Cambio climático o el extractivismo, dos causas de la migración forzada en el mundo

  • Ecologistas en Acción ha publicado el informe “Migraciones forzadas por motivos ambientales” donde se documenta que, en los últimos años, han aumentado de manera exponencial las personas que se han visto obligadas a migrar por las transformaciones ambientales que han degradado sus medios de vida. 
  • El cambio climático y los desastres naturales, el expolio de recursos, los conflictos armados y la contaminación ambiental son algunas de las causas que se encuentran detrás de los desplazamientos forzados y migraciones ambientales.

[Informe] Migraciones forzadas por motivos ambientales

La migración forzada inducida por elementos que mantienen relación con el cambio climático y la degradación del ambiente siempre ha existido en la historia de la humanidad. Sin embargo, en los últimos años estos desplazamientos están tomando protagonismo en los medios así como en los debates sociales y políticos.

El cambio climático, el expolio de recursos, la contaminación ambiental, los conflictos armados se configuran como procesos determinantes en los desplazamientos humanos y se encuentran estrechamente enlazados entre ellos, haciendo, a veces, complicado distinguir una de otra causa en un proceso migratorio.

En el informe “Migraciones forzadas por motivos ambientales. Un enfoque sociopolítico” se explora la relación entre las características del actual sistema social, político y económico, las transformaciones de los ecosistemas y las migraciones.

En la primera parte del estudio se aborda la complejidad y las múltiples formas que adquieren los conceptos de migración, refugio y desplazamientos forzados, así como la dificultad de definir las causas que generan estos procesos migratorios, reflexionando además en un aspecto a veces invisibilizado: la inmovilidad involuntaria.

En la segunda parte se realiza un análisis de las principales causas sistémicas que llevan a los desplazamientos forzados, desde la descripción de las características del actual sistema capitalista – extractivista hasta el cambio climático y los desastres naturales, el expolio de recursos naturales, los conflictos armados o la contaminación ambiental.

Asimismo, el género y la clase social son elementos que atraviesan de forma transversal la movilidad humana, determinando dificultades y desigualdades a la hora de migrar, por lo que el informe dedica un capítulo a este tema. Un capítulo que termina con la entrevista a dos personas -una colombiana y otra senegalesa- que han vivido una migración forzada por causas que se relatan en el estudio.

Francesca Ricciardi, portavoz de Ecologistas en Acción y coautora del informe, ha declarado: “Sin afán de querer reducir la complejidad del fenómeno migratorio a una definición cerrada que no permita el entendimiento de las migraciones como un entramado de múltiples causas, nos aproximamos a entender la migración forzada por motivos socio ambientales como la expulsión de las personas de sus territorios debido a factores sociales, políticos, económicos y culturales relacionados con la degradación del ambiente”.

Fuente: ecologistasenaccion.org

Fotografía: AFP

 

Fuente: Radio Temblor

Revista Diálogos Caribe N° 3

En este tercer número de la revista Diálogos Caribe les invitamos a conversar sobre las distintas formas en que las fronteras extractivas buscan ampliarse en la región, y sus implicaciones en la vida humana y no humana. Esperamos que la lectura de estos textos contribuya a reflexionar sobre interrogantes como: ¿Puede, o no, el hidrógeno jugar un rol en la transición energética justa? ¿Qué impactos tendrá para los territorios la anunciada minería para la transición? ¿Cómo se enmarcan en la transición proyectos de infraestructura como la ¿Restauración ambiental de los ecosistemas degradados del Canal del Dique, o el de navegabilidad del río Magdalena? ¿Fortalecen el extractivismo o permiten su superación? ¿Puede el turismo ser un sustituto de los ingresos petroleros, como propusieron Petro y Francia en campaña?

Cada vez más comunidades, colectivos, asociaciones, federaciones, organizaciones e iniciativas locales del Caribe se oponen a la expansión de la frontera extractiva respondiendo ante los estragos que han padecido, intentando conservar sus modos de vida o permaneciendo en los lugares que habitan. En muchos casos, esa reacción se ha transformado en una resistencia que cuestiona los conceptos que justifican el extractivismo para reemplazarlos por conceptos y propuestas propias, haciendo suyas banderas históricas de comunidades afrodescendientes como el vivir sabroso.

Por esta razón, sabemos que el diálogo de este tercer número lo han enriquecido las voces de las propias comunidades, quienes nos han compartido a través de formas diversas de escritura, sus experiencias de resistencia y articulación para la defensa de sus modos de vida, sus territorialidades dispuestas al cuidado de la vida y sus alternativas al modelo depredador extractivista.

Revista-Dialogos-Caribe-3

 

Fuente: CENSAT Agua Viva

Sem assistência, indígenas passam fome em área pertencente à Itaipu, no oeste do Paraná

Decisão judicial favorável à ampliação do território é ignorada há mais de dez anos

*Por Bruno Soares

Estimativa é que cerca de 900 pessoas vivam de forma precária nas aldeias alvo de processos de reintegração de posse movidos por Itaipu – Fotos Públicas

 

Cerca de 180 famílias indígenas do povo Avá Guarani resistem no extremo oeste do Paraná à condição de insegurança alimentar devido à desassistência direta por parte da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai). Distribuídas de maneira irregular em uma faixa de terra de propriedade da Usina Hidrelétrica de Itaipu, situada entre os municípios de Santa Helena e Itaipulândia, sete ocupações sintetizam o conflito indígena que tem como principal responsável a usina “líder mundial na geração de energia limpa e renovável”.

“Quando não estamos em uma terra demarcada, não podemos construir nossa casa. Além de não termos acesso a serviços básicos como saneamento, saúde e educação, ainda somos proibidos legalmente de recebermos apoio institucional de prefeituras, demais órgãos, e da própria Itaipu. Se a Funai não envia alimento, muita gente passa dificuldade e fica sem ter o que comer”, conta o cacique Natalino Almeida, líder da Tekoha ITy Mirin, em Itaipulândia, a 73 quilômetros de Foz do Iguaçu.

O cacique faz parte do grupo de lideranças Avá Guarani que figuram como réus em ao menos cinco processos de reintegração de posse movidos por Itaipu contra o povo originário Avá Guarani na região.

Sem comida

No município de Santa Helena, o cacique Lino Cesar, da Tekoha Tape Jere, conta que não sabe dizer à sua comunidade quando chegarão as cestas básicas tão aguardadas pela aldeia. “Estamos sem expectativa. Faço parte do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional e acompanho que esta situação não é apenas com o povo Avá Guarani. Não está nada fácil e parece que vai demorar para melhorar”, comenta.

Lino afirma que a falta de alimento para aldeias não demarcadas é recorrente no extremo oeste do Paraná e que a solução deveria ser “o cumprimento da própria lei”. “Entra governo, sai governo e a gente continua aqui. Enquanto a lei não é cumprida como se deve, a gente ainda continua aqui. Queremos a ampliação das nossas terras e a assistência que o povo indígena merece. Só queremos o que é nosso de direito”, reforça.

Sem terra

Os indígenas Avá Guarani expulsos de seus territórios originais quando da construção da Usina Hidrelétrica de Itaipu, em 1973, esperam há mais de 10 anos pela ampliação da Reserva Ocoy e pela demarcação de terras em Santa Helena e Itaipulândia. Em julho de 2017, a Justiça Federal de Foz do Iguaçu determinou à Funai que concluísse os procedimentos necessários em dois anos.

Terminado o prazo, o início dos trabalhos foi ignorado durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PSL) com a expectativa de ser retomado a partir do governo do presidente Lula, por meio de ações entre o Ministério dos Povos Indígenas e a Itaipu.

A estimativa é que cerca de 900 pessoas vivam de forma precária nas aldeias alvo de processos de reintegração de posse movidos por Itaipu. A maior parte dos indígenas veio das três reservas legais compradas pela usina e pela Funai, situadas nos municípios de São Miguel do Iguaçu e Diamante D`Oeste.

Desmonte

Paralelo à preocupação em torno da fome vivenciada pelas famílias Avá Guarani, lideranças indígenas da região também estão atentas ao desmonte do Ministério dos Povos Indígenas e à recém aprovação do Marco Temporal, ambos na Câmara dos Deputados.

“Isso nos trouxe muita preocupação. A sociedade brasileira precisa entender que o Marco Temporal representa o extermínio do povo indígena. Essas pessoas que ocupam cargos de poder não se preocupam com a vida das pessoas. Pra eles, o importante é o dinheiro. O resto, é resto”, critica o cacique Natalino, ao destacar a influência do agronegócio nas decisões políticas do país.

Marco temporal

Dos 30 deputados federais paranaenses, 20 foram favoráveis à aprovação do Marco Temporal, que na prática pretende acabar com a demarcação de novas terras indígenas no Brasil. Caso a lei seja promulgada, os povos indígenas terão apenas o direito de ocupar territórios que já ocupavam ou disputavam até 5 de outubro de 1988 – data da promulgação da Constituição.

Conforme o texto, a nova norma irá proibir a ampliação de terras já demarcadas, a adequação de projetos de demarcação já iniciados e irá invalidar demarcações que não atenderem às regras do projeto. Aprovado na Câmara dos Deputados por 238 votos a favor e 155 contra, o Marco Temporal segue para ser analisado pelo Senado.

Para a missionária indigenista Marina Oliveira, a aprovação do Marco Temporal representará mais um crime de genocídio contra os povos indígenas no Brasil. “Caso aprovado no Senado, o Supremo Tribunal Federal precisa dizer não e garantir que a Constituição Brasileira de 1988 seja cumprida. A constituição é clara ao dizer que as terras indígenas devem ser demarcadas conforme o uso, os costumes, as tradições e, inclusive, em respeito às questões imemoriais dos povos”, detalha a mestre pelo programa Interdisciplinar em Estudos Latino Americanos da Universidade Federal da Integração Latino Americana.

A indigenista aponta a contradição do Marco Temporal ao mencionar violências perpetradas por órgãos públicos em razão da construção de Itaipu. “O povo Avá Guarani não estava em 1988 nas áreas que estão ocupadas atualmente justamente porque Itaipu alagou suas terras, a Funai nunca regularizou o que precisava, o INCRA [Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária] concedeu títulos de terras para os não indígenas, entre outras violações já definitivamente comprovadas. O STF precisa barrar o Marco Temporal para não termos um genocídio indígena muito maior em todo país e com sérias consequências aos indígenas no oeste do Paraná”, finalizou.

Respostas oficiais

Por meio de sua assessoria, a Usina de Itaipu pontuou que “no momento, está em fase de estruturação, pelo Ministério dos Povos Indígenas, a criação de um Grupo de Trabalho (GT) a ser constituído por representantes do MPI, da Itaipu, lideranças indígenas da região e outras instituições para tratar de temas afeitos às questões do povo avá-guarani na região”.

O Ministério dos Povos Indígenas enviou uma nota, que reproduzimos na íntegra, abaixo:

“Após as eleições foi constituído o GT de transição do Governo Federal, que incluía a pauta indígena no âmbito nacional e elencou diversas urgências e emergências à nova gestão eleita. Por se tratar de um ministério novo, o Ministério dos Povos Indígenas está se estruturando para atuar na defesa dos direitos dos povos indígenas e, dentre as prioridades elencadas foi destacada a grave situação dos povos indígenas no oeste do Paraná, devido aos impactos da construção da usina hidrelétrica de Itaipu, que impactou os povos e territórios daquela região.

Nos 100 primeiros dias de Governo, como uma de suas primeiras ações, o Ministério dos Povos Indígenas promoveu a ida de uma comitiva que esteve in loco para dialogar com as comunidades indígenas, acerca das graves violações de direitos na região. Na ocasião foi traçado um plano de ação para garantir assistência às comunidades indígenas dali. Sendo assim, está sendo finalizado um grupo de trabalho interministerial que contará com representantes de diversos ministérios, além de representantes da usina hidrelétrica Itaipu, com o objetivo de implementar ações de reparação aos povos do oeste do Paraná, incluindo a efetivação dos direitos territoriais e a assistência às necessidades básicas, como alimentação.

Por fim, sobre a atuação da Fundação Nacional dos Povos Indígenas – Funai, a mesma está em processo de reestruturação, dado que na gestão anterior teve boa parte de sua atuação paralisada, inclusive com a supressão de recursos orçamentários que levaram à falta de assistência a estes povos. Atualmente Funai e MPI trabalham em conjunto com outras pastas para garantir formas de prestar a devida assistência a estes e outros povos.”

 

Fuente: Jubileu Sul Brasil

Las cegueras del petróleo: Proyectos normativos petroleros sin mirar el pasado y el futuro

El 19 de mayo del 2023, la Comisión de Energía y Minas del Congreso de la República aprobó el dictamen que declara de interés nacional la suscripción de contratos de hidrocarburos para el fomento de desarrollo[1]. El dictamen permite que Petroperú, con ciertas condiciones, se haga de varios lotes petroleros de la costa y la selva cuyos contratos han concluido.

La discusión planteada en los antecedentes de la norma no involucra la situación de los pueblos indígenas, campesinos y pescadores afectados (solo opiniones dispersas de algunos individuos) y recibió el silencio cómplice del sector ambiental quien parece no tener capacidad técnica para evaluar la pertinencia ambiental de seguir profundizando la matriz energética de hidrocarburos en el Perú, y sobre todo, de mantener estas actividades en zonas altamente impactadas. Si la norma se aprueba en el Congreso ahora que pasa a Pleno, atentaría en primer lugar con el derecho a la consulta previa libre e informada de las poblaciones a quienes afectaría dicha norma.

Quienes sí se opusieron en este dictamen y de manera pública en estos días, por razones más económicas y de interés privado fueron los Clubes del Petróleo (Sociedad Nacional de Minería, Petróleo y Energía y Sociedad Peruana de Hidrocarburos) que añoran una vida gobernada por petroleras extranjeras y un Estado que proteja su libertad de contaminar. Por otro lado, un sector de la sociedad civil, que sigue soñando con el petróleo como si este no tuviera consecuencias, avaló los proyectos sin ningún sentido crítico.

Pero en realidad, reflexionar sobre la importancia del petróleo para aprobar con urgencia esta norma o para entregarla a manos extranjeras, es como reflexionar sobre la pertinencia de medicinas vencidas a las que tenemos que ampliar los años de caducidad y otorgarles una nueva etiqueta. El problema es que este tipo de normas no son decididas en debates amplios, en donde se incluya la voz de actores directamente perjudicados, ni tampoco se sustentan con información técnica y social sobre los impactos reales de la actividad. En el dictamen aprobado no leeremos ninguna opinión de organizaciones indígenas representativas, tampoco investigaciones o cifras sobre impactos pasados y presentes en términos sociales, ambientales y sanitarios, como si no estuvieran implicados o no existieran en el balance de una norma que a todas luces afectará a pueblos indígenas, al ambiente y al conjunto de ciudadanos y ciudadanas.

Este proyecto se suma a un cúmulo de proyectos de Perupetro y del Ministerio de Energía y Minas, las cuales apuntan a impulsar nuevas operaciones petroleras y  modificaciones express a diversas normativas constitucionales, leyes nacionales, normativas administrativas. Iniciativas legislativas con justificaciones técnicas sesgadas que van configurando una arquitectura legal excluyente, atentando contra derechos ambientales e indígenas avanzados durante los últimos años y sin resolver o mejorar el contexto socioambiental donde los lotes petroleros operaron, operan y operarán.

Foto: Alessandro Falco/PUINAMUDT

Priorizar el derecho a la Vida

En una gobernanza que respete el derecho a la vida y al medio ambiente, cualquier propuesta de norma o procedimiento consideraría lo avanzado internacional e incluso nacionalmente en materia de derechos de pueblos indígenas. En ese marco, el balance de costos y beneficios de las normas mínimamente consideraría como data relevante las responsabilidades que quedan pendientes en los lotes tanto para la empresa privada como para el Estado donde habrá nuevas operaciones. Observemos el cuadro a continuación:

El cuadro que vemos nos coloca ante dos grandes encrucijadas a tomarse en cuenta y en la que se debe priorizar el derecho a la vida: las responsabilidades no atendidas que se acumulan y la deuda ambiental impagable por los supuestos beneficios.

Responsabilidades no atendidas

Si continuamos, todos los lotes indicados que han concluido, o están por concluir pronto, deberían tener Planes de Abandono con cartas de fianza que permitan asegurar que se atenderán todos los daños existentes por derrames e impactos producidos por cada lote. Además, debemos tener claridad sobre los costos totales que implica la remediación de pasivos ambientales por lo menos de alto y medio riesgo que forman parte del pasado y presente de estas zonas. Estos aspectos son claves en tanto deberíamos tener seguridad que todas las empresas y el mismo Estado atenderán los seis mil sitios contaminados sobre los cuales la nueva operadora, en este caso Petroperú, va operar, porque al ocurrir nuevos impactos los antiguos daños van a profundizarse y las responsabilidades van a quedar difusas.

Al respecto hay que sumar lo que significa en términos sociales los efectos de estos derrames e impactos y cómo la población pescadora de la Costa e indígena de la Amazonía comprende necesario atender para que nuevas operaciones trabajen sobre sus territorios. La cuestión no es menor. La magnitud de impactos ha hecho que pescadores y comunidades indígenas vivan en una constante amenaza y riesgo a su salud y alimentación. No incluirlos en un análisis concreto de este tipo es vital para prevenir conflictos sociales y la acumulación de daños a la población.

De este modo, para no entrar en el futuro en un caos administrativo, ambiental, legal y financiero, todo proyecto de ley o política de promoción que entregue a Petroperú o a otras operadoras extranjeras nuevos o antiguos lotes debería evaluar y tener claro lo siguiente: los Estudios de Impacto Ambiental de los antiguos lotes, ¿están actualizados? ¿cuántos cronogramas de adecuación de ductos están funcionando y en qué estado están? ¿cuántos  Planes de Abandono han sido aprobados y si estos abordan todas las responsabilidades pendientes según OEFA? ¿hay cartas de fianzas que cubran los costos reales de la remediación? ¿hay voluntad empresarial para cumplir con sus obligaciones? ¿existen pueblos indígenas, campesinos y pescadores que deben ser consultados por estas nuevas normas que afectarán sus territorios?

Foto: Alessandro Falco/PUINAMUDT

La deuda ambiental

Finalmente, los costos de los impactos petroleros acumulados nos colocan ante una pregunta sencilla y objetiva: ¿los beneficios de las actividades podrán cubrir los costos que el Estado asuma para remediar los impactos petroleros si es que las empresas se resisten a hacerlo? En ningún análisis se ha podido realizar investigaciones sobre los costos que va a significar remediar más de 6 mil sitios contaminados y cómo todos los beneficios petroleros podrían aportar a su solución. Por dar un ejemplo, solo en el caso del ex Lote 1AB, hoy 192, donde la empresa Pluspetrol ha decidido no pagar el monto de los costos totales de su Plan de Abandono, nos indica que la remediación, con un costo de más de 5 mil millones de soles[2] duplica todo el canon petrolero entregado por ese lote, lo que significa que hay un déficit en cuanto a beneficios.

El asunto se pone más grave si no tenemos la seguridad de que el Estado pueda obligar a todas las empresas que asuman los costos de los impactos que han producido cuando sus operaciones concluyen. Igualmente, tampoco sabemos si el Estado ha calculado los costos de la remediación y cómo los abordará para no cruzar responsabilidades cuando opere de nuevo en los lotes viejos. Por lo tanto, estamos ante una paradoja terrible: conecta de manera objetiva, el pasado con el presente y sobre todo con el futuro, ya que los impactos no solo están durmiendo en un pasado lejano, sino que afectan ahora a las poblaciones y si no se tiene claro cómo poner límites, soluciones y controles a los pasivos,  derrames y actividad petrolera en general, estas destruirán nuestro futuro.

Entonces, es posible que cuando los famosos padres y madres de la patria decidan cambiar leyes en el Congreso, por la ceguera del petróleo, dejen como herencia legal para las generaciones futuras una deuda ambiental inmensa que no hemos asegurado resolver o abordar. Ese será su legado, para sus hijos, nietos y para nuestros territorios.

Foto: Alessandro Falco/PUINAMUDT

[1] Dictamen recaído en los Proyectos Ley 1905/2021-CR, 2108/2021- CR, 4033/2022-CR y 4219/2022-CR, mediante el cual se propone, con texto sustitutorio, la “Ley que declara de interés nacional la suscripción de contratos de hidrocarburos para el fomento del desarrollo y consolidación de la industria petrolera a fin de contribuir con la seguridad energética del país”. https://www.congreso.gob.pe/Docs/comisiones2022/Energia/files/09sesionextraordinaria/cem]_dictamen_pl1905-2108-4033-4219_v03.pdf

[2] Miseria del petróleo: Más de 5 mil millones de soles pagará el Estado peruano por la remediación del ex Lote 1AB. https://observatoriopetrolero.org/miseria-del-petroleo-mas-de-5-mil-millones-de-soles-pagara-el-estado-peruano-por-la-remediacion-del-ex-lote-1ab/

 

Fuente: Observatorio Petrolero de Amazonía Norte