Nosso planalto é a planície: é preciso unidade e radicalizar as alternativas por um novo projeto de sociedade

O pronunciamento feito pelo ex-presidente Lula neste 10 de março marca a retomada de seu protagonismo político num dos momento mais críticos de nossa história, e no dia em que ultrapassamos a barreira dos 2 mil mortos pela Covid-19 em 24 horas, resultado da política  deliberada de um governo genocida e irresponsável que chegou ao poder com o apoio daqueles que sempre mandaram e lucraram no país – os donos do mercado, banqueiros, grandes empresários e proprietários que desprezam a vida da maioria da população mais pobre.

Lula fez um discurso certeiro como só ele sabe fazer, tocando de forma direta e clara nos diversos problemas que afligem o povo neste momento tão difícil, a começar pela necessidade do enfrentamento à pandemia, à fome, ao desemprego, à dor da perda de entes queridos. O ex-presidente se recoloca no cenário político no mesmo papel que vem desempenhando quase desde 1989, inclusive com uma aparente aposta na conciliação que o levou à prisão. Independente disso, finalmente temos alguém com força suficiente para fazer contraponto ao atual governo criminoso e assassino – que aliás, reagiu na sequência às falas de Lula, fazendo Bolsonaro, seu desgoverno, sua família se movimentarem, mudarem discurso e comportamento – inclusive usando mascara, algo que negaram até o momento para salvar vidas, alterando o mercado. 

Porém, é preocupante que após tanto tempo não conseguimos construir uma alternativa de nome e de projeto para ocupar este espaço e construir uma nova esperança. Sabemos que Lula nunca prometeu uma mudança radical na estrutura da sociedade brasileira, neste sentido nunca enganou ninguém, ao contrário, sempre dizia que o sonho dele era que os brasileiros tivessem três refeições por dia. 

Sem mudanças estruturais, não conseguimos construir nenhuma alternativa política efetiva, apesar de que no período de seu governo, quando efetivamente houve uma melhoria na condição de vida dos brasileiros, com as 3 refeições, a entrada do povo mais pobre na universidade, o emprego, a melhoria da vida das pessoas mais excluídas e invisibilizadas.  

Enquanto a direita radicalizou no discurso e na pauta, os movimentos populares, sindicais, sociais se recolheram. Por isso, para o Jubileu Sul Brasil, o momento exige radicalizar nossas agendas de luta e as alternativas também, pois é nosso o projeto de mundo que visa ao bem estar, à defesa dos bens comuns e não o mundo falacioso das forças reacionárias. 

Há uma crise humanitária, política, econômica, mas a crise sanitária da pandemia é a principal, se agrava a cada dia com pessoas morrendo, um ministro da Saúde negacionista e sem planejamento. Essas crises múltiplas escancaram a desigualdade produzida por esse sistema no qual, mesmo numa crise com muitas mortes, vemos privilegiados enriquecendo, o presidente da República, seus filhos e ministros rindo da situação, tentando desviar a atenção da sociedade e continuar iludindo seguidores com falsas noticias e promessas vazias e negacionistas. Essa crise pode ser piorada com a situação que já chamou a atenção a Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre nossos vizinhos, seremos exportadores do vírus e comprometendo a saúde não só mais da população brasileira, mas de toda a América Latina e Caribe.

E a boiada passa, com o centrão e a direita nadando de braçada, e um desgoverno que coloca o povo no pior dos dois mundos em meio à pandemia: autonomia do Banco Central, PEC Emergencial (Proposta de Emenda à Constituição 186/2019) para contenção fiscal aprovada no Senado, a advogada bolsonarista Bia Kicis (PSL-DF) eleita presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara federal, “reforma” administrativa, políticas públicas desmanteladas e direitos sociais que se acabam. Ao mesmo tempo, a cultura do ódio, mais porte de armas que vão parar nas mãos de milícias num risco à sociedade agora e no futuro. Não queremos mais armas, queremos mais vacina para todos, salvar vida é urgente!

Lula é o foco para 2022, mas estamos em 2021 e hoje a luta e o desafio que se colocam para as organizações da sociedade civil e movimentos populares são a unidade das forças em defesa da vida, por vacina para todos, todas e todes, pelo auxílio emergencial, por emprego e fora Bolsonaro. É urgente união para seguirmos nesse processo, caminhando e pensando na proposta de um novo projeto de sociedade, horizontal, popular e democrático. É urgente estar mais na planície do que no Planalto para ouvir e mover a população à luta. 

A vida acima da dívida e do lucro!
Somos os povos, os credorxs!
Vacina para todxs já!
600 de Auxilio emergencial já!
Fora Bolsonaro!

12 de março de 2021

Jubileu Sul Brasil

 

Fuente: Jubileu Sul Brasil

Joaquim Piñero, o Kima, do MST, nos deixa aos 51 anos

Com profundo pesar, a Rede Jubileu Sul Brasil recebeu a notícia sobre o falecimento de Valquimar dos Reis Fernandes, o Kima, 51, militante do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) que nos deixou nesta quinta-feira (11) após anos de batalha contra um câncer de mieloma múltiplo. 

Nas mais de duas décadas no MST, que integrou a partir de 1999, Kima também atuou em outros movimentos populares, travando embates em várias frentes não só no Brasil, mas também no exterior. 

Junto com o Jubileu Sul Brasil, Kima participou da construção do Plebiscito contra a Alca, de assembleias populares, de articulações regionais na América Latina e Caribe, do Grito dos Excluídos, entre outros.

Perseguido por sua atuação combativa e motivos políticos, se tornou dirigente internacionalista com o nome de Joaquin Piñero. Na Venezuela, em 2005, colaborou na construção da primeira brigada do MST e na Revolução Bolivariana do então presidente Hugo Chávez, momento que marca seu engajamento na luta internacional em defesa dos povos oprimidos.

Neste último período, Kima estava dedicado a ações de agroecologia em Maricá e ao assentamento Irmã Dorothy, ambos no Rio de Janeiro, onde o militante também atuava como coordenador político no escritório do MST

Kima deixa a esposa Karla Oliveira, as filhas Anahy e Yara, centenas de companheiros e companheiras no Brasil e no mundo, e um legado de vida exemplar dedicado à luta. 

Kima, presente!

 

Fuente: Jubileu Sul Brasil

Marcos Arruda, presidente e fundador do Instituto Pacs, recebe hoje medalha Pedro Ernesto e homenagem pelos seus 80 anos em transmissão ao vivo

???? É HOJE!

O vereador Tarcísio Motta, do PSOL-RJ, aprovou a medalha Pedro Ernesto, a maior condecoração da cidade do Rio de Janeiro, para Marcos Arruda, no dia de seu aniversário de 80 anos! ✨

Em comemoração a este momento tão importante, estaremos ao vivo em uma parceria do Instituto Pacs com o mandato do Tarcísio Motta nesta sexta-feira, 12 de março, às 19h, pelo nosso canal no Youtube, para uma homenagem e entrega da medalha a Marcos Arruda.

Marcos é geólogo, economista, escritor, educador popular e fundador e presidente do Instituto Pacs, além de ser referência na luta pela democracia e pelos direitos humanos.

A transmissão acontece às 19h, através das nossas contas oficiais no Facebook e no canal do Instituto Pacs no Youtube. 

Esperamos vocês!

 

Fuente: PACS Instituto

A propósito de otro Día Internacional de la Mujer

Este 8 de marzo se renueva la lucha de las mujeres en todo el mundo por la no violencia de género y por la igualdad de oportunidades en todos los ámbitos públicos y privados de nuestra vida en sociedad. 

Las mujeres que soportan todo el peso de las injusticias, cada vez dudan menos en ponerse al frente de las denuncias que a diario son cometidas contra sus cuerpos, sus progenitores  y por las pésimas condiciones económicas, laborales y sociales de un capitalismo salvaje y una ideología machista, que les niega  las oportunidades de un futuro de paz con justicia. 
Ella es la primera en la fila, reivindicando oportunidades y castigo a quienes con violencia física y sicologica castran sus sueños. 

Hoy el mundo en general, sufre el impacto de la pandemia de la covid que ha marcado nuestras vidas.  Las mujeres donde quiera que se encuentren están pagando alto el precio por esta nueva situación.

Con la covid, nuestros gobernantes han impulsado políticas que han dejado a miles de mujeres sin empleo, sin oportunidades para ella y sus hijos. Pero lejos de aminalarse, las mujeres de manera increíble, redoblan su espíritu de combate y luchan como fieras por la conservación de su especie y de su descendencia.

La violencia estructural las condena a la injusticia y al sometimiento, pero la convicción de que un mundo mejor es posible en cada una de nuestras latitudes, las renueva en su voluntad de buscar vías alternas para nuevas oportunidades.

La convicción de que la niñez está también desprotegida, que sufre violencia y abuso físico y sicológico por falta de políticas integrales, las lleva al convencimiento que se debe morir en el intento, para acabar con los vejámenes de que son víctimas, no sólo ellas, sino también de quienes de ella dependen.

El camino de lucha está creado y abierto para las mujeres, igual que un día como hoy, lo hicieron en Nueva York. 

Nuestra solidaridad con todas aquellas que sufren y luchan por un mejor futuro para ellas, sus familias y para el resto de la sociedad. 

Por: Celia Sanjur. Socióloga. Centro de Capacitación Social CCS

Fotografía: Olmedo Carrasquilla Aguila. Mujeres Ngäbe en protesta contra el extractivismo del agua para hidroeléctrica Barro Blanco. 2017 Panamá

 

Fuente: Radio Temblor