Al ajuste, a la derecha y al FMI los paramos con unidad en la calle!
JORNADA NACIONAL DE LUCHA
Este jueves 14/9, a las 16.30 hs concentramos en Av Belgrano y 9 de Julio, para marchar a Plaza de Mayo.
Desde la Autoconvocatoria por la Suspensión del Pago e Investigación de la Deuda, convocamos a esta Jornada Nacional de Lucha, junto a organizaciones sociales, sindicales, piqueteras, de jubilades, estudiantiles, ambientalistas, de pueblos originarios, entre otras, para enfrentar el doble comando del FMI en nuestra economía, que no hace más que profundizar el ajuste y el saqueo extractivista.
Una muestra de unidad para dejar en claro a las distintas alternativas electorales de la derecha -quienes proponen volver a las recetas de la dictadura o del menemismo- que, como siempre, vamos a seguir dándoles pelea en las calles.
Rechazamos estas deudas odiosas y los acuerdos con el FMI e insistimos que hay alternativas.
Basta de ajuste y saqueo! Las estafas no se pagan! Anulación de los Acuerdos! #FueraFMI La deuda es con los pueblos y la naturaleza
Movimentos propõem governo de transição e cooperação com o Sul Global para reconstruir o país
Acampamento de pessoas expulsas dos bairros populares por grupos armados – Richard Pierrin\AFP
O Brasil de Fato passou sete dias no Haiti a convite de organizações e movimentos populares. Durante a visita foram ouvidas mais de 20 organizações de defesa dos direitos humanos e todas foram unânimes em afirmar: a escalada da violência no país caribenho é estimulada por agentes externos à ilha e provavelmente será a justificativa para uma nova intervenção militar – rejeitada pela sociedade civil do país – comandada por forças estrangeiras e chancelada pela Organização das Nações Unidas (ONU).
Uma outra crítica comum dos ativistas é a cobertura da imprensa internacional sobre o país. Exuma Emmanuel, comunicador da Rádio Resistência e da Agência de Notícias Popular Haitiana, uma rádio web comunitária e popular com sede em Porto Príncipe é incisivo:
“O tipo de cobertura internacional feita sobre o Haiti traz muitos efeitos negativos para quem vive aqui, um deles é vender a imagem de que é um dos piores espaços do mundo para se viver e isso também tem efeito sobre os haitianos que vivem fora do país.”
“Fora do país os haitianos têm medo de se apresentarem como haitianos. Há outros efeitos políticos sobre o Haiti, desde a independência, as notícias negativas formam uma imagem”, completa.
“Esse discurso vem desde o século 19 porque as potências imperiais nunca aceitaram a independência do Haiti. O país ajudou em muitas independências e os [demais] países ficaram com medo da revolução haitiana”, afirma o professor. Camille também destaca a permanência e originalidade do movimento popular haitiano e sua consciência anti-imperialista.
Aumento da violência e grupos armados
A situação do país é complexa com um aumento da violência impulsionada por grupos armados que hoje controlam mais de 50% do território, dado confirmado pelas organizações. A situação mais crítica é a da capital, Porto Príncipe. Grupos armados controlam vários vários bairros populares, implicando muitas vezes em assassinatos e sequestros.
Ainda de acordo com Exuma Emmanuel, “a violência estimulada quer impor ao país uma nova força de ocupação”.
“As armas usadas pelos grupos armados nos bairros populares vêm dos Estados Unidos. O povo haitiano não é só um povo que está em desespero, está em luta”, diz Emmanuel, que explica que as gangues controlam zonas estratégicas instalando um clima de terror e impedindo as pessoas de se organizarem.
Comércio nas ruas de Porto Príncipe / Monyse Ravena
Segundo relatório das Nações Unidas sobre a situação do Haiti, a violência se intensificou em 2023 e o número de assassinatos registrados no país aumentou 21% neste ano, passando de 673 no último trimestre de 2022 para 815 entre 1º de janeiro e 31 de março. A quantidade de sequestros cresceu 63% no mesmo período, passando de 391 para 637 registrados.
Os casos de estupros de mulheres e meninas também estão entre as principais denúncias das organizações ouvidas pelo Brasil de Fato. Um relatório da Anistia Internacional, apresentado no início de abril, aponta que 40% da população do país está em situação de emergência alimentar, o que corresponde a cinco milhões de pessoas passando fome.
De acordo com a ONU, as autoridades hatianas registaram 1.014 sequestros no país entre janeiro e junho deste ano.
Caos econômico
O Haiti tem a terceira maior inflação entre os países da América Latina (atrás apenas de Argentina e Venezuela), na casa dos 30%, e um câmbio volátil. O combustível aumentou 260% em dois anos e o país enfrenta uma nova crise migratória com fuga de mão-de-obra qualificada. A maioria da população não tem acesso a água potável, assistência médica e moradias adequadas.
Desde o assassinato de Jovenel Moïse, em julho de 2021, a presidência está vaga e não há previsão para novas eleições. Após a morte do presidente, Ariel Henry foi nomeado como primeiro-ministro. Organizações populares afirmam que a sua indicação foi feita por ingerência direta do Core Group (Grupo Central) composto pelas embaixadas da Alemanha, Brasil, Espanha, EUA, França, Canadá, União Europeia, e pelo representante especial da Organização dos Estados Americanos e o representante especial do secretário-geral das Nações Unidas.
No momento, não há parlamento, nem tribunais superiores em funcionamento no país.
Reynold Samon é militante e dirigente político haitiano / Radyo Rezistans
“Acordo de Montana”
O conjunto de movimentos populares e organizações que atuam na defesa dos direitos humanos propõem o estabelecimento de um governo de transição, como uma das saídas para crise. As propostas foram sistematizadas no “Acordo de Montana” que tem a oposição do Core Group.
O acordo foi proposto em agosto de 2021 pela Comissão para a Busca de uma Solução Haitiana para a Crise. O grupo reúne organizações não governamentais, movimentos populares e religiosos, dirigentes políticos, intelectuais que se reuniram após o assassinato de Moïse. O nome de Grupo Montana faz referência ao local onde o grupo realizava suas reuniões, o Hotel Montana, na capital Porto Príncipe.
“A transição de poder pode ser de continuidade ou de ruptura, mas o governo atual é ilegítimo e ilegal”, analisa Camille Chalmers sobre o desafio do momento histórico vivido pelo Haiti.
Sobre a possibilidade de uma nova intervenção estrangeira, Neidyson Cèzaire comunicador, produtor e ativista rechaça: “A ajuda internacional dos países ocidentais nunca ajudou um país a se desenvolver. O caminho para o Haiti é priorizar a cooperação Sul-Sul. Os países ocidentais odeiam o Haiti, querem nos fazer pagar por sermos responsáveis a quebrar com a ordem mundial da escravidão.”
Chalmers conclúi dizendo que “precisamos de solidariedade real. O imperialismo americano é um dos atores que está conduzindo a crise. Temos sim a necessidade da construção de redes internacionais de apoio, mas não de intervenção militar.”
Ao contrário das organizações e movimentos populares que atuam diretamente com a população, o primeiro-ministro Ariel Henry pediu ajuda militar internacional para combater os grupos armados em outubro de 2022 e ainda não obteve resposta. Contudo, há expectativa de que na próxima reunião do Conselho de Segurança da ONU, em 14 de setembro haja pronunciamentos e uma possível definição sobre o assunto.
O governo brasileiro já demonstrou interesse em que a Polícia Federal brasileira treine a polícia haitiana, mas espera que o Conselho de Segurança aprove uma força policial multinacional no país.
História e Independência
O Haiti foi a primeira colônia das Américas a conquistar a independência e a única revolução independentista realizada por negros e escravizados. A revolução haitiana teve início em 1791, quando a então colônia francesa era chamada de Santo Domingo. Após uma luta de 12 anos, em 1804, foi proclamada a independência e o país passou a chamar-se Haiti, nome de origem indígena. A revolução haitiana combinou a luta pela independência da metrópole com a luta pela libertação dos escravizados.
No entanto a história do Haiti nos séculos 20 e 21 é marcada por sucessivas ocupações estrangeiras: a ocupação estadunidense de 1915 a 1934; a ditadura militar dos Duvalier que durou quase 30 anos de 1957 a 1986. Com o fim da ditadura, a constituição de 1987 trouxe vários avanços, entre eles a instituição do criolle como língua oficial junto com francês.
Houve duas tentativas de golpe contra o ex-presidente de orientação progressista Jean-Bertrand Aristide, em 1991 e 2004.
Também em 2004 tem início a ocupação pela Minustah, força multinacional da ONU, comandada por militares brasileiros, que vai até 2014. Um de seus comandantes foi o General Augusto Heleno, chefe do gabinete de segurança no governo de Jair Bolsonaro.
Na história recente haitiana ainda temos o devastador terremoto de 2010 que inflamou enormemente as crises social e econômica do país, e o furacão Mateus, em 2016.
“Cada intervenção teve consequências graves e interrelações”. Chegamos em 2016 com um ciclo importante de manifestações protagonizadas pelos camponeses e que foram duramente combatidas pelas gangues”, conclui Chalmers. Outro ciclo de manifestações populares importantes aconteceu durante o ano de 2022, já protestando contra o governo de Ariel Henry e o aumento da violência.
A reportagem tentou contato com a representante especial do secretariado-geral da ONU para o Haiti, mas até o fechamento da reportagem não obteve resposta.
América Latina no consigue garantizar la seguridad para quienes defienden ríos, lagos, bosques y todo lo que da vida a un territorio. En 2022, la región volvió a colocarse como la más peligrosa para ellos. Ese año, 177 personas defensoras de ambiente y territorio fueron asesinadas en el mundo, 125 de esos homicidios ocurrieron en países latinoamericanos, en especial en Colombia, Brasil y México.
Esos datos forman parte del más reciente informe “Siempre en pie: personas defensoras de la tierra y el medio ambiente al frente de la justicia climática”, publicado por Global Witness, organización no gubernamental que desde 2012 realiza la documentación de las violencias letales que sufren quienes defienden el ambiente y el territorio.
Si bien los 177 asesinatos ocurridos en el año 2022 representan un número menor a los 200 que se registraron en 2021, la disminución no significa que vaya a la baja la violencia en contra de los defensores ambientales y de territorio, enfatiza Laura Furones, autora principal del informe de Global Witness.
Y hay un dato que refleja cómo la violencia en contra de los defensores ambientales no da tregua: durante 2022, en promedio, cada dos días el mundo perdió a una persona que dedicó parte de su vida a defender los territorios en donde la vida es amenazada.
Líder indígena de la comunidad Kayapó a orillas del río en territorio Baú, Pará, Brasil. Foto: Karina Iliescu / Global Witness.
El más reciente informe de Global Witness vuelve a registrar una tendencia presente en otros años: las comunidades indígenas están sufriendo una violencia permanente. En el 2022, fueron 64 las personas defensoras indígenas que fueron asesinadas, esa cifra representa más de un tercio (36 %) del total de casos.
“Si bien cada vez se reconoce más el papel que (los pueblos indígenas) desempeñan en la protección de los bosques del mundo, siguen sin que se les brinde la protección adecuada y sin que se les incluya en la toma de decisiones”, se resalta en el informe.
Las mujeres sufrieron el 11 % del total de los ataques mortales. Además, el 22 % de todas las personas defensoras asesinadas se dedicaban a la agricultura en pequeña escala.
Entre los nombres de las personas defensoras de ambiente y territorio que están presentes en el informe de Global Witness se encuentra el de Jonatas Oliveira, hijo de un líder de Brasil. Tenía nueve años cuando lo mataron. En 2022, al menos, cinco menores de edad fueron asesinados: tres en Brasil, uno de Colombia y otro de México.
Laura Furones reconoce que es difícil especificar las causas exactas que provocaron los asesinatos. Aun así, a partir de la documentación realizada con fuentes abiertas y con organizaciones no gubernamentales en cada uno de los país, el informe de Global Witness señala que la agroindustria, la minería y la explotación forestal aparecen como los principales sectores económicos que tienen alguna conexión con los homicidios de personas defensoras de ambiente y territorio.
Este año, el informe Global Witness reportó el asesinato de cinco menores de edad; tres de esos homicidios ocurrieron en Brasil. Foto: Karina Iliescu / Global Witness.
América Latina: la región más violenta para los defensores
Los asesinatos de defensores ambientales y de territorio que documentó Global Witness en 2022 ocurrieron en 18 países, 11 de ellos están en América Latina. Colombia fue el país que registró el mayor número de homicidios: los 60 documentados representan casi el doble de los 33 que se contabilizaron en 2021.
Entre las tres naciones en donde más asesinaron a defensores ambientales también se encuentran Brasil, con 34 casos, y México, en donde se registraron 31 homicidios.
Al igual que Colombia, Brasil registró un aumento en los casos de personas defensoras de ambiente y territorio asesinados. Si en 2021 se documentaron 26 homicidios, para el 2022 la cifra aumentó a 34.
El 2022 representó el último año de gobierno de Jair Bolsonaro, cuya presidencia se caracterizó por abrir aún más las puertas de la Amazonía a la agroindustria y a la minería. Además, en el informe de Global Witness se apunta que durante su administración se debilitó a las instituciones ambientales. En Brasil, señala Furones, se ha dado “una carrera por la invasión de las tierras indígenas, por parte de intereses mineros y la agroindustria”.
México logró disminuir el número de asesinatos contra defensores ambientales y de territorio. Si en 2021 se registraron 54 homicidios, para el 2022 solo se documentaron 31. Furones advierte que disminuyeron los asesinatos, pero en el país como en otras naciones de la región han aumentado otras violencias, entre ellas la criminalización.
El informe resalta que Colombia, Brasil y México tienen algo en común: “Sus gobiernos han fracasado sistemáticamente a la hora de poner fin a estos asesinatos y hacer que las personas responsables rindan cuentas. Esta impunidad sienta un precedente fatídico”.
Otro de los países latinoamericanos que registran una alta violencia en contra de defensores ambientales es Honduras, en donde 14 personas defensoras fueron asesinadas en 2022. El informe de Global Witness resalta que el país centroamericano tiene el número de asesinatos más alto a nivel per cápita.
De acuerdo con la documentación realizada por Global Witness, desde 2012 hasta el 31 de diciembre de 2022, 1910 personas defensoras de ambiente y territorio han sido asesinadas; el 70 % de esos homicidios (1335) ocurrieron en países latinoamericanos.
En Colombia hay un fuego cruzado, donde pueblos indígenas y sociedad civil son perseguidos y asesinados por mafias, paramilitares y grupos armados. Foto: Somos Defensores.
La urgencia de sumarse al Acuerdo de Escazú
Cinco de los países latinoamericanos que aparecen en el informe de Global Witness no son parte aún del Acuerdo de Escazú, el primer tratado de Latinoamérica y el Caribe que, entre otras cosas, obliga a los Estados a proteger a los defensores ambientales.
Brasil solo ha firmado el acuerdo, pero no lo ha ratificado. Y en octubre de 2022, Colombia ratificó el acuerdo, pero desde entonces, el tratado se encuentra en un proceso de revisión en la Corte Constitucional, instancia que determinará si el contenido de Escazú es acorde con la Constitución.
Vanessa Torres, subdirectora de Ambiente y Sociedad, organización no gubernamental, explica que en el país “hay mucha presión para tratar de limitar la implementación del Acuerdo de Escazú”. Esa presión, asegura, proviene sobre todo del sector empresarial.
Los más recientes datos del informe de Global Witness, señala Torres, deberían ser un motivo lo suficientemente fuerte para que “la Corte Constitucional pueda ratificar ya el acuerdo y comenzar a implementarlo lo más pronto posible”.
Honduras, Perú y Venezuela tampoco han ratificado el Acuerdo de Escazú.
En su informe Global Witness llama a que todos los países que forman parte de la región amazónica firmen y ratifiquen el Acuerdo de Escazú. “Utilizar su marco como hoja de ruta para la transparencia, el acceso a la información y la justicia medioambiental”.
Aldea en Baú, Pará, Brasil, donde vive la comunidad indígena Kayapó. Foto: Cícero Pedrosa Neto / Global Witness.
Amazonía: una región bajo acoso
El informe de Global Witness dedica un apartado especial para la Amazonía, región en donde fueron asesinadas 39 personas defensoras, 11 eran originarias de comunidades indígenas. Esta cantidad representa más de la quinta parte de todos los homicidios cometidos contra defensores ambientales y de territorio en todo el mundo.
En junio de 2022, el brasileño Bruno Pereira, experto en pueblos indígenas, y el periodista británico Dom Phillips, fueron asesinados en la Amazonía. El informe de Global Witness recuerda que, a 1000 kilómetros de donde los mataron, “las actividades de la minería ilegal de oro prácticamente han acabado con la comunidad indígena yanomami”.
Otras comunidades indígenas que habitan en la Amazonía también han vivido la invasión de sus territorios. Maria Leusa Munduruku, defensora ambiental brasileña que pertenece al pueblo Munduruku, recuerda que los invasores quemaron sus aldea y ella ha recibido amenazas de muerte: “Cuando alguien se pone de pie en contra de eso, termina amenazado”.
Durante los cuatro años del gobierno de Jair Bolsonaro, las comunidades indígenas vivieron algo “muy terrible”, remarca María Leusa Munduruku. Ahora, con el gobierno de Lula de Silva, “estamos exigiendo al Estado que cumpla con la seguridad para los defensores del territorio. Para nosotros todavía no hay seguridad”.
Maria Leusa, miembro del Movimiento Ipereg Ayu y guerrera munduruku. Foto: Rosamaria Loures.
En la región amazónica, la violencia también está afectando a las comunidades indígenas kayapós, de Brasil; uwottüja, de Venezuela y kakataibo, de Perú. El informe de Global Witness apunta que padecen la invasión de sus tierras, la contaminación de sus ríos y amenazas ocasionadas, en especial, por la expansión de la minería ilegal.
El 30 de junio de 2022, Virgilio Trujillo Arana fue asesinado. Era líder de la comunidad uwottüja y miembro de la Organización Guardianes Territoriales Indígenas Ayose Huyunami. Él denunció la minería ilegal en la Amazonía venezolana.
En Perú, los kakataibos, los shipibo-konibos y otras comunidades indígenas que viven en las regiones de Ucayali y Huánuco, en la Amazonía peruana, también llevan años denunciando las invasiones de sus tierras y la explotación ilegal de la madera de sus bosques. En su territorio, “los cultivos de coca están reemplazando al bosque”, se lee en el informe de Global Witness.
Tan solo en la región de Ucayali han sido asesinadas, al menos, tres personas defensoras de tierra y medio ambiente, de acuerdo con los datos de la organización internacional.
“Los estudios han demostrado una y otra vez que los pueblos indígenas son los mejores custodios de los bosques y, por tanto, son imprescindibles en la mitigación de la crisis climática. Sin embargo, en países como Brasil, Perú y Venezuela los están asediado precisamente por llevar a cabo esa labor”, señala Laura Furones, de Global Witness.
La Amazonía es una región prioritaria para conservar y también uno de los lugares más peligrosos para los defensores. Foto: Cícero Pedrosa Neto / Global Witness.
La responsabilidad de las empresas y de otros países
Los asesinatos ocurridos en la Amazonía y los daños ambientales provocados por las actividades extractivas, tanto legales como ilegales, muestran la alta presión que hay sobre este territorio y quienes lo habitan. Ante este panorama, el informe de Global Witness hace un llamado: “Proteger la Amazonía es una de las acciones más urgentes que debemos emprender para evitar las peores consecuencias de la crisis que afronta nuestro planeta”.
En el informe se incluyen una serie de recomendaciones para detener la violencia y los asesinatos de las personas defensoras en la Amazonía, entre ellas que los gobiernos locales mejoren el monitoreo de las zonas de minería ilegal y hacer que se cumpla la ley. Además, que los gobiernos sancionen a las empresas que contribuyan a la minería ilegal y otras actividades ilícitas. Y, en especial, exigirles que cumplan con requisitos de transparencia más estrictos, que permitan rastrear sus cadenas de suministro los minerales extraídos ilegalmente.
El informe de Global Witness recuerda que ya hay investigaciones en donde se han demostrado que empresas internacionales de Suiza, Italia, Corea del Sur, Estados Unidos y el Reino Unido “extrajeron o adquirieron oro… o vendieron maquinaria para la explotación minera” de las zonas en donde se encuentran los territorio indígenas de Brasil.
Es por ello que la Relatora Especial de las Naciones Unidas sobre Personas Defensoras de Derechos Humanos, Mary Lawlor, señala que además de los países en donde están asesinando a los defensores, hay otros Estados que comparten la responsabilidad de garantizar su seguridad: “La Unión Europea puede cambiar la situación si en las disposiciones sobre debida diligencia obliga a las empresas a evaluar los riesgos para las personas defensoras”.
Líderes de la comunidad Kayapó, en territorio Baú, Pará, Brasil. Foto: Cícero Pedrosa Neto / Global Witness.
Criminalización, violencia que va al alza
El informe de Global Witness alerta que sus datos solo muestran la violencia letal que sufren los defensores, sin embargo se ha observado que cada vez es más frecuente el uso de estrategias violentas como la criminalización, el acoso y los ataques digitales. “Hay otras formas de silenciamiento que no son letales, pero que tienen un impacto muy fuerte en la vida de las personas y que son utilizadas para acallarlas. La criminalización es una implacable estrategia de silenciamiento; confronta a los defensores con el mismo sistema legal que los debería estar defendiendo”, resalta Laura Furones.
La organización Front Line Defenders, por ejemplo, documentó que la criminalización representó la agresión más habitual en contra de las personas defensoras de los derechos humanos durante el año 2022, ya que representó el 34 % de todos los casos que se registraron.
Jorge Santos, de la Unidad de Protección a Defensoras y Defensores de Derechos Humanos (UDEFEGUA), comenta que “la criminalización se está convirtiendo en la columna vertebral (de las agresiones). La criminalización está produciendo muerte civil en las personas, ya que tienen que abandonar sus territorios o no pueden acceder a empleo”.
En Guatemala y en otros países de Centroamérica, por ejemplo, de acuerdo con la documentación realizada por UDEFEGUA, hay comunidades en donde el 60 % de sus hogares tiene a un miembro con una orden de captura.
El informe de Global Witness 2023 hace un llamado urgente para proteger a los defensores ambientales y conservar la Amazonía. Foto: Cícero Pedrosa Neto / Global Witness.
Los últimos informes del IPCC y la IPBES, autoridades científicas en temáticas de biodiversidad y cambio climático, reconocen la urgencia de actuar desde diferentes frentes para frenar la creciente crisis climática, situación que inició su consolidación en la segunda posguerra, al integrar los combustibles fósiles en la producción industrial, innovación que permitió, desde una lógica colonial, consolidar en el mundo estructuras de “desarrollo económico”, basadas en el consumo y explotación de la naturaleza, y de los seres humanos, de forma diferencial.
Desde hace 50 años se han venido desarrollando espacios para discutir e incluir en las agendas globales, al menos teóricamente, la creciente crisis ambiental; se ha llegado a consensos para evitar que el aumento del promedio de la temperatura global pase de 1,5 °C con relación a la era preindustrial. En ese mismo sentido, con el Acuerdo de París (2015), 195 países se comprometieron a disminuir sus emisiones de gases de efecto invernadero (GEI), resaltando la urgencia común, pero no las responsabilidades diferenciadas, como lo expone la Plataforma Latinoamericana y del Caribe por la Justicia Climática en su Glosario publicado en 2022.
En el Informe sobre Clima y Desarrollo del País, publicado en julio del presente año, Colombia se ubica en el puesto 32 entre 193 países en la lista de los mayores emisores, representando el 0,57% de las emisiones globales, evidenciando un aumento acelerado en los sectores de transporte, agricultura, residuos y energía. A pesar de lo que parece un bajo aporte, el Estado asumió el compromiso de disminuir un 51 % de dichas emisiones para 2030, con el propósito de convertirse en un país carbono-neutral en el 2050.
Las respuestas anteriores se basan en el lenguaje técnico y homogéneo que las autoridades científicas crearon para comprender y atender la crisis climática, denominado por Camila Moreno, del grupo Carta de Belén de Brasil, como “lenguaje carbones”, el cual plantea el aumento de temperatura como el problema central a atender, y no como una consecuencia de las estructuras que sostienen el capitalismo.
Esta lógica centrada en las emisiones permitió el surgimiento del modelo de “mercado verde” que, de forma muy general, crea una metáfora en la que equipara a todos los GEI (metano, óxido nitroso) con carbono, y en la que se puede manipular, controlar su flujo, para cuantificarlos, capturarlos e intercambiarlos, con el fin de permitir compensaciones y hacer un negocio de las mismas.
Este lenguaje mantiene la distancia entre seres humanos y naturaleza, a partir de estrategias que refuerzan su jerarquía como especie dominante, evitando así reforzar la noción relacional, cuestionar las prácticas de consumo o reconocer e integrar las prácticas inmersas en ontologías campesinas, afrodescendientes e indígenas, que generalmente son expuestas como casos aislados o muy localizados, y solo aplicables a escalas pequeñas que no pueden ser tenidas en cuenta para apuestas de transición.
Así mismo, en Colombia la apropiación de este discurso crea la tensión entre las posibles propuestas de atención a la crisis climática, contraponiendo la importancia de enfocar los esfuerzos ambientales del país en la lucha por la deforestación, (la cual se enfoca en múltiples estrategias para conservar y restaurar ecosistemas que capturan carbono), con las apuestas por una transición energética, reclamando que este camino no debe ser una prioridad, por la baja participación del país en el contexto de las emisiones globales.
Estos reclamos, reiterados por diferentes referentes académicos y políticos, se distancian profundamente de las bases de la justicia ambiental y climática, así como de soluciones sistémicas. Pulsar para que el país se enfoque únicamente en compensar y capturar carbono, por un lado, niega la conectividad ecosistémica y espiritual que también existe en los territorios; y, por otro, ignora la baja preparación (puesto 91) y alta vulnerabilidad (puesto 84) del país frente al cambio climático, que termina impactando en mayor medida, a los más empobrecidos. Esta categorización se expuso en el Índice de Adaptación Global de la Universidad de Notre Dame en 2020, y hace parte de las cifras recogidas en el “Diagnóstico Base para la Transición Energética Justa” realizada por el Gob. Nacional.
El lenguaje carbones permite cosificar a la naturaleza, leída como proveedora de “servicios ecosistémicos”, cuyos paisajes son útiles al ser estratégicos por funcionalidad, en los cuales hay un limitado reconocimiento de variables ontológicas que dan formas a diversos entramados de vida que no pueden ser cuidados en las lógicas de valoración ambiental dominantes. Adicionalmente, en muchos casos se valida la resignificación mercantilista de quienes han sido históricamente guardianes de territorios, al cuantificar su rol para canalizar recursos que permiten lavar los impactos de la contaminación, degradación y el despojo de grandes empresas contaminantes.
Esta forma de concebir la problemática y su solución (respaldándose en muchas ocasiones en la “mejor ciencia disponible”), genera que los esfuerzos, recursos, preguntas y planes de gobierno, se concentren en una apuesta limitada y fragmentada que tiene como gran meta convertir al país en un sumidero de carbono, criticando acciones por la justicia climática como la transición energética justa y viendo con preocupación la proyección futura de dejar las combustibles fósiles en el suelo; insistencia corporativa, de conectar el cuidado de la vida con el crecimiento económico.
Es así que las transiciones socioecológicas deben viabilizarse y concebirse más allá de su aporte inmediato a la economía de mercado, reconociendo los múltiples desafíos en términos políticos, económicos y sociales de un país privatizado, endeudado y en construcción de alternativas para la paz. Se debe avanzar en procesos estructurales orientados por nociones de bienestar que, a partir de la creación de autonomías territoriales, descentralicen en alguna medida el gasto público en el tiempo y contribuyan a relacionamientos con lógicas de recomunalización y relocalización de actividades, que permitan crear acciones recíprocas desde las ciudades (que aumentan sus demandas de recursos), hacia ruralidades empobrecidas que han cargado con el peso de la conservación y los impactos del desarrollo extractivo.
Agradecemos la colaboración de: Personas entrevistadas en la Cuenca del Río Villano, Personas entrevistadas en comunidades Siona del Cuyabeno, Personas entrevistadas en el cantón Pangua, Personas entrevistadas en la región suroriental de Manabí, Personas entrevistadas en el Norte de Esmeraldas, Personas entrevistadas en el Chocó Andino, Xavier León por el apoyo en datos estadísticos de exportaciones, Alex Samaniego por el apoyo en datos estadísticos de plantaciones de balsa.
Desde mediados de 2019 en todos los rincones donde crece la balsa, o donde puede crecer, se han producido transformaciones importantes: en los bosques tropicales amazónicos, en las monta- ñas boscosas de la Costa; en las selvas del Chocó, en las estribaciones andinas, se ha desatado un extractivismo incontrolado; en fincas campesina, se está produciendo una conversión de territorios destinados a la soberanía alimentaria, en monocultivos de balsa…
Su destino final es la China para los parques eólicos de generadores de energía, pues las características de su madera (dura, liviana) lo convierten en el material ideal para esta industria creciente.
Como se muestra a lo largo de esta publicación, esta intervención en las poblaciones de balsa y la apertura de la nueva frontera de esta especia arbórea, ha generado graves impactos en el tejido social de distintas comunidades locales en el Ecuador rural, se han producido alteraciones en las estructura y funciones de los bosques; se han vulnerado los derechos de la naturaleza.
“pareciera que tendremos que esperar y seguir luchando por más tiempo del que creíamos para que la memoria sea un valor central y de unidad para chilenas y chilenos”.
Por Andrés Kogan Valderrama*
11 de setiembre, 2023.- En una nueva conmemoración del mayor atentado terrorista que ha sufrido Chile en su historia, a través del bombardeo a La Moneda y el comienzo de una sangrienta dictadura de 17 años, cuesta entender que aún existan sectores que sigan justificando el golpe militar y hasta reivindicar la figura de Augusto Pinochet, luego de conocer la enorme evidencia sobre los miles de compatriotas exiliados, asesinados, torturados, violados y desaparecidos por parte de fuerzas armadas anti chilenas y contra su propio pueblo.
De ahí que estos 50 años no solo no sean un avance en generar ciertos mínimos comunes sobre lo ocurrido con el golpe de Estado el 11 de septiembre de 1973, sino que se ve un retroceso si lo comparamos con la conmemoración de los 40 años, en donde existieron ciertas señales democráticas de manera transversal de parte de la clase política y sectores sociales de aquel entonces, a través de la idea de cómplices pasivos y de que nunca más se podía repetir lo ocurrido con el terrorismo estatal y la sistemática violación a los derechos humanos (1).
No obstante, como la historia no es lineal, nos encontramos en un momento negacionista impulsado por sectores reaccionarios y de ultraderecha en el país, que lo que buscan no solo es celebrar el golpe de Estado, sino borrar todo tipo de memoria con lo ocurrido, luego del rechazo hace un año atrás de la propuesta constitucional y el control del nuevo Consejo Constitucional de parte del Partido Republicano, que lo ven como una gran oportunidad para seguir instalando un peligroso discurso anti derechos y que busca reinterpretar la historia a base de mentiras y odios, denostando la figura de Salvador Allende.
Lo señalo ya que la aprobación de esa propuesta constitucional del 2022 era un amenaza más grande incluso que la Unidad Popular, ya que tener una nueva carta magna de manera democrática, participativa, que redistribuía el poder y que garantizaba derechos en distintos ámbitos, era dejar atrás no solo el Estado neoliberal de Pinochet, sino también las bases del Estado Portaliano, algo que no pudo impulsar Salvador Allende, lo que fue aprovechado por la elite existente, apoyada imperialmente en su proceso de desestabilización por el gobierno de Estados Unidos.
Dicho esto, la amenaza gigantesca que vieron con la nueva constitución los grandes poderes fácticos en Chile hizo que se desinformara sobre algunos de sus contenidos más importantes (Plurinacionalidad, Estado Regional, Derechos de la Naturaleza, Igualdad Sustantiva, Democracia Inclusiva y Paritaria, Derechos Sociales), o simplemente se ignoraran, como pasó con el Derecho a la Memoria del artículo 24 de la propuesta (2), la cual se hacía cargo de un tema fundamental para cuidar nuestra democracia y dar justicia a las víctimas del terrorismo estatal.
Por supuesto, aquel articulado que planteaba el derecho al esclarecimiento y conocimiento de la verdad de las víctimas a los derechos humanos, como su reparación integral, y la obligación del Estado de prevenir, investigar, sancionar e impedir la impunidad, quedó completamente invisibilizado por los grandes medios privados y también de parte de una televisión pública (TVN) que no estuvo a la altura del momento histórico del país.
No hay que sorprenderse por tanto que la conmemoración a los 50 años del golpe militar en Chile, genere rechazo e indiferencia de parte de un sector importante de la sociedad, como mostró un estudio de la consultora Criteria (3), en donde El 56% señaló que esa fecha nos divide como país, el 48% que le parecía irrelevante y un 47% que nos dejaba pegados en el pasado.
Ante este escenario, de rechazo a la memoria en Chile, cuesta ser optimista, considerando el desgaste y malestar a lo constituyente actualmente, que seguramente hará que la gran mayoría vote en contra de la propuesta presentada por la Comisión Constitucional, lo que cerrará de mala forma el proceso democrático más importante que ha tenido Chile en su historia como país, y la posibilidad de pensar en un país reconciliado.
En consecuencia, este año 2023 pudo ser un año distinto y de mucha esperanza, ya que se abría una posibilidad de ponernos de acuerdo en algo tan básico y tan importante como es el respeto y cuidado irrestricto de la democracia y los derechos humanos, en toda circunstancia, pero pareciera que tendremos que esperar y seguir luchando por más tiempo del que creíamos para que la memoria sea un valor central y de unidad para chilenas y chilenos.