Instituto PACS: Plenária da Articulação Nacional de Agroecologia discute estratégias para o desenvolvimento da agroecologia no Brasil

Com a presença de mais de 100 pessoas de todas as regiões do país, a Plenária da Articulação Nacional de Agroecologia (ANA) aconteceu na última semana em Aracaju (SE) e contou com uma programação de visitas, atividades culturais e uma feira agroecológica. Reunindo agricultoras e agricultores familiares e urbanos, comunicadoras e comunicadores, educadoras e educadores populares e representantes de movimentos sociais, o encontro discutiu os desafios e as estratégias para o desenvolvimento da agroecologia no Brasil.

O Instituto Pacs esteve presente no evento com a coordernadora e educadora popular Aline Lima, representando o GT Mulheres da Articulação de Agroecologia do Rio de Janeiro (AARJ) e o GT Gênero e Agroecologia Sudeste.

Plenária da Articulação Nacional de Agroecologia (ANA), em Aracaju (SE)

A agroecologia é o acúmulo de práticas, ciências, movimentos e culturas que se fazem a partir dos territórios e a Articulação Nacional de Agroecologia (ANA) abarca todos este saberes e práticas, respeitando e reconhecendo as especificidades das redes e seus movimentos heterogêneos de identidade. É uma das respostas ao desenvolvimento capitalista que nos aprisiona e impõe força, como exemplo de resistência a um modelo de agricultura que mata e envenena.  Além da produção e da comercialização popular de alimentos saudáveis, é exemplo de luta pelo direito à terra, pelos territórios, pela vida e trabalho das mulheres e pelas comunidades tradicionais.

Fuente: Instituto PACS

Brasil de Fato: Asesinan a Coordinadora del Movimiento de Afectados por Represas en Brasil

Dilma Ferreira Silva fue asesinada a balazos; el movimiento afirma que otros militantes también fueron asesinados

Redacción

Leia em português | Brasil de Fato | São Paulo (SP)

 

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Dilma Ferreira Silva y la entonces presidenta de Brasil, Dilma Rousseff, del Partido de los Trabajadores (PT) - Créditos: Divulgación/MAB
Dilma Ferreira Silva y la entonces presidenta de Brasil, Dilma Rousseff, del Partido de los Trabajadores (PT) / Divulgación/MAB

El Movimiento de Afectados por Represas (MAB por sus siglas en portugués) informó este viernes (22) el asesinato de Dilma Ferreira Silva, coordinadora regional del movimiento en el municipio de Tucuruí, en Pará [región norte de Brasil]. Según informaciones preliminares divulgadas por la asesoría de prensa, la líder del MAB en Pará habría sido asesinada cuando estaba acompañada de su marido y otros familiares.

“El MAB todavía no sabe el número exacto de personas asesinadas ni el motivo del crimen. (…) Un momento triste para la historia de los afectados por represas que en esta fecha celebran el día internacional del agua”, dice la nota divulgada por el movimiento. “El MAB exige que las autoridades investiguen rápidamente y tomen medidas de seguridad para los afectados por represas en todo el país”.

El 2011 Silva participó de una audiencia con la entonces presidenta Dilma Rousseff (PT) y le entregó un documento donde exigía la creación de una política nacional de derechos para los afectados por represas, con un enfoque de género para las mujeres afectadas.

La planta hidroeléctrica de Tucuruí, construida durante la dictadura militar, es la hidroeléctrica nacional más grande del país y está ubicada en el río Tocantins, a 310 km de la capital del estado, Pará. Cerca de 32 mil personas fueron desplazadas de sus casas para la construcción de la represa. Desde entonces, luchan para garantizar sus derechos.

En breve, más informaciones en Brasil de Fato.

Edición: Daniel Giovanaz | Traducción: Luiza Mançano

 

Fuente: Brasil de Fato

Jubileu Sul Brasil: Água é bem comum indispensável

Por Fórum Mudanças Climáticas e Justiça Social

Celebramos, no dia 22 de março, mais um Dia da Água. E para que a celebração esteja à altura deste bem natural que nos mantém vivos, vale a pena realizar ações durante a Semana da Água. A água e o sol são as principais fontes da energia que a vida precisa. Não há vida sem água e sem sol. Por isso, precisamos estar atentos e mobilizados para garantir que o ciclo da água, que depende também do sol, mantenha com vida os solos e os seres vivos de todos os biomas.

Entre as atividades que promoveremos em 2019, sugerimos que seja dada prioridade ao cuidado da relação entre água e floresta. A depender da realidade da localidade e da região, mobilizem pessoas, comunidades e poder público para cuidar das nascentes ainda existentes e para recriar os ambientes necessários para o renascimento de nascentes que secaram pelos maus tratos que as atingiram. Cuidem também das águas dos córregos e rios, promovendo sua limpeza e descontaminação.

O plantio de diferentes tipos de árvores do bioma é prática indispensável para esse cuidado. Por outro lado, como sabemos que dependemos da Amazônia para que não faltem chuvas, apoiemos as iniciativas dos povos daquele bioma em favor do fim da derrubada da floresta para criar bois e produzir soja envenenada, em favor do fim da construção de hidrelétricas que ferem a matam os rios e seus povos e biodiversidade, em favor do fim das agressões das mineradoras. Mais ainda, apoiemos suas iniciativas de aumentar a produção sem destruir da floresta, mantendo vivos os rios terrestres e os voadores.

Estamos enviando, junto com este convite, alguns materiais que podem servir de apoio para trabalhos de educação popular e para favorecer mobilizações em defesa da água. E como o sol é igualmente fonte de via, apoiemos as iniciativas que lutam para que ele seja a principal fonte de produção da energia que precisamos, libertando os rios e superando nossa dependência da energia com queima de fontes fósseis e usinas nucleares. Cuidemos da Água para que ela nos abençoe e nos mantenha com vida saudável!

 

Fuente: Jubileu Sul Brasil

Jubileu Sul Brasil: Contra a desinformação, comunicadores lançam a articulação “Comunicação por Outro Mundo Possível”

Texto Gerson Neto, Fotos Adriano Polleto | Fórum de Mudanças Climáticas e Justiça Social

Comunicadores e comunicadoras de organizações ambientalistas, pastorais e de direitos humanos, reunidos em Brasília nos dias 13 a 15 de março, decidiram organizar uma articulação para compartilhar conteúdos e fortalecer suas ações de comunicação. A articulação não terá um site próprio, mas o conteúdo feito por cada equipe de comunicação estará disponível para todas as outras organizações publicarem. Também haverá reforço mútuo das publicações nas redes sociais.

Dezenove organizações compareceram ao encontro, mas a articulação deve receber adesão de outras. Haverá um espaço privado para disponibilização instantânea de todo o conteúdo enviado. A articulação COMUNICAÇÃO POR OUTRO MUNDO POSSÍVEL – COMP também terá uma agenda comum de campanhas para o ano de 2019. Os temas serão distribuídos durante o ano e os assuntos serão: defesa do território; reforma da previdência; migrantes; desertificação; grito dos excluídos e sínodo da Amazônia.

A Rede Jubileu Sul marcou presença no encontro com a jornalista Karla Maria, coordenadora de comunicação da entidade

“O jornalismo tem sua função social, que é informar e formar os cidadãos para uma sociedade democrática. Esse é o nosso compromisso dentro dos nossos meios de comunicação nas nossas entidades, pastorais e movimentos sociais. Trabalhar com a verdade, contra a onda de desinformação que nos trouxe ao cenário político em que nos encontramos”, disse a jornalista Karla Maria, que é coordenadora da Rede Jubileu Sul/Américas.

Karla também destaca que este é o momento de uma articulação da Comunicação do “bem”, daquela que busca construir uma sociedade do bem-viver, e que leve as pessoas a questionarem a origem dos problemas econômicos e sociais do país, como a Dívida Pública. “Um Estado que prefere tirar benefícios dos mais pobres, por exemplo, para pagar juros e rolagem da Dívida Pública, precisa ser questionado, pressionado”, disse a jornalista, lembrando que em maio a COMP deve trabalhar em conjunto para denunciar as propostas de reforma do atual governo federal.

Além dos momentos deliberativos e dos debates, o Encontro teve contribuições dos jornalistas Bia Barbosa, do coletivo de jornalistas Intervozes, Antônio Martins, do portal Outras Palavras, e do padre Ermanno Allegre, fundador do portal Adital. Entre inúmeras contribuições, esses especialistas falaram sobre a importância da profissionalização dos setores de comunicação das entidades, o trabalho de comunicação em rede e a necessidade de combater a desinformação.

O Encontro de Comunicadores aconteceu de 13 a 15 de março, no Centro Cultural Missionário, em Brasília (DF)

Outra prioridade da COMP será trabalhar para a formação de Comunicadores Populares, treinando pessoas das comunidades para que elas mesmas gerem notícias sobre sua realidade. Além de abrir um novo canal para geração de notícias, a formação de Comunicadores Populares tem um caráter pedagógico importante para o empoderamento das comunidades, que poderão ter voz própria. (Com informações da Redação da Rede Jubileu Sul Brasil)

As novas publicações poderão ser conferidas nos seguintes sites:

cnlb.org.br
formad.org.br
semfronteirasnomadeira.blogspot.com
olma.org.br
tapajosvivo.blogspot.com
jubileusul.org.br
mtcbrasil.org.br
asabrasil.org.br
pom.org.br
icaracol.org.br
cimi.org.br
cebi.org.br
caritas.org.br
facebook.com/saressj
fmclimaticas.org.br

O encontro de comunicadores também elaborou uma carta pública que situa a importância da comunicação para o combate à desinformação que predomina na sociedade brasileira e levar qualificação ao debate político. Leia a íntegra da carta:

Brasília, 15 de março de 2019

Nós, comunicadoras e comunicadores de diversas organizações reunidos a convite do Fórum de Mudanças Climáticas e Justiça Social, somos testemunhas da luta do nosso povo e damos o alerta para a política que está se instalando no Brasil. Nosso povo está sendo atacado, os indígenas massacrados, os trabalhadores perdendo seus direitos, as entidades que os defendem são perseguidas e monitoradas, sindicatos estão sendo inviabilizados, universidades perdem recursos e autonomia, professores são perseguidos pela lei da mordaça.

Esse cenário político é confirmado por um ambiente de comunicação afogado por desinformação institucionalizada. Uma verdadeira guerra de mentiras que ludibria, manipula e induz a decisões equivocadas. Nossa sociedade está doente. Cresce a violência em ambientes que deveriam ser absolutamente seguros, dentro das casas, dentro das escolas, dentro das famílias, dentro das igrejas. Os crimes de ódio são repercutidos e incitados por pessoas que têm o dever de defender as políticas públicas protetivas e governar para a paz.

Se queremos construir uma sociedade mais justa, saudável e pacífica precisamos ouvir o Papa Francisco. Precisamos trazer para as nossas entidades, as nossas igrejas, as nossas famílias e para a nossa vida a generosidade, a corresponsabilidade, a reciprocidade e a amorosidade. As lutas pela água como um direito e não mercadoria, pela defesa dos povos indígenas e seus territórios, pelo combate a mudanças climáticas, pela construção de uma nova matriz energética diminuindo o uso de combustíveis fósseis, contra a destruição que a mineração provoca nos territórios, contra as cercas que condenam os pobres e protegem os ricos, contra a acumulação de capital, pela reforma agrária, pela defesa dos diversos grupos étnicos, contra o racismo, a homofobia e muitas outras lutas que são base na busca de outro mundo possível.

A comunicação é uma importante atividade para retomar o ambiente democrático, levar para as pessoas notícias que alimentem as esperanças e estimulem o debate saudável. Nossa comunicação deve buscar a verdade e noticiar especialmente iniciativas que já são realidade e as necessidades dos povos mais pobres e vulneráveis, que precisam ser vistos, ouvidos, amparados. Comunicar não é um acessório na luta dos movimentos sociais. É uma atividade que deve ser vista como basilar no nosso trabalho.

Nossa comunicação precisa ser estratégica e fortalecida para que fertilize essa nova sociedade que precisamos semear. Para isso precisamos cumprir muitas tarefas: dar mais autonomia para os comunicadores, investir em formação continuada e formar equipes que possam trabalhar sem sobrecarga, mesmo compreendendo que os recursos das nossas entidades são muito limitados.

A comunicação popular é uma grande esperança para ampliar a voz do nosso povo. As notícias vindas de dentro das comunidades, escritas pelo próprio povo têm um poder libertador. É um processo pedagógico que pode dar uma contribuição inestimável para a sociedade como um todo.

Assim, decidimos nos unir em uma articulação de comunicação para aumentar o alcance, ampliar as temáticas e melhor incidir no debate público do país. Criamos hoje a articulação COMUNICAÇÃO POR OUTRO MUNDO POSSÍVEL –- COMP. A união das nossas comunicações, se reforçando e colaborando mutuamente, será importante para a busca pela democracia e libertação do nosso povo.

Entidades participantes:

Instituto Madeira Vivo – IMV

Movimento Nacional Fé e Política

Movimento dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Campo – MTC

Observatório Nacional de Justiça Socioambiental Luciano Mendes de Almeida – OLMA

Conselho Indigenista Missionário – CIMI

Misereor

Rede Jubileu Sul

Cáritas Brasileira

Articulação Semiárido Brasileiro – ASA

Serviço Amazônico de Ação, Reflexão e Educação Socioambiental – SARES

Conselho Nacional do Laicato Brasileiro – CNLB

Fórum Matogrossense de Meio Ambiente e Desenvolvimento – FORMAD

Instituto Caracol

Movimento Tapajós Vivo

Pontifícias Obras Missionárias – POM

Centro de Estudos Bíblicos – CEBI

Fian Brasil– Organização pelo Direito Humano à Alimentação e à Nutrição Adequadas

International Rivers

Fórum Mudanças Climáticas e Justiça Social

 

Fuente: Jubileu Sul Brasil