La permanencia de las tropas de la MINUSTAH en estos 11 años

Primero decir que lamentamos como organización, como SOA Watch, La permanencia de las tropas de la MINUSTAH en estos 11 años; que todavía sigan las tropas militares o policiales extranjeras en Haití. A más de una década está comprobado que la ayuda de Naciones Unidas a este pueblo ha sido insuficiente y que la solución militar no ha dejado nada bueno para el pueblo haitiano. En mi caso, como chileno, lamento profundamente que mi país tenga un batallón militar en Haití. Hemos solicitado en todos estos últimos años al gobierno que retire las tropas chilenas de Haití y que si quiere ayudar efectivamente envíe mejor médicos, profesores, ayuda material, etc.

En el escenario regional en estos 11 años con la presencia de las tropas o no, desde mi perspectiva, quizás el cambio más extraordinario, que ni siquiera sucedió en la época de la supuesta “guerra fría”, es la fuerte militarización que está haciendo principalmente EEUU en nuestro continente, directa o indirectamente. En ese contexto, está la ocupación de Haití de la MINUSTHA, están las más de 70 bases de EEUU en la región, el entrenamiento militar en la actual Escuela de las Américas de más de 1500 soldados Latinoamericanos, todos los años, las operaciones conjuntas, etc. En Colombia, Perú, Panamá y Honduras, es muy fuerte la presencia del Ejército de EEUU.

¿Qué ha pasado? Sin duda, que el surgimiento de gobiernos progresistas en nuestro continente ha influido para esta fuerte militarización de EEUU en nuestro continente. El golpe de estado en Haití, en Honduras, en Paraguay, donde EEUU está detrás, sin duda, es parte de su estrategia por asegurar sus intereses.

Desde nuestras organizaciones vivimos momentos complejos y hoy estamos atravesando un momento de mucha debilidad como movimientos sociales. Por eso, más que nunca, debemos recuperar el sentido que sólo la unidad de los movimientos puede darnos la fuerza para oponernos a lo que quiere hacer EEUU contra nuestros pueblos. Hay toda una política contra Chile, Argentina, Haití, Venezuela, etc. para que EEUU siga disfrutando de las ventajas que le da la sociedad capitalista a las grandes corporaciones. Creo que es fundamental, recuperar las redes de solidaridad, las redes contra la militarización. Por eso, felicito la persistencia de seguir diciendo: No a las tropas de la MINUSTHA en Haití.

A los compañeros en Haití solo decirles: Fuerzas, para seguir la lucha. Vamos a seguir en solidaridad con ustedes porque somos de un mismo pueblo que quiere justicia, que quiere dignidad, que quiere respeto a su soberanía. Somos de un mismo pueblo que ama, que lucha, que sueña.

Pablo Ruiz-SOAW

Periodista chileno, es miembro del Observatorio por el Cierre de la Escuela de las Américas, SOA Watch, organización con sede en EEUU y en varios países de América Latina

 

A permanência das tropas da MINUSTAH nestes 11 anos

Primeiro é importante dizer que lamentamos, como organização, como SOA Watch, a permanência das tropas da MINUSTAH nestes 11 anos, e que todavia essas tropas militares ou policiais estrangeiros continuem no Haiti. Há mais de uma década está comprovado que a ajuda das Nações Unidas a este povo foi insuficiente e que a solução militar não deixou nada bom para o povo haitiano. No meu caso, como chileno, lamento profundamente que meu país tenha um batalhão militar no Haiti. Solicitamos em todos estes últimos anos ao governo que retire as tropas chilenas do Haiti e que se quer ajudar efetivamente envie mais médicos, professores, ajuda material, etc.

No cenário regional, nestes 11 anos com a presença as tropas ou não, do meu ponto de vista, talvez a mudança mais extraordinária, que nem sequer aconteceu à época da suposta “guerra fria”, é a forte militarização que, principalmente, os EUA estão fazendo no nosso continente, direta ou indiretamente. Nesse contexto está a ocupação do Haiti, da Minustah, estão as mais de 70 bases dos EUA na região, o treinamento militar na atual Escola das Américas de mais de 1.500 soldados latino-americanos, todos os anos, além das operações conjuntas, etc. Na Colômbia, Peru, Panamá e Honduras é muito forte a presença do Exército dos EUA.

O que aconteceu? Não há dúvida de que o surgimento de governos progressistas em nosso continente influenciou para esta forte militarização dos EUA em nosso continente. Os golpes de estado no Haiti, Honduras, Paraguai, nos quais os EUA estão e estiveram por trás, sem dúvida, são parte de uma estratégia para assegurar seus interesses.

A partir de nossas organizações vivemos momentos complexos e hoje estamos atravessando um momento de muita debilidade como movimentos sociais. Por isso, mais do que nunca, devemos recuperar o sentido que só a unidade dos movimentos pode dar: a força para nos opor contra o que os Estados Unidos querem fazer contra nossos povos. Há toda uma política contra o Chile, Argentina, Haiti, Venezuela, etc para que os EUA sigam desfrutando das vantagens oferecidas pela sociedade capitalista às grandes corporações. Acredito que é fundamental recuperar as redes de solidariedade, as redes contra militarização. Por isso, felicito a persistência de continuar dizendo: Não às tropas da MINUSTAH no Haiti.

Aos companheiros no Haiti eu digo somente: Forças para seguir a luta. Vamos seguir em solidariedade com vocês porque somos de um mesmo povo que quer justiça, que quer dignidade, que quer respeito a sua soberania. Somos de um mesmo povo que ama, luta, e que sonha.

Pablo Ruiz- SOAW

Jornalista chileno, membro do Observatório pelo Fechamento da Escola das Américas, SOA WATCH, organização com sede nos EUA e em vários países da América Latina

O novo desenho de intervenção com tropas latino-americanas

A presença das tropas MINUSTAH irrompem em 2004 no Haiti como extensão de uma nova intervenção militar imperial e um golpe de estado que desconhece a soberania do povo haitiano. Representa um novo e doloroso retrocesso na luta por sua independência.

O novo desenho de intervenção com tropas latino-americanas (algumas dos governos “progressistas”) como um disfarce de conteúdo humanitário e de cooperação fica escancarado em sua autêntica natureza com os massacres da população civil em Cité Soleil entre 2005 e 2007, em resposta à resistência popular ao Golpe de Estado, com a repressão a manifestações de caráter reivindicativo como aumentos salariais e o amplo caso de violações e tráfico de crianças e jovens que traumatizam e mantêm a população mais desamparada na insegurança.

Diante da tragédia do terremoto de 12 de janeiro de 2010, a Minustah não atua no resgate de sobreviventes, e 6 meses depois as tropas do Nepal – integrantes da Minustah – introduzem a epidemia do cólera.

Todos os estudos científicos realizados demonstraram, por contrapartida, a responsabilidade e cumplicidade da ONU e dos governos envolvidos com a Minustah, quando da morte de 9.000 pessoas e outras 700.000 pessoas são afetadas pela doença por causa da não assistência a uma população de extrema pobreza, vulnerável pela falta de serviços básicos e os efeitos devastadores do terremoto. A intervenção solidária dos médicos cubanos, rápida e eficaz, prova quantas vidas poderiam ter sido salvas e continuado sido salvas a ONU tivesse a real intenção de fazê-lo.

O não reconhecimento da ONU de sua responsabilidade na introdução do cólera (fato comprovado cientificamente) e a não implementação do protocolo sanitário para a detenção da epidemia, se refugiando em sua incapacidade financeira e em uma suposta imunidade de seus membros, representam uma confissão de parte, de um fato criminoso que toma proporções de um genocídio no tribunal da consciência dos povos do mundo, onde se consegue transpassar a barreira da desinformação global.

A repressão do movimento popular em todas suas manifestações colabora com a manutenção de um regime de trabalho escravo, onde o nível de exploração não permite, em muitos casos, a reprodução da mão de obra. Isto também é um genocídio com um componente ideológico racista e imperial, ao qual se somam o abuso e todo tipo de humilhações a uma população fortemente afetada pela fome.

Os danos moral e psicológico infringidos com ferramentas de submissão como a violação sexual e a prostituição de crianças, jovens e adultos praticados de maneira sistemática, são incalculáveis. E constitui outro crime de lesa humanidade.

São, então, 11 anos de flagelo agregado a um povo já castigado por 100 anos de ocupação e reconolonização sob distintas formas pelos Estados Unidos.

O único “aporte” da MINUSTAH amplamente reconhecido é a formação de um corpo policial aguerrido e equipado como polícia militar para enfrentar o movimentos social.

 A MINUSTAH, à luz dos fatos, foi concebida para isso. Seu fracasso acompanha a deslegitimação do falso processo de “reinstitucionalização” organizando eleições manipuladas e fraudulentas, de onde surgem um poder ditatorial neoduvalierista como é o caso de Michel Martelly.

 A eliminação dos espaços de participação popular mais importantes e todos os ataques à liberdade de expressão, associação, e ao funcionamento normal da justiça, tensionam a pressão social, provocam conflitos e um nível de confronto social superior quando o objeetivo de toda essa montagem imperial era e é um modelo de dominiação mais estável que duradoura. O povo haitiano golpeado e dolorido se ergueu novamente, aumentando sua consciência, organização e mobilização frente ao atropelo imperial terceirizado na MINUSTAH e este novo recorede de liberdades com um novo regimem duvalierista.

O imperialismo norte-americano mantém, há decadas, várias guerras de baixa intensidade na região, como o bloqueio e as permanentes agressões a Cuba. Outras mais ocultas, invisibilizadas com governos de fachada aparentemente democráticos como México, Colômbia, Guatemala, Paraguai, Honduras, Haiti. Existe muito horror e sangue derramado em todos estes territórios.

Toda a fronteira sul do Estados Unidos sofre de uma militarização crescente justificada no narcotráfico, no crime organizado ou no terrorismo. Mas trata-se de contenção social, controle territorial e roubo. A relação de vizinhos com o império os condena a um controle geoestratégico implacável. A ocupação militar do Haiti é parte deste dispositivo. O desenvolvimento e a continuidade da revolução bolivariana na Venezuela liderada por Cháves impactam fortemente em uma nova estratégia de unidade latino-americana e caribenha.

Se criam novos vínculos de cooperação e complementação entre os povos e governos com o aporte do Petrocaribe, com as políticas da ALBA, de Cuba em matéria de educação e saúde. A constituição da ALBA, Unasul, Petrocaribe e a Celac geram uma nova correlação de forças no continente frente aos Estados Unidos.

Contudo, algumas contradições aparecem em prejuízo do povo haitiano quando em sua primeira declaração, a Celac atribui aos continentes militares da MINUSTAH uma condição de contribuição ou colaboração em “segurança”. Está demonstrado que a MINUSTAH só aportou segurança às classes dominantes, ao império e ao seu fantoche da vez, Martelly, não parando nem por um momento de avassalar o povo humilde. O Haiti, do mesmo modo que a Venezuela, não é uma ameaça para ninguém, sua ocupação é ilegal, já que nunca houve uma guerra que a justificasse.

A crise financeira que estala em 2008 nos EUA, começando a declinar sua hegemonia econômca frente a outras potências como a China, o conduziu a uma ofensiva militar em escala planetária, que mais recentemente se focalizou sobre nossa América-Caribe. A Venezuela sofre, em fevereiro de 2015, a quarta intenção de golpe de estado e a intenção do assassinato do segundo presidente deste processo (Hugo Chávez e, agora, Nicolás Maduro).

Mudança de estratégia imperial com relação a Cuba, fragilizada por sua economia bloqueada e estacionada, com o objetivo de recuperá-la por outras vias.

Diálogos de Paz na Colômbia na perspectiva do desarmamento e ocupação militar por parte do estado, dos territórios sob controle das FARC-EP há décadas, entre eles uma vasta zona de fronteira em torno da Venezuela e Equador.

A militarização impulsionada pelos EUA avança com novas bases no Panamá, Honduras, Paraguai, América Central, Peru, onde recentemente desembarcaram contigentes de soldados…e um novo plano de golpe na Venezuela, sem dúvida seu principal objetivo, por trás do qual o resto da América ficaria desguarnecido. Tudo parece indicar que para o Pentágono chegou a hora de largar “quintal”.

No planto imperial de recolonização dos territórios da América Latina e Caribe para usar seus recursos naturais, a Venezuela é somente a cabeça do iceberg, mas sem dúvida o osso mais duro de roer. Há todo o apoio popular do projeto e estratégia delineada e praticada consquentemente por Hugo Chávez Frías de “revolução pacífica porém armada”, com a união cívico-militar e a participação popular ativa e armada na defesa da pátria.

Todo um xadrez onde o império não joga só. Chávez e Fidel se ocuparam de promover a tarefa histórica de construção de novas alianças políticas, econômicas e militares sul-sul em nosso continente e no mundo, aproximando Irã, Rússia, China, os países árabes, Venezuela, ALBA e a outros países do continente, contribuindo também para unir os países produtores de petróleo na OPEP; em outro grupo, uniu os países não alinhados para geração de um mundo multipolar, para promover uma estatégia de Pas que freia a estratégia colonial e beligerante dos Estados Unidos, OTAN e Israel, com seus aliados periféricos

A presneça de tropas de ocupação no Haiti tem estado a serviço da estratégia norte-americana, onde também se ensaia um modelo de exploração de mão de obra e de dominação colonial que, acreditam, lhes permitiria a escala ampliada, competir com a indústria asiática.

O caso uruguaio merece uma menção especial, já que o presidente José Mujica, que governou de 1º de março de 2010 até 28 de fevereiro de 2015, foi o único mandatário daqueles que têm tropas da MINUSTAH, que denunciou em seu critério pessoal, o caráter ditatorial do governo de Martelly a partir da não convocatória de nenhuma das eleições instituídas pela Constitiuição haitina de 1987 durante 3 anos. No dia 29 de outubro de 2013, o presidente Mujica falou publicamente que se em fevereiro de 2014 estas eleições não tivessem organizadas, seu governo retiraria todas as tropas do Haiti, pois não se transformaria em “guarda pretoriana” de um governo ditatorial ou por fota do estado de direito. Por sua vez, o chanceler Almagro manifestou que o Uruguai haiva sofrido uma ditadura imposta por um presidente eltio, que dissolveu as câmaras em 1973 para se transformar em ditador junto às Forças Armadas, portanto não podiam apoiar Michel Martelly, que estava repetindo o mesmo mecanismo de um autogolpe de estado.

Fevereiro de 2014 passou e a MINUSTAH continuou reprimindo com maior violência as massivas manifestações populares que em todo o país exigiam a renúncia de Martelly, ocasionando mortos e feridos de balas e gases ao longo de todo esse ano.

Fevereiro de 2015 chegou e Martelly continuou sem convocar eleições, parando o mandato dos legisladores eleitos.

O presidente Mujica não falou mais de se retirar da MINUSTAH, apesar do regime despótico neoduvalierista que Martelly implantou com designações diretas, repressão, presos políticos, corrupção de todo tipo. O chanceler uruguaio Almagro foi nomeado Secretário Geral da OEA e as tropas uruguaias continuam até hoje cumprindo sue papel de “guardas pretorianas” que antes diziam que não deviam ser. Estes governantes finalmente seguiram a rota demarcada pela ONU e pelo governo norte-americano. As organizações sociais uruguaias que representam centenas de milhares de trabalhadores, estudantes, camponeses, trabalhadores rurais, mulheres, repudiaram desde o primeiro dia a ocupação do Haiti e têm vergonha das decisões de seus governantes, que continuam ultrajando e violando o direito de autodeterminação do povo haitiano assim como seus Direitos Humanos mais elementais.

Até 2004, a realidade haitiana era ignorada e invisibilizada pela prevalência de uma construção midiática imperial sobre um Haiti que não existe, e o ocultamento do que é a MINUSTAH paradoxalmente provocou a aproximação dos povos latino-americanos ao movimento social haitiano, que tomou a iniciativa de entrar em contato com nossos sindicatos e organizações para tornar pública sua realidade e solicitar nosso compromisso em uma campanha pela retira das tropas de nossos países do Haiti.

É esta estratégia do movimento popular haitiano que nos alenta em uma campanha de informação e denúncia do papel que cumprem nossas tropas e da história heróica de resistência que alumbrou a primeira independência em solos latino-americanos-caribenhos e continua até hoje.

Não há nada mais potente que a verdade e nada mais comovente que a exibição das imensas injustiças que o povo haitiano tem tido que sofrer por desafiar e derrotar muito cedo o sistema de opressão mais cruel: a escravidão.

Nosso principal papel debe ser, em nosso entender, o trabalho sistemático de informação e denúncia de controle e saque imperial no Haiti, a resignificação do papel da Revolução Haitiana no passado, presente e futuro da sociedade que sonhamos. Situar o Haiti dentro do plano de militarização norte-americanos do Caribe e Améria Latina em sua nova ofensiva fascista. Incluir nas plataformas reivindicativas de nossos movimentos sociais o respeito à autodeterminação do Haiti.

Exigir de nossos governos o reconhecimento diplomático e político do Haiti como o primeiro país da região que selou com sangue a primeira independência e seu internacionalismo para com a luta do resto do continente latino-americano, nação que soube se autogovernar abolindo a escravidão e tem que ser respeitada em sua independência e soberania como pretendemos que faça com a nossa.

– Deveríamos colocar como objetivo no marco da Unasul, Celac, o tema da independência do Haiti, hoje sob ocupação militar neocolonial, no mesmo nível das Malvinas Argentinas e a independência de Porto Rico. O contrário implica uma cumplicidade com o dirscurso imperial e seus fantoches como é hoje o caso o ditador Michel Martelly.

 – Apoiar a coampanha pela reparações e indenizações pela dívida da independência, o saque colonial, a destruição ambiental, os crimes cometidos através das doenças como o cólera e as outras.

 – Unir o Haiti ao reclamo de todas as ilhas caribenhas pela escravidão.

 – Visibilizar a luta incansável do povo haitiano em condições absolutamente assimétricas, como exemplo do caminho emancipador que todos devemos empreender.

 O trabalho nessas bases nos bairros, oficinas, centros de estudos, nas organizações populares, o corpo a corpo nas ruas, nas rádios comerciais e comunitárias, programas televisivos, na mobilização (antecedida deste trabalho), na ruas em frente às autoridades de governos, frente às instituições militares implicadas.

Vossa história resume toda a crueldade de que é capaz o sistema de exploração capitalista no qual vivemos até hoje. Nos transmite valor e esperança, o potencial criativo, espiritual, cultural e a combatividade excepcional de um povo tão longamente vitimizado pelo racismo e pelos interesses imperiais de todas as horas. Só falta poder harmonizar a união de todos os oprimidos para recriar o milagre de vosso pais libertadores de onde herdam sua coragem e determinação.

Nos encontraremos na batalha, impulsionados por vosso exemplo.

Todos seremos, mas além da linguagem, latino-americanos caribenhos.

Que vivam a autodeterminação e a soberania de todos nossos povos, e a construção solidária de outro mundo, à altura de nossos sonhos!

Mónica Riet,

Coordendaro Pela Retirada das Tropas do Haiti, do Uruguai.

e-mail: elindiosepee@gmail.com

El nuevo diseño de intervención con tropas latinoamericanas

La presencia de las tropas MINUSTAH irrumpen en el 2004 en Haití, como la prolongación de una nueva intervención militar imperial y un golpe de estado que desconoce la soberanía del pueblo haitiano. Representan un nuevo y doloroso retroceso en la lucha por su independencia.

El nuevo diseño de intervención con tropas latinoamericanas (algunas de gobiernos “progresistas”) con un disfraz de contenido humanitario y de cooperación queda al desnudo en su auténtica naturaleza con las masacres de población civil en Cité Soleil entre 2005 y 2007, en respuesta a la resistencia popular al golpe de estado, la represión a manifestaciones de carácter reivindicativo como aumentos salariales, y el amplio caso de violaciones y trata de niños y jóvenes que traumatiza y mantiene en la inseguridad a la población más desamparada.

Frente a la tragedia del terremoto del 12 de enero de 2010 la MINUSTAH no actúa en el rescate de sobrevivientes, y solo 6 meses después, las tropas de NEPAL-integrantes de la MINUSTAH- introducen la epidemia del cólera.

Todos los estudios científicos realizados demostraron por contrapartida la responsabilidad política y la complicidad de la ONU y los gobiernos implicados en la MINUSTAH, en el deceso de 9.000 personas y la afectación de otras 700.000 por la no asistencia a una población en situación de extrema pobreza, vulnerable por la falta de servicios básicos y los efectos devastadores del terremoto. La solidaria intervención de los médicos cubanos rápida y eficaz prueba cuántas más vidas se podrían haber salvado y se seguirían salvado si existiera en la ONU la intención real de hacerlo.

El no reconocimiento de la ONU de su responsabilidad en la introducción del cólera (hecho comprobado científicamente) y la no implementación del protocolo sanitario para la detención de la epidemia, refugiándose en su incapacidad financiera, y en una supuesta inmunidad de sus miembros, representan una confesión de parte, de un hecho criminal que toma las proporciones de un genocidio en el tribunal de la conciencia de los pueblos del mundo donde se logra traspasar la barrera de la desinformación global.

La represión del movimiento popular en todas sus manifestaciones, colabora con el mantenimiento de un régimen de trabajo esclavo, donde el nivel de explotación no permite en muchos casos la reproducción de la mano de obra. Esto también es un genocidio con un componente ideológico racista e imperial, al que se le suman el abuso, y todo tipo de vejámenes a una población fuertemente afectada por el hambre.

El daño moral, sicológico infringido con herramientas de sometimiento como la violación sexual y la prostitución a niños, jóvenes y adultos practicados de manera sistemática, es incalculable. Y constituye otro crimen de lesa humanidad.

Son pues 11 años de un flagelo agregado a un pueblo ya castigado por 100 años de ocupación y recolonización bajo distintas formas por los EEUU.

El único “aporte” de la MINUSTAH ampliamente reconocido es la formación de un cuerpo policial aguerrido y equipado como policía militar para enfrentar al movimiento social.

La MINUSTAH a la luz de los hechos fue concebida para eso. Su fracaso acompaña a la deslegitimación del falso proceso de “reinstitucionalización” organizando elecciones amañadas, fraudulentas, de donde surge un poder dictatorial neoduvalierista como el de Michel Martelly.

La eliminación de los espacios de participación popular más elementales, y todos los ataques a la libertad de expresión, asociación, y al normal funcionamiento de la justicia, tensan la presión social , provocan desbordes, y un nivel de confrontación social superior cuando el objetivo de todo este montaje imperial era y es un modelo de dominación más estable y duradero. El pueblo haitiano golpeado y dolorido, se ha puesto una vez más de pié, aumentando su conciencia , organización y movilización frente al atropello imperial tercerizado en la MINUSTAH y este nuevo recorte de libertades con un nuevo régimen duvalierista .

El imperialismo norteamericano mantiene desde hace décadas varias guerras de baja intensidad, en la región, como el bloqueo y las permanentes agresiones a Cuba. Otras más ocultas, invisibilizadas con gobiernos de fachada aparentemente democrática como Méjico, Colombia, Guatemala, Paraguay, Honduras, Haití. Hay mucho horror y sangre derramada en todos estos territorios

Toda la frontera sur de EEUU sufre de una militarización creciente justificada en el narcotráfico, el crimen organizado o el terrorismo. Pero se trata de contención social, control territorial, y saqueo. La relación de vecindad con el imperio los condena a un control geoestratégico implacable. La ocupación militar de Haití es parte de este dispositivo. El desarrollo y la continuidad de la revolución bolivariana en Venezuela liderada por Chávez impactan fuertemente en una nueva estrategia de unidad latinoamericana y caribeña.

Se crean nuevos vínculos de cooperación y complementación entre los pueblos y gobiernos con el aporte de Petrocaribe, y las políticas del ALBA, de Cuba en materia educativa y de salud. La constitución del Alba, Unasur, Petrocaribe, y la CELAC generan una nueva correlación de fuerzas en el continente frente a los EEUU.

Sin embargo, algunas contradicciones aparecen en perjuicio del pueblo haitiano, cuando en su primera declaración la CELAC atribuye a los contingentes militares de la MINUSTAH una condición de contribución o colaboración en “seguridad”. Está demostrado que la MINUSTAH solo le ha aportado seguridad a las clases dominantes, al imperio y a su títere de turno, Martelly, no cesando ni por un momento de avasallar al pueblo humilde. Haití, al igual que Venezuela, no es una amenaza para nadie, su ocupación es ilegal ya que nunca hubo una guerra que la justificara.

La crisis financiera que estalla en el 2008 en EEUU, comenzando a declinar su hegemonía económica frente a otras potencias como CHINA, lo ha conducido a una ofensiva militar a escala planetaria, que más recientemente se ha focalizado sobre nuestra América-Caribe. Venezuela sufre en febrero de 2015, el cuarto intento de golpe de Estado, y el intento de asesinato del segundo presidente de este proceso (Hugo Chávez y ahora Nicolás Maduro).

Cambio de estrategia imperial respecto a Cuba, fragilizada por su economía bloqueada y estancada, con el objetivo de recuperarla por otras vías.

Diálogos de Paz en Colombia en la perspectiva del desarme y ocupación militar por parte del estado, de los territorios bajo control de las FARC-EP desde hace décadas, entre ellos, una vasta zona fronteriza que rodea a Venezuela y Ecuador.

La militarización impulsada por EEUU avanza con nuevas bases en Panamá, Honduras, Paraguay, Centroamérica, en Perú donde recientemente desembarcaron contingentes de marines….y un nuevo plan de golpe cruento en Venezuela sin duda su principal objetivo, detrás del cual el resto de América quedaría más desguarnecido. Todo parece indicar que para el Pentágono ha llegado la hora de echar mano a “su patio trasero”.

En el plan imperial de recolonización de los territorios de América Latina y el Caribe para hacerse de sus recursos naturales, Venezuela es tan solo la cabeza del iceberg, pero sin duda el hueso más duro de roer, por el apoyo popular del proyecto y la estrategia delineada y practicada consecuentemente por Hugo Chávez Frías de “revolución pacífica pero armada”, con la unión cívico-militar y la participación popular activa y armada en la defensa de la patria.

Todo un ajedrez donde el imperio no juega solo. Chávez y Fidel se ocuparon de promover la tarea histórica de construcción de nuevas alianzas políticas, económicas y militares sur-sur, en nuestro continente y a nivel mundial, acercando a Irán, Rusia, China, los países árabes ,a Venezuela, al Alba, y a otros países del continente, contribuyendo también a unir a los países productores de petróleo en la OPEP, y en otro grupo a los países no alineados para la generación de un mundo multipolar, promover una estrategia de Paz que frene la estrategia colonial y guerrerista de EEUU, la OTAN, e Israel con sus aliado periféricos.

La presencia de tropas de ocupación en HAITÍ ha estado al servicio de la estrategia norteamericana, donde también se ensaya un modelo de explotación de la mano de obra y de dominación colonial que creen les permitiría a escala ampliada, competir con la industria asiática.

El caso uruguayo merece una mención especial ya que el presidente José Mujica, que gobernó desde el 1º de marzo del 2010 al 28 de febrero del 2015, fue el único mandatario de aquellos que tienen tropas en la MINUSTAH que denunció en su criterio personal, el carácter dictatorial del gobierno de Martelly a partir de la no convocatoria a ninguna de las elecciones instituidas por la constitución haitiana de 1987 durante 3 años. El 29 de octubre del 2013, el presidente Mujica planteó públicamente , que si para febrero del 2014 éstas no habían sido organizadas , su gobierno retiraría todas las tropas de Haití, pues no se transformaría en “guardia pretoriana” de un gobierno dictatorial o por fuera del estado de derecho. A su vez el canciller Almagro manifestó que Uruguay había sufrido una dictadura impuesta por un presidente electo, que disolvió las cámaras en 1973 para transformarse en dictador junto a las Fuerzas Armadas, por lo tanto no podían apoyar a Michel Martelly que estaba repitiendo el mismo mecanismo de un autogolpe de estado.

Pasó febrero del 2014, y la MINUSTAH siguió reprimiendo con mayor violencia las multitudinarias manifestaciones populares que en todo el país exigían la renuncia de Martelly, ocasionando muertos y heridos de balas y gases a lo largo de todo ese año.

Llegó febrero del 2015 y Martelly siguió sin convocar elecciones, cesando el mandato de los legisladores electos.

El presidente Mujica no habló más de retirarse de la MINUSTAH, a pesar del régimen despótico neoduvalierista que Martelly implantó con designaciones directas, represión, presos políticos, corrupción a todo nivel. El canciller uruguayo Almagro fué nombrado Secretario General de la OEA, y las tropas uruguayas siguen hasta hoy cumpliendo su rol de “guardias pretorianas” que se decía no debían ser. Estos gobernantes finalmente, siguieron la hoja de ruta marcada por la ONU y el gobierno norteamericano. Las organizaciones sociales uruguayas que representan a cientos de miles de trabajadores, estudiantes, campesinos, trabajadores rurales, mujeres repudiaron desde el primer día la ocupación de Haití y se avergüenzan de las decisiones de sus gobernantes que siguen ultrajando y violando el derecho de autodeterminación del pueblo haitiano así como sus Derechos Humanos más elementales.

Hasta 2004, la realidad Haitiana era ignorada e invisibilizada por la prevalencia de una construcción mediática imperial sobre un Haití que no existe, y el ocultamiento de lo que es. La MINUSTAH, paradojalmente, provocó el acercamiento de los pueblos latinoamericanos al movimiento social Haitiano, que tomó la iniciativa de contactarse con nuestros sindicatos y organizaciones para darnos a conocer su realidad y solicitar nuestro compromiso en una campaña por el retiro de las tropas de nuestros países de Haití.

Es esta aleccionadora estrategia del movimiento popular haitiano que nos alienta en una campaña de información y denuncia del papel que cumplen nuestras tropas y de la historia heroica de resistencia que alumbró la primera independencia en suelos latinoamericanos-caribeños y continúa hasta hoy.

No hay nada más potente que la verdad y nada más conmovedor que la exhibición de las inmensas injusticias que ha tenido que sufrir el pueblo de Haití por desafiar y derrotar muy tempranamente, el sistema de opresión más cruel : la esclavitud.

Nuestro principal rol debe ser a nuestro entender, el trabajo sistemático de información y denuncia del control y saqueo imperial en Haití, la resignificación del papel de la Revolución Haitiana en el pasado, presente y futuro de la sociedad que soñamos. Ubicar a Haití dentro del plan de militarización norteamericana del Caribe y Latinoamérica en su nueva ofensiva fascista. Incluir en las plataformas reivindicativas de nuestros movimientos sociales, el respeto a la autodeterminación de Haití.

Exigir de nuestros gobiernos el reconocimiento diplomático y político de Haití como el primer país de la región que selló con sangre la primera independencia y su internacionalismo para con la lucha del resto del continente latinoamericano, nación que supo autogobernarse aboliendo la esclavitud, y tiene que ser respetada en su independencia y soberanía como pretendemos se haga con la nuestra.

– Deberíamos ponernos como objetivo colocar en el marco de la UNASUR, la CELAC, el tema de la independencia de HAITÍ, hoy bajo ocupación militar neocolonial, al mismo nivel de las Malvinas Argentinas y la independencia de Puerto Rico. Lo contrario implica una complicidad con el discurso imperial y sus títeres de turno como lo es hoy el dictador Michel Martelly.

-Apoyar la campaña por las reparaciones e indemnizaciones por la deuda de la independencia, el saqueo colonial, la destrucción ambiental, los crímenes cometidos vía enfermedades como el cólera y los otros.

– Unir a Haití al reclamo de todas las islas caribeñas por la esclavitud.

-Visibilizar la lucha incansable del pueblo haitiano en condiciones absolutamente asimétricas, como ejemplo del camino emancipador que todos debemos emprender.

El trabajo en las bases en los barrios, talleres, las oficinas, los centros de estudios, en las organizaciones populares, en el mano a mano callejero, en las radios comerciales y comunitarias , programas televisivos, en la movilización (antecedida de este trabajo) en la calle frente a las autoridades de gobierno, frente a las instituciones militares implicadas.

Vuestra historia resume toda la crueldad de que es capaz el sistema de explotación capitalista en que vivimos hasta hoy. Nos trasmite valor y esperanza el potencial creativo, espiritual, cultural, y la combatividad excepcional de un pueblo tan largamente victimizado por el racismo y los intereses imperiales de todas las horas. Solo falta poder armonizar la unión de todos los oprimidos, para recrear el milagro de vuestros padres libertadores de donde heredan su coraje y determinación.

Nos encontraremos en la batalla, impulsados por vuestro ejemplo. Todos seremos, más allá del lenguaje, latinoamericanos caribeños.

Que vivan la autodeterminación y la soberanía de todos nuestros pueblos, y la construcción solidaria de otro mundo, a la altura de nuestros sueños!

Mónica Riet,

Coordinadora Por el Retiro de las Tropas de Haití ,de URUGUAY.

 contacto: elindiosepee@gmail.com

Campaña de Solidarid con Haití Declaración de San Pablo – 23 de mayo de 2015

Nosotros, más de 32 movimientos sociales, entidades sindicales, pastorales sociales, organizaciones y redes de la sociedad civil brasilera y latinoamericana, además de inmigrantes hatianos en Brasil, estuviemos reunidos en un seminario em la ciudad de San Pablo, durante los días 22 y 23 de mayo de 2015, con el fin de discutir – despues de 11 años de ocupación de Haití por la Minustah – la lucha por un Haití libre y soberano, por la autodeterminación del pueblo haitiano. En unísono reafirmamos: fuera a las tropas extranjeras de Haití!

En esos días buscamos discutir la realidad de ocupación militar vivida por el pueblo de Haití y forjar lazos de solidaridad con los miles de hatianos que dejan Haití huyendo de la misería, de la dominación colonial y de la realidad de represión y explotación vivida em su país em la esperanza de encuentrar mejores condiciones de vida en el país donde la mayoria de las tropas de ocupación advienen: Brasil.

Al mismo tiempo, registramos la declaración del ministro de Defensa, Jaques Wagner, en la Comisión de Relaciones Exteriores (CRE) del Senado de que “la misión en Haití tiene su término en el año que viene, no por decisión nuestra porque en la medida en que nos incorporamos a un programa de ese, quedamos un poco sometidos a la decisión de las Naciones Unidas”. Declaración essa que enseja una cuestión: por que esperar hasta la fecha? Nuestra exigencia inequivoca es la retirada incondicional y inmediata de las tropas brasileras de Haití! 11 años bastan!

Después de la salida de las tropas, la verdadera solidaridad con el pueblo brasilero para con Haití debe se expresar: con una década de comando militar de la fuerza de ocupación, Brasil no puede eximirse de sus responsabilidades y simplesmente olvida a Haití.

En estos dos días pudemos cambiar informaciones, compartir experiencias y visiones políticas sobre el cuadro producido y sostenido por la ocupación de la nación caribeña por la fuerza de ocupación de las Naciones Unidas bajo el comando del ejército brasilero (Minustah), asi como debatimos – desde los relatos de lo inmigrantes haitianos presentes y también de los vecinos de los complexos de Alemão y Maré, en Río de Janeiro – formas de prestar solidaridad concreta a los pueblos y comunidades que están viviendo bajo ocupación militar.

La discusión hecha incluye la exigencia del cancelamiento inmediato de las deudas financieras de Haití con los bancos multilaterales (BM y BID) y con el gobierno brasilero. Además del apoyo a la lucha del pueblo haitiano por la restituición, por parte del gobierno francés, de 22 mil millones de dólares referentes al pago de la deuda de la independencia de Haití, así como reparaciones por la deuda colonial que los Estados europeos contrayeron a partir de la explotación histórica del pueblo que realizó la ‘Revolución Negra’ de las Américas.

Sigue abajo demandas debatidas y encamiñadas por los y las participantes del seminario:

– De los y las inmigrantes haitianos/as

Por una política migratória por los derechos humanos. Los inmigrantes no pueden ser retratados como un problema, ni por los gobiernos, ni por la prensa.

Apoyo inmediato e concreto de los gobiernos (municipales, estaduales y federales) y de la sociedad civil brasilera a los y las hatianos/as en Brasil: bienvenidas, solidaridad, respeto a la dignidad de la persona humana, combate al racismo y a la xenofobia. Todo apoyo a las entidades que acogen a los y las inmigrantes.

Programa de información y formación de los funcionarios que trabajan com servicios y procesos de los y las inmigrantes em Brasil. Definición inmediata de los órganos y reparticiones públicas que atenden a los y las migrantes para evitar que sus derechos sean violados. Por el fin inmediato de ‘juego de empurra’ entre las autoridades públicas brasileras con relación a los y las haitianas en Brasil!

Agilidad en el juicio de pedidos de residencia actualmente existentes en el Ministerio de la Justicia.

ü Políticas públicas adecuadas al atendimiento de los y las inmigrantes hatianos/as (sean a los refugiados – via Conare, sean los que tienen permisión de visas humanitarias) con destaque para la divulgación e el aceso al atendimiento de salud en la red pública, en particular en lo que se refiere a la salud de las mujeres.

Programa Especial de Validación de diplomas, cursos de portugués, acceso a la documentación y empleos dignos, que valoren las capacidades profesionales de haitianos/as (como médicos/as, abogados/as, profesores/as etc) para contribuir con la sociedad brasilera, en los sectores públicos y privados en nuestro país. Tener en cuenta las abordajes culturales y utilizar a las potencialidades de los y las hatianos/as para ayudar a los haitianos, incluso para una mayor y mejor inclusión de los y las hatianos en la sociedad brasilera y en los puesto de trabajo.

– De las comunidades bajo ocupación militar:

ü Fuera Tropas Militares yá! De Puerto Príncipe a Alemão y Maré. Necesitamos de solidaridad para una mejor condición de vida. No a la dominación extranjera y imperialista acompañada de violencia de género y terror. Fuera la militarización en Haiti y Brasil. Necesitamos de garantía de derechos y no de las fuerzas de guerra. Viva la soberania haitiana!

Fin de las GOL (Garantia de Ley y Orden), que permiten que las Fuerzas Armadas actuen com poder de policia em las comunidades pobres de Río de Janeiro y de todo país. Llega de Ejército perseguindo brasileros. Que ningún civil sea juzgado por tribunales militares. Que los militares que cometeram crímenes contra civiles sean ajuiciados por civiles: por la desmilitarização de la Justicia!

Por la soberania nacional y popular del pueblo haitiano y por el respeto al fortalecimiento de las instituciones haitianas.

Auditoria y prestación de cuentas de la MINUSTAH, y de la actuación de las fuerzas militares en Maré y Alemão.

Haití Libre y Soberano!

Fuera Minustah!

11 Años Basta!

Subscriben:

ADITAL

Amigos da Terra – Brasil

Associação dos Haitianos de Caxias do Sul/RS

Associação dos Haitianos de Manaus/AM

Associação dos Migrantes Haitianos no Brasil

CAMI – Centro de Apoio e Pastoral do Migrante

Cáritas Brasileira – Regional Ceará

Cáritas Brasileira – Regional Paraná

Cáritas Brasileira Nacional

Casa das Áfricas

CDHIC – Centro de Direitos Humanos e Cidadania do Imigrante

Centro de Acolhida para os Migrantes – Sefras

Centro de Referencia em Direitos Humanos do Paraná

CMP – Central dos Movimentos Populares

Coletivo de Mídia “Tatuzaroio”

Coletivo do Mandato Juliana Cardoso/SP

Coletivo Educar para o Mundo

Coletivo Papo Reto/RJ

Comitê Pró—Haiti

Comitê “defender o Haiti é defender a nós mesmos”

Comunidade da Maré/RJ

Comunidade do Alemão/RJ

CSP-Conlutas

CUT – Central Única dos Trabalhadores.

 

“Declaração de São Paulo” – 23 de maio de 2015 Campanha de Solidariedade com o Haiti

Nós, mais de 32 movimentos sociais, entidades sindicais, pastorais sociais, organizações e redes da sociedade civil brasileira e latino-americana e associações de migrantes haitianos no Brasil estivemos reunidos em um seminário na cidade de São Paulo, durante os dias 22 e 23 de maio de 2015, a fim de discutir – após 11 anos de ocupação do Haiti pela MINUSTAH – a luta por um Haiti livre e soberano, pela autodeterminação do povo haitiano. Em uníssono, reafirmamos: fora às tropas estrangeiras do Haiti!

Nesses dias buscamos discutir a realidade de ocupação militar vivida pelo povo do Haiti e forjar laços de solidariedade com os milhares de haitianos que deixam o Haiti fugindo da miséria, da dominação colonial e da realidade de repressão e exploração vivida em seu país na esperança de encontrar melhores condições de vida no país de onde a maioria das tropas de ocupação advém: o Brasil.

Ao mesmo tempo, registramos a declaração do ministro da Defesa Jaques Wagner, na Comissão de Comissão de Relações Exteriores (CRE) do Senado “a missão no Haiti acaba ano que vem, não por decisão nossa, porque, na medida em que nos incorporamos a um programa desse, ficamos um pouco submetidos à decisão das Nações Unidas”. Declaração essa que enseja uma questão: porque esperar até lá? Nossa exigência inequívoca é retirada incondicional e imediata das tropas brasileiras do Haiti! Onze anos bastam!

E após a saída das tropas, a verdadeira solidariedade do povo brasileiro para com o Haiti deve se expressar: com uma década de comando militar da força de ocupação, o Brasil não pode eximir-se de suas responsabilidades e simplesmente esquecer o Haiti.

Nestes dois dias pudemos trocar informações, compartilhar experiências e visões políticas sobre o quadro produzido e sustentado pela ocupação da nação caribenha pela força de ocupação das Nações Unidas chefiadas pelo exército brasileiro (MINUSTAH), assim como debatemos a fundo – a partir dos relatos dos imigrantes haitianos presentes e também dos moradores dos complexos do Alemão e Maré, no Rio de Janeiro– formas de prestar solidariedade concreta aos povos e comunidades que estão vivendo sob ocupação militar.

A discussão feita incluiu ainda a exigência do cancelamento imediato das dívidas financeiras do Haiti com os bancos multilaterais (BM e BID) e com o governo brasileiro. E apoio à luta do povo haitiano pela restituição, por parte do governo francês, de 22 bilhões de dólares referentes ao pagamento da dívida de independência do Haiti, assim como reparações pela dívida colonial que os Estados europeus contraíram a partir da exploração histórica do povo que realizou a ‘Revolução Negra’ das Américas.

Segue abaixo demandas debatidas e encaminhadas pelos participantes do seminário:

– Dos Imigrantes haitianos

ü Por uma política migratória norteada pelos direitos humanos. Os imigrantes não podem ser retratados como um problema, nem pelos governos, nem pela imprensa.

ü Apoio imediato e concreto dos governos (municipais, estaduais e federal) e da sociedade brasileira aos haitianos no Brasil: boas-vindas, solidariedade, respeito a dignidade da pessoa humana, combate ao racismo e à xenofobia. Todo apoio às entidades que acolhem os imigrantes!

ü Programa de informação e formação dos funcionários que tratam dos serviços, pedidos e processos dos imigrantes no Brasil. Definição imediata dos órgãos e repartições públicas que atendem aos imigrantes para evitar que seus direitos sejam violados. Pelo fim imediato do “jogo de empurra” entre as autoridades públicas brasileiras em relação aos haitianos no Brasil! ü Agilidade no julgamento dos pedidos de residência atualmente existentes no Ministérios da Justiça.

ü Políticas Públicas adequadas ao atendimento dos imigrantes haitianos, (sejam os refugiados – via CONARI, sejam os que têm vistos humanitários) com destaque para a divulgação e o acesso ao atendimento de saúde na rede pública, em particular no que se refere à saúde das mulheres.

ü Programa Especial de Validação de diplomas, cursos de português, acesso a documentação e empregos dignos, que valorizem as capacidades profissionais dos/as haitianos/as (como médicos/as, advogados/as, professores/as etc.) para contribuir com a sociedade brasileira, nos setores públicos e privado, em nosso país. Levar em conta as abordagens culturais e utilizar as potencialidades dos haitianos para ajudar os haitianos, inclusive para uma maior e melhor inclusão dos haitianos na sociedade brasileira e nos postos de trabalho.

– Das comunidades sob ocupação militar:

ü Fora Tropas militares já! De Porto Príncipe ao Alemão e Maré, precisamos de solidariedade, para uma melhor condição de vida. Não à dominação estrangeira e imperialista acompanhada de violência e terror. Fora militarização no Haiti e no Brasil. Precisamos de garantia de direitos e não de forças de guerra. Viva a soberania haitiana.

ü Fim das GLO (Garantia de Lei e Ordem), que permitem que as Forças Armadas atuem com poder de polícia nas comunidades pobres do Rio de Janeiro e de todo país. Chega de Exército perseguindo brasileiros. Que nenhum civil seja julgado por tribunais militares. Que os militares que cometeram crimes contra civis, sejam julgados por civis: pela desmilitarização da Justiça!

ü Pela soberania nacional e popular do povo haitiano, e pelo respeito ao fortalecimento das instituições haitianas. ü Auditoria e prestação de contas da MINUSTAH, e da atuação das forças militares na Maré e Alemão.

Haiti Livre e Soberano!

Fora Minustah!

11 Anos Basta!

 Subscrevem:

ADITAL

Amigos da Terra – Brasil

Associação dos Haitianos de Caxias do Sul/RS

Associação dos Haitianos de Manaus/AM

Associação dos Migrantes Haitianos no Brasil

CAMI – Centro de Apoio e Pastoral do Migrante

Cáritas Brasileira – Regional Ceará

Cáritas Brasileira – Regional Paraná

Cáritas Brasileira Nacional

Casa das Áfricas

CDHIC – Centro de Direitos Humanos e Cidadania do Imigrante

Centro de Acolhida para os Migrantes – Sefras

Centro de Referencia em Direitos Humanos do Paraná

CMP – Central dos Movimentos Populares

Coletivo de Mídia “Tatuzaroio”

Coletivo do Mandato Juliana Cardoso/SP

Coletivo Educar para o Mundo

Coletivo Papo Reto/RJ

Comitê Pró—Haiti

Comitê “defender o Haiti é defender a nós mesmos”

Comunidade da Maré/RJ

Comunidade do Alemão/RJ

CSP-Conlutas

CUT – Central Única dos Trabalhadores.

 

Estudante da FATEC Barueri/SP

Estudante da FSP/USP

Estudantes da Universidade Federal do ABC/SP

Estudantes do PROLAM/USP

GEP – Museu da Maré

GERESS – Grupo formado por Assistentes Sociais e Estudantes de Serviço Social

Grito dos Excluídos Nacional

IMDH – Instituto Migrações e Direitos Humanos

JOC – Juventude Operária Católica Brasileira

Jubileu Sul Américas

Jubileu Sul Brasil

Juventude Revolução

Missão Paz

MMM – Marcha Mundial das Mulheres

Movimento de Moradia para Todos

Movimento Nossa Classe

MST – Movimento dos Trabalhadores Sem Terra

MTST – Movimento dos Trabalhadores Sem Teto

Ocupação Progresso/Porto Alegre/RS

ONG Comunidades Africanas no Brasil

PACS – Instituto de Políticas Alternativas para o ConeSul

Pastoral Operária Nacional

PMM – Pastoral da Mulher Marginalizada

SEFRAS – Serviço Franciscano de Solidariedade

SEPLA – Sociedade de Economia Política Latino-americana

Serviço Pastoral dos Migrantes de Manaus

Sindicato dos Comerciários de Nova Iguaçu e Região/RJ

Sindicato dos Metroviários de São Paulo/SP

SOF – Sempreviva Organização Feminista

SPM – Serviço Pastoral dos Migrantes

UJC – União da Juventude Comunista

Uneafro-Brasil