Garífunas se oponen a que los llamen “afrohondureños” en la Constitución

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Los garífunas aglutinados en la organización Gemelos de Honduras están protestando por el cambio del término “garífuna” al de “afrohondureños” en la Constitución.

LA CEIBA- El presidente de la organización garífuna Gemelos de Honduras, Israel Centeno, hizo un llamado al exministro de cultura, Tulio Mariano Gonzales y al director de la Casa de la Cultura Garífuna, Crisanto Norales para que desistan de pedir al Congreso Nacional que reforme la Constitución para cambiar el término “garífuna” por el de “afrohondureños”.

“Estas dos personas se han reunido con la vicepresidenta del Congreso Nacional, Aurora López, para solicitarle una reforma constitucional e introducir en la Constitución que se nos reconozca a nosotros los garífunas como afrohondureños. Nos oponemos a eso rotundamente porque como hondureños y como organización hemos venido reclamando al gobierno porque nos han eliminado de todos los textos públicos la terminología garífuna y ahora nos quieren llamar afrohondureños”, manifestó Centeno.

El dirigente garífuna, asegura que ellos como etnia, “no somos afroamericanos, nuestra herencia es caribeña y hondureña, venimos de la Isla de San Vicente”, añadió. Al tiempo que exigió al gobierno central que “no cometa el genocidio de destruir los pocos rasgos que están dejando de la identidad garífuna. Elevamos nuestra protesta contra el doctor Tulio Mariano, director de la Dirección de Pueblos Indígenas y Afrohondureños y contra Crisanto Norales, que no se presten para que la terminología garífuna desaparezca”.

Según tiene conocimiento Centeno, el gobierno ya definió una comisión encabezada por el abogado Oswaldo Ramos Soto y ya dieron el visto bueno para iniciar el proceso de reforma constitucional para que se efectúe el cambio.

FINES ECONÓMICOS

Para Israel Centeno, dichos cambios se están promoviendo con el propósito de lograr ayudas con organismos internacionales.

“El gobierno inglés y español han ofrecido una indemnización para aquellos hijos de negros esclavos que quedaron en América. El objetivo de Tulio Mariano Gonzales y Crisanto Norales, con apoyo de autoridades de la Organización de Desarrollo Étnico Comunitaria (Odeco), es un interés económico, no es posible que por unos cuantos euros quieran vender la identidad garífuna”.

DENUNCIA

Denuncia_6_5_2015_F2El 4 de diciembre de 2014, Gemelos de Honduras interpuso una denuncia ante la Corte Interamericana de Derechos Humanos para que investigue el cambio de la terminología garífuna por la de afrohondureños en la Constitución.

Denuncia 6 5 2015 F2

“Nos oponemos y lucharemos hasta el final porque se elimine de la Constitución el término garífuna, porque nosotros no somos afrohondureños”.

Israel Centeno

Presidente de Gemelos de Honduras

Fuente: http://www.tiempo.hn/

Movimentos realizam seminário nacional para debater retirada das tropas brasileiras do Haiti

Movimentos sociais, sindicatos, pastorais sociais, entidades da sociedade civil organizada e importantes personalidades políticas brasileiras se aliaram para promover a Campanha de Solidariedade ao Haiti, que exige a retirada imediata das tropas de ocupação que há 10 anos impedem o livre desenvolvimento e a autodeterminação do povo haitiano. Esta aliança convoca coletivos, entidades e pessoas que acreditam que o Haiti precisa de solidariedade – e não de militarização – para que se somem à construção dessa Campanha de Solidariedade e participem do seminário nacional nos 22 e 23 de maio, em São Paulo.

2015_04_haiti1_reproducao Neste evento, será feito o planejamento para a Campanha, com o objetivo de construir uma série de atividades de denúncia, convivência, formação, pressão sobre centros de poder e produção de informações para 2015. A ideia é aumentar a mobilização social contra a presença da Minustah no Haiti, que tem seu mandato renovado anualmente pelo Conselho de Segurança da ONU, em geral, no mês de outubro.

“Exigimos respeito à soberania do Haiti e não aceitamos que as violações de direitos humanos sejam cometidas em nome da sociedade brasileira, que jamais foi consultada sobre a decisão de liderar uma intervenção destinada a resguardar os interesses imperialistas na região”, afirmam em nota os organizadores da Campanha.

Durante o seminário, os movimentos sociais haitianos serão ouvidos sobre a realidade que se vive em seu país atualmente. O objetivo é também aumentar os laços de confiança e luta comum contra as formas atuais de exploração e opressão na América Latina e Caribe.

Histórico

Em 28 de fevereiro de 2004, um presidente democraticamente eleito, o padre Jean Bertrand Aristide, foi forçado por militares estadunidenses a deixar o país mais pobre do continente americano rumo ao exílio forçado. Era o segundo golpe de Estado sofrido pelo Haiti desde a redemocratização do país, iniciada em 1990, após décadas sob a ditadura dos Duvallier, o Papa Doc e Baby Doc, François e Jean-Claude, que aterrorizara a ilha caribenha durante a Guerra Fria. O golpe de 2004 visava a remover os obstáculos à atuação do capital estrangeiro no Haiti, em especial das corporações dos Estados Unidos, França e Canadá, que buscam se aproveitar do baixo custo com matérias-primas e mão-de-obra local. O Brasil, que se negara a participar da primeira missão internacional que ocupou o Haiti nos anos 1990, desta vez, decidiu assumir o comando militar da operação, que garantiu a consolidação do regime golpista a partir de então.

Assim surgiu a Minustah – Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti -, uma força de guerra composta por soldados de diversos países que, sob a liderança brasileira, ocupa há 10 anos o território haitiano, desde a quebra da ordem constitucional, em 2004. A presença militar da Minustah garante o avanço dos projetos do grande capital internacional, associado à reduzida elite haitiana, principalmente nas áreas de mineração (ouro), agricultura (latifúndio monocultor), hotelaria (de luxo, para estrangeiros) e manufaturas (‘ maquiladoras ’ do ramo têxtil).

Quando os/as trabalhadores/as, sindicatos e movimentos sociais tentam se organizar para reivindicarem seus direitos são brutalmente contidos pelas forças de repressão, incluindo as tropas da ONU. Casos de violações de direitos humanos, praticados por soldados estrangeiros, vêm sendo denunciados, frequentemente, desde o início da operação. Os mais graves dizem respeito a violações sexuais de jovens haitianos/as, execuções, acobertamento de eleições fraudulentas e, mais notoriamente, a introdução do vírus do cólera no país, causando uma epidemia que já custou a vida de mais de 8 mil haitianos/as, deixando outros/as 800 mil doentes. Isso tudo em cima de uma sociedade já castigada por séculos de exploração do colonialismo europeu e marcada por fortes desastres naturais, como o terremoto de 2010.

Os organizadores da campanha assinalam ainda que nunca houve debate no Brasil sobre a decisão de liderar a invasão militar do Haiti, praticada em nome da ‘comunidade internacional’, assim como não houve – e não há – apoio na sociedade haitiana à ocupação, pois o povo nas ruas segue protestando contra as tropas e até o Senado do Haiti já exigiu a saída dos soldados estrangeiros.

2015_05_haiti2_reproducaoRecentemente, o influxo crescente de imigrantes haitianos tem começado a despertar a atenção da sociedade brasileira sobre as condições de vida no Haiti ocupado. “Vítimas de uma falsa imagem vendida sobre o Brasil no exterior, os imigrantes haitianos que chegam aqui sofrem com atuação de quadrilhas de tráfico de pessoas, preconceito, falta de emprego, pouco acesso à moradia, racismo e dificuldade de tirar documentos, dentre outras discriminações. Não raro acabam submetidos a condições de vida degradantes, sem direitos, e forçados a aceitar relações de trabalho exploratórias e até mesmo ilegais”, ressaltam as entidades que assinam a nota e convocação para o seminário. Além disso, a “experiência” brasileira adquirida no Caribe estaria sendo usada para reprimir a população pobre e negra das favelas do Rio de Janeiro, como nos Complexos do Alemão e Maré, ocupados pelas mesmas forças armadas envolvidas na ‘estabilização’ do Haiti.

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As inscrições para o seminário podem ser feitas pelo link: http://goo.gl/forms/HQu7QqYM9Jaté o próximo dia18 de maio de 2015

SERVIÇO

Dia 22 de maio – Sindicato dos Jornalistas de São Paulo (Rua Rego Freitas, 530, 1º andar, Republica – São Paulo).

Dia 23 de maio – Defensoria Pública do Estado de São Paulo (Rua Boa Vista, 200, auditório térreo – São Bento – São Paulo).

Assinam a nota de adesão e convocação: a Agência de Informação Frei Tito para a América Latina e Caribe (Adital), Amigos da Terra – Brasil, Associação dos Migrantes Haitianos no Brasil, CAMI – Centro de Apoio e Pastoral do Migrante, Cáritas Brasileira, CDHIC – Centro de Direitos Humanos e Cidadania do Imigrante, CMP – Central dos Movimentos Populares, Comitê “defender o Haiti é defender a nós mesmos”, Comitê Pró—Haiti, CSP-Conlutas, CUT – Central Única dos Trabalhadores, Grito dos Excluídos Nacional, IMDH – Instituto Migrações e Direitos Humanos, MMM – Marcha Mundial das Mulheres, MST – Movimento dos Trabalhadores Sem Terra, PACS – Instituto de Políticas Alternativas para o ConeSul, Pastoral Operária Nacional, PMM – Pastoral da Mulher Marginalizada, Rede Jubileu Sul Brasil, SEFRAS – Serviço Franciscano de Solidariedade, SPM – Serviço Pastoral dos Migrantes e Uneafro-Brasil.

Fuente: http://site.adital.com.br/

Ellas, las otras, las de veras. Las Mujeres Zapatistas

“Ellas, las otras, las de veras.Las Mujeres Zapatistas” – México 2010
es un Documental del Colectivo Imagen Mx – Información, Imagen e Investigación
http://youtube.com/channel/UCXcmO8SS4…
Colectivo de periodistas y fotógrafos mexiquenses
artículo de la Jornada: http://jornada.unam.mx/2006/12/30/ind…
correo: imagenmexiquense@prodigy.net.mx.

Texto y voz: Elizabeth Hulverson
Edición: Ismael Manrique Mendoza
Fotografía: Ricardo Cruz Orea
Coordinación: Janeth Manrique Mendoza
Con la colaboración de:
Eugenia Gutierrérrez, Mercedes Olivera, Silvia Marcos,
Colectivo Votán Zapata, Junta de Buen Gobierno de Oventik.

“Este Trabajo está dedicado a las mujeres de los pueblo
Chol, Zoque, Tojolabal, Tzotzil, Mam y Tzeltal
què con convicción han cambiado la historia
de las mujeres indígenas del mundo”

Desde la Rivista Rebeldia n°65
De igual forma, enfocados a la labor de difusión, en particular de la lucha del EZLN,
encontramos a Imagen Mx. Ubicados en el estado de México,
Imagen Mx se organiza, desde 1997, para difundir
“los avances que ha tenido el movimiento zapatista
en su organización política, cómo han avanzado en materia
de educación, salud, todo eso”.
Con fotografías, videos, audios, conforman una pequeña agencia
de información en la que también escriben y realizan materiales interactivos
artículo: http://revistarebeldia.org/revistas/n…

Documental de las mujeres zapatistas y de la importancia que tienen para
el desarrollo de sus comunidades, su transformación ideológica
y de los avances que ello ha representado para su movimiento.

Tienen el futuro en sus manos hoy, en el presente.
Y lo saben.
Lo moldean, como el barro de una vasija
con todas las dificultades que el material implica.
Y aquí estamos y aquí vamos a seguir, dicen,
aunque nos dicen que no servimos,
pero sí servimos, estamos aquí.
Tienen la certeza de que sí sirven y están transformando
el hoy para legar un mañana justo y digno para jóvenes y jóvenas.
Así piensan, ellas, las otras, las mujeres Zapatistas.
Éste es el recuerdo de la lucha,
de aquellas que con gran convicción
cambiaron la historia de las mujeres indígenas y del mundo

La lucha de los pueblos indigenas
y principalmente de las mujeres es algo muy digno,
ojalá a muchos de nosotros nos sirviera de ejemplo.
Bien por este tipo de trabajos y por todos los demas
que de manera muy profesional circulan en lo subterráneo.

música de introducción: “Vientos del Alma” – Interpreta: Mercedes Sosa – http://youtu.be/mV1X0GtMd9o

[Entrevista] Marcos Arruda: FSM precisa mostrar ao mundo que a economia não é monopólio do grande capita

Em março de 2015, milhares de pessoas se reuniram em Tunísia. O motivo era o Fórum Social Mundial, espaço de debate que há anos procura fortalecer as demandas de movimentos sociais e da sociedade civil organizada. Desde sua primeira edição, em 2001, até hoje, o FSM passou por vários momentos, enfrenta críticas, questionamentos sobre a desvinculação da data do Fórum Econômico Social, mas se mantém como um canal que aglomera reivindicações de diferentes povos do mundo.

marcos300marcos300Marcos Arruda, integrante do Instituto Políticas Alternativas para o Cone Sul (PACS) e do Jubileu Sul Brasil, esteve em Tunísia e, em entrevista, fala de suas impressões sobre o processo FSM, que em 2017, será realizado no Canadá, pela primeira vez num país da América Norte.

“Acho importante que aconteça uma edição na América do Norte, onde o sistema do capital está mais enraizado e onde as populações levam uma luta histórica difícil e complexa. A presença lá de representantes de outras socioeconomias e outras culturas irá reforçar e incentivar o seguimento das lutas dos povos norte-americanos por sua emancipação”, afirmou.

Também fala da proposta, já dada, em várias edições, de mudança de novo para Fórum Socioeconômico Mundia, entendendo que diferentes formas de economia fazem parte do cotidiano de vários povos.

JSB – Quais as principais contribuições deste Fórum Social Mundial na Tunísia?

Marcos Arruda – A meu ver, as discussões sobre temas globais – a crise financeira em marcha nas Américas e na Europa, o tema da dívida pública e dos orçamentos nacionais, a crítica do papel das organizações de governança global (FMI, Banco Mundial e OMC, etc.), da debilidade da ONU para cumprir este papel, e da hegemonia econômica, política e cultural do grande capital, cumprindo o papel de gestor marrom da governança global; os desafios aos movimentos sociais e populares na ação contracultural em nível global; as articulações entre movimentos e redes durante o Fórum; a solidariedade de fato que prestamos à Tunísia, mantendo a realização do FSM logo depois do atentado que matou mais de 20 pessoas no Museu Bardo; e a intensificação das conversas visando uma reformulação do Fórum Social Mundial.

JSB – Na sua opinião, o Fórum Social Mundial continua sendo um espaço político que legitima as diversas lutas continentais? Com que força isto vem acontecendo?

Marcos Arruda – Legitimar é um resultado real obtido pelo FSM. Mas não basta. O FSM desvinculou a data de sua realização da do Fórum Econômico Mundial. Resultou disto um vazio programático e político que era muito profícuo e conspícuo para o objetivo de obter visibilidade na articulações dos movimentos em torno de uma agenda global. Também continuou sendo um fórum de debates, mais do que um espaço de articulação e colaboração em torno de temas e causas relacionadas à efetiva globalização do capital e a necessária globalização das lutas dos povos.

fsm300No FSM-Tunis15 realizamos duas sessões de debates sobre estratégias, e saímos com planos concretos de colaboração em torno de agendas globais a confrontar colaborativamente: a financeirização, o escândalo do HSBC e o que isto implica para o sistema financeiro global, a defesa da causa de povos como o da Venezuela, do Equador e da Bolívia, que avançam em conquistas socioeconômicas, apesar de tantas dificuldades internas e externas; as mudanças climáticas e sua ligação com o modo de desenvolvimento do capital que se reduz a crescimento econômico ilimitado, e acumulação e concentração ao custo do empobrecimento e opressão crescente da maioria que vive do seu trabalho, ou sofrem as consequências da precarização e do cancelamento de conquistas históricas já alcançadas; a COP21, Paris, dezembro de 2015, e o papel do grande capital em financiar e tentar cooptar a Conferência, ou pelo menos fazer dela um grande balcão de negócios; as bases para uma articulação internacional dos movimentos e redes envolvidas no trabalho sobre o aquecimento global, seus fatores determinantes e suas consequências para a vida da humanidade e de todos os seres.fsm300

Finalmente, temos continuado a pressionar com a proposta de mudança do nome do FSM, adotando o nome de Fórum Socioeconômico Mundial – para mostrar ao mundo que a economia não é monopólio do grande capital, e que outra economia e outro desenvolvimento já está sendo praticado em diferentes países e continentes, orientados para servir o social e o humano, em dinâmica harmonia com o ambiente natural, e fundados na cooperação, na solidariedade e na sustentabilidade social e ecológica.

JSB – Depois de várias edições, o FSM será realizado na América do Norte. Que significado podemos tirar desse encaminhamento?

Marcos Arruda – O FSM é uma iniciativa planetária. Acho importante que aconteça uma edição na América do Norte, onde o sistema do capital está mais enraizado e onde as populações levam uma luta histórica difícil e complexa. A presença lá de representantes de outras socioeconomias e outras culturas irá reforçar e incentivar o seguimento das lutas dos povos norte-americanos por sua emancipação. Lembremos que esta parte do continente americano inclui também o México. Considero muito importante que preparemos com empenho e cuidado a agenda e o encontro das redes e movimentos no próximo fórum, em 2017.

Por Rogéria Araujo, Rede Jubileu Sul Brasil.

Fuente: Jubileu Sul Brasil

El Salvador: Encontraron muerto a presidente de ALGES

“No vamos a parar de luchar para que nuestros derechos sean respetados” decía Quintanilla en una entrevista el año pasado

Por Giorgio Trucchi | LINyM

Israel Quintanilla 4(1)La noche de ayer, 4 de mayo, fue encontrado el cuerpo sin vida de Israel Quintanilla, presidente de la Asociación de Lisiados de Guerra de El Salvador “Héroes de noviembre del 89” (ALGES), quien había sido reportado como desaparecido, junto con su hijastro Carlos Alberto Zavala de quien todavía se desconoce el paradero, desde el pasado 1º de Mayo.

De acuerdo con la Fiscalía General de la República (FGR), el cadaver fue hallado cerca del río San Jerónimo, en el cantón Santa Cruz Porrillo, municipio de Tecoluca, San Vicente, y por el momento no se tienen mayores detalles del hecho.

Durante una conferencia de prensa brindada en la mañana de ayer, Olga Serrano, secretaria ejecutiva de ALGES, había dicho desconocer cuál podía ser el móvil del secuestro, sin embargo no descartaba ninguna opción. “Hasta donde sabemos, no tenía ningún tipo de amenaza política ni tampoco de pandillas, pero no podemos descartar ninguna opción”.

José Victorino Quinteros, también directivo de esa importante organización de lisiados de guerra, aseguró que Quintanilla había salido a las tres y media de la tarde a dejar a su hijo a San Vicente, donde un familiar. “A eso de las cinco de la tarde la familia intentó comunicarse con él y ya no respondió las llamadas”.

Ex combatiente de las FPL (Fuerzas Populares de Liberación), una de las cinco organizaciones guerrilleras que integraban al FMLN (Frente Farabundo Martí para la Liberación Nacional), fuerza político-militar que en 1992 se convirtió en partido político, Quintanilla sufrió la amputación de una pierna a raíz de una mina que pisó de forma accidental en la localidad de Berlín, departamento de Usulután.

Fue detenido y encarcelado por más de un año con la acusación de terrorismo y de atentar contra la paz social y sucesivamente liberado. En 1989, junto con otros ex combatientes lisiados, inició una protesta frente a la Catedral de San Salvador, exigiendo atención médica, y finalmente logró salir del país rumbo a Cuba, donde fue curado y obtuvo su primera prótesis.

“Después de la firma de los Acuerdos de Paz regresé al país y me involucré en la lucha para que se diera cumplimiento al decreto 416 – Ley de Beneficio para la Protección de Lisiados y Discapacitados a consecuencia del Conflicto Armado – que creaba el FOPROLYD (Fondo de Protección de Lisiados y Discapacitados a Consecuencia del Conflicto Armado).

En 1997, con el apoyo de 400 compañeros y compañeras, fundamos ALGES y comenzamos a movilizarnos, sufriendo la represión policial que acabó con la vida de tres compañeros”, dijo Israel Quintanilla durante una entrevista brindada en exclusiva a Opera Mundi, en víspera de la segunda vuelta de las pasadas elecciones presidenciales.

– Lea la entrevista completa en español

“Gane quien gane este domingo, el nuevo gobierno tendrá que reconocer que somos un sector importante y emblemático del país, testimonio vivo y víctimas de algo que nunca más debe repetirse en El Salvador. En este sentido, no vamos a parar de luchar para que nuestros derechos sean respetados”, decía Quintanilla finalizando la entrevista en marzo del año pasado.

En este momento, una comisión de ALGES y familiares de Quintanilla están viajando hacia San Vicente donde Medicina Legal realizó la autopsia al cuerpo del ex combatiente.

Fuente: http://nicaraguaymasespanol.blogspot.com/

[Campanha de Solidariedade com o Haiti] Seminário Nacional sobre o Haiti: construindo solidariedade

Fora tropas do Haiti, Basta de Ocupação!

seminario

Em 28 de Fevereiro de 2004, um presidente democraticamente eleito, o padre Jean Bertrand Aristide, foi forçado por militares norte-americanos a deixar o país mais pobre do continente americano rumo ao exílio forçado. Era o segundo golpe de Estado sofrido pelo Haiti desde a redemocratização do país iniciada em 1990, após décadas sob a ditadura dos Duvallier, Papa Doc e Baby Doc, que aterrorizara a sociedade caribenha durante a Guerra Fria. O golpe de 2004 visava remover obstáculos à atuação do capital estrangeiro na ilha, em especial das corporações dos Estados Unidos, França e Canadá, que buscam se aproveitar do baixo custo com matérias-primas e mão-de-obra local. O Brasil, que se negara a participar da primeira missão internacional que ocupou o Haiti nos anos 1990, desta vez decide assumir o comando militar da operação que garantiu a consolidação do regime golpista a partir de então.

Assim surgiu a MINUSTAH – Missão das Nações Unidas para Estabilização do Haiti -, uma força de guerra composta por soldados de diversos países que, sob liderança brasileira, ocupa há dez anos o território haitiano desde a quebra da ordem constitucional em 2004. A presença militar da MINUSTAH garante o avanço dos projetos do grande capital internacional, associado à reduzida elite haitiana, principalmente nas áreas de mineração (ouro), agricultura (latifúndio monocultor), hotelaria (de luxo, para estrangeiros) e manufaturas (‘maquiladoras’ do ramo têxtil).

Quando os/as trabalhadores/as, sindicatos e movimentos sociais tentam se organizar para reivindicar seus direitos são brutalmente contidos pelas forças de repressão, incluindo as tropas da ONU. Diversos casos de violações de direitos humanos, praticados por soldados estrangeiros, vêm sendo denunciados frequentemente desde o início da operação. Os mais graves dizem respeito às violações sexuais de jovens haitianos/as, execuções, acobertamento de eleições fraudulentas e, mais notoriamente, a introdução do vírus do cólera no país, causando uma epidemia que já custou a vida de mais de 8 mil haitianos/as, deixando outros/as 800 mil doentes. Isso tudo em cima de uma sociedade já castigada por séculos de exploração do colonialismo europeu e marcada por fortes desastres naturais, como o terremoto de 2010.

Nunca houve debate no Brasil sobre a decisão de liderar a invasão militar do Haiti praticada em nome da ‘comunidade internacional’, assim como não houve – e não há – apoio na sociedade haitiana à esta ocupação: o povo nas ruas segue protestando contra as tropas e até o Senado do Haiti já exigiu diversas vezes a saída dos soldados estrangeiros. Recentemente, o influxo crescente de imigrantes haitianos tem começado a despertar a atenção da sociedade brasileira sobre as condições de vida no Haiti ocupado. Vítimas de uma falsa imagem vendida sobre o Brasil no exterior, os imigrantes haitianos que chegam aqui sofrem com atuação de quadrilhas de tráfico de pessoas, preconceito, falta de emprego, pouco acesso à moradia, racismo e dificuldade de tirar documentos, dentre outras discriminações. Não raro acabam submetidos a condições de vida degradantes, sem direitos, e forçados a aceitar relações de trabalho exploratórias e até mesmo ilegais. Além disso, a “experiência” adquirida no Caribe vem sendo usada para reprimir a população pobre e negra das favelas do Rio de Janeiro, como nos Complexos do Alemão e Maré, ocupados pelas mesmas forças armadas envolvidas na ‘estabilização’ do Haiti.

Por estes motivos, diversos movimentos sociais, sindicatos, pastorais sociais, entidades da sociedade civil organizada e importantes personalidades políticas brasileiras se aliaram para promover a Campanha de Solidariedade ao Haiti, que exige a retirada imediata das tropas de ocupação que há dez anos impedem o livre desenvolvimento e auto-determinação do povo haitiano. Exigimos respeito à soberania do Haiti e não aceitamos que as violações de direitos humanos sejam cometidas em nome da sociedade brasileira, que jamais foi consultada sobre a decisão de liderar uma intervenção destinada a resguardar os interesses imperialistas na região.

Assim, convocamos todos os coletivos, entidades e pessoas que acreditam que o Haiti precisa de solidariedade – e não de militarização – para que se somem na construção da Campanha de Solidariedade ao Haiti que, em 2015, denuncia os 10 anos da invasão e ocupação da ilha caribenha por soldados estrangeiros. Basta de tropas! Participando do seminário onde faremos o planejamento para a Campanha, queremos juntos construir uma série de atividades de denúncia, convivência, formação, pressão sobre centros de poder e produção de informações para 2015, com objetivo de aumentar a mobilização social contra a presença da MINUSTAH no Haiti, que tem seu mandato renovado anualmente pelo Conselho de Segurança da ONU, em geral, no mês de outubro.

O seminário acontecerá entre os dias, em 22 e 23 de Maio, na cidade de São Paulo, para aumentarmos nosso conhecimento sobre a situação e traçarmos juntos as estratégias e atividades da campanha até o final do ano. Na ocasião teremos a oportunidade de ouvir dos movimentos sociais haitianos a realidade que se vive em seu país atualmente e aumentarmos nossos laços de confiança e luta comum contra as formas atuais de exploração e opressão na América Latina e Caribe.

Venha juntar-se a nós e divulgar esta convocatória para entidades e pessoas que possam se envolver nesta justa e necessária luta.

Inscrições através do link: http://goo.gl/forms/HQu7QqYM9J até o dia 18 de maio de 2015.

Local:

Dia 22 de maio – Sindicato dos Jornalistas de São Paulo (Rua Rego Freitas, 530, 1º andar, Republica – São Paulo); e

Dia 23 de maio – Defensoria Pública do Estado de São Paulo (Rua Boa Vista, 200, auditório térreo – São Bento – São Paulo).

Viva o Haiti livre! Viva a solidariedade entre os povos latino-americanos e caribenhos! Não à ocupação militar das nossas vidas! Por um milênio livre de dívidas e exploração!

#ForaTropasDoHaiti #10anos:basta!

São Paulo, 29 de abril de 2015.

Primeiras assinaturas e convocantes:

ADITAL

Amigos da Terra – Brasil

Associação dos Migrantes Haitianos no Brasil

CAMI – Centro de Apoio e Pastoral do Migrante

Cáritas Brasileira

CDHIC – Centro de Direitos Humanos e Cidadania do Imigrante

CMP – Central dos Movimentos Populares

Comitê “defender o Haiti é defender a nós mesmos”

Comitê Pró–Haiti

CSP-Conlutas

CUT – Central Única dos Trabalhadores

Grito dos Excluídos Nacional

IMDH – Instituto Migrações e Direitos Humanos

MMM = Marcha Mundial das Mulheres

MST – Movimento dos Trabalhadores Sem Terra

PACS – Instituto de Políticas Alternativas para o ConeSul

Pastoral Operária Nacional

PMM – Pastoral da Mulher Marginalizada

Rede Jubileu Sul Brasil

SEFRAS – Serviço Franciscano de Solidariedade

SPM – Serviço Pastoral dos Migrantes

Uneafro-Brasil

Adesões, enviar para secretaria@jubileusul.org.br.