El Agua y nuestros derechos en peligro. ¡Fuera Mekorot!

El Agua es un Derecho Humano, esencial para la vida de todas las personas, seres vivos, la naturaleza misma.  Su mercantilización, su privatización, más aún la extranjerización de su control y gestión, ponen en riesgo este derecho tan fundamental. La empresa estatal israelí Mekorot tiene sobrados antecedentes de promover esa mercantilización, limitando el acceso al agua a quienes pueden costearlo. Más que una “solución para la crisis hídrica” – como tanto se promociona – es un refuerzo más al propio modelo económico de mercantilización, deuda y extractivismo, que provoca la crisis y amenaza al agua y la vida en todo el mundo.

Como empresa estatal israelí, Mekorot forma parte estratégica de la política de apartheid y de colonización israelí contra el pueblo palestino, convirtiendo el agua en arma de guerra. Controla minuciosamente el acceso de ese pueblo al agua, acaparalas fuentes, impide el acceso al Río Jordán, restringe la provisión de este derecho vital. Repudiamos esta violación flagrante y totalmente inaceptable de los derechos del pueblo palestino y rechazamos la presencia de esta empresa en nuestro país.

El desembarco de Mekorot en Argentina, de la mano del Ministerio del Interior y los convenios de asesoramiento y consultoría ya firmados con el Consejo Federal de Inversiones y 7 provincias, significa un gran logro político para el Estado de Israel en momentos en que, a nivel mundial, su política de apartheid y de represión contra Palestina recibe cada vez más cuestionamiento. Mismo aquí en Argentina, es un revés frente al esfuerzo exitoso en 2013 de poner fin al convenio firmado en ese entonces, entre Mekorot y la ciudad de La Plata. No podemos permitir este avance.

Preocupa de sobremanera la falta de transparencia y de publicidad de los convenios firmados, amén de la ausencia de consulta a los pueblos afectados. Por eso apoyamos que la campaña se esfuerza en estos momentos para romper el silencio y el secreto, exigiendo en cada provincia y a nivel nacional, la necesaria información previa a esa igualmente imprescindible consulta.

La experiencia nos señala que Mekorot viene por nuestro derecho al agua y sabemos bien que es con nuestra movilización que lograremos defender este derecho tan fundamental. En esa lucha, uniendo esfuerzos para defender nuestra soberanía y el agua, sabemos también que es central unir lazos con todos los pueblos, sobre todo con el pueblo palestino, con quienes compartimos los mismos derechos y esperanzas.

– Buenos Aires, 14 de julio de 2023

Adolfo Pérez Esquivel, Premio Nobel de la Paz            

Nora Cortiñas,  Madres de Plaza de Mayo-L.F                      

Beverly Keene, Coordinadora

Fuente: Dialogo 2000

Dívida pública: sistema que aprofunda desigualdades

As últimas semanas foram marcadas por fenômenos e eventos políticos importantes para o cenário nacional. A aprovação do novo arcabouço fiscal e da reforma tributária são no mínimo estranhas. Mais estranho ainda é o silenciamento geral das lideranças populares e políticas sobre temas tão essenciais para a superação das desigualdades econômicas e sociais que seguem fazendo história no país. Por que esse “novo momento político” não alavanca a discussão fundamental sobre o escandaloso sistema da dívida pública?

Notadamente, o novo arcabouço fiscal não muda praticamente nada, mantém livre toda e qualquer forma de abuso do sistema financeiro sobre a população brasileira, ao mesmo tempo que não garante nada mais que migalhas para políticas públicas que verdadeiramente podem mudar os rumos do país. Na prática o teto de gastos se aplica apenas para áreas de interesse popular que poderiam impactar estruturas sociais para a superação das desigualdades.

A aprovação da reforma tributária não tem os efeitos práticos necessários, fato ainda mais agravado se pensarmos nos mais de 20 milhões de brasileiras e brasileiros atingidos pela fome de cada dia e mais de 70 milhões em insegurança alimentar. A votação da reforma tributária não teve nem mesmo o habitual teatro de falas apaixonadas de lado a lado, não houve questionamento! Assistimos um coro bem ensaiado da direita, esquerda e centrão dizendo sim à continuidade de um sistema injusto, violento e excludente.

Igualmente é assustador ver a reforma do ensino médio adiada e negligenciada; a instauração escandalosa de processos disciplinares no Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara dos Deputados contra as deputadas Célia Xakriabá (Psol-MG), Sâmia Bomfim (Psol-SP), Talíria Petrone (Psol-RJ), Erika Kokay (PT-DF), Fernanda Melchionna (Psol-RS) e Juliana Cardoso (PT-SP); a morosidade no tratamento da questão do direito à terra e ao território, com esvaziamento das discussões estruturais, a  exemplo do chamado Marco Temporal que retira direitos dos povos indígenas e fragiliza a luta por justiça socioecológica e ambiental no Brasil.

O primeiro semestre de 2023 somou vitórias consecutivas para a chamada “turma da Faria Lima”. Já ouviu falar nela? O adjetivo é uma referência à avenida de São Paulo (SP) onde atualmente estão concentrados grandes especuladores e influenciadores dos rumos financeiros do país. Gente com ambições políticas para assegurar poder no campo financeiro. A “turma da Faria Lima” tem apenas uma preocupação: cuidar de seus interesses privados no presente, com olhos no futuro. Nós, a população brasileira, em busca de dignidade e justiça social não importa para essa turma, a não ser que apresente disposição e capacidade de obediência ao projeto de sociedade por eles capitaneado: ricos cada vez mais abastados e pobres cada vez mais miseráveis.

Em meio a esse cenário de muitos enfrentamentos é preciso celebrar uma vitória: o julgamento do Supremo Tribunal Eleitoral (TSE), por maioria de votos (5 a 2), que garantiu a inelegibilidade de Jair Bolsonaro por oito anos. Mas isso não significa que o país está livre do bolsonarismo e toda ameaça que significa para a democracia. Esse é o momento de ação unitária, de mobilização popular organizada! É preciso pensar coletivamente na “urgência histórica”.

O Brasil tem um papel fundamental em mobilizar e articular governos na América Latina. Num momento em que se discute as consequências do acordo União Europeia-Mercosul, o presidente Lula assumiu a presidência do Mercosul nos próximos seis meses. Com isso, vemos a possibilidade de estabelecer amplos debates com a sociedade sobre políticas socioambientais e climáticas, domésticas e internacionais e todos os impactos que o acordo poderá trazer aos povos, aos trabalhadores e trabalhadoras e aos territórios?  Já sabemos ao que se prestam acordos comerciais e temos experiência na luta contra essas ciladas.  No caso do Acordo UE-Mercosul não é diferente: o pilar comercial tem primazia e os elementos ditos de proteção aos direitos humanos e ambiental ficam em segundo plano. A assinatura deste Acordo tem o poder de minar os esforços de participação social, combate ao desmatamento, à fome à pobreza, às desigualdades sociais e às injustiças ambientais.

O momento exige resistência ao silenciamento presente nos ambientes pró-governo Lula. É preciso superar a euforia de termos afastado da presidência um governo de morte e trabalharmos coletivamente e com o novo governo na reconstrução do país. Há muito a se fazer, por isso não podemos abandonar a crítica e a mobilização popular.

Temos na articulação histórica do Grito dos Excluídos e Excluídas uma excelente oportunidade! Este é nosso espaço de fortalecimento enquanto movimentos populares e sociais. É preciso garantir nossa presença e dar suporte aos nossos em todo país! A 29ª edição do Grito, que tem seu ápice no dia 7 de setembro, traz como tema central a questão: Você tem fome e sede de quê?

Não devemos, não pagamos!

Somos os povos, os credores!

Rede Jubileu Sul Brasil, 14 de julho de 2023.

Fuente: Rede Jubileu Sul Brasil

 

La arqueología está cambiando lo que sabemos sobre la antigua Mesoamérica

La arqueología reciente de la antigua Mesoamérica está cambiando la comprensión general de la gente y las instituciones que habitaron este mundo: la evidencia nos dice que el Gobierno cooperativo y plural era, por lo menos, tan común como los Estados despóticos y más resistente que estos.

La complejidad de este escenario y los logros de los pueblos de Mesoamérica son aún más impresionantes si se tiene en cuenta la accidentada orografía y la escasez de recursos de la zona. En comparación con la antigua Eurasia, los habitantes de Mesoamérica – la región que se extiende desde Costa Rica hasta el centro de México – carecían de bestias de carga y de transporte rodado, y el uso de metales era generalmente limitado.

Hasta hace poco, nuestra comprensión de cómo se desarrollaron la mayoría de las sociedades y los primeros Estados se basaba en gran medida en interpretaciones de las sociedades urbanas de Eurasia. Se asumían Gobiernos despóticos y coercitivos (excepto en la antigua Atenas y la Roma republicana), se atribuía gran importancia a las acciones de la élite y se suponía que las funciones básicas de la economía estaban en manos del gobernante.

La Mesoamérica precolonial no encaja en este marco: ni la producción económica ni la distribución estaban controladas centralmente por gobernantes despóticos, ni la gobernanza en sociedades con poblaciones muy numerosas era universalmente coercitiva.

Esta nueva perspectiva es el resultado de décadas de cambio en el enfoque de la investigación arqueológica, que ha pasado de los templos y las tumbas a los patrones de asentamiento regional, los trazados urbanos, las excavaciones de casas, las economías domésticas y la producción agrícola.

Al concentrarse en el registro arqueológico, las generaciones recientes de investigadores e investigadoras han prestado una atención renovada a características de la Mesoamérica precolonial que no encajaban en estereotipos arraigados, muchos de los cuales tenían sus raíces en el siglo XIX. Las ciudades y sociedades a gran escala de Mesoamérica surgieron independientemente de otras regiones globales, engendradas por sus propias poblaciones regionales. El desarrollo tecnológico mesoamericano nunca experimentó el impacto centralizador de la monopolización del armamento de bronce a través del control de los escasos yacimientos de estaño, ni los efectos “democratizadores” o “descentralizadores” de la adopción de un hierro más ampliamente disponible.

Mesoamérica también se libró de las marcadas desigualdades en tecnología militar y de transporte que aparecieron en Eurasia cuando algunas sociedades desarrollaron el carro, capacidades navales serias y palacios fortificados, mientras que otras se quedaron rezagadas. En Mesoamérica, el poderío militar se conseguía mediante el control de grandes infanterías que utilizaban armas fabricadas principalmente con piedra de fácil acceso, lo que propiciaba unas relaciones políticas más equilibradas que en Eurasia.

Por tanto, la Mesoamérica prehispánica se perfila como un lugar ideal para examinar las diferentes formas en que los seres humanos se unieron en contextos urbanos, tanto en formaciones políticas colectivas como autocráticas, sin algunos de los factores clave que los estudiosos anteriores han considerado tradicionalmente necesarios o transformadores para el surgimiento de las sociedades premodernas.

¿Cómo se organizaron estos grandes centros urbanos preindustriales de Mesoamérica? ¿Eran duraderos? Y si es así, ¿qué explica sus grados comparativos de resiliencia a través del tiempo?

En un estudio de 2018, codificamos datos de una muestra cuidadosamente seleccionada de 26 ciudades mesoamericanas precoloniales y centros políticos prominentes. Descubrimos que más de la mitad de ellos no estaban gobernados despóticamente y que los centros políticos más colectivos tenían mayor resiliencia frente a sequías e inundaciones, y guerras o cambios en el comercio. Las ciudades que afrontaban sus retos sociales utilizando formas más colectivas de Gobierno y gestión de recursos eran más grandes y algo más resistentes que las ciudades con un Gobierno personalizado y un poder político más concentrado.

En general, los centros políticos organizados colectivamente dependían en mayor medida de la generación de financiación interna, como los impuestos, en comparación con los centros más autocráticos que dependían más de la financiación externa, como las redes comerciales monopolizadas y el botín de guerra. Cuanto más pueden mantenerse las élites políticas sin depender de la financiación de la población general, menos se enfrentan a la rendición de cuentas por parte del pueblo, y mayor es la probabilidad de que se acaparen el Gobierno y el poder. Además, los niveles más altos de financiación interna y recursos comunales se correspondían a menudo con pruebas de la mayor circulación de bienes públicos y la burocratización de los cargos cívicos. Los centros organizados colectivamente con estas características, así como las disposiciones espaciales, como las grandes plazas abiertas y las calles anchas, que ofrecían oportunidades a los propietarios y a los habitantes urbanos para comunicarse y expresarse, parecen haber fomentado la persistencia de la comunidad como centros principales.

En un estudio posterior que incluía una muestra actualizada y ampliada de 32 ciudades mesoamericanas bien investigadas, descubrimos que los centros con un Gobierno más ascendente y colectivo eran más resistentes. Mientras que algunas de estas ciudades tenían palacios y monumentos a los gobernantes como puntos centrales, otras presentaban formas de infraestructura urbana más compartidas y distribuidas equitativamente. Esto incluye complejos de apartamentos, terrazas o murallas compartidas dentro de los barrios, plazas vecinales, templos y otros edificios cívicos, y carreteras y calzadas compartidas, todo lo cual requería cooperación y trabajo colectivo para su construcción y mantenimiento y habría facilitado una interacción cara a cara más regular y reuniones públicas periódicas.

Las implicaciones de esta investigación arqueológica son demasiado informativas y poderosas para quedarse en los libros de texto. Resuenan con las visiones en evolución de nuestro mundo actual, que está descubriendo que el espacio público, la comunicación abierta, los impuestos justos y una burocracia eficaz pueden ser piedras angulares del bienestar. Estos paralelismos y conocimientos del pasado pueden servirnos hoy como modelos para orientar nuestra planificación futura e identificar los modelos sociales que mejor nos posicionan para sobrevivir a las pruebas del tiempo.

Por: Gary M. Feinman y David M. Carballo

Biografía de los autores:

Gary M. Feinman es arqueólogo y curador MacArthur de antropología en el Museo Field de Historia Natural de Chicago.

David M. Carballo es profesor de arqueología, antropología y estudios latinoamericanos y vicerrector de educación general de la Universidad de Boston.

Fuente: Instituto Independiente de Medios

Línea de créditos: Este artículo fue producido por Human Bridges, un proyecto del Independent Media Institute.

 

Fuente: Radio Temblor

Declaratoria de la III Asamblea de Mujeres del COPINH

Reunidas alrededor de un sagrado altar, mujeres, niñas y niños de 29 comunidades del pueblo Lenca organizado al COPINH en el Centro de Encuentros y Amistad “Utopía”, los días 7, 8 y 9 de julio declaramos que:

En nuestras comunidades las mujeres Lencas sufrimos la limitación en participación política-organizativa y de toma de decisión a nivel de nuestras estructuras comunitarias. Estas limitaciones tienen que ver con la reproducción del patriarcado y la desigualdad que silencia las voces de las mujeres y, además, con las responsabilidades del hogar que recaen casi exclusivamente en nosotras, limitando nuestro tiempo de recreación y de organización. 

Hemos realizado una jornada de análisis de contexto y hemos expresado que continuamos sufriendo violencia física, psicológica, sexual y patrimonial que nos afecta a nosotras y a nuestras hijas e hijos. Hemos hablado de la presión social que tenemos las mujeres para ejercer la maternidad a temprana edad con un limitado  acceso a la educación sexual integral. Existe falta de acceso a la salud emocional, afectada por la violencia generalizada que se vive en las comunidades. El alcoholismo está plagando nuestros territorios  y afectan nuestra economía familiar, nuestra integridad física y mental y, las autoridades locales corruptas, no hacen nada para controlarlo. 

Miramos con mucha preocupación cómo avanza el proceso de despojo de nuestra cultura y espiritualidad que es la esencia de la resistencia territorial del pueblo Lenca y reafirmamos la importancia de la labor de nosotras en la salvaguarda y reproducción de nuestra identidad tal y  como fue enseñada por nuestra amada Pascualita Vásquez.

Nos hemos encontrado en esta Asamblea de Mujeres con inmensa emoción a soñar y homenajear los 30 años de fundación de nuestra organización en un contexto nacional complejo en el cual los pueblos indígenas y las mujeres seguimos siendo vistas desde el racismo y la discriminación. Con el impulso que nos da este encuentro seguiremos abogando por nuestros derechos a la salud, la educación, la justicia, la cultura, a los territorios libres de amenazas extractivas y por el reconocimiento de las autoridades propias y no las impuestas por los gobiernos. Abogamos por la protección de nuestros títulos comunitarios y nuestro reconocimiento como socias en la administración de las tierras.

En estos días además de plantear problemas que nos acontecen, también compartimos acciones que estamos implementando las mujeres en acompañarnos frente a la violencia intrafamiliar, el abuso sexual de niñas y mujeres y frente a la necesidad de avanzar en la autonomía económica y la reproducción de nuestra cultura. 

Desde esta Asamblea urgimos a fortalece la postura antipatriarcal del COPINH en cada una de las comunidades del COPINH. Por tanto mandatamos lo siguiente:

  1. Que todas las estructuras comunitarias de estos 29 territorios deben acompañarnos en el proceso de lucha contra el alcoholismo y criminalidad organizada que corroe nuestras comunidades y profundiza la violencia hacia nosotras y nuestras familias.
  2. Que todas las estructuras comunitarias deben tomar acciones serias para eliminar la impunidad que envuelve a las agresiones sexuales sufridas por mujeres, niñas y niños de las comunidades y que COPINH debe continuar tomando acciones de denuncia contra los agresores y de acompañamiento a las víctimas.
  3. Que todos los Consejos Indígenas y estructuras de COPINH deben seguir cumpliendo las cuotas de participación política-organizativa de las mujeres y que deben dar el espacio para la organización y respaldo al liderazgo de las mujeres.
  4. Que los compañeros de nuestras comunidades deben asumir responsabilidades domésticas y del cuidado para darnos la posibilidad de organizarnos y recrearnos como es nuestro derecho.
  5. Que todas las comunidades deben continuar en la lucha organizada para fortalecer a nuestra organización y liberar los ríos, montañas y todo terrorito amenazado por el extractivismo que no duerme ni descansa y se ha reacomodado para continuar el saqueo.
  6. Que vamos a  trabajar con las familias formándoles para no repetir ni permitir los círculos de violencia y discriminación. 
  7. Que las mujeres debemos rescatar nuestra cultura e invitar a los compañeros a esta labor.
  8. Que como compañeras debemos seguir acompañándonos desde la solidaridad y la lealtad que nos fue enseñada por la compañera Berta Cáceres frente a las violencias, abusos, acosos y sufrimientos que tenemos las mujeres en cada una de nuestras comunidades, pueblos y ciudades.

Desde esta Asamblea abrazamos las luchas de las mujeres y de otras identidades antipatriarcales que en el mundo luchan por la libertad, justicia, igualdad y autonomía. Esta Asamblea ha exigido un alto al exterminio del pueblo garífuna y de las comunidades del Aguán.

Agradecemos a la madre tierra que luego de que comunidades han llorado porque no había agua, se ha rezado y se pidió a los apóstoles como San Desiderio y, él, nos ha traído el agua para garantizar la alimentación de nuestros pueblos. Recordamos, como nos enseñó Pascualita, que si no continuamos realizando las composturas de la milpa, de la finca y de los 9 ángeles del cielo, vamos a perder nuestras milpas.

¡Las mujeres Lencas creemos en el cohete, en el cacao, en el chilate, en la cultura Lenca y en nuestras ancestras y ancestros!

¡Pascualita Vásquez Vive y Vive! ¡La Lucha Sigue y Sigue!

¡Berta NO murió, se multiplicó!

¡Justicia para Berta! ¡Faltan los Atala!

¡Sin el puño de la mujer no hay liberación!

Dado en Santa Catarina, Intibucá a los 9 días del mes de julio del año 2023.


“Con la fuerza ancestral de Berta, Lempira, Mota, Iselaca y Etempica se levantan nuestra voces llenas de vida, justicia, libertad, dignidad y paz”

 

Fuente: COPINH

Los pueblos indígenas, un escudo contra la deforestación

Joven activista guajajara Djelma Viana del territorio indígena de Río Pindaré en el norte de Brasil. La hoja que sostiene se usa para curar en la medicina tradicional. Foto: © Genilson Guajajara
Joven activista guajajara Djelma Viana del territorio indígena de Río Pindaré en el norte de Brasil. La hoja que sostiene se usa para curar en la medicina tradicional. Foto: © Genilson Guajajara

Los bosques tropicales mejor protegidos del mundo están en los territorios de los pueblos indígenas. La Constitución brasileña concede a estas comunidades el aprovechamiento exclusivo de los recursos naturales en determinadas zonas de sus tierras ancestrales, pero el procedimiento administrativo es lento y, por ahora, solo alcanza a una pequeña parte de la selva amazónica.

Por Liz Kimbrough*

Correo de la Unesco, 11 de julio, 2023.- “Si el bosque sigue ahí, es gracias a la presencia de los pueblos indígenas. Hoy en día, esa es la misión más importante, porque esa misión no solo protege nuestras vidas, sino las vidas de toda la humanidad”, afirmó recientemente en un comunicado Txai Suruí, militante del pueblo Paiter Suruí y coordinadora del movimiento de la juventud indígena de Rondônia, en Brasil. 

Txai forma parte del movimiento global que pide que todos los territorios autóctonos de la Amazonia, especialmente en Brasil, sean reconocidos oficialmente por el gobierno a través de un procedimiento de demarcación.

Esa demarcación (en portugués, demarcação), cuyo principio figura en la Constitución brasileña de 1988, consiste en delimitar una parte del territorio en la cual los pueblos indígenas tienen derechos exclusivos de gestión.

Los pueblos indígenas, que por lo general no practican la ganadería extensiva y tampoco emplean maquinaria agrícola pesada, explotan la selva de una manera sostenible. De hecho, aunque representan apenas el 5% de la población del planeta, esos pueblos protegen el 80% de la biodiversidad mundial, y los bosques tropicales mejor preservados del mundo se encuentran en las zonas autóctonas protegidas.

Aunque representan apenas el 5% de la población del planeta, los pueblos indígenas protegen el 80% de la biodiversidad mundial

Según datos publicados por el colectivo de investigación MapBiomas, las tierras indígenas reconocidas por el gobierno brasileño apenas perdieron el 1% de la vegetación original entre 1990 y 2020, es decir, veinte veces menos que las zonas privadas.

Un informedel Proyecto Monitoreo de la Amazonia Andina (MAAP) mostraba en marzo de 2023 que las zonas protegidas y los territorios autónomos de la selva amazónica apenas han perdido un tercio del bosque primario, en comparación con las zonas no protegidas. 

Las zonas protegidas y los territorios autónomos de la selva amazónica apenas han perdido un tercio del bosque primario en comparación con las zonas no protegidas

Consentimiento previo

“Decir que esta tierra es autóctona equivale a decir que ninguna explotación minera ni propiedad privada están autorizadas, y que todo lo que afecta a este territorio tendrá que ser objeto de consulta con los pueblos indígenas y obtener su consentimiento previo, libre e informado”, explica Ana Carolina Alfinito, asesora jurídica de la ONG Amazon Watch, con sede en Estados Unidos.

El procedimiento de demarcación en Brasil, donde radica la mayor parte de la Amazonia, es largo y complejo. Primero, el grupo indígena debe redactar un informe en el que se demuestre que el territorio ha sido ocupado tradicionalmente por su pueblo o que es necesario para preservar su modo de vida habitual. Luego, es preciso obtener la aprobación del presidente de la Fundación Nacional de los Pueblos Indígenas (FUNAI) y la validación del Ministerio de Pueblos Indígenas, de reciente creación. Tras la validación, el expediente pasa al Presidente de la República, que confirma la demarcación y de ese modo le otorga carácter oficial.

Por último, queda la tarea más difícil: lograr la expulsión de los ocupantes no indígenas de las tierras y garantizar que los terrenos estarán disponibles para los pueblos indígenas a los que pertenecen. Un proceso que puede ser largo, difícil y violento.

Pequeñas victorias

Brasil cuenta actualmente con 733 territorios autóctonos, de los cuales 496 están reconocidos por el gobierno. Los 237 restantes se encuentran en diferentes etapas del proceso de demarcación. “Esas pequeñas victorias, esas etapas formales del reconocimiento de la condición tradicional de esas tierras, son muy importantes”, señala Ana Carolina Alfinito, “pero se trata de una batalla constante”. Cabe recordar que la demarcación no ha creado nada nuevo, sino que solo ha reconocido oficialmente los derechos de los pueblos indígenas sobre las tierras existentes.

La puesta en vigor de las demarcaciones no soluciona todos los problemas. Casi el 10% de las tierras oficialmente delimitadas no se benefician de la protección estipulada por la Constitución porque están en disputa con otros agentes o son objeto de intrusiones y actividades ilícitas, como la explotación minera, la forestal o el tráfico de drogas. “Seguiremos vigilando nuestras tierras, aunque nos sigan atacando”, afirma Maria Leusa Munduruku, jefa del pueblo Munduruku. “Poco importa que el territorio haya sido delimitado o no, ¡esas tierras nos pertenecen!”.


* Liz Kimbrough es periodista para Mongabay, una ONG con sede en Estados Unidos que genera contenidos sobre ciencias medioambientales.

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Fuente: Publicado por la revista El Correo de la Unesco: https://courier.unesco.org/es/articles/los-pueblos-indigenas-un-escudo-contra-la-deforestacion

 

Fuente: Servindi

Cambio climático: ¿cómo únicas opciones el colapso o la crisis ecosocial?

Hay un cambio climático y está impactando en nuestra cotidianidad: veranos sofocantes, olas de calor, sequías prolongadas… con su contraparte de grandes temporales, heladas, lluvias torrenciales.

La causa directa de estas sacudidas climáticas es la actividad industrial del ser humano, la sobre-explotación de los recursos y su depredación masiva, que han reducido las posibilidades de regeneración que tiene la propia naturaleza. Ya en los años setenta, científicos alzaron su voz para alertar de la amenaza global que suponía este frenesí de desarrollo extractivista muy por encima de las posibilidades materiales de nuestro planeta. No se podía tener un crecimiento infinito en un planeta finito, con materias primas y recursos limitados. Fueron ignorados. Décadas más tarde vemos como sus avisos y predicciones se hacen reales.

Ahora tanto científicos como ecologistas nos siguen alertando que los excesos del capitalismo tienen fecha de caducidad: o reducimos el nivel de consumo de materias primas y recursos naturales o llegará un momento en que se acaben y no habrá forma de mantener el actual sistema económico. A esto lo llaman colapso, a la imposibilidad material de generar recursos nuevos para poder mantener en nivel de consumo, por ejemplo de energía, suficiente para mantener nuestra forma de vida actual.

Más allá de escenarios que parecen apocalípticos -los polos se derriten, podrán liberar virus congelados para los que los humanos no estamos preparados…- el hecho es que ya padecemos los efectos de un cambio dramático global: la reducción de parajes naturales vírgenes hace que animales salvajes contacten con humanos y puedan propagar enfermedades nuevas para el ser humano como ha ocurrido con el COVID.

Sin embargo en las sociedades del Norte rico parece que nos resistimos a darnos cuenta de que el cambio climático no solo ya está sacudiendo la vida de millones de seres humanos sino que la está limitando: la imposibilidad de habitar ciertos territorios ya ha creado refugiados climáticos; vivimos guerras por los recursos; se está generalizando la escasez de agua dulce…

Muchos de los y las científicas ya dan por imposible revertir este deterioro global y plantean que la única opción realista y factible es cambiar ya de modelo económico y social. Que no hay más salida para el conjunto del planeta que decrecer, que consumir menos. Por ejemplo numerosos estudios plantean que es imposible sustituir nuestros actuales usos masivos del petróleo con «energías limpias», que no hay más opción que reducir nuestro gasto energético…

Ante la evidencia de que el cambio climático ya está aquí, pensamos que tenemos que hacerle frente, y como prmer paso necesario hablar de él, nombrarlo. No podemos ignorar la realidad, tenemos que entenderla. Y la mejor forma de hacerlo es adquiriendo conocimientos, debatiendo, aprendiendo. Por eso, este sábado 8 de julio os proponemos y os invitamos a dialogar con Asier Aries, vecino del barrio, ecologista y profesor en la UCM.

Fuente: asambleadecarabanchel.org

Ilustración: Arcadio Esquivel

 

Fuente: Radio Temblor