¡Fuera FMI! Jornada Federal de Lucha el 12 de abril, en todo el país

Desde Diálogo 2000, les esperamos para seguir sumando fuerzas por la Vida y los Derechos, contra la estafa de la Deuda y los acuerdos con el FMI –

A un año ya del nuevo Acuerdo con el Fondo Monetario Internacional, y con las consecuencias de este sometimiento cada vez más visibles y brutales, la Autoconvocatoria por la Suspensión del Pago e Investigación de la Deuda realizará una Jornada Federal de Lucha ¡Fuera FMI!, con acciones en diversas localidades de varias provincias, como Jujuy, Salta, Chaco, Tucumán, Buenos Aires y Córdoba, y una marcha central en CABA, concentrando a las 14 hs en el Obelisco para ir a Plaza de Mayo frente a la Casa Rosada y el Ministerio de Economía. A la vez, la Autoconvocatoria estará presente en varias de las acciones promovidas en el marco de la Jornada Nacional de Lucha de la CTA-Autónoma.

“¡No damos más!,” señala la convocatoria, con “40% de la población por debajo de la línea de pobreza, 100% de inflación, la reducción y congelamiento de los planes sociales junto con el retraso salarial y de las jubilaciones, la precarización y tercerización laboral y el trabajo en negro que son moneda corriente, la destrucción de la educación y la salud, concesiones cada vez mayores a los grandes fugadores y extractivistas que llevan el agua y contaminan, calientan el clima y nos endeudan cada vez más.”

Ante esta realidad, la Autoconvocatoria llama a la unidad, la resistencia y la lucha en las calles, en los lugares de trabajo, en escuelas, universidades, territorios y en todos los ámbitos necesarios, articulando y multiplicando las fuerzas de todos los sectores, para redoblar los esfuerzos que permitan revertir las consecuencias de estas estafas y lograr la anulación de los acuerdos firmados por Macri y Alberto Fernández, haciendo realidad lo que cantamos a viva voz: “¡Fuera Fondo Fuera!”

La Jornada Federal de Lucha coincide con el nuevo viaje del Ministro Massa a Washington, para continuar rindiendo cuentas y acordando nuevos ajustes con el FMI y el Banco Mundial, en la reunión prevista por estos organismos en Washington, entre el 10 y 16 de abril. Para esas fechas, también estarán en Buenos Aires la vicecanciller estadounidense, Wendy Sherman, para controlar el cumplimiento de lo acordado entre Joe Biden y Alberto Fernández en su reciente visita a USA, y la jefa del Comando Sur, Laura Jane Richardson.

Ese viaje y los últimos informes del FMI dan cuenta de cómo se acentúan las presiones para avanzar con las reformas laboral y jubilatoria y profundizar el extractivismo. Cómo se mantiene el recorte y congelamiento de planes sociales no obstante los niveles de pobreza crecientes e intolerables. Cómo coinciden el gobierno nacional y los gobiernos provinciales de todo color en el endurecimiento de la represión, la criminalización y la judicialización de la protesta social. Vemos además como se relega la recuperación del control sobre el territorio nacional, como el Río Paraná, el Lago Escondido, las islas Malvinas, mientras aumentan la extranjerización y la presencia militar estadounidense.

AUTOCONVOCATORIA POR LA SUSPENSIÓN DEL PAGO E INVESTIGACIÓN DE LA DEUDA

* Ver aquí el texto completo de la Convocatoria:

https://autoconvocatoriadeuda.blogspot.com/2023/04/sumate-12-de-abril-jornada-federal-de.html

 

* Entre las actividades de la Jornada, destacamos:

 

CABA
14 hs Concentración en Obelisco, para marchar 15hs a Pza de Mayo

Pcia de Buenos Aires 
– Mar del Plata: Concentración en Luro e Yrigoyen, en las puertas del Municipio. Acto y volanteada.

Chaco
– Resistencia: Volanteada/difusión en el marco de la movilización a Casa de Gobierno convocada por UPCP.
– Ruta 16 y 95: Jornada de difusión 

 Córdoba
– Capital: Acciones en el marco del conflicto docente y la salud. Volanteada/difusión

 Tucumán
– Jornada de difusión en Plaza Independencia

Jujuy
– Jornada de difusión/volanteada en San Salvador de Jujuy (Pza Belgrano); El Carmen (Pza Domingo T. Perez); Monterrico (Pza San Isidro Labrador); Perico (Pza 20 de junio); Huacalera (Pza central); Maimara (Pza Coronel Prado); Ledesma (Pza San Martín); Fraile Pintado (Pza central); Yuto (Pza Hipólito Yrigoyen); San Pedro (Pza de los Maestros)

Salta
– Capital: Movilización desde Parque San Martin hasta Plazoleta IV Siglos. Allí difusión/volanteada
– Jornada de difusión/volanteada en plazas centrales de Mosconi; Colonia Sta Rosa; Pichanal; JvG y Güemes (El Bordo)

Misiones
– Capital: Jornada de difusión/volanteada en Plaza Montecarlo

Entre Ríos
– Gualeguaychú: Volanteada en Plaza Urquiza (frente al municipio)

Santiago del Estero
– Capital: 18 hs volanteada en Pza Libertad

 

Fuente: Dialogo 2000

FAB usa violência em ação de despejo contra quilombolas em Alcântara

Moradores do Quilombo Vista Alegre, em Alcântara, no litoral maranhense, denunciam que foram vítimas de uma tentativa de reintegração de posse com uso de balas de borracha e gás lacrimogêneo por parte de militares da Força Aérea Brasileira e de agentes da Polícia Federal (Foto: Reprodução das redes sociais).

Por Nicoly Ambrosio – Amazônia Real

Manaus (AM) – Moradores do Quilombo Vista Alegre, em Alcântara, no litoral do Maranhão, foram vítimas de uma violenta tentativa de despejo, no último dia 29 de março. Militares da Força Aérea Brasileira (FAB) lotados no Centro de Lançamento de Alcântara (CLA) e agentes da Polícia Federal (PF) invadiram uma parte do território de Vista Alegre, ferindo várias pessoas, inclusive crianças, mulheres e idosos. Foram usadas balas de borracha e gás lacrimogêneo para atacar a comunidade durante a ação.

“Meu pai ‘pegou’ dois tiros de bala, um na perna e outro na virilha. Minha filha ‘pegou’ um tiro na testa. Eles atiraram contra ele e atingiram ela. Foi uma coisa horrível”, denuncia Orlandira Costa, uma das moradoras da Vista Alegre. A menina tem apenas 4 anos e estava dentro do terreno da casa da família. Orlandira contou em entrevista à Amazônia Real que os quilombolas estavam reunidos, de forma pacífica, para impedir a entrada dos militares. “A gente não ia deixar eles invadirem nossa comunidade assim para querer derrubar nossas casas.”

Em um vídeo a que a reportagem teve acesso, Orlando Costa, pai de Orlandira, mostra as marcas das balas em seu corpo e no da neta. Para ele, é inaceitável o uso de violência contra a comunidade, “que nunca fez nada de mal para ninguém”. “Somos uma comunidade de quilombolas, de trabalhadores e não podemos aceitar isso. Eu quero que o mundo todo veja a violência que fizeram conosco”, diz.

A comunidade Vista Alegre abriga cerca de 50 famílias. Ela está localizada em Alcântara, o município que tem o maior número de comunidades quilombolas do País. São mais de 3,3 mil famílias, com cerca de 22 mil habitantes. A relação com os militares nunca foi pacífica. Mas a ação da semana passada surpreendeu por retomar uma violência desmedida e desproporcional.

“Invadiram nossas casas e derrubaram sem nenhum ofício que legalizasse essa invasão. Entraram em uma casa em que uma mulher estava de resguardo, com um bebê recém nascido no colo. Tiveram que sair correndo com medo. Tinha várias crianças no meio, todo mundo sofrendo. Foi horrorizante ver aquela situação”, conta Orlandira.

Quatro casas de famílias da comunidade foram derrubadas na ação de reintegração de posse. Thalya Costa conta que estava dentro de uma das residências com seu filho de 2 anos quando ouviu barulhos de tiro. “Me desesperei, não sabia o que fazer. Quando eles chegaram com as máquinas, derrubaram tudo, meu filho presenciou tudo e ficou desesperado”, relatou. Thalya está agora abrigada na casa de uma tia e cobra por justiça. “É triste você ter sua casa, seu canto, e ver essas pessoas derrubar e destruir tudo de uma hora para outra.”

Ação desproporcional

Segundo os quilombolas, a ação de reintegração de posse, solicitada pelo CLA junto à 3ª Vara Federal Cível da Justiça Federal do Maranhão, foi movida contra apenas um pequeno empreendimento privado, a Pousada Vista Del Mar. “Eu, como quilombola e filho da terra, tive a ideia de fazer um restaurante. Nós trabalhávamos com turismo de base comunitária, tanto que esse restaurante foi construído pela comunidade”, conta Moisés Costa, morador de Vista Alegre. Ele disse acreditar que a visibilidade que o restaurante alcançou fez com que os militares do CLA começassem um processo contra ele. “Depois de um tempo recebemos a notificação para se retirar do local e eu tive que fechar o restaurante, que não funciona há quase um ano”, afirma.

De acordo com uma nota publicada pela Associação do Território Ético Quilombola de Alcântara (Atequila), em conjunto com outras organizações representantes das comunidades quilombolas de Alcântara, mesmo que a ação seja movida contra um estabelecimento privado, “o cumprimento da ordem de reintegração de posse ocorreu dentro do nosso território tradicional ora em disputa pelos militares, portanto, seus efeitos e danos não são privados e alcançam toda a comunidade e coletividade”.

As organizações afirmam que assim que tomaram conhecimento da ação de reintegração de posse informaram, no dia 14 de março, a Casa Civil da Presidência da República, o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, o Ministério da Justiça e Segurança Pública, o Ministério da Igualdade Racial, a Secretaria de Estado dos Direitos Humanos e Participação Popular, a Comissão Estadual de Prevenção à Violência no Campo e na Cidade do Maranhão e o Ministério Público Federal sobre a situação e solicitaram que os órgãos evitassem o cumprimento da ordem.

Nenhum dos órgãos mencionados, contudo, comunicou quais medidas foram adotadas para evitar o ocorrido. “Avaliamos que a omissão diligente desses órgãos apresenta sérios indícios de prevaricação e foi determinante para o cenário desastroso ocorrido durante a reintegração na comunidade de Vista Alegre”, disseram os representantes quilombolas.

Para o quilombola Danilo Serejo, assessor jurídico das comunidades e integrante do Movimento dos Atingidos pela Base Espacial de Alcântara (Mabe), o governo do Maranhão e o Ministério da Justiça e Segurança Pública poderiam ter atuado para evitar a reintegração. Havia interesse dos quilombolas para resolver a questão por meio de uma solução amistosa e conciliatória, já que a empresa foi dissolvida em maio de 2022. “Mesmo assim, se optou pela solução mais violenta. O resultado é que toda a comunidade foi afetada pelos efeitos da operação. O fato de Flávio Dino permitir o uso da PF contra nós não nos surpreende e nem nos causa qualquer estranheza, ele tem um histórico de ataques aos direitos das comunidades de Alcântara”, diz. Dino foi governador do Estado entre 2015 e 2022.

Danilo Serejo afirma que a operação impacta também as outras comunidades quilombolas de Alcântara, “uma vez que as vulnerabiliza ainda mais perante os militares do CLA”, afirma.

Luta histórica

Centro de Lançamento de Alcântara. Foto: Werley Andrade/TV Brasil

Inaugurado pela ditadura militar em 1983, o CLA ocupa uma área historicamente habitada por populações quilombolas. Na época da construção da base, como parte da visão ufanista de transformar o Brasil numa potência militar, 312 famílias foram removidas compulsoriamente do local onde viviam. Os conflitos entre os militares e quilombolas de Vista Alegre, que fica ao lado da base espacial do CLA, incluem uma sucessão de violações de direitos dentro do território que duram quase 40 anos.

O caso das violações do Estado brasileiro contra os quilombolas de Alcântara já foi parar na Corte Interamericana de Direitos Humanos, ligada à Organização dos Estados Americanos (OEA). Ele foi apresentado em 2001 e, finalmente, chegou à Corte, que marcou um julgamento para ocorrer entre os dias 24 e 26 de abril, em Santiago, no Chile.

São três as denúncias das comunidades quilombolas contra o Estado brasileiro: expulsão de 312 famílias com a construção da base na década de 1980; ausência do título de propriedade dos moradores da região; e falta de consulta à comunidade sobre ações que impactam as suas vidas.

Moisés Costa, o antigo proprietário do restaurante que foi alvo dos militares, afirma que a expectativa das comunidades quilombolas é pela condenação do Estado. “Esperamos que eles respondam e paguem por todas as mazelas que fizeram às nossas comunidades, aos nossos irmãos que foram expulsos. Colocaram nossos irmãos em lugares inapropriados e não cumpriram com nada do que prometeram, tanto que estão nesse julgamento”, diz.

Costa acredita que o julgamento não irá reparar a história de sofrimento e racismo de Alcântara, marcada pela expulsão de membros da comunidade que jamais voltaram. “Nós não queríamos sair de nossas terras e eles usaram todas as forças para nos expulsar. Tiraram a nossa vida, nos tiraram de perto da praia e nos deixaram sem recurso nenhum. Eles têm que pagar pelo que fizeram.”

Estado de vigilância

Os quilombolas de Alcântara denunciam que não podem mais ir à praia livremente e se sentem ameaçados em transitar na região. “Eles passam aqui o dia todo. A gente vive da pesca e não pode mais ir pescar, porque eles chegam com armas e botam na gente perguntando para onde a gente vai. A gente vive oprimido aqui. Agora não podemos trafegar no nosso próprio lugar. Eles sabem que vivemos da pesca e está difícil viver assim ameaçado”, afirma Orlandira Costa.

Os quilombolas de Vista Alegre resistem no local há quatro gerações e, segundo Orlandira, vão continuar resistindo para ocupar o local, mesmo com a atitude dos militares. “Faz anos que eles querem nos tirar da comunidade, mas a gente vive aqui há muito tempo, passando de geração em geração e não vamos entregar nossas terras para eles”, diz.

Em março de 2019, o Brasil assinou o Acordo de Salvaguarda Tecnológica (AST) com os Estados Unidos para inserir o País no mercado de lançamentos espaciais. Embora tenha sido ratificado pelo Congresso, o AST nunca esteve atrelado a uma consulta prévia das comunidades quilombolas. “A aprovação do acordo de entrega da Base aos Estados Unidos foi feita em prejuízo dos nossos direitos de propriedade coletiva”, diz Danilo Serejo.

Em 26 de março de 2020, no começo da pandemia de Covid-19, o governo publicou a Resolução nº 11, que previa a retirada de moradores para ocupar mais 12.645 hectares no território quilombola. Cerca de 2 mil famílias seriam afetadas, mas uma decisão liminar da Justiça Federal no Maranhão suspendeu qualquer ação de remoção até a conclusão do processo de consulta prévia, livre e informada, das comunidades afetadas.

O Quilombo de Vista Alegre é reconhecido pela Fundação Palmares desde 2004, mas desde 2008 o processo de titulação das terras quilombolas está parado no Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). Para o advogado Diogo Cabral, que atua junto à Federação dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares do Estado do Maranhão (Fataema), a única forma de garantir justiça social e estabilidade às comunidades de Alcântara é a titulação coletiva do território. “É uma obrigação do estado brasileiro. A única postura que o estado brasileiro deve adotar depois de anos de racismo contra aquela população é a titulação”, diz o advogado.

Para Diogo, sem a titulação os casos de violações e racismo continuarão. “Essa violência, essa exclusão e esse racismo têm sido marcas da implantação da CLA desde os anos 80”, conclui.

“Violações de direitos”

Moradores dos quilombos de Alcântara durante uma reunião com o Ministério de Ciência e Tecnologia (Foto MCTI)

O Ministério da Igualdade Racial e o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania afirmaram em nota enviada por e-mail à Amazônia Real que “repudiam o uso da força e as violações de direitos ocorridos em Alcântara” e que já determinaram que sejam tomadas as medidas necessárias para o acolhimento. Também vão trabalhar para identificar o número de pessoas afetadas e futuras reparações por meio da Secretaria de Políticas para Quilombolas, Povos e Comunidades Tradicionais de Matriz Africana, Povos de Terreiros e Ciganos, da pasta da Igualdade Racial, e da Secretaria Nacional de Promoção e Defesa dos Direitos Humanos, dos Direitos Humanos e da Cidadania.

Os dois ministérios afirmaram que estão em diálogo com as instâncias governamentais competentes e que nos próximos dias haverá uma reunião do governo federal “para o compartilhamento de soluções sobre situações que envolvem as comunidades quilombolas de Alcântara”.

Os ministérios reafirmaram o compromisso com a proteção das comunidades quilombolas e povos tradicionais. “Nos manteremos a postos para acompanhamento, identificação das violações e devidas.”

Procurado pela reportagem, o CLA respondeu por e-mail que a reintegração de posse ocorreu em decorrência da instalação do empreendimento Pousada Vista Del Mar, com fins comerciais, em área da União, de acordo com o Decreto Presidencial de 8 de agosto de 1991. “A reintegração foi cumprida pelo oficial de Justiça acompanhado de força policial, tendo em vista a resistência de cumprimento da decisão por parte do proprietário. Ressalta-se que não houve nenhum tipo de confronto de representantes do CLA com as comunidades”, afirma a nota.

O CLA afirma que “somente cumpriu a decisão judicial exclusivamente referente à pousada, não possuindo envolvimento para a comunidade de Vista Alegre”, e que em 40 anos da criação da base espacial, “nunca houve confronto entre membros do efetivo do CLA e a comunidade, o relacionamento do CLA com as comunidades do entorno é pacífico”, contrariando os relatos dos quilombolas.

A Secretaria de Estado dos Direitos Humanos e Participação Popular (Sedihpop) informou por e-mail enviado à Amazônia Real que está acompanhando o caso da Comunidade Quilombola Vista Alegre, mas, “observa que a execução da decisão judicial em cumprimento de um mandato de reintegração de posse, tem efeito apenas sobre a Pousada Vista Del Mar, que já havia sido declarada desativada, e não se destina à remoção da comunidade”. O órgão pontuou que permanece em contato com os moradores de Vista Alegre para acompanhar a conclusão do procedimento e receber denúncias de vítimas de violações de direitos humanos.

Também procurados, o Ministério da Justiça e Segurança Pública, a Polícia Federal e os governos estadual e federal não responderam os questionamentos enviados a publicação desta reportagem.

 

 

 

Fuente: Red Jubileu Sul Brasil

 

Livro “Brasil, 200 anos de (in)dependência e dívida” é lançado em Fortaleza

Durante o lançamento foi proposta a discussão acerca da relação do endividamento do país causado pela ditadura militar

Por Isabela Vieira*, com informações de Ada Ponte

O lançamento do livro “Brasil, 200 anos de (in)dependência e dívida: o endividamento marca nossa história e perpetua desigualdades sociais” foi lançado em Fortaleza (CE) no último 31 de março, numa parceria entre a Rede Jubileu Sul Brasil e o Esplar – Centro de Pesquisa e Assessoria, que atua no fortalecimento das organizações de trabalhadores e trabalhadoras rurais. Os lançamentos começaram em dezembro do ano passado, com encontros e debates presenciais com os autores/as nas cidades de Belo Horizonte (MG), Itapipoca (CE), Porto Velho (RO), Recife (PE), Rio de Janeiro (RJ), Crato (CE) e São Paulo (SP). 

A obra reúne artigos e conta com diferentes temas que relacionam as dívidas sociais e históricas com os acontecimentos no Brasil ao longo dos 200 anos de independência. Durante o lançamento realizado em Fortaleza, foi proposta a discussão acerca da relação do endividamento do país com a ditadura militar, colocando em destaque a forma com que a dívida pública foi se constituindo, o papel das instituições financeira multilaterais, as tragédias do povo trabalhador, a relação desses acontecimentos com as mudanças climáticas e o papel das mulheres em todos esses processos. 

Foto por Ronildo Mastroianni Ferreira

Os três lançamentos do livro no estado do Ceará ocorreram nas Universidades Federais do Estado, nos municípios de Itapipoca e Crato e, mais recentemente, em Fortaleza, no Sindicato dos Docentes das Universidades Federais do Estado do Ceará (ADUFC-Sindicato), visando tornar o conhecimento e o diálogo sobre os temas mais acessíveis à população em geral. 

Para a educadora feminista do Esplar, a advogada Magnólia Said, é muito importante manter esse tipo de debate ao alcance de todos. “São espaços que aglutinam a formação de pensamento crítico, onde docentes, discentes e movimentos sociais se encontram em torno de um tema que, até então, era de propriedade de economistas e do mercado”, afirma. 

O articulador do Cone Sul, Francisco Vladimir, enxerga o livro como base para a formação de quem está no cotidiano das organizações, lutas nacionais, regionais e territoriais e fala sobre a importância do lançamento na capital cearense. “Trazer o lançamento para Fortaleza é confirmar que as palavras escritas neste livro são das lutadoras e lutadores, que, desde muito tempo, lutam por direitos”, afirma. 

Foto por Ronildo Mastroianni Ferreira

Ao longo do evento, que teve a participação de Marciane Tapeba, liderança indígena e militante pela demarcação territorial, também foram discutidos os impactos desses 200 anos na realidade dos povos indígenas e comunidades tradicionais.

André Lima, um dos autores da obra, esteve presente em Fortaleza e contou que o encontro em prol da publicação também chamou a atenção de movimentos que não são da capital do Ceará. “O lançamento do livro foi muito positivo por termos a presença de movimentos, entidades e coletivos, inclusive, de fora de Fortaleza”, finaliza o economista.

*Com supervisão de Flaviana Serafim

El ensordecedor silencio de los intelectuales ante los crecientes conflictos mundiales

Los y las intelectuales no tienen el monopolio de la cultura, los valores o la verdad, y mucho menos de los significados atribuidos a cualquiera de estos “dominios del espíritu”, como solían denominarse. Pero tampoco deben abstenerse de denunciar lo que consideran destructivo de la cultura, los valores y la verdad, sobre todo cuando esa destrucción pretende llevarse a cabo en nombre de esos “dominios del espíritu”. Los y las intelectuales no deben abstenerse de saludar al sol antes del amanecer, pero tampoco deben abstenerse de alertar contra las nubes que se acumulan ominosamente en el cielo antes del anochecer, impidiendo que la luz del día sea disfrutada.

Europa está presenciando la alarmante (re)emergencia de dos realidades destructoras de los “dominios del espíritu”: la destrucción de la democracia, provocada por el crecimiento de las fuerzas políticas de extrema derecha; y la destrucción de la paz, provocada por la naturalización de la guerra. Ambas destrucciones están legitimadas por los mismos valores que cada una de ellas pretende destruir: el fascismo se promueve en nombre de la democracia; la guerra se promueve en nombre de la paz. Todo esto ha sido posible porque se está cediendo la iniciativa política y la presencia en los medios de comunicación a las fuerzas conservadoras de derecha y extrema derecha. Las medidas de protección social destinadas a hacer sentir a la gente – tanto en sus bolsillos como en su existencia cotidiana – que la democracia es mejor que la dictadura son cada vez más escasas, precisamente por los costos de la guerra en Ucrania y porque las sanciones económicas contra el “enemigo” – que supuestamente deberían perjudicar a su objetivo previsto – en realidad perjudican sobre todo a los pueblos europeos, cuyos Gobiernos se han aliado con EE.UU. La destrucción de la paz y la democracia se ve afectada sobre todo por el trazado desigual y paralelo de dos círculos de libertades garantizadas, a saber, la libertad de expresión y la libertad de acción, avaladas por el poder político y mediático.

El círculo de libertades garantizadas para las posturas progresistas que abogan por una paz justa y duradera y una democracia más inclusiva es cada vez más pequeño, mientras que el círculo de libertades garantizadas para las posturas conservadoras, que abogan por la guerra y la polarización fascista junto con la desigualdad económica neoliberal, no deja de crecer. Los comentaristas progresistas están cada vez más ausentes de los principales medios de comunicación, mientras que los conservadores nos presentan cada semana página tras página de asombrosa mediocridad.

Veamos algunos de los principales síntomas de este vasto proceso en curso

1) La guerra de la información sobre el conflicto Rusia-Ucrania se ha apoderado de tal manera de la opinión pública que incluso los comentaristas conservadores pero con un mínimo de sentido común, se han sometido a ella con un servilismo enfermizo. He aquí un ejemplo entre muchos de los medios corporativos europeos: durante su aparición semanal en un canal de televisión portugués (SIC, 29 de enero de 2023), Luis Marques Mendes, un conocido comentarista (y normalmente una voz del sentido común dentro del campo conservador) dijo algo así como:
“Ucrania tiene que ganar la guerra, porque si no lo hace, Rusia invadirá otros países europeos”. Esto es más o menos lo que los telespectadores estadounidenses escuchan a diario de Rachel Maddow, de MSNBC. ¿De dónde viene una idea tan absurda, si no es de una sobredosis de desinformación? ¿Acaso han olvidado que la Rusia postsoviética intentó ingresar en la OTAN y en la UE, pero fue rechazada, y que – contrariamente a lo que se había prometido al antiguo dirigente de la Unión Soviética Mijaíl Gorbachov – la expansión de la OTAN en las fronteras de Rusia puede constituir una preocupación legítima de defensa por parte de Rusia, incluso si la invasión de Ucrania es realmente ilegal, como yo mismo denuncié repetidamente desde el primer día? ¿No saben que fueron los Estados Unidos y el Reino Unido quienes boicotearon las primeras negociaciones de paz poco después de que estallara la guerra? ¿No han considerado los comentaristas – ni siquiera por un momento – que una potencia nuclear que se encuentra ante la posibilidad de ser derrotada en un conflicto convencional podría recurrir al uso de sus armas nucleares, lo que a su vez podría conducir a una catástrofe nuclear? ¿No se dan cuenta de que en la guerra de Ucrania se están explotando dos nacionalismos, uno ucraniano y otro ruso, para obligar a Europa a depender totalmente de los Estados Unidos y frenar la expansión de China, el país con el que los Estados Unidos está realmente en guerra? ¿No se dan cuenta los comentaristas de que la Ucrania de hoy es el Taiwán de mañana? Curiosamente, en medio de toda esta fiebre de propaganda ventrílocua, nunca se ofrecen detalles sobre lo que significaría una derrota de Rusia; ¿llevaría a la destitución del presidente ruso Vladimir Putin o a la balcanización de Rusia?

2) La ideología anticomunista que dominó el mundo occidental hasta la década de 1990 se está reciclando subrepticiamente para promover el odio antirruso hasta la histeria, a pesar de que es un hecho conocido que Putin es un líder autocrático, amigo de la derecha y la extrema derecha europeas. A los artistas, músicos y atletas rusos se les prohíbe participar en eventos, al tiempo que se suprimen los cursos sobre cultura y literatura rusas – que no son menos europeas que la literatura y la cultura francesas –. A raíz del Tratado de Versalles de 1919, con su estrategia de humillar a Alemania tras su derrota durante la Primera Guerra Mundial, se prohibió a los escritores alemanes asistir a la primera reunión del Congreso anual del PEN, celebrada en mayo de 1923. La única voz disidente fue la de Romain Rolland, Premio Nobel de Literatura en 1915. A pesar de todo lo que había escrito contra la guerra y los crímenes de guerra alemanes en particular, Rolland tuvo el valor de decir, “en nombre del universalismo intelectual”: “No someteré mi pensamiento a las fluctuaciones tiránicas y dementes de la política”.

3) La democracia está siendo tan vaciada de sentido que puede ser defendida instrumentalmente por quienes la utilizan para destruirla. Al mismo tiempo, quienes sirven a la democracia para fortalecerla contra el fascismo son tachados de izquierdistas radicales. A nivel internacional, Occidente aplaudió unánimemente los acontecimientos de 2014 de la plaza Maidan de Kiev, que es donde realmente comenzó la guerra actual. A pesar de que las banderas de las organizaciones nazis estaban a la vista durante las protestas; a pesar de que la rabia popular se dirigía entonces contra un presidente elegido democráticamente, Víktor Yanukóvich; y a pesar de que, según las escuchas telefónicas, Victoria Nuland (la neoconservadora estadounidense y entonces secretaria de Estado adjunta para Asuntos Europeos y Euroasiáticos) había nombrado explícitamente a las personas que iban a ejercer el poder en caso de victoria (incluida una ciudadana estadounidense, Natalie Jaresko, quien más tarde fue la nueva ministra de Finanzas de Ucrania de 2014 a 2016), a pesar de todo ello, estos acontecimiento – que equivalían a un Golpe bien orquestado destinado a destituir a un presidente prorruso y convertir a Ucrania en un protectorado de EE. UU – fueron celebrados en todo Occidente como una vibrante victoria de la democracia. De hecho, nada de esto fue tan absurdo como el hecho de que cuando Juan Guaidó, una figura de la oposición venezolana, se autoproclamó presidente interino de Venezuela en una plaza pública de Caracas en 2019, esto bastó para que los Estados Unidos – junto con muchos países de la UE – lo reconocieran como tal. En diciembre de 2022, la propia oposición venezolana puso fin a esta farsa.

4) El doble rasero para valorar lo que ocurre en el mundo está adquiriendo proporciones aberrantes y se utiliza de forma casi automática para reforzar a los apologistas de la guerra, estigmatizar a los partidos de izquierda y normalizar a los fascistas. Los ejemplos son legión, por lo que la dificultad reside en elegir entre ellos. Permítanme ofrecer sólo un par de ilustraciones de los contextos nacionales e internacionales. En Portugal, el comportamiento estridente y ofensivo de los miembros de Chega, el partido de extrema derecha, es muy similar al de los diputados del partido nazi alemán desde el momento en que entraron en el Reichstag a principios de los años veinte. Se intentó detenerlos, pero la iniciativa política pertenecía al partido nazi y la situación económica estaba de su lado. Ya en mayo de 1933, el partido nazi celebró, en Berlín, su primera quema de libros. ¿Cuánto tiempo pasará hasta que suceda en Portugal? Respaldada en gran medida por las instituciones de contrainsurgencia estadounidenses, la postura de la derecha global actual frente a los Gobiernos de izquierda es que – siempre que éstos no puedan ser derrocados mediante golpes blandos – hay que desgastarlos con acusaciones de corrupción y obligarlos a lidiar con cuestiones de gobernabilidad para impedirles gobernar estratégicamente. Parece que la corrupción en Portugal se limita al Partido Socialista, que se aseguró una mayoría absoluta en las últimas elecciones de 2022. A los ojos de los medios conservadores hegemónicos, todos los ministros del Gobierno del Partido Socialista son presuntos corruptos hasta que se demuestre lo contrario. No debería ser difícil encontrar ejemplos similares en otros países.

En el contexto internacional, mencionaré dos ejemplos flagrantes. Existe ahora un consenso general en que la explosión de los gasoductos Nord Stream en septiembre de 2022 fue obra de los Estados Unidos (y supuestamente “supervisada” por el presidente Joe Biden, afirmación que él negó) y que posiblemente contó con la ayuda de aliados. Un incidente de esta magnitud debería haber sido investigado inmediatamente por una comisión internacional independiente. Lo que parece evidente es que la parte agraviada (Rusia) no tenía ningún interés en destruir una infraestructura que podía inutilizar con sólo cerrar un grifo. El 8 de febrero, Seymour Hersh, un respetado periodista estadounidense, utilizó información concluyente para demostrar que el sabotaje de Nord Stream 1 y 2 había sido planeado de hecho por los Estados Unidos, desde diciembre de 2021. Si ese era efectivamente el caso, tenemos ante nosotros un crimen atroz que es también un acto de terrorismo de Estado. Los Estados Unidos, que dicen ser el paladín de la democracia mundial, deberían estar supremamente interesados en averiguar qué ocurrió. ¿Era ésta la única manera de obligar a Alemania a unirse a la guerra contra Rusia? ¿El sabotaje de los gasoductos pretendía poner fin a la política europea, iniciada por el ex canciller de Alemania Willy Brandt, de depender menos energéticamente de los Estados Unidos? En un contexto de energía cara y empresas cerradas, ¿no era ésta una forma eficaz de frenar el motor económico de la UE? ¿A quién beneficia esta situación? Un pesado silencio se cierne sobre este acto de terrorismo de Estado.

El otro ejemplo de evidente doble rasero es la violencia de la ocupación colonial israelí de Palestina, que se está intensificando. Sólo en enero de 2023 Israel asesinó a 35 palestinos; en una redada llevada a cabo el 26 de eneroen el campo de refugiados de Yenín, en Cisjordania, Israel mató a 10 personas. Un día después, un joven palestino mató a siete personas frente a la sinagoga de un asentamiento judío en Jerusalén Oriental, zona ocupada ilegalmente por Israel. Hay violencia en ambos bandos del conflicto, pero la desproporción es abrumadora, y muchos actos de terrorismo del Estado de Israel (a veces cometidos impunemente por los colonos o por soldados en los puestos de control) ni siquiera aparecen en las noticias. No hay corresponsales de los medios de comunicación occidentales que informen de lo que ocurre en los territorios ocupados, que es donde tiene lugar la mayor parte de la violencia. Salvo imágenes furtivas de teléfonos móviles, no tenemos imágenes desgarradoras del sufrimiento y la muerte en el lado palestino. La comunidad internacional y el mundo árabe han guardado silencio al respecto. A pesar de los medios de guerra enormemente desproporcionados, no hay ningún movimiento para enviar equipos militares eficaces a Palestina, como ocurre actualmente con Ucrania. ¿Por qué la de Ucrania es una resistencia justa y la palestina no? Europa, el continente donde tuvo lugar el Holocausto que acabó con la vida de millones de judíos, está en última instancia en el origen de los crímenes cometidos contra Palestina, pero hoy en día comparte una odiosa complicidad con Israel. La UE se apresura actualmente a crear un tribunal para juzgar los crímenes de guerra, pero – y aquí radica la hipocresía – sólo los cometidos por Rusia. Al igual que en los años que precedieron a la Primera Guerra Mundial, los llamados al europeísmo (paneuropeísmo, como se llamaba entonces) se están convirtiendo cada vez más en llamados a la guerra y dan lugar a una retórica destinada a ocultar el sufrimiento injusto y la pérdida de bienestar que ahora se imponen a los pueblos europeos sin que se les haya consultado sobre la necesidad o las ventajas de la guerra entre Rusia y Ucrania.

5) Hoy asistimos a un enfrentamiento entre los imperialismos estadounidense, ruso y chino. También está el caso patológico del Reino Unido, que, a pesar de su abismal decadencia social y política, aún no se ha dado cuenta de que el Imperio Británico hace tiempo que terminó. Estoy en contra de todos los imperialismos, y admito que el imperialismo ruso o el chino pueden resultar los más peligrosos en el futuro, pero no me cabe duda de que, con su superioridad militar y financiera, el imperialismo estadounidense es en este momento el más peligroso de todos. Por supuesto, nada de esto basta para garantizar su longevidad. De hecho, he venido sosteniendo, basándome en fuentes de instituciones norteamericanas (como el Consejo Nacional de Inteligencia), que se trata de un imperio en declive, pero puede que su propio declive sea uno de los factores que ayudan a explicar por qué es especialmente peligroso en estos días.

He condenado la invasión rusa de Ucrania desde el principio, pero desde ese momento también he señalado que EE.UU. había provocado activamente a Rusia para que entrara en ese conflicto, con el propósito de debilitar a Rusia y contener a China. La dinámica del imperialismo estadounidense parece imparable, alimentada por la perpetua creencia de que la destrucción que causa, fomenta o incita tendrá lugar lejos de sus fronteras, protegido como está el país por dos vastos océanos.

Los Estados Unidos afirman invariablemente que sus intervenciones son por el bien de la democracia, pero lo cierto es que acaba dejando a su paso un camino de destrucción, dictadura o caos. La manifestación más reciente y probablemente más extrema de esta ideología puede encontrarse en el último libro del neoconservador Robert Kagan (marido de Victoria Nuland), titulado The Ghost at the Feast: America and the Collapse of World Order, 1900-1941 (Alfred Knopf, 2023). La idea central del libro es que los Estados Unidos – en su deseo de aportar mayor felicidad, libertad y riqueza a otras naciones, luchando contra la corrupción y la tiranía dondequiera que existan – es un país único; tan prodigiosamente poderoso que habría evitado la Segunda Guerra Mundial si hubiera tenido la oportunidad de intervenir militar y financieramente a tiempo para obligar a Alemania, Italia, Japón, Francia y Gran Bretaña a seguir el nuevo orden mundial liderado por los Estados Unidos.

Según Kagan, todas las intervenciones de los Estados Unidos en el extranjero han estado impulsadas por motivos altruistas, por el bien de los pueblos a los que se dirige la intervención. Las intervenciones militares estadounidenses en ultramar – desde los tiempos de la guerra hispano-estadounidense de 1898 (librada con el propósito, que sigue vigente hoy en día, de dominar Cuba) y la guerra filipino-estadounidense de 1899-1902 (librada para impedir la autodeterminación de Filipinas, que se saldó con más de 200.000 filipinos muertos) – siempre han estado inspiradas por nociones altruistas y por el deseo de ayudar a la gente.

Esta hipocresía y borrado de verdades incómodas ni siquiera considera la trágica realidad de los pueblos indígenas y la población negra de los Estados Unidos, que fueron sometidos a un exterminio y una discriminación feroces durante aquellos tiempos de intervenciones – supuestamente liberadoras – en el extranjero. El registro histórico expone la crueldad de tal mendacidad. Las intervenciones estadounidenses han estado dictadas invariablemente por los intereses geopolíticos y económicos del país. De hecho, los Estados Unidos no son una excepción a la regla. Al contrario, siempre ha sido así en todos los imperios (véanse, por ejemplo, las invasiones de Rusia por Napoleón y Adolf Hitler).

El registro histórico muestra que la precedencia de los intereses imperiales ha conducido a menudo a la supresión de las aspiraciones de autodeterminación, libertad y democracia y a la extensión del apoyo a dictadores asesinos, con la consiguiente devastación y muerte: desde la Guerra de las Bananas en Nicaragua en 1912, el apoyo al dictador cubano Fulgêncio Batista o la invasión de Bahía de Cochinos en 196 hasta el Golpe contra el ex presidente chileno Salvador Allende en 1973; desde el Golpe en 1953 contra Mohammad Mossadegh (ex presidente democráticamente elegido de Irán) hasta el Golpe de 1954 contra Jacobo Árbenz, (ex presidente democráticamente elegido de Guatemala); desde la invasión de Vietnam para luchar contra la amenaza comunista en 1965, hasta la invasión de Afganistán de 200, tras 20 años de apoyo estadounidense a los muyahidines (invasión supuestamente implementada como medida defensiva contra los terroristas que atacaron las torres gemelas de Nueva York – ninguno de los cuales era de Afganistán –). Desde la invasión de Irak en 2003 para derrocar a Saddam Hussein y destruir sus (inexistentes) armas de destrucción masiva hasta la intervención en Siria para defender a los rebeldes que, en su mayoría, eran (y son) islamistas radicales; desde la intervención en los Balcanes en 1995, llevada a cabo a través de la OTAN sin autorización de la ONU, hasta la destrucción de Libia en 2011. Siempre ha habido “razones benévolas” para tales intervenciones, que siempre contaron con cómplices y aliados a nivel local. ¿Qué quedará de la martirizada Ucrania cuando termine la guerra (porque todas las guerras terminan en algún momento)? ¿Cuál será la situación en los demás países europeos, especialmente Alemania y Francia, que siguen dominados por la falsa idea de que el Plan Marshall fue la manifestación de la abnegada filantropía de los Estados Unidos, a quien deben infinita gratitud y solidaridad incondicional? ¿Y Rusia? ¿Cómo será la evaluación final, más allá de toda la muerte y destrucción que conlleva toda guerra? ¿Por qué no asistimos, en Europa, al surgimiento de un fuerte movimiento a favor de una paz justa y duradera? ¿No será que, a pesar de que la guerra se está librando en Europa, los europeos están esperando a que surja algún movimiento antibelicista en los Estados Unidos, para poder unirse a él con la conciencia tranquila y sin el riesgo de ser vistos como amigos de Putin, o incluso como comunistas?

¿Por qué tanto silencio sobre todo esto?

Quizá el silencio más incomprensible sea el de los intelectuales. Es incomprensible porque los intelectuales suelen pretender ser más perspicaces que el común de los mortales. La Historia nos ha enseñado que, en los períodos inmediatamente anteriores al estallido de las guerras, todos los políticos se declaran contrarios a la guerra mientras contribuyen a ella con sus actos. El silencio no es sino complicidad con los amos de la guerra. Contrariamente a lo que ocurría a principios del siglo XX, ahora no hay intelectuales de renombre que hagan sonoras declaraciones a favor de la paz, la “independencia de espíritu” y la democracia. Cuando estalló la Primera Guerra Mundial coexistían tres imperialismos: el ruso, el inglés y el prusiano. Nadie dudaba de que el imperialismo prusiano era el más agresivo de los tres.

Curiosamente, en aquella época no se oyó a ningún gran intelectual alemán pronunciarse en contra de la guerra. El caso de Thomas Mann es digno de reflexión. En noviembre de 1914 publicó un artículo en Neue Rundschautitulado “Gedanken im Kriege” (Pensamientos en tiempos de guerra), en el que defendía la guerra como un acto de la Kultur (es decir, Alemania, como él mismo aclaraba) contra la civilización. En su opinión, la Kultur era la sublimación de lo demoníaco (die Sublimierung des Dämonischen) y estaba por encima de la moral, la razón y la ciencia. Mann concluyó escribiendo que “la ley es amiga de los débiles; reduciría el mundo a un nivel. La guerra saca a relucir la fuerza” (Das Gesetz ist der Freund des Schwachen, möchte gern die Welt verflachen, aber der Krieg läßt die Kraft erscheinen). Mann veía a la cultura y al militarismo como hermanos. En 1918-1920 publicó Reflexiones de un hombre apolítico, un libro en el que defendía la política del Kaiser y afirmaba que la democracia era una idea antialemana. Afortunadamente para la humanidad, Thomas Mann cambiaría más tarde de opinión y se convertiría en uno de los críticos más acérrimos del nazismo. En cambio, desde Peter Kropotkin hasta León Tolstoi y desde Fiódor Dostoievski hasta Máximo Gorki, las voces de los intelectuales rusos alzadas contra el imperialismo ruso nunca dejaron de hacerse oír.

Hay muchas cuestiones que los intelectuales tienen la obligación de abordar. ¿Por qué han permanecido en silencio? ¿Siguen existiendo intelectuales o se han convertido en débiles sombras de lo que una vez representaron?

Por: Boaventura de Sousa Santos. Este artículo fue producido para Globetrotter. Boaventura de Sousa Santos es catedrático emérito de Sociología en la Universidad de Coimbra (Portugal). Su libro más reciente es Descolonizar la Universidad. El desafío de la justicia cognitiva global.

Fuente: Globetrotter

A 10 años de la toma del Roble, ¡Río Blanco resiste!

📌Se cumplen 10 años de la “La Toma del Roble”, acción que fue el inicio para la lucha en defensa del río Gualcarque en la comunidad de Río Blanco. En 2013 se aceleró la construcción de la represa hidroeléctrica “Agua Zarca” que acabaría con la vida de nuestros hermanos Tomás García y Berta Cáceres.

Ese 1 de abril de 2013 se tomó la calle para impedir el paso de la maquinaria de la asesina empresa DESA y de esa manera se manifestó el rechazo al proyecto hidroeléctrico y hacer escuchar la voz de la comunidad frente a los oídos sordos del Estado. Río Blanco nunca fue consultado y en más de 100 asambleas comunitarias rechazó el proyecto hidroeléctrico que amenazaba derechos fundamentales y al sagrado río Gualcarque.

Hoy, en 2023, están siendo procesados exfuncionarios del Estado por ser parte del fraude que llevó a la concesión del Río Gualcarque. 

La Toma del Roble se convirtió en un hito en la lucha del COPINH y de Berta Cáceres en defensa del territorio y los derechos de las comunidades indígenas y campesinas. Sin embargo, la resistencia pacífica del COPINH ha sido violentamente reprimida por el Estado y por la empresa DESA.

Estos 10 años nos encontramos con alguno de los responsables del fraude siendo procesados. Sin embargo los acusados son sólo funcionarios públicos que fueron parte del fraude. Queda pendiente el juzgamiento a quienes se beneficiaron del negociado: La familia Atala Zablah.

Desde el  COPINH junto al pueblo Lenca exigimos la cancelación definitiva de la ilegal e inconsulta concesión sobre el Río Gualcarque. Es hora de avanzar en revertir los daños irreparables sufridos por las afectadas y afectados de las represas. 


¡Faltan Los Atala!

¡Libertad para los Ríos!

#CancelenAguaZarca #LibertadParaElGualcarque

 

Fuente: COPINH

2da Serie sobre Desastres – No. 4: Inundaciones en la cuenca baja del Río Guayas

Editorialista invitado: Serapio Laje[1]

Río Vinces, foto tomada el 20 de marzo de 2023

En la costa ecuatoriana los asentamientos humanos se dan cercanos a las riberas de sus ríos. Este es el caso del cantón Baba, provincia de Los Ríos. Población que aprovecha el agua del río Vinces, para consumo humano, agricultura, pesca, industria, etc.

En las últimas décadas en la cuenca baja del río Guayas, cada vez son más graves las inundaciones que se producen por la sedimentación de sus cauces, desmoronamiento de muros, pérdida de cobertura vegetal, construcción de represas, lluvias extremas, erosión de suelos, entre otras causas. Esto ha impactado negativamente a diversas poblaciones, entre ellas, específicamente, en el territorio del cantón Vinces y otros aledaños como el cantón Baba en la provincia de Los Ríos. 

Durante esta etapa invernal las lluvias consideradas “moderadas”, no provocaron graves daños en el territorio del cantón Vinces como ocurría antes; esta vez, áreas como la agricultura, infraestructura vial y de viviendas, medios de subsistencias, pesca, salud, estuvieron menos afectadas. Esto fue por el haber fortalecido los muros de tierra que protegieron sectores rurales de la cuenca baja del Guayas como Primavera, Soberana, Providencia, San Ramón, El Cairo, Palizada, Estero de Enmedio, Poza Seca, La Americana, Antonio Sotomayor, Tropezón, Junquillo, Los Explotados, Bagatela, entre otros.

Sin embargo, territorios como el cantón Baba, entre el 17 y 22 de marzo, se vieron inundados por la crecida del río Vinces, el mismo que envía agua hacia el rio Junquillo, (río que es seco en época de verano, pero es caudaloso en el invierno). Esto causó inundaciones en los recintos El Guayabo, Pica Pica y Versalles; la fuerza del agua rebasó el nivel de la carretera que conduce hacia la ciudad de Baba, impidiendo el libre tránsito vehicular.

En una entrevista realizada el 20 de marzo, el agricultor del recinto El Guayabo, Sr. Jaime Montiel dijo:

“La prefectura de Los Ríos, hizo un levantamiento de la carretera, pero no construyó una alcantarilla para que el agua pase largo sin causar problemas de inundaciones. Así mismo le pedimos a la prefectura, ya que estaban las maquinarias pesadas en la zona, vayan a fortalecer el muro del río Junquillo, pero no hicieron caso y hoy estamos pagando las consecuencias con esta inundación”.

y añade,

“Lo mismo pasa con el municipio de Baba, nunca escuchan el clamor de los campesinos, nosotros sabemos cómo funciona el río en la etapa invernal y conocemos los puntos más bajos del río Junquillo que es una ramificación del río Vinces, para que ellos con las maquinarias pesadas fortalezcan los muros de tierra, pero los funcionarios municipales nunca nos escuchan, el agua ha inundado todo, cacao, arroz, banano, huertas en general”.

De igual manera el campesino Proscopio Vera nos cuenta que:“La inundación ya está ocasionando serios problemas de salud, ya que la mayoría de la población rural tiene pozos sépticos y los mismos se encuentran colapsados, emanando malos olores contaminando el ambiente. Las gallinas, chanchos y mascotas las hemos llevado a otros recintos donde viven familiares porque se nos mueren nuestros animales”.

Esto afecta a la salud de las poblaciones porque, al subir el nivel freático los pozos sépticos se rebosan, produciéndose enfermedades como el cólera, diarreas, disentería, hepatitis, fiebre tifoidea, poliomielitis, etc. poniendo en riesgo aproximadamente a 1225 personas.

En el ámbito agrícola, cuando se presentan las inundaciones hay pérdidas de cultivos como el caco, banano, arroz, maíz, soya, etc.

Así, se está vulnerando varios derechos de las personas, como el derecho a vivir en un ambiente sano y ecológicamente equilibrado, reconocido en el art. 14 de la Constitución del Ecuador; los medios de vida y fuentes de trabajo escasean, ya que el agua lo cubre todo y no se puede trabajar; se interrumpe el libre tránsito vehicular, causando desabastecimiento de alimentos, medicinas, etc.

Si bien es cierto, las lluvias son procesos naturales que ocurren en una temporada del año, los desastres que estas lluvias ocasionan tienen por detrás a la mano del ser humano, ya que al talarse o deforestarse la cobertura vegetal para dar paso a monocultivos de exportación, fácilmente se erosiona el suelo y los sedimentos por escorrentía van a dar a los lechos de los ríos.

Las comunidades demandan que se inicien los estudios y la posterior construcción de sistema de alcantarillado para los recintos El Guayabo, Pica Pica y Versalles; que se fortalezcan los muros de contención que se encuentran en ambas orillas del río Junquillo; que se reforeste con especies propias de la zona a lo largo de las orillas del río Junquillo y Vinces y se prohíba talar la cobertura vegetal.

5 de abril de 2023

Recinto Pica Pica, imagen tomada el 21 de marzo de 2023

[1] Experto Comunitario en Derechos de la Naturaleza. Lcdo. Educación Ambiental