

El libro Reciclaje sin recicladorAs es basura: El retorno de las brujas cuenta la historia de 42 recicladoras lideresas de América Latina que nos abrieron las puertas de sus hogares, sus organizaciones y sus vidas.


Se trata de un libro colectivo que exige —desde la ecología política, el marxismo y los feminismos— el reconocimiento material y social de las recicladoras como condición primera para la justicia social, ecológica y de género. A lo largo de sus más de 500 páginas, el texto visibiliza la segregación expulsión global y criminalización que han vivido las recicladoras. Propone a su vez la categoría retorno de las brujas para reivindicar los emblemáticos procesos de organización de mujeres, quienes, a través de su oficio, garantizan la reproducción de los metabolismos urbanos, reterritorializan las ciudades, recuperan sus medios de producción y exigen su derecho al acceso “cierto y seguro” a la basura como bien común. Muchas recicladoras han nacido y morirán sin tener ninguna propiedad más allá de su fuerza de trabajo y sin tener voz. El reciclaje, sin embargo, no solo les ha devuelto la dignidad, sino que las ha convertido en uno de los movimientos del ecologismo popular más importantes de la región. Esta es su historia, la historia de mujeres recicladoras diversas, de mujeres que han sido quemadas, encarceladas, perseguidas y violentadas. Es la historia de su cacería —en manos del Estado, la empresa privada, los consorcios de limpieza y las falsas soluciones de desarrollo limpio— pero a su vez es la historia de su lucha para garantizar que sus nietas, bisnietas y tataranietas —también recicladoras, también brujas— tengan tiempos mejores, y que la organización y la resistencia logren vencer el dominio del capital por sobre la vida digna…
María Fernanda Solíz Torres, coordinadora
Para descargar el libro:
//drive.google.com/file/d/1tsd2kMqAdMtTNcCqsiT7FtPENOKdcYMf/view?usp=sharing
Fuente: Accion Ecologica
BOLETÍN JUBILEO SUR / AMÉRICAS AGOSTO 2019
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Por Karla Maria | Rede Jubileu Sul
O povo Gavião Kyikatêjê, da Terra Indígena Mãe Maria, localizado em Bom Jesus do Tocantins (PA) participou neste sábado, 7, das manifestações do Grito dos Excluídos. As mulheres, vestidas de preto, usaram uma mordaça representando toda a repressão e perseguição do governo federal aos povos indígenas. “Colocamos a mordaça e quando chegamos em frente das autoridades locais, tiramos e gritamos “existir para resistir”, disse a indígena Concita Guaxipiguara professora na escola estadual indígena de ensino fundamental e médio Tatakti kyikateje.

A recusa em demarcar terras indígenas por parte do governo Bolsonaro, com investidas para abri-las para exploração por mineradoras, hidrelétricas e pelo agronegócio vem ameaçando a existência desses povos. O povo Pataxó Hã Hã Hã também se manifestou no município de Pau Brasil, no sul da Bahia. “A nação do povo Pataxó é a nação do Galdino que foi queimado vivo por jovens em Brasília (DF). Eles se manifestaram contra o lixão que continua sendo queimado pela Prefeitura Municipal de Pau Brasil. Manifestam também contra os cortes na Educação”, disse Haroldo Heleno, missionário do Conselho Indigenista Missionário (Cimi) Regional Leste atuando junto aos povos indígenas da região.
Em Santarém (Pará) também aconteceram grandes manifestações reivindicando e lutando em defesa da democracia, da liberdade e dos direitos. “Estamos lutando em defesa da nossa Amazônia, denunciando esse sistema de violação que destrói o meio ambiente, a vida do nosso povo, as comunidades tradicionais, expropria direitos territoriais”, disse Sara Pereira, da Fase Amazônia.

Segundo Sara, o lema do Grito tocou no cerne dos problemas do país: o sistema. “Este sistema prioriza o agronegócio, a mineração, as hidrelétricas, ele destrói vidas. Gritamos também em defesa da Amazônia, ela é mais do que floresta. É a nossa terra, a nossa casa, o nosso sangue, a nossa história”.
O Grito em Fortaleza (CE) ocupou as imediações da Praia do Futuro. “Inúmeras comunidades que vivem no entorno da Praia do Futuro se manifestaram. Elas estão acossadas pela especulação imobiliária, pela política e tendo seus direitos à moradia e à sobrevivência usurpados pelas elites locais”, pontuou Magnólia Said, educadora feminista do Esplar.
Em Campinas (SP) o Grito dos Excluídos denunciou a situação de prostituição de crianças e adolescentes. “Estamos inseridos em uma comunidade que está realmente à margem da sociedade e o Itatinga é um bairro no qual o preconceito e a discriminação imperam pela sociedade. É uma realidade única e temos que dar voz a estas pessoas que estão à margem”, disse Fabiana Aparecida Ferreira, diretora de educação infantil de uma Instituição do Centro de Promoção para um Mundo Melhor (CEPROMM). “Trabalhamos esse tema desde os três anos de idade, de maneira lúdica, com rodas de conversas, discussões e mobilizações a ações concretas que envolvem a comunidade e finalizamos com a participação dos alunos no Grito”, disse a professora.


Rosilene Wansetto, da Rede Jubileu Sul Brasil e da Coordenação Nacional do Grito dos Excluídos, que está desde quinta-feira, 5, monitorando as atividades pelo país, avalia que a 25ª edição reflete o sentimento de indignação da população brasileira em relação ao governo Bolsonaro. “Houve uma enorme diversidade de organizações e pessoas participando e se envolvendo no processo de preparação e nas manifestações. Vemos o país inteiro mobilizado: cidades pequenas, maiores, com muita juventude inclusive das universidades”, avaliou Rosilene.
Ari Alberti, da Coordenação e Secretaria Nacional do Grito desde a primeira edição há 25 anos, avalia que hoje o processo do Grito dos Excluídos é o maior espaço de articulação e mobilização popular do país. “Nesses 25 anos, o Grito conseguiu contribuir para que a sociedade avançasse um pouco na compreensão na forma de você comemorar a comemoração da Pátria. Ela ainda mantém seus enfadonhos desfiles, cavalos e cavaleiros, mas tem outro público que vai à rua neste dia, que é um público que se manifesta, que grita, esperneia, para mostrar que há muito ainda a buscar de Independência”.
Fuente: Jubileu Sul Brasil
Mais de 200 atos do Grito dos Excluídos acontecem pelo país neste 7 de Setembro, denunciam cortes na Educação e nos direitos dos trabalhadores/as
Por Karla Maria | Rede Jubileu Sul

O 7 de Setembro em Cariacica, cidade localizada na região metropolitana da Grande Vitória (ES), começou cedo neste sábado. Manifestantes segurando bandeiras e cartazes contra a tortura e o corte nos investimentos em educação, percorreram as ruas da periferia para denunciar o desmonte de direitos no país. “Estamos nas ruas para denunciar o desmonte dos direitos, a violência, as intolerâncias”, disse Fátima Castelan, membro do Centro de Estudos Bíblicos (CEBI). Durante o ato, foram distribuídas cartilhas sobre o abuso de policiais em Cariacica. O objetivo é conscientizar os cidadãos sobre seus direitos, informando o que a polícia pode e o que não pode fazer. A cidade conta com a presença de 100 integrantes da Força Nacional, é um projeto piloto do presidente Jair Bolsonaro (PSL). Projeto que foi denunciado nesta caminhada.
No Santuário de Aparecida (SP), o já tradicional ato, começou às margens do rio onde a imagem da padroeira do Brasil foi encontrada em 1717, no Porto de Itaguaçu. Ali, como há 25 anos, iniciava o Grito dos/as Excluídas/os, sempre ao lado da Romaria dos Trabalhadores/as, que este ano está em sua 32ª edição.
O Grito dos Excluídos/as no Santuário denunciou o rompimento da barragem em Brumadinho (MG) e a situação dos atingidos/as pelo crime ambiental da Vale, culminando com uma grande ciranda. Às 10h30, foi realizada uma celebração na Basílica. Às 6h já ocorreu a romaria do Grito de Nova Iguaçu/RJ, em frente ao Santuário de Aparecida.
Sebastião Aranha, militante do Movimento dos Sem Terra (MST) participou do ato em Aparecida. “Estar em Aparecida tem uma simbologia muito grande. Tudo começou aqui há 25 anos”. Para ele, este 7 de Setembro, é um momento de lutar pela garantia das liberdades e dos direitos dos trabalhadores e trabalhadoras, além de defender o direitos da famílias agriculturas de plantarem e viverem do campo.


“Nos últimos oito meses, nós não tivemos nenhum avanço para a agricultura familiar, não temos crédito, nada, ao contrário. Com a liberação, pelo Ministério da Agricultura, do o uso de mais de 250 agrotóxicos – proibidos nos Estados Unidos e Europa – estão atacando a nossa saúde, a nossa vida, quando sobrevoam as áreas rurais e urbanas vão espalhando veneno”, lembra Aranha.
À beira da lama
Em Congonhas (MG), cidade cercada por 24 barragens, das quais 54% delas têm alto potencial de rompimento, o grito foi de denúncia contra os crimes da Vale e de alerta à Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) que tem o maior número de estruturas (13). O ato começou no Residencial Gualter Monteiro, uma comunidade que vive ao pé da barragem da CSN e que em casos de rompimento da barragem seria atingida em 40 segundos.


“A comunidade fica na zona de salvamento. Há muita angustia. Precisamos entender que a conjuntura exige uma unificação das lutas. Neste Grito, optamos por trazer a realidade da comunidade que já é impactada pela mineração”, disse Ivan Trajano que é operador de produção de uma mineradora.
A caminhada percorreu os morros da comunidade até o Santuário do Bom Jesus, onde aconteceu uma mística de encerramento com a participação de manifestantes de Mariana e Ouro Preto, de diversas organizações, pastorais, movimentos sociais.
Em São Paulo, foram vários os atos. No centro, uma missa foi presidida na Catedral da Sé, e de lá uma passeata com pessoas em situação de rua com padre Julio Lancellotti e agentes das pastorais sociais e entidades religiosas, manifestam-se pelas ruas e no denunciaram a truculência com que o metrô de SP tem usado para impedir que estas pessoas, já em situação de vulnerabilidade social, abriguem-se do frio e da chuva.


Outra manifestação saiu da Praça Oswaldo Cruz, na região do bairro Paraíso, e seguiu até o Monumento às Bandeiras, no Parque do Ibirapuera. Ali, a Central de Movimentos Populares (CMP), a Marcha Mundial das Mulheres (MMM) e a União Nacional dos Estudantes (UNE), entre outras entidades se uniram para denunciar e gritar por direitos.
“Hoje é a volta dos caras-pintadas. Estamos nas ruas com sentimento de patriotismo. Dando esse grito em defesa da soberania de nosso país, contra os cortes na educação e em defesa da nossa Amazônia”, disse a estudante secundarista Rosana Barroso, 20 anos.


Para Sonia Coelho, ir às ruas é urgente. “Nós estamos vivendo uma das piores conjunturas do país. Um retrocesso nos direitos da classe trabalhadora. Estamos vendo a tomada da Amazônia pelo agronegócio. Desde o #Elenão, nós mulheres, temos rechaçado Bolsonaro, porque somos nós as mais impactadas, mas nós somos resistência. Damos nosso grito contra a destruição do país”.
Miriam Hermógenes, do CMP, exemplifica o impacto negativo deste governo na vida das mulheres. “A extinção do [programa] Minha Casa Minha Vida nos impacta demais. A casa não é um sonho, é um direito, e estão nos tirando este direito”, disse Miriam que denuncia também o aumento da violência contra mulheres, em muitos casos encorajados pelo tom do governo federal.
Em Mossoró (RN), cerca de 200 pessoas se reuniram em frente ao Ginásio Poliesportivo, anunciando o grito por igualdade e justiça social, Fora Bolsonaro, Grito por Moradia da Terra Prometida, Grito do MST, Grito da Amazônia e dos Povos Indígenas, o Grito da classe trabalhadora contra o ataque a seus direitos, grito da educação, saúde.
Fuente: Jubileu Sul Brasil

La red Jubileo Sur/Américas saluda los 25 años de El Grito de los Excluidos, Brasil.
La red Jubileo Sur/Américas saluda afectuosamente al Grito de los Excluidos por sus 25 años de compromiso y esfuerzo colectivo por defender la vida, anunciando la esperanza de un mundo mejor.
Hoy el grito es de esperanza, un grito que clama por la justicia, por la ley y la libertad, en esta edición número 25º, El Grito de los Excluidos Lanza el lema “Este sistema no vale la pena” en resistencia a la situación sociopolítica y económica de Brasil y sin lugar a dudas el lema de esta edición una vez más advierte sobre la insostenibilidad de este sistema de dominación: ¡Este sistema no vale la pena! Luchamos por la justicia, los derechos y la libertad.
Aplaudimos al Grito de los Excluidos por ir desarrollando prácticas de construir procesos colectivos que hoy se han materializado, en la resistencia, movilizaciones y participación popular, denuncia de injusticias causadas por el sistema neoliberal que atenta contra la humanidad y fomenta un mundo desigual y de sufrimiento.
Fortalecidos en un mismo caminar, en la defensa de la vida, la red Jubileo Sur/Américas, apoya plenamente el esfuerzo sostenido por el Grito de los Excluidos en promover acciones para la defensa de nuestros territorios y nuestras comunidades, luchando codo a codo con las organizaciones y movimientos que se oponen a las políticas que atentan contra los derechos humanos y el medio ambiente, visibilizando la disputa de los pueblos ante el neocolonialismo, el imperialismo y la globalización neoliberal y proponiendo estrategias contra hegemónicas.
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