Chucuito: centenares de ciudadanos partieron a la capital para sumarse a la denominada ‘segunda toma de Lima’

Centenares de ciudadanos de la provincia de Chucuito, partieron este lunes a la capital de la República para sumarse a las manifestaciones contra el nivel central. | Foto: Referencial/Difusión

Centenares de ciudadanos de la provincia de Chucuito, partieron este lunes a la capital de la República para sumarse a las manifestaciones contra el nivel central y participar en la denominada ‘segunda toma de Lima’.

Desde muy temprano, los ciudadanos procedentes de diferentes distritos, comunidades y centros poblados de la provincia de Chucuito, se concentraron en la plaza de Armas de la localidad de Juli para enrumbar a Lima.

Pasado el mediodía, decenas de buses partieron de Juli con destino a la capital, a esta comitiva se sumarán las delegaciones de otras provincias y de la macro sur del Perú, según informaron algunos ciudadanos.

“Estamos yendo a Lima a luchar por nuestros derechos, queremos que el país recupere su democracia, porque actualmente vivimos una dictadura cívico – militar”, dijo uno de los manifestantes a través de Pachamama radio.

 

Fuente: Pachamamaradio

Haití-Salud : Continuación de la huelga de médicos residentes en el Hospital General de P-au-P, después de más de dos meses

Foto de archivo

P-au-P, 24 de febrero de 2023 [AlterPresse] — Los médicos residentes del Hospital Universitario Estatal de Haití (Hueh), comúnmente conocido como Hospital General de Puerto Príncipe, mantienen la huelga que iniciaron el jueves 22 de diciembre de 2022 para exigir, entre otras cosas, la mejora de sus condiciones de trabajo, incluido un reajuste salarial.

La huelga no cesará si las autoridades competentes no tienen en cuenta las reivindicaciones de los médicos residentes del hospital, declaró el doctor Samuel Georges, uno de los huelguistas, en una entrevista a la agencia en línea AlterPresse.

Hizo un llamamiento al Ministerio de Salud Pública y Población (Mspp) para que mejore las condiciones de trabajo de los médicos.

En su última reunión con los médicos residentes, el Director General del Mspp, Dr. Lauré Adrien, había anunciado medidas para crear mejores condiciones de trabajo para los residentes.

Hasta ahora, las promesas de la Mspp han tardado en materializarse.

«Las actividades están paralizadas. El hospital ya estaba en huelga, incluso antes de que observáramos este paro laboral. Porque sólo había cuatro horas de energía disponibles al día», dice Samuel Georges.

También señala la indisponibilidad de agua y la falta de insumos para el tratamiento de urgencia de los pacientes.

Insta a las autoridades a dar una solución duradera a la situación del Hospital Universitario Estatal de Haití.

En marzo de 2022, una huelga general paralizó varios hospitales públicos de Haití, entre ellos el Hueh y el Hospital Universitario Justinien de Cap-Haïtien (Norte). [je emb rc apr 27/02/2023 13:10]

https://www.alterpresse.org/spip.php?article29081

 

Fuente: Haiti no MINUSTAH

La Otra Oreja: con la música y la resistencia haitiana

Se invita a escuchar aquí a la edición 492 de LA OTRA OREJA, con la música y con la resistencia de HAITÍ -AYITI, en la voz de Eddyson Damas, y con la memoria Taína en la música de Juan Luis Guerra.

Entre otras y otros músicos haitianes, se escucha a KEB Bastien con su canción PARTEZ! (¡Váyanse!), presentada en Buenos Aires en 2017, entre otras obras del músico haitiano, y versionada en castellano por Leo Maslíah.

Un programa de Eduardo Nachman en Radio De La Azotea 88.7 Mar del Plata, Argentina

Clickea en https://ia601602.us.archive.org/16/items/492-la-otra-oreja/492%20LA%20OTRA%20OREJA.mp3

Conferência Internacional discute Acordo União Europeia-Mercosul

Organizações sociais e populares lutam para a reabertura das negociações do Acordo assinado na gestão Bolsonaro; Conferência Internacional, organizada com o apoio do Jubileu Sul Brasil, reuniu parlamentares brasileiros, eurodeputados e representante do Parlasul para discutir o tema.

Rede Jubileu Sul Brasil presente no Seminário em Brasília (DF) dias 06 e 07 de fevereiro de 2023. Foto: Jucelene Rocha/JSB

Por redação | JSB*

Comunidades tradicionais da região de Santarém, no Oeste do Pará discutiram com a Frente Brasileira contra o Acordo UE-Mercosul os impactos negativos da expansão da fronteira agropecuária na Amazônia, com foco nos efeitos da implantação de infraestruturas logísticas operadas pelos cinco maiores traders globais (ADM, Bunge, Cargill, Louis Dreyfus Company).

Para fortalecer o debate e encaminhar denúncias feitas in loco, a Frente realizou uma Conferência Internacional dividida em duas partes. A primeira foi uma visita de campo onde jornalistas, observadores internacionais e representantes da sociedade civil organizada puderam ouvir relatos das comunidades sobre os prejuízos produção de soja e milho nos territórios e sua cadeia logística no Oeste do Pará, assim como visibilizar os conflitos socioambientais já existentes no território.

 “A visita vai gerar um relatório para apoiar a incidência dos europarlamentares na reunião do INTA-PE, prevista para maio de 2023; e dos representantes do Parlasul na reunião da CELAC, prevista para julho de 2023.”, explica Mauren Santos, coordenadora da FASE, integrante da Frente.

Grupo da Frente Brasileira Contra o Acordo UE-Mercosul durante visita no Oeste do Pará. Foto Thays Puzzi/INESC

A segunda parte da conferência foi dedicada a um Seminário com a participação de membros do governo e parlamentares brasileiros, deputados europeus e latino-americanos, além de diferentes membros da sociedade civil brasileira e latino-americana, entre os quais representantes da Rede Jubileu Sul Brasil: Francisco Vladimir, Sandra Quintela, Magnólia Said, Joilson Costa e Luís Fernando Novoa.

O Seminário resulta do trabalho de aproximação e diálogo realizado pela Frente Brasileira contra os Acordos Mercosul-UE e Mercosul-EFTA com eurodeputados ao longo dos últimos dois anos. E também contribui para a construção de uma Frente Parlamentar Transatlântica Mercosul-UE, cuja criação vem sendo articulada por intermédio de europarlamentares e latino-americanos.

“Esse processo de implementação de um Acordo que é totalmente ameaçador para os povos não deve continuar sendo pensado a partir dos grandes e poderosos sem a participação dos povos e territórios impactados”, destacou o coordenador do Jubileu Sul/Américas para o Cone Sul, Francisco Vladimir.

Retomada de direitos e comércio exterior

Transparência e participação foram os principais destaques do primeiro dia de diálogos no Seminário “A retomada da democracia no Brasil: o papel da política externa e do comércio internacional”, em Brasília. Durante o Painel I, “Por que o Acordo UE-Mercosul precisa ser revisitado e discutido com a sociedade?”, houveram diversas intervenções de representantes de movimentos populares evidenciando a falta de debate com as organizações sociais, e o quanto a implantação dos acordos pode impactar negativamente no desenvolvimento sustentável do Brasil, particularmente em territórios e comunidades tradicionais, em três vertentes: econômica, social e ambiental.

Um dos destaques foi a intervenção de Kerexu Guarani, representante da APIB, que ressaltou como houve aumento das invasões, queimadas, assassinatos de lideranças, com o avanço do agronegócio e do garimpo ilegal — não só na terra indígena Yanomami, mas em vários outros territórios — “Queremos rever o Acordo, que seja construído com nossa participação, em consonância com a Convenção 169 da OIT, que nos garante consulta prévia livre e informada”, ressaltou.

Ao centro o deputado paraguaio do Parlasul, Ricardo Canese que também integra a Rede Jubileu Sul/Américas denuncia as assimetrias do Acordo. Foto: Jucelene Rocha/JSB

Parlamentares latinoamericanos falaram sobre a importância de um diálogo proporcional entre os blocos União Europeia e Mercosul. “Temos que falar das assimetrias. Não se pode pensar em integração do elefante (União Europeia) com a formiga (Mercosul). Se a formiga pisa no elefante, nada acontece. Se o elefante a pisa, acaba com a formiga”, comparou o deputado paraguaio do Parlasul, Ricardo Canese que também integra a Rede Jubileu Sul/Américas.

Em resposta, o embaixador Michel Arslanian Neto garantiu que o novo governo pretende realizar um seminário sobre acordos internacionais, e que todos os textos relativos ao Acordo entre União Europeia e Mercosul estarão em breve disponíveis em português no site do Itamaraty. Ao final do painel, uma comitiva de representantes da Frente foi recebida para uma conversa com o chanceler Mauro Vieira.

A articuladora da Rede Jubileu Sul Brasil, Sandra Quintela, contextualizou o cenário que, segundo grandes historiadores e pensadores do país, fundou o pensamento econômico do Brasil: latifúndio, trabalho escravo e agricultura para exportação. “Esse acordo reitera todos esses elementos de nossa história colonial que precisam ser absolutamente revistos. Estamos vivendo uma reconfiguração das hegemonias mundiais. Estamos no meio de tudo isso com grande capacidade de ser a criação do novo, a criação da possibilidade de viver uma outra sociedade. Temos uma oportunidade, mas se perdermos o horizonte utópico, perdemos a capacidade de convencer mais gente de que é possível mudar o rumo das coisas”, destaca Sandra.

Desafios e perspectivas

Durante a segunda mesa de debate “O Acordo UE-Mercosul em temas: desafios e perspectivas”, Joilson Costa, coordenador executivo da Frente por uma Nova Política Energética para o Brasil e membro da Rede Jubileu Sul Brasil, destacou questões sensíveis para o tema energia. “A nossa maior preocupação nesse aspecto da energia é que o governo brasileiro faça seu dever de casa, isso porque o Brasil não tem moral para querer exportar energia verde para a Europa, uma vez que somos um país que tem em sua matriz energética, majoritariamente, energia não renovável. Só para termos um panorama rápido, o Brasil pulou de 2020 para 2021, de 51,05% de participação de fontes não renováveis para 55,03% e esse dado é tão vergonhoso que a Empresa de Pesquisa Energética, na divulgação de seu balanço, nem coloca esse dado, porque ele revela que não aumentamos a participação de energias renováveis em nossa matriz energética. Essa não transição energética continua, infelizmente. O governo brasileiro precisa assumir que primeiro deve fazer a nossa transição energética antes de querer ajudar outros países em algo que ainda não temos”, denunciou Joilson.

Joilson Costa (de camiseta vermelha) e Sandra Quintela (de pé à direita), durante mesa “O Acordo UE-Mercosul em temas: desafios e perspectivas”. Foto: Jucelene Rocha/JSB

Parlamentares brasileiros também compartilharam posicionamentos a respeito das perspectivas e os desafios em relação ao tratado comercial: Fernanda Melchionna (PSOL/RS), Célia Xacriabá (PSOL/MG),  Nilto Tatto (PT/SP), Duda Salabert (PDT/MG) e o eurodeputado Miguel Urban se posicionaram sobre o Acordo mostrando vontade política para sustentar a retomada do diálogo entre parlamentares.

Representantes de sindicatos e organizações sociais brasileiros e europeias apontaram suas preocupações em relação a temas específicos do tratado como energia, clima, expansão da fronteira agrícola, agricultura familiar e lobby das empresas, entre outros. Também estavam presentes Tom Kuchartz do observatório espanhol Ecologistas en Acción, representantes do grupo Agro é Fogo, CONAQ e IPT – Oficial.

Ao final do painel, uma comitiva de representantes da Frente foi recebida para uma conversa com o chanceler Mauro Vieira.

O deputado federal, Guilherme Boulos (PSOL/SP), em encontro com delegados da Frente Brasileira contra os Acordos Mercosul-UE/EFTA no Congresso demonstrou um “compromisso total” da bancada do PSOL com o combate ao acordo comercial.

Ele criticou os impactos econômicos, ambientais e sociais que o Acordo poderia ter “ao estimular ainda mais o agronegócio predatório e o processo de primarização da economia”. Ele adverte que o Acordo pode contribuir para a desindustrialização do Brasil e comprometer os direitos da classe trabalhadora tanto na América Latina quanto na Europa. “Temos que discutir o modelo de desenvolvimento porque os povos indígenas, por exemplo, defendem outro modelo que conviva com o meio ambiente”, acrescentou.

Participantes do Seminário durante momento de encontro com parlamentares no Congresso Nacional. Foto: Tiago Rodrigues

A bancada petista também compartilhou as preocupações expressas pelas organizações sindicais, camponesas, indígenas e sociais do Brasil, América Latina e Europa sobre os impactos do acordo UE-Mercosul. “A falta de transparência e participação no acordo comercial UE-Mercosul é inaceitável para o PT”, disse em comunicado.

A Conferência Internacional foi realizada em duas fases entre os dias 03 e 07 de fevereiro de 2023, pela FASE, Amigos da Terra Brasil, REBRIP, Internacional dos Serviços Públicos, Rede Jubileu Sul e Contraf Brasil e contou com o apoio da Misereor e da HEKS.

Conferencia-CARTA-1

* Com informações de Cláudio Nogueira e Paula Schitine/FASE

 

Fuente: Jubileu Sul Brasil

2022, un año violento para los derechos humanos

La Comisión Interamericana de Derechos Humanos (CIDH) condenó el asesinato de 126 personas defensoras de derechos humanos en 2022, resultado de la violencia contra ellas.

Mediante un comunicado, reiteró su llamado a los Estados a adoptar medidas urgentes para garantizar la protección de quienes defienden derechos humanos.

Solo en el último cuatrimestre de 2022 registró 42 asesinatos de personas defensoras que son de conocimiento de la Comisión Interamericana, mientras que de enero a agosto fueron 84.

Un gran número de estos asesinatos se cometieron en contra de personas defensoras indígenas, afrodescendientes, del medio ambiente y territorios.

Discursos estigmatizantes

Adicionalmente, entre septiembre y diciembre de 2022, la Comisión recibió información sobre discursos estigmatizantes que buscan desacreditar la labor de defensa de derechos humanos.

Estos discursos provienen incluso de las más altas autoridades del Estado como en El Salvador, México y Venezuela.

La Comisión Interamericana recuerda que, la descalificación de las labores realizadas por personas defensoras de derechos humanos a través de pronunciamientos públicos por parte personas funcionarias, genera una estigmatización.

A la vez, puede generar un clima de hostilidad e intolerancia por parte de distintos sectores de la población que dificulte el ejercicio legítimo de su libertad de asociación.

Urge que los Estados investiguen de forma exhaustiva, seria e imparcial, y tomen como primera hipótesis la posible vinculación de estos actos de violencia con la labor de defensa.

De igual forma, los Estados deben incorporar un enfoque diferenciado de género y étnico-racial en la investigación, juzgamiento, sanción de estos crímenes, y en la implementación de medidas de reparación a las y los familiares de todas las víctimas, y dar garantías de no repetición.

La Comisión reitera la importancia proteger la vida e integridad y así como del rol que desempeñan las personas defensoras en el fortalecimiento y la consolidación de las democracias, tal y como lo ha señalado la CIDH en sus informes de 200620112017 y 2019.

A su vez, la labor realizada por quienes defienden el medio ambiente es esencial para garantizar el equilibrio entre la protección ambiental y el desarrollo sostenible de los países de la región.

Brasil

En Brasil, durante los últimos cuatro meses del 2022 se registraron al menos 8 asesinatos de personas defensoras, según información de la Oficina del Alto Comisionado para los Derechos Humanos (OACNUDH).

En diciembre fue asesinado Raimundo Nonato Silva de Oliveira integrante del Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) en Araguatins, Tocantins.

En noviembre, Cleijomar Rodrigues Vasques, defensor indígena Guarani Kaiowá LGBTI en Amambai, Mato Grosso do Sul y Nhandesy Estela Verá defensora indígena Guaraní en Japorã, Mato Grosso do Sul.

Entre septiembre y octubre fueron víctimas de asesinato, el líder indígena Yanomani Cleomar Xirixana en Napolepi, Alto Alegre; el defensor indígena Pataxó Gustavo Conceição en Comexatibá, Patax; el defensor indígena integrante de la Guardiões da Floresta, Janildo Oliveira Guajajara en Amarante do Maranhão, Maranhão.

Asimismo; Jael Carlos Miranda Guajajara defensor indígena Guajajara en Arame, Maranhão; y Vitorino Sanches, líder indígena Guarani Kaiowá en Amabai, Mato Grosso do Sul y quien había sobrevivido a un intento de asesinato en su contra el 2 de agosto.

Colombia

Colombia es el país que más asesinatos registra en el periodo mencionado, OACNDUH verificó 26 casos, y 20 que se encontrarían en proceso de confirmación.

Entre noviembre y diciembre, fueron asesinados el líder social Filadelfo Anzola Padilla en el municipio de San Pablo, sur de Bolívar; la lideresa indígena Yermi Chocué Camayo, en Morales, Cauca; el líder comunal Edgar Omar Ayala Pinto en Cúcuta, Norte de Santander.

Asimismo, el líder indígena Juvencio Cerquera en Sotará, Cauca; los líderes indígenas Francisco Sarco Pipicay y Carlitos Urágama Cano en Quibdó, Chocó; y el líder social Carlos Andrés Posada en el municipio de Ituango, Antioquia.

También en Colombia, entre septiembre y octubre fueron asesinados el líder social Natanael Díaz en Magangué, Bolivar; el líder social afrodescendiente Edinson Murillo Ararat en Santander Quilichao, Cauca; el líder social Rigo Alape en Puerto Leguízamo, Putumayo.

De igual modo, el líder social Ferney Morales en Puerto Leguízamo, en el departamento del Putumayo; el líder social afrodescendiente Fredy Mena Oregón en Lloró, Chocó; el líder comunal afrodescendiente Silvio Landazury Castillo en Mocoa, Putumayo.

A ellos se agrega el líder comunal Rafael Emiro Moreno Garavito en Montelíbano en Córdoba; el líder social Gildardo Alonso Ríos en Fortul, Arauca; el líder social Sócrates Sevillano y su esposa en Orito, Putumayo; y el líder social afrodescendiente Adelmo Balanta en Buenos Aires, Cauca.

Además, el líder social William Pedraza en Leticia, Amazonas; la lideresa Luz Angelina Quijano Poveda en Bucaramanga, Santander; la lideresa Sandra Patricia Montenegro el en Palmira Valle del Cauca; el líder sindical Sibares Lamprea Vargas en Barrancabermeja Santander, el líder social Luis Antonio Charry en El Paujil, Caquetá.

También, el líder social Frai Torres Marroquín en el corregimiento de Ciénaga, Magdalena; el líder indígena Diocelino García Bisbicus en Tumaco, Nariño; el líder social Dinael González Criado en Tibú, Norte de Santander; y la lideresa indígena Clemencia Arteaga lideresa en Villagarzón, Putumayo.

Por su parte, el Defensor del Pueblo, registró un total de 215 asesinatos de personas defensoras durante el 2022, siendo el año con el mayor número de casos desde el 2016.

El Estado de Colombia informó a la Comisión estar investigando los casos mencionados. Indicó que, desde el 2016, la Fiscalía General de la Nación cuenta con una estrategia específica para la investigación y judicialización de los delitos cometidos contra personas defensoras de derechos humanos en el país, bajo el estándar internacional de la debida diligencia.

Indicó que, actualmente la Unidad Nacional de Protección (UNP) protege a 3,067 líderes sociales. Asimismo, destacó una serie de medidas que se estarían implementando a fin de rescatar el enfoque de seguridad humana para la defensa de líderes sociales y personas defensoras de derechos humanos, desde un enfoque diferencial individual y colectivo.

Colombia señaló que uno de sus principales objetivos es el cese de los asesinatos y agresiones contra personas defensoras y liderazgos sociales.

Guatemala

En Guatemala, de acuerdo con información pública, fue asesinado Tereso Cárcamo Flores integrante de Comité de Desarrollo Campesino (CODECA) en Aldea de La Paz en el sector Jiménez, Jalapa, en diciembre. El Estado guatemalteco informó a la Comisión que se encuentra realizando la investigación penal correspondiente, conduciendo las respectivas diligencias a fin de contribuir al esclarecimiento de los hechos e individualización de las personas responsables.

Honduras

En Honduras, OACNUDH registró el asesinato de al menos dos personas defensoras en los últimos cuatro meses del 2022. En diciembre, fue asesinado Mauricio Esquivel, defensor de derechos humanos de la tierra y el medio ambiente, Tocoa, departamento de Colón.

En octubre, fue asesinada Melisa Núñez, defensora en Morocelí, departamento de El Paraíso.

México.

En México, cifras de OACNUDH indican que al menos 4 personas defensoras fueron asesinadas. En noviembre, fue asesinada María del Carmen Vázquez, madre buscadora, en Abasolo, Guanajuato. En octubre fueron asesinados el defensor ambiental Jesús Manuel García en Santo Domingo Tehuantepec, Oaxaca; el defensor ambiental Filogonio Martínez Merino, en Santiago Jamiltepec, Oaxaca; y Esmeralda Gallardo, madre buscadora, en Puebla, Puebla.

Perú.

En Perú, OACNUDH registró el asesinato de Vilca Ampichi López, defensor ambiental indígena y jefe de la comunidad nativa de San Juan de Pachitea ocurrido en diciembre en Puerto Inca, Huánuco.

La CIDH es un órgano principal y autónomo de la Organización de los Estados Americanos (OEA), cuyo mandato surge de la Carta de la OEA y de la Convención Americana sobre Derechos Humanos. La Comisión Interamericana tiene el mandato de promover la observancia y la defensa de los derechos humanos en la región y actúa como órgano consultivo de la OEA en la materia. La CIDH está integrada por siete miembros independientes que son elegidos por la Asamblea General de la OEA a título personal, y no representan sus países de origen o residencia.

El artículo también puede encontrarlo en el siguiente link: https://www.servindi.org/actualidad-noticias/21/02/2023/cidh-2022-ano-violento-para-los-derechos-humanos

Tomado de: pressenza.com

Dejar que el río fluya: las luchas indígenas contra las represas en América Latina

América Latina es una de las regiones del mundo que cuenta con mayor cantidad de represas, ligadas en su mayoría a la producción de energía. Estas obras de infraestructura avanzan, en muchos casos, sin contar con licencia social, y son múltiples los impactos que generan en términos ambientales y de relocalización de habitantes, gran parte de los cuales pertenecen a pueblos indígenas. En este artículo, la autora aborda los casos de la represa de El Zapotillo (México), y las hidroeléctricas La Elena (Argentina) y Belo Monte (Brasil).

En la actualidad, existen en el mundo 38.660 represas y otras 3.700 se encuentran en proceso de construcción o en fase avanzada de planificación, lo que implica que el 60% de las grandes cuencas se encuentran hoy represadas, según un informe realizado por el Observatorio Mundial de Presas (GDW, por su sigla en inglés). A su vez, entre 40 y 80 millones de personas han sido desplazadas de sus hogares; la imprecisión de este número está ligada a que muchas no fueron reconocidas o registradas, por lo que no fueron indemnizadas o reasentadas. En la mayoría de los casos, las indemnizaciones resultaron insuficientes y los reasentamientos no implicaron una restitución de los medios de subsistencia.  Por otro lado, este informe de la GDW plantea que comunidades indígenas y minorías étnicas han sufrido desplazamientos de un modo desproporcionado, y son quienes han sufrido mayores impactos negativos en relación a la reproducción de sus vidas y su cultura.

Una represa es una obra de infraestructura construida sobre un río, cuyo objetivo es desviar o retener el agua. La estructura se compone de un dique que se construye de forma perpendicular al cauce del río y el agua puede ser utilizada para la generación de energía eléctrica, el riego, la piscicultura, el consumo industrial o humano, o para evitar anegamientos en las zonas aledañas a la fuente de agua.

Además de los impactos en las comunidades, este tipo de obras de infraestructura tienen grandes consecuencias negativas en el plano ambiental. Por un lado, han sido el tipo de infraestructura que más gases de efecto invernadero ha generado en el mundo, a causa de la descomposición de miles de hectáreas de materia orgánica que han sido inundadas. A ello se suma la destrucción de bosques nativos y de poblaciones de especies; la degradación de las cuencas debido a la inundación de los embalses; la pérdida de biodiversidad acuática y de los servicios brindados por humedales; el deterioro de la calidad de agua; y las sequías en algunos territorios aledaños.

América Latina, junto con el sudeste asiático y África, es una de las regiones con mayores conflictos vinculados a la construcción de represas, en su mayoría destinadas a producir energía. Esto ha implicado el creciente aumento, en las últimas décadas, de la lucha contra estos megaproyectos hídricos y, por consiguiente, el aumento de la criminalización y la represión. Algunos casos, por su magnitud y nivel de resistencia, se han convertido en emblemáticos.

Proyecto La Elena

El Carrenleufú o Corcovado es un río que nace en el Lago General Vintter -en territorio controlado por el Estado argentino- y, tras recorrer alrededor de 130 kilómetros, atraviesa la cordillera de los Andes hasta llegar a Chile. Desde los años setenta, el Estado argentino comenzó a estudiar la posibilidad de impulsar la construcción de represas hidroeléctricas sobre esta fuente de agua, aprovechando el desnivel natural que posee para el desarrollo de energía hidroeléctrica. Así, en 1982, la empresa estatal Agua y Energía Eléctrica realizó una planificación integral con un proyecto de siete embalses y seis usinas: Jaramillo, Caridad, La Elena, Carrenleufú, Río Hielo y Frontera. Años más tarde, se realizó un balance de cada una de estas represas, donde se detectó que la más rentable era La Elena.

Tras décadas de estancamiento de este proyecto, en el año 2004 el gobierno de la provincia de Chubut, que en ese momento se encontraba en manos del peronista Mario Das Neves, decidió reiniciar los estudios de factibilidad de La Elena y le solicitó al gobierno nacional iniciar la licitación correspondiente. Detrás del proyecto estaba la corporación de capitales españoles Santander. Esta compañía es la principal accionista de la planta de producción de aluminio Aluar, la cual posee una división en Puerto Madryn, por lo que el interés estaba centrado en obtener un mayor potencial energético para esta empresa. Sin embargo, la movilización que se desató ante la activación de este proyecto implicó un freno al avance de La Elena, ya que las poblaciones de la región se informaron sobre los impactos que la construcción de esta represa generaría. Por un lado, se inundarían alrededor de 11 mil hectáreas de bosque nativo. Por otro lado, afectaría por completo el territorio que habita la comunidad mapuche Pillán Mahuiza.

“En ese momento se articuló con vecinos de la zona, con grupos ambientalistas, con comunidades mapuche, se inició una campaña anti represa contando el impacto que esta tendría sobre el río. Esto derivó en movilizaciones, en acciones ahí mismo en el río, acciones que tuvieron contundencia”, recuerda Mauro Millán, lonko de Pillán Mahuiza, en relación a los orígenes de la resistencia contra La Elena. Y agrega: “Las acciones que se llevaron adelante estaban vinculadas a denunciar y explicar mediáticamente lo que significa una represa en un lugar tan frágil, con biodiversidad, a diferencia de otros sectores de la Patagonia. También las consecuencias que traería acarreadas, porque cambiaría el clima, la flora, la fauna y también la vida de las personas”.

Tras este primer freno en el 2004, hubo nuevos intentos de reactivación de La Elena. En 2010 fue el secretario de Infraestructura provincial, Alejandro Pagani, el encargado de anunciarlo, planteando además que el anteproyecto estaba avanzado y que sólo faltaban los estudios de impacto ambiental. Sin embargo, se pospuso nuevamente hasta un nuevo intento en 2021, cuando el gobernador Mariano Arcioni, en medio de una crisis económica y social, insistió en avanzar con este proyecto bajo el argumento de “llevar energía a las poblaciones alejadas”. Así lo explica Millán: “Ellos hacen como una especie de prueba del impacto que tiene, por ejemplo, empezar a subir información promocionando la instalación de esta represa. Creo que estaban midiendo la intensidad y probando en qué clima se desarrollaría cualquier intención de apertura del proyecto”.

Más allá de que el proyecto La Elena se encuentra frenado al día de hoy, a lo largo de los años la Lof Pillán Mahuiza sufrió las consecuencias de la lucha que vienen llevando adelante desde hace más de una década. En 2015 se descubrió que estaban realizando espionaje ilegal contra algunos de sus integrantes, a partir del hallazgo de un expediente clasificado de la ex SIDE. Por otro lado, han recibido amenazas de muerte y, durante algunas ceremonias realizadas por la comunidad, advirtieron la presencia de miembros de las fuerzas de seguridad.

A pesar de ello, no han frenado la resistencia contra el proyecto hidroeléctrico, así como también ante el avance de otras actividades extractivistas. “Hay algo que es fundamental tener en cuenta que es que, en el momento en que dejaste clavar una pala para que el proyecto comience, ya es prácticamente imparable. O sea, hay que prevenir inclusive que se acerquen a orillas del río con prospecciones, porque después no lo podés detener, es muy difícil una vez que se instala. No sólo se instala la estructura de trabajadores, sino también las fuerzas de seguridad, es muy difícil revertir eso”, finaliza Millán.

El río Verde atraviesa el territorio de tres estados mexicanos emplazados en el centro del país: nace en Zacatecas y recorre Aguascalientes y Jalisco, donde confluye con el río Santiago. Posee una longitud de 200 kilómetros y su cuenca una superficie de 20.705 kilómetros cuadrados. En 1997, el gobierno nacional, a través de la Comisión Nacional del Agua (CONAGUA) y de los gobiernos estatales de Guanajuato y Jalisco, firmó un acuerdo para el aprovechamiento de esta fuente de agua.

Tras este acuerdo se anunció la construcción de una represa que se ubicaría en el poblado de San Nicolás, en el estado de Jalisco. Sin embargo, dada la movilización de los pobladores que se verían afectados, el proyecto logró frenarse. Tras esta victoria, en 2005, fue lanzada una obra alternativa: la represa El Zapotillo, la cual se ubicaría en los Altos de Jalisco, a 100 kilómetros de Guadalajara.

El argumento que se planteó desde el gobierno era la necesidad de abastecer de agua a la ciudad de León, la región de los Altos de Jalisco y la zona metropolitana de Guadalajara. En el primer proyecto se detallaba la construcción de una cortina (barrera construida para detener o desviar el agua) de 80 metros de altura. En 2007, el gobierno anunció que esta cortina sería de 105 metros, con el objetivo de aumentar la capacidad de almacenamiento de agua. Sin embargo, este cambio implicaba que algunas localidades del estado de Jalisco sufrirían anegamientos, así como también pobladores de algunas regiones deberían ser relocalizados.

Desde el Estado anunciaron que tendrían que relocalizarse habitantes de las localidades Acasico y Palmarejo, regiones habitadas por integrantes del pueblo indígena Nahua. A pesar de que existe legislación internacional que protege y obliga a la consulta previa a los pueblos originarios, en el caso de El Zapotillo esta normativa no fue tenida en cuenta.

Por otro lado, se construirían dos diques para evitar el anegamiento de Temacapulín. “Pensando que tendríamos un riesgo muy grande con los diques, nos empezamos a organizar para que no se llevara a cabo el proyecto”, relata Abigail Agredano, presidenta del comité Salvemos Temacapulín, Acasico y Palmarejo, sobre los comienzos de la resistencia contra El Zapotillo. Y agrega: “La resistencia fue larga, luchamos durante 16 años, con plantones, marchas, protestas, visitas al Congreso, a los gobernadores, cartas. En 2011 tomamos la represa, aun sabiendo que había muchos riesgos. Acudimos a organismos de derechos humanos, hicimos cuántas acciones se nos ocurrieron”.

Además de los impactos en términos sociales, en el plano ambiental las transformaciones territoriales que la represa generaría tendrían amplios efectos negativos. “Las consecuencias ambientales son muchas, inundaría 4.800 hectáreas de tierras fértiles y acabaría con la flora y fauna. Además, las represas emiten dióxido de carbono, metano y óxido nitroso, los principales componentes de los gases de efecto invernadero. Cuando desazolvan una represa, contaminan las tierras donde avientan los desechos”, explica Abigail.

A pesar de las movilizaciones que la represa suscitó, el gobierno nacional continuó adelante con el proyecto. En septiembre de 2009, la CONAGUA anunció que la licitación para la construcción de la obra había sido ganada por un consorcio conformado por la firma mexicana La Peninsular, la española FCC Construcción y el Grupo Hermes. Por otro lado, el acueducto quedaría en manos de Abengoa México, Abeinsa Infraestructuras Medio Ambiente, Sociedad Unipersonal y Abeinsa Ingeniería y Construcción Industrial.

La construcción de la represa se fue dilatando producto de acciones judiciales interpuestas por el comité Salvemos Temacapulín, Acasico y Palmarejo, que obtuvieron tres medidas cautelares que determinaron el freno del proyecto durante algún tiempo. Sin embargo, dada la clara intención del gobierno de finalizar la represa para que comience a funcionar en 2023, los pobladores de las regiones afectadas se vieron obligados a negociar con el gobierno mexicano para obtener algún tipo de protección. Así lo detalla Abigail: “La represa no se logró echar abajo, el Presidente de la República nos dio la opción de llenarla a 40 metros de altura, ya que la cortina estaba casi terminada. A esa altura no inunda ninguna comunidad. Aceptamos porque no teníamos otra opción, se están haciendo unas ventanas vertedoras para que no haya riesgo de inundación. Actualmente, estamos revisando que se cumpla lo que se prometió, junto con el plan de justicia”.

Brasil inundado de represas

Brasil es uno de los países latinoamericanos que más ha invertido en el desarrollo de represas hidroeléctricas. De hecho, el 60% de la energía que se consume en el país proviene de esta fuente. En la actualidad, Brasil posee 120 proyectos hidroeléctricos emplazados sobre diferentes ríos del país.

Uno de los casos más emblemáticos ha sido el de la represa Belo Monte, dado que, al finalizarse, será la segunda mayor hidroeléctrica brasileña (luego de la de Itaipú, que este país posee en conjunto con Paraguay) y la tercera del mundo, detrás de Tres Gargantas, en China. A su vez, representará el 11% de la potencia instalada brasileña.

Belo Monte comenzó su construcción en 2011, en uno de los ecosistemas más importantes del mundo en términos de diversidad biológica: el Amazonas. Se encuentra ubicada sobre el río Xingú, que, con una longitud de 1.815 kilómetros, se extiende por el estado de Pará y es uno de los mayores afluentes de la vertiente meridional del río Amazonas.

El complejo de Belo Monte cuenta con una represa principal, llamada Pimentel, la cual creó un embalse de 359 kilómetros cuadrados y desvió el flujo del río Xingú hacia el noroeste, a través de un canal de 17 kilómetros. Este canal deriva en un embalse secundario y en una estación hidroeléctrica.

Norte Energía es el consorcio (compuesto por Eletronorte, Neonergia, Cemig, Light, JMalucelli Energía, Vale y Sinobras) que posee la concesión para operar Belo Monte por un período de 35 años. En abril de 2016, el Instituto Brasileño de Medio Ambiente y Recursos Naturales Renovables (IBAMA) impuso una multa de 6,6 millones de dólares por la muerte de más de 16 toneladas de peces durante el proceso de llenado del embalse.

Además, al día de hoy, la construcción de la represa de Belo Monte ha implicado la reubicación de 20 mil personas.

Por otro lado, Belo Monte implica el anegamiento de una extensa área de tierra, el desecamiento de partes del río Xingú, y la reducción de reservas de peces que son imprescindibles para la reproducción de la vida de distintos pueblos indígenas que habitan la zona: los kayapó, arara, juruna, araweté, xikrin, asurini y parakanã. En 2011, integrantes del pueblo kayapó, en una carta dirigida al presidente Luiz Inácio Lula da Silva, afirmaron: “No queremos que esta presa destruya los ecosistemas y la biodiversidad que nosotros hemos cuidado durante milenios, y que aún podemos preservar”.

En memoria de Berta y Macarena

La problemática de las represas se extiende en distintos territorios de pueblos originarios y cada vez son más las redes de movimientos de afectados que se organizan para rechazar estas mega obras. Existen dos casos paradigmáticos de luchadoras indígenas que han sido asesinadas por enfrentar el represamiento de los ríos donde se asientan sus comunidades.

Por un lado, el caso de Berta Cáceres, lideresa del pueblo lenca y fundadora del Consejo Cívico de Organizaciones Populares e Indígenas de Honduras (COPINH), quien luchó contra el avance del Proyecto Hidroeléctrico Aguas Zarca de la empresa de capital hondureño Desarrollos Energéticos S. A de C.V (DESA). Esta represa iba a ser construida sobre el río Gualcarque, afectando los departamentos de Santa Bárbara e Intibucá y la Reserva de Vida Silvestre Montaña Verde. El 2 de marzo de 2016, Berta fue asesinada y, en junio de 2022, un ex directivo de DESA fue condenado como autor intelectual de su homicidio.

Por otro lado, el caso de Macarena Valdés, perteneciente al pueblo mapuche e integrante de la comunidad Newen de Tranguil, ubicada en el territorio que controla el Estado chileno. Macarena era parte fundamental de la lucha de su comunidad contra la minicentral hidroeléctrica que la compañía austríaca RP Global buscaba construir sobre el río Tranquil. El 22 de agosto de 2016, Macarena fue encontraba ahorcada en su casa y, rápidamente, Carabineros y el Servicio Médico Legal catalogaron su muerte como suicidio. Sin embargo, su familia y comunidad lograron que el Poder Judicial reabra el caso de Macarena e investigue la causa de su muerte, frente a las graves amenazas que habían sufrido previo a su deceso.

Esta nota es parte del proyecto “Biodiversidad para el sustento. La comunicación para fortalecer a indígenas y campesinos en sus acciones”, realizado con el apoyo de Swift.

Por: Daiana Melón para agencia de noticias BiodiversidadLA 

Tomado de: biodiversidadla.org

 

Fuente: Radio Temblor