La coordinación Caribe de la Red Jubileo Sur/Américas, está organizando un Foro sobre la Deuda en el Caribe, el día 19 de mayo a partir de las 15h00 (Caribe).
El objetivo de este foro es abordar acerca de la gravedad de la situación de los pueblos del Caribe, asfixiados por una inmensa e insostenible deuda ilegal, ilegítima y criminal. La mayoría de los países de la región están sufriendo duramente las trágicas consecuencias de los procesos de endeudamiento que son un elemento central en el sistema de dominación y de saqueo de nuestros países.
La situación del endeudamiento de los países caribeños se ha agravado durante y después de la crisis sanitaria, con las nuevas iniciativas de las IFIs y con las tensiones inflacionarias sobre los precios de los alimentos, de los recursos energéticos y las crisis cambiarias. Este foro quiere también presentar un breve resumen de las luchas de los pueblos caribeños frente a la dominación de la deuda.
Examinaremos varios casos y procesos de lucha que priorizan los reclamos para obtener reparación. Reparación del crimen de la esclavitud, del colonialismo, de los procesos de recolonización y de los crímenes de destrucción ecológica. Estos procesos priorizan a los pueblos como actores centrales, revirtiendo el discurso oficial común sobre la deuda, mostrando que somos nosotr@s l@s acreedores de una inmensa deuda histórica, social y ecológica.
Esperamos que este foro será la ocasión de conocer más estos heroicos procesos de resistencia, y estimular a más organizaciones y movimientos sociales de la región, a poner la lucha contra la deuda en su agenda de movilización e involucrarse más en la lucha contra la dominación imperialista y capitalista y la construcción de alternativas radicales.
Este foro será dividido en tres momentos:
En un primer momento, presentaremos una breve radiografía de la situación de endeudamiento de los países del Caribe. Analizaremos las nuevas tendencias impulsadas por las IFIs y el peligro de las nuevas estrategias de crecimiento supuestamente verdes.
En un segundo momento, vamos a profundizar sobre las iniciativas y procesos de lucha contra la deuda, contra el ecocidio y los crímenes de lesa humanidad cometidos contra los pueblos de la región a través de algunos casos emblemáticos.
En un tercer momento, discutiremos sobre las prioridades de la lucha contra la dominación de la deuda en interrelación con procesos continentales (por ejemplo, la campaña Bolívar versus Monroe), la presencia y participación de las organizaciones caribeñas en la 2.ª conferencia sobre soberanía financiera en septiembre 2023, la jornada continental contra el neoliberalismo y la movilización de en Marrakech contra el FMI y el Banco Mundial en octubre 2023.
Entre cada momento los participantes podrán expresarse a través de preguntas, sugerencias y comentarios. Al final tendremos un momento para adoptar algunas orientaciones para las luchas anti-imperialistas de los próximos meses.
Quem visitar a 4ª Feira Nacional da Reforma Agrária, de 11 a 14 de maio, no parque Água Branca em SP terá acesso a 1.500 itens de produtos diversos, comercializados por mais de 1.200 feirantes
Ao final da Feira MST realiza ação solidária com doação de 25 toneladas de alimentos. Foto: Joka Madruga
Da Página do MST
Já saboreou ou conhece os produtos da Reforma Agrária produzidos pelos Sem Terra? Já foi a uma Feira Nacional do MST e voltou para casa com a sacola cheio de alimentos saudáveis e aquele gostinho de quero mais? Esse momento está chegando novamente para a população da capital paulista e da região metropolitana de São Paulo. De 11 a 14 de maio, o MST ocupa o centro da capital com a 4ª Feira Nacional da Reforma Agrária, no parque Água Branca.
A Feira irá oferecer à população 500 toneladas de alimentos de 24 estados, produzidos pelas famílias Sem Terra nas cinco regiões do país. A maior parte dos produtos cultivados de forma agroecológica ou estão em processos de transição para a agroecologia.
Quem visitar o espaço terá acesso a uma diversidade de 1.500 itens de produtos diferenciados, comercializados por mais de 1.200 feirantes. Além de trazer nos alimentos, produtos e debates uma perspectiva de cuidado com nossos biomas, preservando e regenerando o meio ambiente nos territórios da Reforma Agrária Popular.
O evento também conta com a realização de seminários, conferências e ação solidária com doação de 25 toneladas de alimentos, ao final da feira. Contribuindo assim no combate à fome no país.
Diego Moreira do setor de produção do MST explica, que durante a Feira a população terá contato com várias cadeias produtivas, organizadas desde os assentamentos, cooperativas até o processo de comercialização dos produtos de Reforma Agrária.
“Vamos perceber a presenças dos arrozes, em especial do nosso arroz orgânico, a diversidade dos feijões, que produzimos no Brasil todo. Também cadeias importantes, como o leite e derivados, os derivados da cana-de-açúcar, derivados de milho, os cafés, o cacau, a mandioca. Além dos in natura, produção de hortifrúti, a produção que no dia a dia vai pras feiras nos municípios, estados, vai pra alimentação escolar e pro mercado convencional”, ressalta Diego.
Marcando também o início das comemorações rumo aos 40 anos do MST, a Feira sintetiza por meio dos alimentos saudáveis, o preparo de alimentos livres de veneno, da cultura popular Sem Terra, entre outros elementos, o processo histórico de luta e os avanços na defesa da Reforma Agrária.
“A Feira da Reforma Agrária tem o objetivo de dialogar com a sociedade o porque a Reforma Agrária é uma necessidade estrutural para o país, em contraponto ao modelo do agronegócio, que ao priorizar a produção de commodities para exportação com muito agrotóxicos, com desmatamento e queimadas é responsável pela crise ambiental que vivemos e não tem condições de resolver o problema da fome no país”, afirma Bárbara Loureiro do setor de produção do MST e da coordenação da 4ª Feira.
Além dos sabores, amoras e cores da terra repartida e da Reforma Agrária, mais de 200 artistas de todos os cantos do país irão se apresentar no evento, trazendo a importância da arte e da cultura popular como uma dimensão imprescindível dos trabalhadores/as Sem Terra. A Feira apresenta a riqueza da cultura popular brasileira também nos sabores e na diversidade gastronômica regional de todas as grandes regiões do país, que será servido nos pratos da Culinária da Terra, com 95 opções de pratos, produzidos em 30 cozinhas instaladas na Feira.
Mais de 200 artistas de todos os cantos do país se apresentam durante a Feira. Foto: Midia Ninja
Também se apresentam no palco principal artistas como Zeca Baleiro, Alessandra Leão, Ivan Lobo, Jorge Aragão, Gaby Amarantos, Jhony Hooker, Escola de Samba Camisa Verde e Branco, Lenine, Larissa Luz, Liniker, Alzira Espíndola, Tulipa, Chico Cesar, entre outros e uma diversidade de grupos culturais. Confira na programação completa.
O evento também será um momento em que o MST busca mostrar à sociedade e aos governos como a realização desse espaço de comercialização e trocas só é possível devido às ocupações de terra improdutivas, uma das principais formas de luta e pressão do Movimento em quase 40 anos de existência.
“Queremos apresentar à sociedade o fruto das nossas ocupações, organização e luta do MST, que são os alimentos saudáveis. E dialogar sobre a necessidade da retomada de políticas públicas que possibilitem o acesso à alimentação saudável, à educação e a garantia de direitos no campo. A Feira Nacional é portanto, um importante símbolo político da nossa organização, que apresenta a materialidade que tem sido construída a partir da Reforma Agrária Popular nos nossos estados”, enfatiza Bárbara.
Além de várias personalidades já confirmadas, que irão participar de espaços de debates, diálogos e visitar a Feira, como os ministros Paulo Teixeira (MDA), Alexandre Padilha (SRI), Sônia Guajajara (MPI) e Wellington Dias (MDS); Silvio Almeida (DH), os governadores Elmano de Freitas (CE), Jerônimo Rodrigues (BA) e Fátima Bezerra (RN). Além dos comunicadores, Paulo Vieira, Gregório Duvivier, Chico Pinheiro e Giovanna Nader, representantes de movimentos populares do campo e da cidade, centrais sindicais, partidos políticos progressistas e entidades parcerias.
Confira a programação completa:
11/05 – Quinta-feira 10h: Coletiva de Imprensa
Tarde: 12h às 18h Apresentações artísticas: Encontros e Cantorias Cláudio Lacerda Tom Ramos Espetáculo de Teatro
14h – Seminário: A Disputa Ideológica em Tempos de Neofascismo e Agronegócio
Noite – 18h às 20h Palco Arena Zeca Baleiro Alessandra Leão Participação Sem Terra
12/05 – Sexta-feira Manhã: 8h às 12h 8h: Café Institucional 10h: Ato Político Abertura da Feira Seminário: Políticas Públicas e Reforma Agrária Popular
Tarde – 12 às 18h Apresentações artísticas: Ivan Lobo Tita Reis e Banda Cabaré Feminista Dáguas Mamulengo Cortejo Paulo Freire
13h30 Seminário Reforma Agrária e Relações Humanas 14h Seminários: Agroecologia e Meio Ambiente
13/05 – Sábado 10h: Ato em defesa da Reforma Agrária
Tarde – 12 às 18h Apresentações artísticas: Cacique e Pajé Baobá Clarianas Canções de luta Jongo
14h- Seminários: 135 anos da abolição: latifúndio, fome e trabalho escravo; Reforma Agrária, conflitos e desafios na atualidade; 15h – Seminário 40 anos do MST e a Memória
Noite – 18h às 20h Palco Arena Gaby Amarantos Jhony Hooker Escola de Samba Camisa Verde e Branco
14/05 – Domingo 9h: Maracatu 10h: Conferência pelo Direito a Alimentação Saudável
Tarde – 12 às 18h 13h: Ação “MST cultivando solidariedade Apresentações artísticas: Samba de origem Pastoras do Rosário Pereira da Viola Folia de Reis Trupe de Olho na Rua
Noite – 18h às 20h Palco Arena Cantadeiras Lenine Larissa Luz Liniker Alzira Espíndola Tulipa Chico Cesar Mestrinho
Feira dos produtos da Reforma Agrária acontece todos os dias das 8h às 20h.
En un comunicado conjunto, siete relatores de Naciones Unidas destacaron los actos de intimidación y criminalización en contra de líderes de la comunidad afroecuatoriana de Barranquilla de San Javier en la provincia de Esmeraldas y expresaron su preocupación por no protegerlos contra los abusos de derechos humanos que han sufrido por parte de una empresa palmicultora.
El organismo internacional está preocupado por el abuso que la empresa habría hecho del sistema judicial. Cuatro líderes fueron condenados a indemnizar a la palmicultora con 151 000 dólares. Esa decisión está en apelación mientras que la comunidad espera que avance la demanda en que solicita la recuperación de varias hectáreas de sus tierras ancestrales.
Siete relatores de Naciones Unidas(ONU) quedaron sorprendidos luego de conocer que la justicia ecuatoriana condenó a cuatro líderes afroecuatorianos a pagarle 151 000 dólares a una palmicultora, por haber realizado un plantón pacífico durante tres meses en el 2019.
Ante esto, los relatores de la ONU hicieron un llamado urgente al gobierno ecuatoriano para que garantice la seguridad de los defensores ambientales y aseguraron que la empresa ha venido abusando del sistema judicial para intimidar y criminalizar a los líderes.
En una carta, los relatores expresan al Estado ecuatoriano que es urgente que preste atención “al presunto uso indebido del sistema judicial por parte de la empresa de aceite de palma Energy & Palma, del Grupo La Fabril, contra cuatro líderes comunitarios afrodescendientes y defensores de los derechos humanos de la Comunidad Barranquilla de San Javier, provincia de Esmeraldas, Ecuador —Antonio Olivero Mina Caicedo, Luis Fernando Quintero Mina, Andrés Humberto Arce Quintero y Néstor Javier Caicedo Caicedo— por ejercer su derecho a la protesta, la defensa colectiva del territorio y del medio ambiente”.
Y es que el 10 de septiembre de 2020, la empresa denunció a siete dirigentes de Barranquilla por daños y perjuicios, aduciendo pérdidas de más de 320 000 dólares durante los tres meses de 2019 en que la comunidad bloqueó una de las vías de acceso a la palmicultora. El plantón, según dicen los líderes, era un reclamo por la contaminación de sus fuentes de agua y porque la empresa habría ocupado varias hectáreas que forman parte de su territorio ancestral.
En septiembre de 2021, el juez de primera instancia del cantón San Lorenzosentenció a cuatro de los siete líderes a pagar 151 000 dólares. La comunidad apeló esta decisión, pero el 28 de julio de 2022 “el juez de segunda instancia determina que existe un daño y obliga a pagar unas ínfimas cuantías”, comenta Gustavo Redín, abogado de los líderes de Barranquilla. Es en ese momento cuando la comunidad acude ante la ONU.
La vía de acceso a la comuna Barranquilla está prácticamente rodeada por los cultivos de palma de aceite. Foto: Alexis Serrano.
Aunque ya ha pasado más de un año desde que se llevó a cabo la audiencia oral de segunda instancia, aún no se emite la sentencia escrita ni se determina el dinero que los líderes deberán pagar.
“Así nos pusieran a pagar 100 o 200 dólares no nos parece justo. Es el mundo al revés. Que a nosotros por defender la naturaleza y los ecosistemas para todos los ecuatorianos nos demanden por más de 350 000 dólares en lugar de que ordenen la reforestación de nuestros territorios y que le exijan a la palmicultora que se comprometa a no contaminar los esteros ni a talar un árbol más. Somos perseguidos por la justicia de la provincia y del cantón. Si a veces no tenemos para darle de comer a nuestros hijos, de dónde vamos a sacar 350 000 dólares”, dice Luis Quintero, presidente de la comuna Barranquilla de San Javier.
¿Intimidación a través del sistema judicial ecuatoriano?
Gustavo Redín es presidente de la Coordinadora Ecuatoriana de Organizaciones para la Defensa de la Naturaleza y el Medio Ambiente (Cedenma), además de ser el abogado defensor de los líderes de Barranquilla. Tanto para él como para Nathalia Bonilla, coordinadora de campañas de bosques en Acción Ecológica, organización que acompaña a la comunidad desde hace varios años, la justicia opera lentamente en este caso.
Esa fue una de las razones que llevó a la comunidad, y a las organizaciones que los acompañan, a elevar la preocupación ante siete relatores de la ONU: el Relator Especial sobre la cuestión de las obligaciones de derechos humanos relacionadas con el medio ambiente; la Relatora Especial sobre la promoción y protección del derecho a la libertad de opinión y de expresión; el Relator Especial sobre los derechos a la libertad de reunión pacífica y de asociación; la Relatora Especial sobre la situación de los defensores de derechos humanos; el Relator Especial sobre los derechos de los pueblos indígenas y la Relatora Especial sobre las formas contemporáneas de racismo, discriminación racial, xenofobia y formas conexas de intolerancia.
En un comunicado conjunto, los siete relatores expresaron su “profunda preocupación por esos presuntos actos de intimidación y criminalización de las personas defensoras de derechos humanos y por no protegerlos contra los abusos de derechos humanos que han sufrido por parte de la empresa [Energy & Palma]”.
Un informe del Ministerio de Agricultura y Ganadería dice que existe una sobreposición de 251 hectáreas en la comunidad afroecuatoriana Barranquilla de San Javier. Fotografía de Gustavo Redín.
Además, le hicieron ocho peticiones al Estado ecuatoriano. Entre ellas están:
1) Proporcionar información sobre el caso presentado contra las cuatro personas defensoras y sobre las medidas que está tomado el gobierno para mejorar la eficacia de los mecanismos judiciales y garantizar que el sistema judicial no sea usado de forma indebida para silenciar la protesta pacífica de personas defensoras de derechos humanos en Ecuador.
2) Proporcionar información sobre las acciones que toma el gobierno para proteger a las personas defensoras de derechos humanos y si ha considerado la posibilidad de introducir reformas legislativas para evitar que se les persiga en casos de protesta legítima y pacífica.
3) Proporcionar información sobre las medidas que el gobierno está tomando para garantizar que las personas afectadas por abusos de los derechos humanos relacionados con las empresas en su jurisdicción y/o territorio tengan acceso a una reparación efectiva.
4) Proporcionar información sobre las evaluaciones de impactos ambientales y de derechos humanos efectuadas por el gobierno para asegurar que las operaciones de la empresa Energy & Palma previenen, mitigan y reparan los impactos causados al medio ambiente y las personas.
Búfalos de la palmicultora se bañan en el río que abastece a la comunidad. Fotografía de la Comuna de Barranquilla.
El gobierno ecuatoriano le respondió a la ONU y destacó que en la audiencia de segunda instancia de la demanda de la palmicultora contra los líderes afroecuatorianos, “los jueces determinaron que necesitan hacer un estudio profundo del caso, previo a resolver lo que en derecho corresponda, por lo que la audiencia fue suspendida y se encuentra a la espera de su reinstalación con el fin de dar a conocer la resolución oral”.
Para Nathalia Bonilla, el hecho de que el Gobierno reconozca que no se ha podido emitir sentencia cuando ya ha pasado casi un año desde que se suspendió la audiencia, “es una muestra de falta de acceso a la justicia para las comunidades y desigualdad ante la ley”.
El gobierno ecuatoriano también asegura en su respuesta que “respecto a las graves aseveraciones realizadas por los representantes de los procedimientos especiales de Derechos Humanos de Naciones Unidas, en relación con el uso indebido del sistema judicial por parte de la empresa de aceite de palma Energy & Palma, del Grupo La Fabril, en contra de los líderes de la comunidad Barranquilla de San Javier, provincia de Esmeraldas, el Consejo de la Judicatura tiene previsto convocar a una mesa de trabajo interinstitucional con la Defensoría del Pueblo, Ministerio de Trabajo y otras instituciones, para conocer los pormenores suscitados alrededor del presente conflicto socio ambiental […] y en caso de verificar que existe alguna infracción disciplinaria por parte de las y los operadores de justicia que conocen las causas, se procederá conforme con las competencias atribuidas al Consejo de la Judicatura, contempladas en el Código Orgánico de la Función Judicial”.
Según el abogado Gustavo Redín, esa mesa de trabajo interinstitucional no ha llegado a ninguna resolución o recomendación, “por lo tanto no existe ningún proceso que el Estado haya realizado para la efectiva protección de los derechos de los defensores y para disminuir la vulneración de derechos por parte de las empresas”.
De izquierda a derecha: Nathalia Bonilla, de Acción Ecológica; Luis Quintero, presidente de la comuna Barranquilla; Gustavo Redín, abogado defensor y presidente de Cedenma. Foto: Rueda de prensa abril 2023.
La ONU también envió solicitudes de información a las empresas Energy & Palma, La Fabril, a la Mesa Redonda sobre Aceite de Palma Sostenible (RSPO, por sus siglas en inglés), así como a las compañías Nestlé, General Mills y Pepsi Co (que compran aceite de la palmicultora Energy & Palma).
Solo dos de estas seis organizaciones, Nestlé y Pepsi Co, respondieron a las solicitudes de Naciones Unidas. Nestlé aseguró que no tolera la violencia, las amenazas o la intimidación de los defensores de los derechos humanos, la tierra y el medio ambiente, y que le han pedido a Energy & Palma que rinda cuentas sobre los compromisos que ha asumido para encontrar una solución al conflicto con la comunidad afroecuatoriana de Barranquilla de San Javier.
Por su parte, Pepsi Co respondió que “hemos tenido un compromiso continuo con La Fabril y Energy & Palma en 2022 sobre las denuncias de esta queja y los posibles pasos para ayudar a abordar y resolver la queja de acuerdo con los Principios Rectores de la ONU”.
Redín afirma que tanto Nestlé como Pepsi Co han iniciado procesos para averiguar por los reclamos de la comunidad pero “en ningún momento se han acercado a la comuna Barranquilla de San Javier para preguntar cuáles han sido las vulneraciones y cuál es la opinión de los pueblos afro. Por lo tanto, nuevamente estamos ante un proceso de invisibilización de los problemas de los pueblos afroecuatorianos”.
Comuna Barranquilla de San Javier. Foto: cortesía.
Mongabay Latam se comunicó con Energy & Palma para conocer su versión, pero hasta el momento no se ha tenido respuesta. Este medio ha buscado a la compañía para distintos reportajes que ha realizado en años anteriores sobre conflictos socioambientales que involucran a la compañía, pero nunca se ha obtenido respuesta.
En julio de 2022, el grupo La Fabril, al que pertenece Energy & Palma, publicó una carta abierta en la que asegura estar dispuesto a encontrar una solución al conflicto que tiene con la comunidad de San Javier a través de un proceso participativo que incluye una comunicación abierta.
Luis Quintero, presidente de la comuna Barranquilla de San Javier, asegura que, hasta el momento, esos diálogos no se han dado a pesar de que la comunidad ha intentado propiciarlos.
Así comenzó el conflicto entre Barranquilla y la palmicultora
En la década de los noventa, la comuna de Barranquilla de San Javier fue reconocida por el desaparecido Instituto Nacional de Desarrollo Agrario y recibió su título de propiedad en 1997, donde se reconocía a sus habitantes como propietarios de tierras ancestrales. Sin embargo, un par de años después, un vacío legal permitió que algunos comuneros recibieran, de manera individual, otros títulos de propiedad sobre las mismas tierras y se los vendieran después a la compañía Energy & Palma. Es decir, legalmente estas tierras les pertenecen a las comunas, pero también le pertenecen a la palmicultora. Una disputa que la justicia sigue sin aclarar.
De acuerdo con Luis Quintero, presidente de la comuna, con la llegada de la palmicultora llegaron épocas de despojo, contaminación de ríos y mucha resignación. Esa resignación terminó a finales del 2019, cuando Barranquilla organizó una protesta que duró tres meses: armaron carpas y se instalaron en la vía principal de acceso a la palmicultora.
La empresa solicitó medidas cautelares ante las autoridades judiciales del cantón San Lorenzo y en un operativo de cerca de 300 policías, y varios helicópteros, desalojaron a la comunidad. “Hubo una audiencia y en solo cinco días se emitió la sentencia para desalojar a la comunidad del bloqueo pacífico que estaba haciendo. Sin embargo, hay dilación en todos los procesos emprendidos por los pobladores afroecuatorianos”, comenta Nathalia Bonilla, coordinadora de campañas de bosques en Acción Ecológica.
En el 2020, cuando la comunidad pensaba demandar a la empresa para recuperar las tierras que ocupan dentro de su territorio ancestral, la compañía se adelantó y denunció a los líderes por daños y perjuicios, exigiendo una compensación de 350 000 dólares.
Producto de las fumigaciones, la comunidad asegura que sus cultivos de plátano están contaminados. Fotografía de la Comuna de Barranquilla.
El principal soporte para el reclamo territorial de la comuna de Barranquilla de San Javier está en el Estudio multitemporal de tenencia de tierras en los territorios comunales de la provincia de Esmeraldas que elaboró el Ministerio de Agricultura y Ganadería (MAG) en septiembre de 2017. El informe dice que en el territorio de la comuna de Barranquilla “se identificó un posible desmembramiento del predio comunal” y “se pudo determinar que el predio de la compañía Energy & Palma S.A tiene una sobreposición de 251 hectáreas en la comunidad afroecuatoriana Barranquilla de San Javier”. Esto significa que la palmicultora está asentada en parte del territorio que le pertenece a la comuna. Sin embargo, los comuneros aseguran que la sobreposición es de al menos 754 hectáreas, más de la mitad de su territorio.
El 2021 y gran parte del 2022 fueron años en los que la comunidad afroecuatoriana se dedicó a preparar su defensa en la demanda que les puso Energy & Palma y en apelar la sentencia que condenaba a cuatro de sus líderes a pagar una millonaria indemnización.
A pesar de esto, en noviembre de 2022, demandaron a la empresa por invasión de sus tierras. La denuncia fue presentada en la ciudad de Manta, provincia de Manabí, donde la compañía tiene sus operaciones; pero nuevamente vieron cómo el sistema judicial les ponía trabas. El juzgado de Manta devolvió la denuncia y dijo que tenía que presentarse en el cantón San Lorenzo, lugar donde han ocurrido los hechos. Fue hasta enero de 2023 que el juzgado de San Lorenzo aceptó la demanda, “pero ya es mayo y todavía estamos esperando que el juzgado convoque a la empresa. Esta es otra nueva prueba de la falta de acceso a la justicia y de desigualdad ante la ley”, comenta Bonilla.
Los habitantes de Barranquilla de San Javier no dan su brazo a torcer e insisten en que no descansarán hasta recuperar sus tierras. También aseguran que no pagarán un solo dólar porque nunca agredieron a nadie y la empresa tenía vías alternas para sacar su producción.
El líder Luis Quintero asegura que ellos seguirán luchando hasta que tengan justicia, “hasta que nos devuelvan nuestro territorio y hasta que ellos [la palmicultora] se comprometan a no talar más árboles ni a contaminar los ríos”.
*Imagen principal: Comuna Barranquilla de San Javier. Foto: cortesía.
Durante la Feria Internacional del Libro de Bogotá 2023, Censat Agua Viva presentó este cómic, que hace parte del proyecto transmedia ‘Somos Tierra’. Este proyecto nace de la reflexión sobre la crisis ambiental actual, la esperanza de que es posible superarla y la necesidad de incluir a la juventud en esta discusión.
Interferencia es un cómic de cinco capítulos que presenta una Bogotá del futuro en donde la crisis climática ha llevado a una época de caos. La escasez de agua, alimentos y combustibles fósiles profundiza la división social y lleva a que la gente adinerada tome decisiones extremas para preservar sus privilegios. Este conflicto se repite en todas las latitudes de un mundo en el que se ha pasado el punto ambiental de no retorno.
Sin embargo, no toda esperanza está perdida, pues mucha gente resiste y construye alternativas, no solo para sobrevivir, sino también para cambiar ese futuro. Mientras son perseguidos en el 2052, los miembros del movimiento Somos Tierra buscan la forma de enviar mensajes a la Bogotá de 2023, para alertar a la gente del pasado sobre este mundo, porque han encontrado que todavía es posible modificarlo.
Un esfuerzo colectivo
Las y los asistentes al lanzamiento del cómic el pasado lunes, 24 de abril, tuvieron la oportunidad de conocer los detalles detrás de su proceso de creación, el cual pasó por distintas etapas, manos, ojos y mentes, para llegar a materializarse en una historia visual con un universo propio de personajes, tiempos y espacios.
Carolina López, escritora y artista plástica, es la creadora de la idea original de esta historia. Carolina asumió el reto de interpretar e hilar el conocimiento generado por Censat Agua Viva respecto a la crisis ambiental y civilizatoria que atraviesa nuestro planeta, para proponer una narrativa dirigida a las y los jóvenes de las ciudades, con el objetivo de convocarlos a la reflexión, la acción y la transformación colectiva:
Partí de muchas conversaciones con el grupo de investigadoras e investigadores de Censat y de un referente importante, que son las cartas al futuro de Richard Heinberg. Estas son unas cartas imaginarias escritas en el año 2101 por un científico, que le advierte a la gente del 2011 que su tiempo se va a acabar.
Como contraparte, están todos los casos reales de comunidades y territorios que están trabajando en alternativas a ese futuro oscuro. Con esos y otros referentes, lo que yo hago es crear una historia global, en donde dialogan dos temporalidades, el año 2052 y el 2023, y, por otro lado, generar unas cartas de quienes, desde el futuro, están comunicándose con nuestro presente imaginando qué dirían, qué nos podrían compartir para que tomemos acción.
Desde el inicio, el equipo detrás del cómic tuvo claro que quería darle la vuelta a esta tendencia distópica que parece expandirse en los relatos y sueños sobre cómo será el futuro de nuestro planeta y los seres que lo habitan. Por ello, el énfasis en la narrativa está ligado a la esperanza que generan y multiplican todos los grupos de personas que tienen procesos diversos para habitar el mundo de una forma consciente, amorosa y compartida.
Con esta premisa clara, pero aún con un mar de decisiones estéticas, gráficas y de estructura del relato por resolver, el estudio de diseño La 10 recibió el material desarrollado por Carolina y empezó a convertirlo en una narrativa que pudiera resultar llamativa y comprensible para los y las jóvenes: un cómic. Tras un juicioso proceso de revisión y estudio de referentes visuales y de historias que hacen parte de la cultura popular (desde Terminatorhasta la saga de Volver al futuro), La 10 Estudio encontró la forma de plantear una serie de personajes y una trama concreta para guiar el desarrollo de los acontecimientos. Su director, Andrés Parra, habló de cómo fue el proceso de síntesis y la propuesta creativa que realizaron:
Nosotros recogimos la historia general, junto con las 13 cartas del futuro creadas por Carolina, y lo que planteamos fue un cómic, una historia visual de cinco capítulos sobre un grupo de personas que resisten y que van por un futuro en disputa, recopilando esas cartas para compartirlas con el pasado.
Con la trama, los personajes y el formato definido, llegaba entonces el momento de ponerle cara a estos sujetos y color a ese futuro en transformación. Angie Rodríguez, diseñadora gráfica e ilustradora de Interferencia, contó cómo fue llegar a materializar estos personajes y darles una personalidad visual:
Me inspiré muchísimo en gente que conozco, que siento que de alguna manera resonaba con los personajes de esta historia, y planteé una serie de bocetos para irles dando a cada uno sus características propias. Estos bocetos fueron cambiando con el tiempo, al darnos cuenta de que quizás alguno necesitaba un rasgo diferente a como lo imaginamos al principio.
Angie destacó la potencia de inspirarse en su entorno y su experiencia directa para la construcción de los personajes y escenarios (según contó, hasta el perro de la historia tiene su modelo en cierto can de su vida diaria), ya que de esta forma se refuerza la idea central de Interferencia: las alternativas, las comunidades y las personas dispuestas y comprometidas con cambiar el sistema, ya están entre nosotros y no son superhéroes, sino personas comunes y corrientes.
Respecto al reto de lograr señalar visualmente en qué temporalidad nos encontramos, tratándose de un relato que transcurre casi en un agujero de gusano del tiempo, Angie utilizó paletas de color específicas para cada momento de la historia, de forma que, al leer el cómic, pueden identificarse estos cambios sutiles pero claves en el desarrollo de la trama.
Continuando con los juegos de las dimensiones tiempo y espacio, es importante destacar que el evento de lanzamiento del cómic Interferencia terminó con una gran apertura: esto es sólo el inicio. La expectativa de todo el equipo de trabajo es que ‘Somos Tierra’, la transmedia de la que el cómic hace parte, permita continuar ampliando esta historia y convertirla en un metarrelato que entreteje las acciones reales de organizaciones y personas, sus testimonios, aprendizajes y logros, que agrupa y pone a dialogar nuevas señales que demuestran que la premisa del cómic continúa fortaleciéndose: podemos interferir el futuro y hackear el destino.
ALERTA de Acción Ecológica/ Área de minería Mayo, 2023
El proceso de defensa del territorio ante las actividades del proyecto minero Curipamba Sur ha sido constante y en diferentes niveles, etapas o momentos entre 2007 y 2023. Este proceso ha estado marcado por la criminalización y judicialización a dirigentes sociales; la polarización de los discursos y categorización antagónica a la población entre “mineros” y “no mineros”; los conflictos recurrentes en las comunidades ya sea por denuncias de daños ambientales, por estrategias aplicadas por la empresa o por el avance de las actividades de exploración en medio de la oposición de los dueños de las fincas; las amenazas y violencia entre las partes implicadas en el conflicto; las manifestaciones y movilización a favor y en contra de la minería; la inoperancia e indiferencia de las autoridades del gobierno local y nacional; entre otras.