Instituto Pacs e GT Mulheres da AARJ lançam cartilha sobre agroecologia, feminismos e resistência no Rio de Janeiro

A agroecologia é uma das respostas ao modelo de desenvolvimento capitalista que nos aprisiona e impõe força enquanto resistência. A vida, a luta e a resistência das mulheres agricultoras do estado do Rio de Janeiro frente aos racismos ambientais a que são submetidas no dia a dia são alguns pontos abordados na cartilha “Guardiãs do Território: Agroecologia e Resistências no estado do Rio de Janeiro”, que foi lançada ontem no encontro do GT de Mulheres da Articulação de Agroecologia do Rio de Janeiro

Cartilha “Guardiãs do Território” aborda a agroecologia como exemplo de resistência no estado do Rio de Janeiro

“A territorialidade nos constitui e nos encarna como forma de encantamento da vida. As mulheres têm uma relação intrínseca e indissociável com o território onde habitam (…). Nada que acontece a um território deixa de ser sentido pelo corpo de uma mulher que faz daquele lugar morada. Especialmente se esta mulher planta”, diz um trecho da publicação.

O material aborda o tema da agroecologia a partir do olhar das mulheres e da relação de seus corpos com os territórios onde vivem, plantam e colhem. Além disso, foi lançado o vídeo “Guardiãs do Território: Agroecologia e Resistência no Rio de Janeiro”, que mostra as histórias de algumas das agricultoras que  resistem a partir da agroecologia em diferentes partes do estado.

O Grupo de Trabalho de Mulheres da Articulação de Agroecologia do Rio de Janeiro, que irá completar seis anos de existência, conta com agricultoras das regiões Metropolitana, Serramar, Costa Verde, Serrana, Norte e Médio Paraíba do estado. Além de promover espaços de formação e intercâmbio, o grupo se articula em prol da união e da visibilidade das mulheres nos espaços da agroecologia e da agricultura familiar, que resiste à conjuntura política atual e a um modelo de desenvolvimento hegemônico cada vez mais ameaçador.

 

Encontro do GT Mulheres da Articulação de Agroecologia do Rio de Janeiro

A versão online da cartilha está disponível para download na Biblioteca Berta Cáceres, através do link: http://biblioteca.pacs.org.br/publicacao/guardias-do-territorio-agroecologia-e-resistencias-no-estado-do-rio-de-janeiro/

Assista o vídeo também no canal do Instituto Pacs no Youtube: https://www.youtube.com/watch?v=bl9MOFKFD3A

 

Fuente: Instituto PACS

Instituto PACS: Fase lança publicação sobre direito à cidade

Lançado em fevereiro de 2019, o livro registra um ciclo de encontros, reflexões, percepções e expectativas sobre o ativismo popular urbano contemporâneo no país. Em um ano marcado pelas turbulências políticas no contexto nacional, pela realização da Copa do Mundo e pelo conturbado processo eleitoral brasileiro, o projeto “A luta popular urbana pelo direito à cidade por seus protagonistas: trajetórias e inovações nos territórios de atuação da FASE (RJ, PE e PA)” – cujo apoio nos foi proporcionado pela Fundação Rosa Luxemburgo – se constituiu numa oportunidade de juntar diferentes movimentos, coletivos, ONGs e organizações parceiras de universidades para “olhar” os sujeitos populares a partir de um levantamento participativo sobre suas “ações”, “práticas” e “narrativas” na atualidade.

O Instituto Pacs colaborou com o livro no capítulo intitulado “A terra ensina a gente a se defender e a vida insiste em viver: construção coletiva de conhecimento desde os territórios”, escrito por Aline Lima e Marina Praça, da coordenação colegiada do Instituto.

A publicação pode ser baixada na biblioteca Berta Cáceres no seguinte link:  http://biblioteca.pacs.org.br/publicacao/a-luta-popular-urbana-por-seus-protagonistas-direito-a-cidade-direitos-nas-cidades/

 

Fuente: Instituto PACS

Jubileu Sul Brasil: Seminário irá discutir migração como direito e as políticas migratórias

Por Karla Maria | Comunicação do Balcão de Direitos

Migrar é direito. Este tem sido o mantra repetido pelo Centro de Referência em Direitos Humanos: Balcão de Direitos de haitianas e haitianos no Brasil, da Rede Jubileu Sul Brasil, nos últimos tempos. Para fazer ecoar esse mantra, que norteia os trabalhos da equipe do Centro de Referência, o Balcão promove no próximo sábado, às 14h, o Seminário “Migração e Direitos Humanos”.

O objetivo da atividade é provocar uma reflexão sobre as consequências das políticas de migração no Brasil e no mundo, bem como suas consequências na vida dos cidadãos e cidadãs. Entre as pautas de discussão, a saída do Brasil do Pacto Mundial das Migrações, assinado por 164 países em Marrakech, no Marrocos, se apresenta como urgente a ser compreendida.

“Queremos refletir sobre o cenário político atual e os reflexos nos fluxos migratórios. Estimular o debate coletivo sobre a questão migratória, na perspectiva dos direitos humanos, um tema urgente a ser pautado em nosso cotidiano”, disse Lucimeire Araújo, coordenadora geral do Centro de Referência.

O Seminário contará com a presença da equipe do Balcão de Direitos que atende de modo itinerante na capital paulista, com imigrantes, em especial integrantes da África do Coração, uma ONG de refugiados e imigrantes criada e formada por eles e para eles, e com José Carlos Pereira, pesquisador do Centro de Estudos Migratórios (CEM), editor da Revista Travessia; membro do Grupo de Estudos do Centro de Estudos Migratórios e Laboratório de Geografia Urbana da USP (CEM/LABUR/USP).

Serviço
Seminário “Migração e Direitos Humanos”
Dia 9 de fevereiro, às 14h
Local: África do Coração (Rua do Carmo,  56, na Sé)

O Balcão

Balcão de Direitos é um programa itinerante de orientação e defesa dos direitos humanos de imigrantes que integra o projeto Centro de Referência em Direitos Humanos para imigrantes haitianos e haitianos na cidade de São Paulo. Nele, profissionais orientam e auxiliam os imigrantes a acessarem as políticas públicas para sua integração, promoção da educação e da cultura em direitos humanos, bem como o respeito e a valorização das diversidades, no combate a todas as formas de violação.

Para a assistência social e jurídica itinerante, o Balcão de Direitos conta com parcerias importantes, que possibilitam a descentralização desse atendimento, além da promoção de ações educativas e culturais, como cursos, oficinas, rodas de conversa e orientação aos imigrantes em relação aos direitos que estão previstos na legislação brasileira e nas normativas internacionais.

O Centro de Referência em Direitos Humanos “Balcão de Direitos” não é restrito à comunidade haitiana, podendo atender imigrantes de qualquer nacionalidade.

A Rede Jubileu Sul Brasil

O Balcão de Direitos é coordenado por uma equipe multidisciplinar contratada pela Rede Jubileu Sul Brasil (JSB), em convênio com o Ministério dos Direitos Humanos através do Termo de Fomento Nº 865858/2018. A Rede tem atuado historicamente na defesa e na promoção dos direitos humanos e se expressa numa ampla mobilização social e de caráter ecumênico. É coordenada por um conjunto de movimentos e pastorais sociais e organizações populares e se articula em países da América Latina e Caribe. No Brasil, a constituição da Rede é fruto de um rico processo de debate sobre as dívidas sociais e financeiras que nasce do processo da 3ª Semana Social Brasileira (SSB) nos anos de 1997-1999, com tribunais e simpósios sobre o endividamento público, culminando num plebiscito popular sobre a dívida no ano 2000.

O centro do nosso trabalho se dá na denúncia do sobre-endividamento e suas consequências na vida do povo, em detrimento das políticas sociais e dos direitos humanos. Demandamos que, nós os povos, somos os verdadeiros credores da dívida social, financeira, histórica, ecológica e climática.

O envolvimento da Rede JSB com o tema da imigração se dá por meio do trabalho que as diversas organizações membros fazem, pelo debate que elas fomentam, e desde 2004, especialmente quando a rede participou da Missão de Solidariedade no Haiti para monitorar a presença das tropas da Minustah, os temas da migração, do fim da militarização e da violação de direitos se tornaram prioridades para a Rede. Com o terremoto, em janeiro de 2010, iniciou-se uma forte onda de imigração do Haiti para o Brasil e a JSB passou a acompanhar a população imigrante haitiana.

Fuente: Jubileu Sul Brasil

Jubileu Sul Brasil: Convocatória – Encontro Anti-imperialista pela Democracia e contra o Neoliberalismo

Queridos companheiros e companheiras de luta

Em novembro de 2015, as organizações sociais cubanas, junto às redes e articulações regionais com a presença dos movimentos populares de todo o continente, celebramos em Havana, o Encontro Hemisfério Derrota da ALCA, dez anos depois. Com este esforço construímos como espaço de diálogo permanente, a Jornada Continental pela democracia e contra o neoliberalismo, desde então temos compartilhado agendas de luta com eixos na defesa da democracia, da soberania e da integração dos povos, contra ao livre comércio e as transnacionais na região.

Dando novos passos a esse caminho e conscientes da necessidade de fortalecer uma agenda única e de articulação de forças da esquerda no continente, a Jornada Continental pela Democracia e contra o Neoliberalismo e o Capítulo Cubano de Movimentos Sociais, convocamos para o “Encontro Anti-imperialista pela Democracia e contra o Neoliberalismo”, a ser realizada em Havana, Cuba, de 1 a 3 de novembro de 2019.

Nestes anos de construção permanente temos convocado mobilizações em nossos países, criamos documentos base de caráter político pedagógico para a militância, desenvolvemos o Encontro Continental pela Democracia e contra o Neoliberalismo em Montevidéu em 2017, onde fortalecemos nossa experiência de convergência da comunicação popular, tivemos amplos e profundos debates e chegamos a um documento final com forte consenso anti-imperialista, anti-patriarcal e anti-colonial para enfrentar o cenário que Estamos vivendo na região.

Hoje em nosso continente se aprofundam as políticas neoliberais de submissão a uma nova ofensiva de caráter imperialista e oligárquico, o capitalismo destrói nossos povos e territórios mediante as mais perversas expressões do capital transnacional, fortalecendo discursos e práticas fundamentais e conservadoras contra a dignidade humana, que criminalizam as lutas e as lideranças sociais e políticos, destroem a possibilidade de viver em harmonia com a natureza. Neste contexto, precisamos fortalecer nossas alternativas com todos aqueles que abraçam o acumulado que construímos para continuar a disputar o nosso horizonte de independência e justiça social. Por isso, somos convocados para Havana.

Convidamos os movimentos populares, redes e plataformas do continente, todas as forças políticas de esquerda a assumirem este CONVITE, subscrevendo-o e comprometendo seus esforços em prol da mobilização para reencontrar-se em Cuba, em um espaço inclusivo, aberto, diverso, confiável, diálogo e compromisso político. Teremos debates voltados ao fortalecimento da articulação e da unidade em ação frente a todos esses desafios no compromisso emancipatório e anti-sistêmico dos movimentos sociais e populares.

Vamos fazer esta reunião, com a participação de todos, uma vez que é testemunho da nossa vontade de lutar e vencer, que promove o processo de enraizamento iniciado a partir Dia Continental dentro de nossos países com base em nossas organizações, e permitem visualizar e articular as mais diversas expressões das lutas e resistências existentes.

Para assinar a chamada, você pode escrever para: enc.jornada2019@gmail.com

Conferência Continental para a Democracia e contra o Neoliberalismo.
Capítulo cubano dos movimentos sociais

#SeguimosEnLucha #JornadaContinental

 

Fuente: Jubileu Sul Brasil

Llamado a la V Asamblea Regional 20 años de Jubileo Sur/Américas

Las  y los integrantes del Comité de Coordinación Operativa de la Red Jubileo Sur Américas, reunidos/as durante los días 28 y 30 de enero en São Pablo, Brasil, quienes representan las regiones Andina, Cono Sur, Mesoamérica y  Caribe, se han reunido con el objetivo de evaluar los planes y objetivos de acción concernientes al trabajo de la Red.

Esta reunión ha tenido como uno de sus resultados el consenso para construir el proceso hacia la V Asamblea Regional de la Red, a realizarse en Guatemala durante los días 1-4 abril del presente año.

Compartimos el llamado a la V Asamblea Regional.

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Vigília por Brumadinho (MG), em SP, torna-se espaço de denúncia e solidariedade

Por Karla Maria | Comunicação da RJSB

O menino descalço dividia sua atenção entre a cola que carregava em suas mãos e a vela que queimava na escadaria da Sé, naquela sexta-feira, 1º de fevereiro, no centro de São Paulo. Uma vigília acontecia em solidariedade aos homens e mulheres mortos e impactados pela lama e pelos rejeitos após o rompimento das barragens da Vale S.A. em Brumadinho (MG). Era o sétimo dia.

Vigília na Praça da Sé, em solidariedade ao crime socioambiental de Brumadinho (MG)

Ao lado do menino descalço, mais um da grande São Paulo, manifestantes carregavam cartazes e cruzes contra a Vale e denunciavam o crime cometido pela multinacional contra a população ribeirinha, os indígenas pataxós, os turistas, moradores, animais e a natureza de Brumadinho e cidades vizinhas. Naquela sexta-feira, as autoridades contabilizavam 115 mortos. Hoje,4, já são 134 e 205 desaparecidos.

A Rede Jubileu Sul Brasil emitiu uma nota de repúdio ao crime, e de solidariedade às vítimas. Membros da Cáritas, do Gritos dos Excluídos Nacional, do Amigos da Terra Brasil e do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) de Rondônia participaram da vigília na Praça da Sé.

Segundo o MAB, a atividade na capital paulista fez parte do apoio aos atingidos construído nacionalmente – em outros atos em cidades onde o movimento está presente como Belém, Belo Horizonte, Fortaleza e Porto Alegre. O coordenador nacional da entidade, Giovani Cervinsk, conversou com nossa reportagem ao final da vigília, e denunciou a política de mineração e fiscalização das barragens no Brasil. Para ele, ambas precisam ser revistas e a sociedade tem papel fundamental nesse processo.

Giovani Cervinsk, coordenador nacional do MAB, na Praça da Sé, em SP.

Fuente: Jubileu Sul Brasil