nombres que forman parte de la lamentable lista de defensores del ambiente y el territorio que han sido víctimas de desaparición en México.
Este año documentamos, por primera vez, cuántos defensores han sufrido esta violencia desde diciembre de 2006, cuántos continúan sin ser localizados y quiénes fueron encontrados muertos. Los hallazgos aquí.
Al menos 93 defensores del ambiente y el territorio han sido víctimas de desaparición en México desde diciembre de 2006. Investigamos quiénes son y en qué estados del país se registra esta violencia. Lee más aquí
Blanca Esthela González sostiene la foto de su esposo, Celedonio Monroy. Foto: Mónica González.
El territorio indígena de la Sierra de Manantlán lleva décadas enfrentando un fuerte conflicto por minería legal e ilegal, tala y narcotráfico. Los defensores de la comunidad Ayotitlán que han alzado su voz han sido asesinados o han desaparecido. Lee más aquí
Higinio Trinidad tenía 44 años. Desde 2022, las amenazas en su contra se intensificaron. Foto: Cortesía
Higinio Trinidad de la Cruz, defensor del ambiente y territorio en México, fue desaparecido y asesinado en la Sierra de Manantlán pese a estar bajo el Mecanismo de Protección para Personas Defensoras. Investigamos el caso. Lee más aquí
Familiares de los defensores desaparecidos realizaron una manifestación en la Glorieta de las y los desaparecidos, en la Ciudad de México, el 22 de enero de 2023. Fotografía: Ulises Martínez/ObturadorMX
El abogado Ricardo Lagunes y el líder comunitario Antonio Díaz fueron desaparecidos en 2023. Ellos hicieron mancuerna para la defensa legal del territorio de San Miguel Aquila. Desde el 15 de enero no se sabe nada de ellos. Lee más aquí
La ficha de búsqueda de Sergio Rivera. Fotografía: Olga Valeria Hernández/LADO B
Sergio Rivera era un férreo defensor de los ríos en la Sierra Negra de Puebla. Su territorio estaba amenazado por un proyecto hidroeléctrico. En medio de su lucha, recibió amenazas de muerte. Desde hace cinco años no hay rastros de su paradero. Lee más aquí
Lee la investigación #DefensoresDesaparecidos aquí
Imagen principal: Marcha de familiares y amigos de Ricardo Lagunes y Antonio Díaz para exigir la aparición de los defensores. Foto: Obturador MX
Participantes fizeram retrospectiva, avaliaram a trajetória, desafios e conquistas, e assistiram ao Ocupa Mulheres!, documentário que retrata a luta por direitos protagonizada por lideranças da “Ação Mulheres por reparação das dívidas sociais”
Encontro de avaliação e continuidade da Ação Mulheres em Fortaleza.
Por Flaviana Serafim – Jubileu Sul Brasil
Memórias de luta, partilha de experiências e relatos emocionados marcaram a conclusão da Ação “Mulheres por reparação das dívidas sociais” em 2023. Os encontros de encerramento, realizados ao longo do mês de novembro, reuniram a equipe e as beneficiárias da ação em Belo Horizonte (MG), Fortaleza (CE), Manaus (AM), Porto Alegre (RS), Rio de Janeiro (RJ), Salvador (BA) e São Paulo (SP). A ação foi impulsionada pela Rede Jubileu Sul Brasil (JSB) numa parceria com a Semana Social Brasileira (SSB) e a Central de Movimentos Populares (CMP), além dos parceiros e aliados locais.
Com fotos, vídeos e apresentações, as articuladoras e as demais participantes resgataram a caminhada trilhada desde 2021, avaliaram a trajetória, os desafios enfrentados, resultados alcançados e as expectativas futuras sobre continuidade da ação.
Em Belo Horizonte, uma linha do tempo com fotos foi construída coletivamente pelas participantes dos encontros nas ocupações Vitória e Alto das Antenas. Nas duas comunidades, foi exibido o vídeo A necessidade não é só de comida, episódio gravado na capital mineira para a série de videocast “Ação Mulheres”, lançada em 2022.
No Alto das Antenas, a reflexão trazida após a exibição foi sobre o preconceito com quem mora em favelas e comunidades. Na Ocupação Vitória, as mulheres refletiram sobre os direitos reprodutivos, sobre a falta de acesso à informação e a métodos anticoncepcionais. Algumas contaram suas lutas na ocupação e relataram experiências em relação à educação sexual dos filhos e filhas.
Mulheres reunidas na Ocupação Vitória, em Belo Horizonte. Foto: Karla Monteiro
Nos demais territórios foi exibido o média-metragem Ocupa Mulheres!, lançado pela Rede JSB no último dia 24 de novembro. O documentário destaca lideranças da luta por direitos, sobretudo à moradia digna, retratando a vida, os desafios, conquistas e sonhos de beneficiárias da Ação Mulheres (assista no final do texto).
Em Manaus, o lançamento do “Ocupa Mulheres” reuniu parceiros e comunidades numa feira de economia solidária realizada em parceria com a Cáritas. Além da confraternização, a conclusão de atividades de 2023 na capital amazonense teve oficina de formação sobre práticas de gestão para as mulheres dos grupos produtivos de geração de renda, nas comunidades Nova Vida, Coliseu 1 e 3, em Manaus (AM).
Elas conheceram o passo a passo para elaborar um planejamento pessoal e o planejamento do grupo produtivo, com definição de metas, prazos, etapas e recursos necessários. Aprenderam sobre organização financeira, elaboração de plano de ação e cronograma, dialogaram sobre metas e sonhos pessoais.
Oficina de práticas de gestão nos grupos produtivos da ocupação Coliseu 1, em Manaus.
Entre outros, os grupos de Manaus produzem artesanato indígena e não indígena, e itens de higiene e limpeza sustentáveis, como o sabão ecológico da ocupação Coliseu 1. As experiências, resultados e os impactos dos grupos produtivos nos territórios de todo o país são destaque na edição 2023 da Revista Ação Mulheres.
Na região da Pequena África, na zona portuária do Rio de Janeiro, a conclusão de atividades e a apresentação do “Ocupa Mulheres” fez parte da programação do “Novembro Negro”, em alusão ao Dia da Consciência Negra, em 20 de novembro, com feijoada, debates sobre ancestralidade e a roda de conversa “Quais lugares ocupamos na cidade? Um diálogo intergeracional”, na ocupação Quilombo da Gamboa.
Roda de conversa uniu diferentes gerações no Quilombo da Gamboa. Foto: Gorete Gama
Foi inaugurada a cozinha produtiva na Ocupação Vito Giannotti, no bairro Santo Cristo, resultado da luta das moradoras engajadas na Ação Mulheres. A cozinha solidária surgiu como alternativa de geração de renda e foi definida no plano de ação construído coletivamente pelas mulheres, aproveitando o potencial e a expertise que já tinham adquirido para fazer “quentinhas” em festas e eventos para outros coletivos e movimentos sociais.
“Os encontros destacaram o aprendizado, as trocas, protagonismo e o ativismo das mulheres dos territórios, um sentimento de fortalecimento”, afirma a articuladora na capital fluminense, Gorete Gama.
Em São Paulo, a Rede JSB promoveu ações de formação com mulheres idosas do Grupo Geracional, numa parceria com a Pastoral Operária (PO). Na confraternização de encerramento, elas dialogaram sobre a relevância das atividades formativas voltadas às mulheres mais velhas. Também criticaram o fato de muitas vezes não serem consideradas como atuantes politicamente, e a visão de pessoas que acreditam que idosas deveriam estar dentro de casa vendo TV e cuidando dos familiares. Nesse sentido, ressaltaram seu papel como cidadãs atuando e cobrando que se faça justiça social.
“Elas trouxeram a questão da negligência com as pessoas mais velhas, daí a importância de formações e políticas públicas”, avalia a articuladora Ana Paula Evangelista.
Moradores das ocupações Dom Paulo e Jean Jacques Dessalines na exibição do ‘Ocupa Mulheres’. Foto: Ana Paula Evangelista
Na Casa de Assis, da Ação Social Franciscana (Sefras), além da avaliação do período, foi feita a leitura do cartaz-mural da dívida às mulheres migrantes no último encontro do ano. Nas ocupações Dom Paulo Evaristo Arns e Jean Jacques Dessalines, no centro da capital paulista, o encerramento teve roda de conversa, com retrospectiva e relatos das participantes da ação, e a exibição do “Ocupa Mulheres”.
Em Porto Alegre, foi planejada uma reunião conjunta com moradoras da comunidade Conceição e da ocupação Vida Nova, com roda de conversa sobre dívida pública e uma retrospectiva do período. Contudo, a tempestade e alagamentos causados pela passagem de um ciclone extratropical impediram o encontro. Em vez da confraternização, foi realizado um almoço coletivo com distribuição de marmitas na comunidade Conceição, uma das fortemente atingidas pelas chuvas.
Almoço solidário às vítimas do ciclone extratropical substituiu confraternização em Porto Alegre. Foto: Jamile Mallet
“Foi um momento de solidariedade e de ação emergencial. Uma das moradoras ofereceu sua casa para que as mulheres pudessem fazer e distribuir a comida entre as famílias. Com as arrecadações que fizemos pela Rede Emancipa, compramos cestas básicas para distribuição em várias comunidades, para além das contempladas pela Ação Mulheres”, explica Jamile Mallet, articuladora da ação em Porto Alegre.
Trilhando o futuro
Em Salvador, um dos marcos da conclusão das atividades foi a participação das mulheres dos grupos produtivos dos territórios de Águas Claras e Nova Brasília de Valéria na Feira de Arte e Cultura Beneficente, realizada no Centro Educacional Paulo VI, em Valéria, pelo coletivo artístico cultural Notas Coloridas.
Elas expuseram e comercializaram o artesanato que produzem, trocaram saberes e contatos, fortalecendo parcerias e vínculos entre as moradoras das diferentes comunidades. Os itens artesanais foram produzidos com foco na geração de renda e economia solidária a partir do apoio da Ação Mulheres.
O encontro de parceiros e representantes da Ação na capital baiana foi em 6 de dezembro, com a entrega do plano de resposta e diálogo sobre a continuidade das atividades.
Mulheres dos grupos autogestionários de Salvador na Feira de Arte e Cultura Beneficente
Em Fortaleza, o encontro de avaliação e continuidade reuniu as participantes, a equipe executiva e parceiros em 18 de novembro, debatendo as perspectivas para que a ação prossiga com apoios locais. “As mulheres puderam traçar essa linha do tempo com a gente, falar do impacto da ação na vida delas e sobre a importância da continuidade. Elas trouxeram alternativas, como a participação em feiras”, afirma a articuladora Taciane Soares. Os próximos passos já foram dados, com participação em uma feira no dia 4 de dezembro, organizada por moradoras do bairro Planalto Pici e do coletivo Brilho da Lua.
O Sisteminha de soberania e segurança alimentar, com foco na produção coletiva e partilha solidária, é uma das experiências destacadas. O protagonismo da sociedade civil para implantação do sistema de produção de alimentos foi apresentado internacionalmente pela Rede Jubileu Sul/Américas em 1º de dezembro, em sessão virtual do Fórum Político de Desenvolvimento. A importância do Sisteminha como proposta de política pública ainda foi pauta de audiência pública na Assembleia Legislativa do Ceará (Alece), no último dia 29 de novembro.
Ainda segundo Taciane, na ocupação Zona Vitória, em Croatá, na região metropolitana de Fortaleza, as mulheres “estão fazendo um movimento de participação com a prefeitura não só para o grupo produtivo, mas também para iniciativa de Regularização Fundiária Urbana – Reurb”.
Os processos de regularização, que envolvem os territórios de atuação do Movimento de Conselhos Populares (MCP), parceiro local do Jubileu Sul Brasil na Ação Mulheres, vão ter seguimento contando com apoio jurídico do Escritório de Direitos Humanos e Assessoria Jurídica Popular Frei Tito de Alencar.
Assista o documentário “Ocupa Mulheres!”:
As iniciativas da Ação “Mulheres por reparação das dívidas sociais” contam com apoio do Ministério das Relações Exteriores Alemão, que garantiu ao Instituto de Relações Exteriores (IFA) recursos para implementação do Programa de Financiamentos Zivik (Zivik Funding Program). Também integram o processo de fortalecimento da Rede Jubileu Sul Brasil e das suas organizações membro, contando ainda com apoios da Cafod, DKA, e cofinanciamento da União Europeia.
O conteúdo desta publicação é de responsabilidade exclusiva da Rede Jubileu Sul Brasil. Não necessariamente representa o ponto de vista dos apoiadores, financiadores e co-financiadores.
Más de 100.000 personas han acudido este año a la Conferencia de las Naciones Unidas sobre el Cambio Climático que se celebra en Dubai, lo que la convierte en la cumbre climática anual de la ONU más grande de la historia. El objetivo de esta COP 28, o vigesimoctava “Conferencia de las Partes”, es frenar el catastrófico cambio climático. A medida que los impactos de la crisis climática se vuelven cada vez más frecuentes y destructivos —como las sequías, los huracanes y tifones, los incendios forestales, el derretimiento de los casquetes polares y el aumento del nivel del mar—, los problemas relacionados con el propio proceso de negociaciones climáticas de la ONU se magnifican. Los países productores de petróleo y gas y las corporaciones que obtienen ganancias de los combustibles fósiles lideran las negociaciones y obstaculizan cualquier avance significativo.
Una muestra de ello es que la COP28 se está celebrando en los Emiratos Árabes Unidos, el séptimo país mayor productor de petróleo del planeta. Asimismo, la presidencia de la cumbre la ostenta actualmente el sultán Ahmed Al Jaber, director ejecutivo de la Compañía Nacional de Petróleo de Abu Dabi, una empresa estatal de los Emiratos Árabes Unidos.
La decisión de que el director de una empresa petrolera dirija las negociaciones sobre el cambio climático ha sido calificada de orwelliana. Esta semana, el periódico The Guardian difundió comentarios que Al Jaber hizo el 21 de noviembre durante un evento virtual en vivo moderado por la expresidenta de Irlanda Mary Robinson, quien en el pasado se desempeñó como enviada especial de la ONU para el cambio climático.
Robinson le preguntó a Al Jaber si, en lugar de hacer un llamado para una “reducción gradual” del uso de combustibles fósiles, estaría dispuesto a abogar por una “eliminación gradual” completa. Según la ciencia, esta medida es necesaria para limitar el aumento de la temperatura global a 1,5 grados Celsius por encima de los niveles preindustriales. Al Jaber respondió, malhumorado:
“No hay evidencia científica ni ningún escenario que indique que la eliminación progresiva [del uso] de los combustibles fósiles es lo que va a permitir alcanzar [el objetivo] de 1,5 [grados Celsius]. […] Muéstrenme una hoja de ruta para la eliminación gradual de los combustibles fósiles que permita un desarrollo socioeconómico sostenible…a menos que quieran llevar al mundo de nuevo a la [época de] las cavernas”.
El informe de The Guardian se publicó inmediatamente después de otro informe, divulgado por la organización periodística Centre for Climate Reporting, basado en documentos filtrados que indican que los Emiratos Árabes Unidos venían mantenido conversaciones con funcionarios de varios países para utilizar la COP28 como una oportunidad para concretar acuerdos sobre petróleo y gas.
David Tong, de la organización Oil Change International, expresó al respecto: “Es como invitar a traficantes de armas a una conferencia de paz”. Por su parte, Drue Slatter, una activista procedente de Fiyi y miembro del movimiento Pacific Climate Warrior, añadió: “Es porque tienen miedo. Hay más cantidad [de lobistas] aquí porque saben que la era de los combustibles fósiles está llegando a su fin”.
Mientras los lobistas disfrutan de un acceso prácticamente ilimitado a la COP28, los activistas contra el cambio climático sostienen que, en comparación con años anteriores, en esta conferencia les está resultando más difícil obtener sus credenciales. Si a eso le sumamos la autoritaria y estricta prohibición de las protestas en los Emiratos Árabes Unidos, la cumbre de la ONU sobre el cambio climático parece más “una camarilla de petroleros, que una cumbre climática”, como dijo en redes sociales el climatólogo Kevin Anderson.
Más allá de los amplios y frescos pasillos climatizados donde se está desarrollando la cumbre, la temperatura del planeta sigue aumentando. La Unión Europea dijo el miércoles que este año será el más cálido del que se tiene registro. Un estudio científico sobre los puntos de inflexión ecológicos, elaborado por un equipo de 200 investigadores, advirtió: “Sin una acción urgente para frenar la crisis climática y ecológica, las sociedades se verán desbordadas cuando el mundo natural se desmorone”.
Una “acción urgente” que se está debatiendo en la COP28 es desarrollar los llamados “mercados de carbono”. Un consorcio de organizaciones publicó un informe titulado “La Iniciativa del Mercado Africano del Carbono: un lobo con piel de oveja”, en el que se detallan los muchos problemas que traen aparejados estos mercados, que implican la compra y venta de créditos de carbono. Cuando un Gobierno protege una extensión de bosque, por ejemplo, obtiene créditos que luego puede vender. El comprador puede entonces contaminar en otros lugares y compensar la contaminación con esos créditos.
Entre los países que están comprando esos derechos sobre tierras africanas para obtener créditos de carbono se encuentra el anfitrión de la COP28, los Emiratos Árabes Unidos. Hasta la fecha, una empresa privada llamada Blue Carbon, propiedad del jeque Ahmed bin Mohammed bin Rashid Al Maktoum, miembro de la familia real gobernante de Dubái, ha adquirido derechos sobre el 10% de la tierra de Liberia, el 8% de la de Tanzania, el 10% de Zambia y el 20% de Zimbabue, además de “millones de hectáreas” en Kenia. Aunque estos acuerdos podrían proteger tierras vírgenes, también podrían obligar a los pueblos indígenas a abandonar sus tierras o perder sus derechos de uso.
En su conversación con Democracy Now!, Mohamed Adow agregó: “Hace sesenta años, los países africanos lograron su independencia. Pudimos expulsar a los colonizadores de nuestras tierras. Lo que están haciendo ahora es básicamente introducir esta nueva forma de colonialismo”.
El colonialismo del mercado de carbono solo asegura el agravamiento de la catástrofe climática. La comunidad científica y los activistas contra el cambio climático de diversas partes del mundo están de acuerdo: lo que se necesita es una eliminación rápida, total, justa y financiada de todos los combustibles fósiles.
Amy Goodman es la conductora de Democracy Now!, un noticiero internacional que se emite diariamente en más de 800 emisoras de radio y televisión en inglés y en más de 450 en español. Es co-autora del libro “Los que luchan contra el sistema: Héroes ordinarios en tiempos extraordinarios en Estados Unidos”, editado por Le Monde Diplomatique Cono Sur.
La intensidad de la creciente ofensiva del gobierno israelí, combinada con el asedio actual, han socavado la capacidad de brindar asistencia humanitaria a Gaza. En el contexto de esta última escalada de violencias de Israel contra Gaza, las palabras compartidas por el El Instituto de Ciencias Sociales y Humanidades «Alfonso Vélez Pliego» (ICSyH) de Benemérita Universidad Autónoma de Puebla cobran fuerza. Investigadorxs estudiantes y docentes de diferentes partes de Latinoamérica hacen un llamado para “exigir el cese inmediato del asedio en Gaza, el fin de los bombardeos, la liberación de todos los rehenes capturados durante el conflicto, la apertura inmediata de un corredor humanitario y la restauración de las condiciones de vida para el pueblo palestino.”
Se suma al comunicado: “No olvidamos que Palestina ha sufrido los efectos de una ocupación colonial durante 75 años.”
La llamada es una invitación urgente a “romper el silencio predominante por parte de las universidades e instituciones culturales y artísticas en el debate público y una llamada firme a rechazar un discurso que no mira de manera contextual la genealogía histórica del conflicto, y que tiende a justificar y legitimar la guerra.”
El comunicado se une a las voces de protestas contra esta guerra que se han levantado en el mundo con la participación masiva de diásporas, comunidades negras, comunidades kurdas, comunidades musulmanas y la comunidad judía anti-sionista, a pesar de la contundente censura de los medios de comunicación internacionales.
La declaración subraya que “estas protestas expresan claramente que ningún derecho a la defensa, tal como lo define el Estado israelí, puede jamás justificar el genocidio de un pueblo mediante la aceleración de un proceso de limpieza étnica”.
Investigadorxs y docentes comprometidxs con el antirracismo y contra la guerra colonial, se han unido a este llamado solidarioglobal e invitan a adoptar “una reflexión crítica, no polarizadora y compleja, para leer en el horror del presente las múltiples raíces de la violencia y de una opresión sistemática como la que ha vivido y vive el pueblo palestino. Invitamos a romper el silencio y condenar cualquier retórica puesta al servicio de la polarización bélica y la ofensiva de guerra, la ocupación militar y la limpieza étnica en Palestina”.
La invitación se dirige principalmente a “quienes se ocupan en el mundo cultural de construir teorías críticas y prácticas transformadoras, dentro y fuera de la universidad, para apoyar las luchas por la vida y las luchas por la autodeterminación de los pueblos. A que se generen espacios de debates profundos, condenando la inaceptable legitimación de la guerra y de las masacres contra el pueblo palestino”.
En esta etapa del conflicto, si no se establecen de inmediato un alto el fuego permanente y un aumento de solidaridad internacional que exija las condiciones necesarias para una respuesta humanitaria en Gaza, el precio a pagar será devastador y cobrará un número cada vez mayor de vidas.