Lançamento: Brasil, 200 anos de (in)dependência e dívida

No marco do bicentenário da independência do Brasil, a publicação reflete sobre as dívidas sociais acumuladas e chama atenção para as reparações necessárias e urgentes.

Imagem divulgação

Por redação | Jubileu Sul Brasil

As comemorações pelo bicentenário da independência do Brasil se deram num cenário de campanha para as eleições gerais no país, com o governo do atual presidente fazendo uso eleitoral da data que deveria ter mobilizado uma ampla reflexão política, econômica e social a respeito do momento em que a nação se encontra, diante da movimentação geopolítica em curso no mundo, com grande impacto para os países do Sul global.

“Nada mais substancialmente profundo que completar 200 anos de independência no contexto que temos. O atual governo explicita as contradições mais profundas da construção histórica, cultural, social, política e econômica do Brasil” destaca a organizadora do livro, Sandra Quintela, que é economista, educadora popular e articuladora da Rede Jubileu Sul Brasil.

Explicitando a crítica da Rede a respeito dos eventos que marcaram a data histórica, Sandra completa: “A independência se fez a partir da garantia de que questões como a posse, o controle da terra, o trabalho escravo e os privilégios da elite não fossem tocadas. Estamos falando de uma nação que nasceu de costas para seu povo, comprada por uma dívida com Portugal que se acumulou com a dívida que o país já tinha com a Inglaterra e que, sem pudor ou vergonha, foi transferida para o povo brasileiro. Entretanto, esse processo não foi tranquilo. Houve resistência e ainda há. Diversas”.

Leitura crítica

A ideia da crítica histórica e econômica está assinalada no próprio nome do livro que coloca o prefixo “in” entre parênteses — (in)dependência — indicando que estamos falando de um processo incompleto, cheio de debilidades e incoerências em sua gênese.

“Os 13 artigos compartilhados na publicação indicam um caminho de leitura crítica a respeito da independência ainda a se realizar, especialmente para a população brasileira empobrecida, que luta por direitos fundamentais”, destaca o texto de apresentação da obra que tem entre seus autores nomes que se identificam e se completam no esforço de propor caminhos para a construção da verdadeira independência que o população brasileiro merece e para a qual, com sensata teimosa e ativa esperança, não mede esforços em se organizar e mobilizar, a partir dos povos, dos territórios e dos espaços de resistência.

Os artigos são assinados por: Alessandra Miranda, Alfredo J. Gonçalves, Aline Miglioli, André Lima Sousa, Dirlene Marques, Fabio Luis Barbosa dos Santos, Helder Gomes, José Valdeci Santos Mendes, Luis Fernando Novoa Garzon, Magnólia Said, Marcos Arruda, Nilo Sergio Aragão, Polly Policarpo, Rosa Marques, Rosilene Wansetto, Secretaria Nacional do Grito dos Excluídos e Excluídas, Sandra Quintela e Virgínia Fontes.

A publicação é uma iniciativa da Rede Jubileu Sul Brasil em parceria com a 6ª Semana Social Brasileira e Grito dos Excluídos e Excluídas. O formato permite que os artigos possam ser usados como instrumento de formação em momentos coletivos como rodas de conversa, seminários ou encontros, além de também poderem ser lidos de forma espontânea, individualmente. Trata-se de um conteúdo valioso para movimentos populares, organizações sociais, educadores/as populares e estudantes.

O livro impresso será distribuído em diversas cidades do país. Como forma de contribuir para que este conteúdo alcance um número maior de pessoas, a Rede Jubileu Sul Brasil disponibilizou uma chave pix e incentiva a contribuição solidária de R$ 20,00 por exemplar, além de doações a partir de R$ 50,00 ou outros valores para que as equipes possam distribuir o livro a quem não tem como fazer uma contribuição solidária. A primeira tiragem foi de 1.000 exemplares.

Programação de lançamentos

Durante todo mês de novembro vários eventos vão marcar o lançamento da publicação em diversas cidades do Brasil. Acompanhe a programação atualizada nas redes sociais do Jubileu Sul Brasil, 6ª Semana Social Brasileira e Grito dos Excluídos e Excluídas. Todos os eventos de lançamento contarão com a presença de autores da obra.

Eventos agendados

12/11: Lançamento em Recife (PE)
Local: Centro de Convenções de Pernambuco – Auditório Brum
Av. Prof. Andrade Bezerra, s/n – Salgadinho – Olinda
Horário: 16h
Autores/as presentes: Alessandra Miranda

17/11: Lançamento online
Local: Facebook do Jubileu Sul Brasil e entidades parceiras
Horário: 19h
Autores/as presentes: Rosa Marques, Fábio Luis Barbosa, Aline Miglioli, Sandra Quintela, Alessandra Miranda, Ari Alberti, Rosilene Wansetto e outros.

18/11: Lançamento em Porto Velho (RO)
Local: Arquidiocese de Porto Velho
Av. Carlos Gomes, 964 – Centro, Porto Velho
Horário: 19h
Autor presente: Luis Fernando Novoa Garzon

22/11: Lançamento em Belo Horizonte (MG)
Local: Conselho Regional de Economia (Corecon-MG)
Rua Paraíba, 777 – Funcionarios – Belo Horizonte
Horário: 19h
Autores/as presentes: Dirlene Marques e Sandra Quintela

25/11: Lançamento no Rio de Janeiro (RJ)
Local: Armazém do Campo – Av. Mem de Sá, 135 – Centro
Horário: 19h
Autoras presentes: Sandra Quintela, Marcos Arruda e Virgínia Fontes


29/11: Lançamento em Itapipoca (CE)
Local: Auditório do Sindicato dos Trabalhadores Rurais e Agricultores Familiares de Itapipoca (STR)

Rua Dom Aureliano Matos, 625 – Centro – Itapipoca – CE
Horário: 18h
Autores/as presentes: André Lima, Magnólia Said e Nilo Sérgio

29/11: Lançamento em São Paulo (SP)
Local: Armazém do Campo – Alameda Eduardo Prado, 499 – Campos Elíseos
Horário: 19h
Autoras presentes: Alessandra Miranda, Aline Miglioli, Rosa Marques, Sandra Quintela

01/12 – Lançamento em Fortaleza (CE)
Local: a confirmar
Horário: 18h30

14/12 – Lançamento em Cariri (CE)
Local/horário: a confirmar

Em breve, a publicação no formato digital também ficará disponível na biblioteca da Rede Jubileu e das organizações parceiras.

Chave PIX para doações solidárias:
PIX: 08.623.318/0001-04 (CNPJ)
Banco do Brasil
Titular: Instituto Rede Jubileu Sul Brasil

Fuente: Jubileu Sul Brasil

Desde Indonesia al G20: “Los vehículos eléctricos son una falsa solución al cambio climático”

La reunión del G20 en Bali recibirá una declaración de la Alianza Sulawesi, un grupo de organizaciones ambientales y de derechos humanos que trabaja a nivel local, sobre la destructiva producción de níquel en Indonesia para la transición energética. Exigen a las potencias mundiales que dejen de invertir en el sector minero, concretamente de minería de níquel. El níquel es uno de los componentes presentes en las baterías eléctricas.

En el contexto de política de alto nivel del G20, un grupo de organizaciones indonesias ha llegado a Bali para dejar un mensaje muy claro: “Salvemos los bosques tropicales y el pueblo de Sulawesi: Detengan la financiación y la inversión en minas y fundiciones de níquel y las centrales eléctricas sucias que las apoyan en Indonesia. Los vehículos eléctricos son una falsa solución al cambio climático”. En su declaración, exponen claramente la situación que enfrenta su isla: deforestación, contaminación que empeora con las lluvias, malas cosechas de arroz, envenenamiento del agua, destrucción de los manglares, impactos diferenciados sobre las mujeres.

El G20 (1), es un foro multilateral que reúne varias veces al año a las principales economías para abordar inicialmente los principales desafíos geopolíticos y económicos y actualmente otras adversidades. Entre el 15 y 16 de Noviembre tendrá lugar en la emblemática isla de Bali, Indonesia (2). Lo normal es que la atención se pose en el emplazamiento escogido, y en los líderes desplazados hasta el lugar. Esta semana en Bali también la guerra de Rusia en Ucrania ocupará el centro de los debates. El presidente indonesio, Joko Widodo, pretende sin embargo que Bali se vea como un foro de diálogo en el que se tratarán muchos temas.

Uno de los puntos a tratar, será transformación digital y la transición energética, tema para en el que se persigue una cooperación entre las diferentes potencias mundiales y regionales, entre países más y menos desarrollados, entre socios y rivales y hasta con los enemigos. Tal es su importancia. La Alianza Sulawesi cree que en esta reunión del G20, el gobierno indonesio ofrecerá a los países desarrollados el níquel contenido en los bosques tropicales de Indonesia en una especie de subasta al mejor postor. De hecho, Elon Musk, como impulsor de la fabricación de coches eléctricos ha sido invitado y participa virtualmente (3) en las actividades del G20 donde utilizará su poder para intentar conseguir el níquel indonesio.

Con este trasfondo, la declaración de la Alianza Sulawesi es sumamente importante, al poner de manifiesto el grave impacto que ya está teniendo la minería de níquel para la transición energética. Destaca la importancia de preservar las selvas tropicales, el océano y la vida de las familias campesinas y de pescadores cuyos medios de vida dependen de la integridad de los mismos. Las políticas del gobierno indonesio a menudo no reflejan la voluntad del pueblo”, dice la Declaración.

“Las inversiones y la financiación de la industria del níquel en Indonesia refuerzan aún más el ritmo de destrucción de la selva tropical, contribuyendo a un cambio climático cada vez más grave”, afirma Amien Muhammad, de la Alianza Sulawesi.

“Las comunidades afectadas de todo el mundo tienen un mensaje que suena muy diferente a que la transición energética sea la salvación. El caso de Indonesia muestra que la explotación de las materias primas es tan intensiva que incluso los importantes bosques tropicales indonesios están en gran peligro. Esto no debe quedar oculto en los debates y planes que pretenden impulsar toda esta explotación masiva de metales en el mundo”, afirma Marianne Klute, directora de Salva la Selva en Alemania y experta en Indonesia.

Enlace a la DECLARACIÓN: https://bit.ly/3g5S956

Notas:

(1) El G20 surge en 1999 y está formado por Alemania, Arabia Saudí, Argentina, Australia, Brasil, Canadá, China, Corea del Sur, EE.UU., Francia, India, Indonesia, Italia, Japón, México, Rusia, Reino Unido, Sudáfrica, Turquía y la Unión Europea.

(2) La presidencia de Indonesia tiene lugar entre el 1 de diciembre de 2021 hasta finales de 2022

(3) Elon Musk en el G20 https://youtu.be/oTiGLiynwgs

 

Fuente: Radio Temblor Internacional

COP27, más de lo mismo

Una conferencia más sobre cambio climático que, por desgracia, tampoco conseguirá frenarlo

No es ser pesimista, pero con la que se va del 6 al 18 de noviembre en Sharm El Sheikh (Egipto) van ya 27 Conferencias de las Naciones Unidas sobre el Cambio Climático y seguimos sin verdaderos avances en la lucha contra esta crisis y todo lo que conlleva.

Tal vez alguien, dentro de muchos años, se rasgue las vestiduras ante un planeta muerto y lamente no haber hecho nada o no haberlo hecho mucho antes. Como en el final de aquella película (¿premonitoria?) “El planeta de los simios”, alguien, quizá un ser de otro planeta porque este será difícil que tenga supervivientes, se encontrará con los restos de lo que fue una civilización diversa y egoísta, inteligente y engreída, más preocupada por la rentabilidad económica que por la social y mucho más por el aquí y ahora que por el mañana que será hoy.

Han pasado treinta años desde la Cumbre de Río en 1992 y veinticinco desde el Protocolo de Kioto de 1997 y las constataciones de los riesgos del cambio climático han aumentado a la par que las inacciones para mitigarlos. Año tras año se siguen llenando documentos y compromisos de palabras vanas que se quedan en el papel y que no se ratifican y, por lo tanto, no se aplican o no todo lo urgente y seriamente que sería necesario.

Manifestación por el clima en Bogotá el 20/09/2019 (foto: Iñaki Chaves)

Hemos cuestionado hasta la saciedad si queremos “planeta o plástico” en un mundo en el que “se calcula que anualmente son casi nueve millones de toneladas de desechos plásticos los que llegan a los océanos”; hemos tenido una mujer árbol premio Nobel de la Paz que nos enseñó a trabajar “por juntar las diferencias de su tierra a partir de la plantación de vida en forma de árboles con su Green belt movement”; tenemos una Greta Thunberg que despertó conciencias con su desobediencia civil y su iniciativa Friday´s for future; contamos con una Amazonia que sigue perdiendo no solamente superficie sino el partido de las finanzas al recibir casi treinta y cinco veces menos inversión que la reconstrucción de la catedral de Notre Dame tras su incendio, y nos hemos movilizado infinidad de veces con acciones por el clima denunciando que “no hay planeta B” y que lo que necesitamos es “cambiar el sistema, no el clima”. Pero, tres años y una pandemia después de todo eso seguimos sin aprender y sin actuar como corresponde por parte de quienes tienen los poderes para hacerlo.

El tiempo se acaba. El futuro es incierto y cambiante en casi todos los aspectos de la vida, pero es seguro y agravado en lo que a cambio climático se refiere. Y ya, será el game over del planeta. Terminará la COP 2022 y seguiremos prometiendo lo que ni gobiernos, incapaces por la pérdida de soberanía y de su papel en el contrato social y, sobre todo, ni grandes corporaciones económicas e industriales van a afrontar y cumplir.

El año pasado en la COP de Glasgow se proponía “Juntos por el planeta”, este año el eslogan es “Trabajar en beneficio de las personas y el planeta”, pero la propia página de Naciones Unidas sobre la conferencia afirma que la 27ª cumbre “busca renovar la solidaridad entre los países para cumplir el histórico Acuerdo de París”. No se necesita “renovar” la solidaridad entre países, la mayoría insolidarios y más preocupados por sus propios intereses que por el planeta y la humanidad a la que dicen defender, lo que hace falta es acción. El Acuerdo de París cumple ya siete años y la vida del planeta Tierra sigue igual o peor, caminando directa y sin freno al precipicio.

Pintada esperanzadora (Univ. Surcolombiana, octubre 2018, foto: Iñaki Chaves)

Ojalá me equivoque y mi nieta y las generaciones venideras consigan vivir dignamente en un planeta menos enfermo, con una población más solidaria y con gobiernos menos enceguecidos y más comprometidos.

Por: Iñaki Cháves

Fuente: Pateras al Sur / pressenza.com

Ilustración: Zap

Fuente: Radio Temblor

Instituto Pacs e Coletivo Martha Trindade, em parceria com o Observatório dos Conflitos, lançam vídeo sobre Responsabilidade Social e o caso da Ternium Brasil em Santa Cruz

O Instituto Pacs e o Coletivo Martha Trindade, em parceria com o Observatório dos Conflitos Urbanos e Socioambientais do Extremo Sul do Brasil lançam o vídeo-animação “Responsabilidade Social: O caso da Ternium em Santa Cruz”.

O material é fruto de uma pesquisa produzida pelas organizações e traz o debate sobre o que as empresas chamam de Responsabilidade Social, com foco no caso de uma das maiores siderúrgicas da América Latina, a Ternium Brasil. A empresa fica localizada no bairro de Santa Cruz, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, e desde 2006, é responsável por uma série de violações de direitos socioambientais.

No campo da chamada “Responsabilidade Social”, a Ternium financia em Santa Cruz projetos de educação, esporte, lazer, assistência social e entre outros, mas a população segue sofrendo as consequências de sua produção, vivenciando, por exemplo, frequentes episódios de “chuva de prata” e o aumento de doenças respiratórias e de pele.

Os investimentos nesses projetos, em sua maioria, apenas fazem parte do cumprimento de obrigações de mitigação e compensação exigidas pelo poder público para o funcionamento da empresa. Apesar disso, são divulgados como se fossem feitos por benevolência, construindo a ideia de que os impactos negativos são inevitáveis, necessários e devem continuar.

Realizar um conjunto de ações pontuais como forma de compensar os anos de violações de direitos sociais e ambientais no território é Responsabilidade Social?

Fuente: PACS Instituto

Soberanía alimentaria: el camino a seguir

El 16 de octubre, Día Mundial de la Alimentación según la FAO (Organización de Naciones Unidas para la Alimentación y la Agricultura), fue marcado por más millones de gente con hambre, muchos más en pobreza, en medio de la crisis por el aumento de precios de los alimentos. Covid, guerras y cambio climático convergen de la peor manera para exacerbar la situación, que es aprovechada por las trasnacionales de los agronegocios y del comercio de alimentos para especular.

La Vía Campesina, el mayor movimiento global de organizaciones campesinas, llama al 16 de Octubre “Día internacional de acción por la soberanía alimentaria de los pueblos contra las trasnacionales”. Este año compartió su análisis de coyuntura y propuestas con la declaración  La soberanía alimentaria es la única solución y camino a seguir.

“La crisis alimentaria en este momento es inédita”, afirman, “porque se desarrolla en medio de un contexto global más difícil que el de las crisis alimentaria y de combustibles de 2008. La intensidad y frecuencia de los choques climáticos se han más que duplicado en comparación con la primera década de este siglo. En los últimos 10 años, alrededor de mil 700 millones de personas se vieron afectadas por desastres relacionados con el clima, de las cuales casi 90 por ciento se convirtió en refugiados climáticos. El hambre, la desnutrición y la pobreza son más difíciles de superar debido a las guerras, los conflictos y los desastres naturales en curso. Esto obstaculiza todos los aspectos de un sistema alimentario, desde la recolección, procesamiento y transporte de alimentos hasta su venta, disponibilidad y consumo”.

Sin embargo, anota La Vía Campesina, el problema no es de producción ni de abasto –se producen alimentos más que suficientes para toda la población mundial– sino de acceso a los alimentos, dificultado por una cadena alimentaria industrial controlada por trasnacionales. Las empresas controlan “macrodatos, tierras agrícolas, recursos oceánicos, semillas y agroquímicos, al tiempo que se apropian de 80 por ciento de los alimentos producidos por las y los agricultores familiares”.

A su vez, presionan para que haya cada vez menos controles de parte de gobiernos y de organizaciones internacionales. La Cumbre de Sistemas Alimentarios realizada en 2021, en gran parte promovida por las trasnacionales, tuvo como uno de sus objetivos debilitar los pocos mecanismos de gobernanza pública de los sistemas alimentarios.

Denuncian también la tendencia en todo el mundo a la reducción de espacios para la acción civil y el aumento de violaciones a los derechos humanos, la opresión y criminalización de personas y organizaciones que defienden la tierra. Hay más represión desde los estados, utilizando fuerzas militares y de seguridad, al tiempo que cae la legitimidad del sector público tanto por la cooptación corporativa como por una narrativa de desarrollo que asigna un papel de liderazgo a la inversión del sector privado.

No obstante, destacan que “en las últimas tres décadas ha habido un crecimiento de una red cada vez más robusta, diversificada y articulada de pequeñas y pequeños productores de alimentos, trabajadores y otros actores sociales perjudicados por el sistema alimentario globalizado liderado por corporaciones, que abogan por una transformación radical de los sistemas alimentarios y agrícolas basada en la soberanía alimentaria. Estos movimientos se han comprometido decididamente en la defensa y construcción de dispositivos de abastecimiento de alimentos ecológica y socialmente sostenibles y arraigados territorialmente, que tienden a denominarse ‘alternativos’, aunque son responsables de hasta 70 por ciento de los alimentos que se consumen en el mundo. Repensar las políticas agrícolas como una cuestión de seguridad económica y nacional debe ser una prioridad”.

Para ello proponen, entre otras medidas, el cese de la especulación alimentaria y la suspensión de la comercialización de alimentos en las bolsas de valores; la exclusión de la producción de alimentos de los acuerdos de libre comercio y de la Organización Mundial de Comercio; prohibir el uso de productos agrícolas para producir agrocombustibles o energía.

Exigen un cambio radical en las políticas alimentarias a nivel nacional e internacional, que incluya un nuevo marco global basado en la soberanía alimentaria, no en el comercio, “a fin de fortalecer la agricultura campesina local y nacional, para garantizar una base estable para una producción de alimentos relocalizada, el apoyo a mercados liderados por campesinas y campesinos locales y nacionales, y proporcionar un sistema de comercio internacional justo basado en la cooperación y la solidaridad”.

Abogan por “un cambio radical hacia la agroecología para producir alimentos saludables para el mundo. Debemos enfrentar el desafío de producir suficientes alimentos de calidad al tiempo que reactivamos la biodiversidad y reducimos drásticamente las emisiones de gases de efecto invernadero que causan el cambio climático”.

Efectivamente, para enfrentar el hambre, el cambio climático, la destrucción ambiental y social, las crisis de salud, la verdadera soberanía alimentaria desde y con las comunidades campesinas e indígenas es la única solución.

Por: Silvia Ribeiro es investigadora del Grupo ETC

Fuente: La Jornada

Tomado de: biodiversidadla.org

Fuente: Radio Temblor

¡Estamos con los periodistas haitianos!

Más de 120 periodistas y medios de comunicación de todo el mundo, entre ellos Atilio Borón, Vijay Prashad, Hermela Aregawi, Rania Khalek, Eugene Puryear y Carlos Aznarez, firmaron una carta para expresar su solidaridad con sus colegas haitianos y exigir justicia.

November 13, 2022 by Peoples Dispatch – Sólo este año, ocho periodistas han sido asesinados por la policía y los paramilitares en Haití, según datos de la Sociedad Interamericana de Prensa (SIP). Este aumento de la violencia contra los profesionales de la prensa en un momento de levantamiento masivo ha sido ampliamente condenado por la sociedad civil y las organizaciones de derechos humanos del país y a nivel internacional.

El Colectivo de Medios de Comunicación en Línea (CMEL) de Haití ha exigido al gobierno haitiano que tome medidas urgentes para proteger la vida de los periodistas y comunicadores, así como que inicie investigaciones serias sobre los asesinatos y ataques contra decenas de sus colegas. También organizaron una marcha y una vigilia el domingo 13 de noviembre para dar a conocer sus demandas.

Más de 120 periodistas y medios de comunicación de todo el mundo, entre ellos Atilio Borón, Vijay Prashad, Hermela Aregawi, Rania Khalek, Kwesi Pratt Jnr, Eugene Puryear y Carlos Aznarez, firmaron una carta para expresar su solidaridad con sus colegas haitianos y exigir justicia.

Vea a continuación la carta y los firmantes:

Nosotras y nosotros, un grupo de periodistas y medios progresistas de todo el mundo, condenamos los asesinatos y ataques contra los periodistas haitianos.

Durante los últimos cuatro años, el pueblo haitiano ha estado en las calles en una movilización casi permanente para exigir condiciones de vida dignas, el fin de la violencia y el fin de la injerencia extranjera en el país.

Estas valientes movilizaciones por la soberanía nacional y la democracia, así como las soluciones para salir de la crisis propuestas por el pueblo haitiano, han sido ignoradas por los principales medios de comunicación internacionales. Desde los países vecinos, estos medios se centran en denunciar el desorden, la violencia y la anarquía en el país, al tiempo que se niegan a cuestionar al gobierno de facto respaldado por Estados Unidos, que reprime, mata y silencia a toda la oposición y permite el crecimiento de las bandas armadas.

Los periodistas haitianos han estado en las calles enfrentándose a gases lacrimógenos, balas reales y violencia para contar estas historias vitales de lucha y resistencia para su pueblo y el mundo. Su heroico trabajo ha tenido un coste. Según la Sociedad Interamericana de Prensa (SIP), sólo en el último año, ocho periodistas han sido asesinados en Haití en las manos de la policía y paramilitares, mientras que decenas más han sido atacados, amenazados, criminalizados e intimidados.

El 5 de noviembre de 2022, Fritz Dorilas, copresentador de un programa de Radio Megastar «Le droit, la loi et la justice», fue asesinado cerca de su casa en el barrio de Tabarre, al noreste de Puerto Príncipe. Romelo Vilsaint, de Radio Télé Zenith, fue asesinado el 30 de octubre; Tess Garry, de Radio Lebon FM, fue asesinada el 24 de octubre; Frantzsen Charles, de FS NEWS, y Tayson Lartigue, de Tijèn Jounalis, fueron asesinados el 11 de septiembre; Maxihen Lazarre, de Rois des Infos, fue asesinado el 23 de febrero; Wilguens Louissaint, colaborador de varios medios digitales, y Amady John Wesley, de la emisora Écoute FM, fueron asesinados el 6 de enero de 2022.

Nos solidarizamos con el pueblo de Haití que sigue exigiendo soberanía, autodeterminación y democracia popular, y con los valientes periodistas que se juegan la vida para denunciar sus historias.

Periodistas/comunicadora/es:

Agustín Lecchi, Tv publica – SIPREBA – FATPREN, Argentina

Alberto López Girondo, Argentina

Alexander Medina, Radio Fe y Alegría Venezuela, Venezuela

Alexis González, Chile

Alfredo Ruiz, Agencia Colombia Informa, Colombia

Alina Duarte, Mexico

Ama Pratt, Pan African Television, Ghana

Amalia Molinari, Argentina

Ana Esther Ceceña, ALAI, Mexico

Ana Maria Araujo, UdelaR, Uruguay

Ana María Olivares Rivas, Consejo Metropolitano del Colegio de Periodistas de Chile, Chile

Andrés Figueroa Cornejo, Kaos en la Red / Liberacion.cl / En la Pirqa, Chile

Andrés Salazar, Freelance, Venezuela

Angélica Mendoza, Servicio Paz y Justicia – SERPAJ, Argentina

Anthony, United States

Atilio A Boron, Página/12, Argentina

Beatriz Figueroa, Argentina

Benjamín Torres Gotay, El Nuevo Día, Puerto Rico

Carla Maglio, Argentina

Carlos Aznárez, Resumen Latinoamericano, Argentina

Carlos Jesús Caldas Pozo, Peru

Carlos Valle, Confed. Jub. Argentina, Argentina

Carolina Graterol, La Tabla, United Kingdom

Ciro Brescia, Alba Informazione, Italia

Cristina Ostolaza, Argentina

Dayana López Villalobos, Argentina

Elina Malamud, Argentina

Elizabeth Alves Pérez, Venezuela

Elsa Bruzzone, CEMIDA, Argentina

Elsa Gil, Argentina

Elsa Sandro, Uruguay

Eugene Puryear, Breakthrough News, United States

Federico Amigo, Tiempo Argentino, Argentina

Gladys Jarazo, Argentina

Gonzalo Armua, ARG Medios/ALAI, Argentina

Guido González, Venezuela

Hector Vicente, Cx36 Radio Centenario Semanario La Juventud, Uruguay

Hermela Aregawi, EOANews.com, United States

Igor Carvalho, Brasil de Fato, Brasil

Iracara Chirinos, Venezuela

Irina Santesteban, Diario La Arena – Santa Rosa, Argentina

Ivan Bellot, Nativa, Bolivia

Jackson Jean, Telesur, Haití

Jennifer, Se Prendió, Argentina

Johanna Harman, United States

Jorge Capelán, Nicaragua

Jose Chavez, Reporteros Perú, Perú

José Cuevas, http://www.jabeando.com, Venezuela

Julián Pilatti, ARGmedios, Argentina

Julio Avella Garcia, Switzerland

Julio Cesar Freixo Lobo, ABI, Brasil

Kenia Useche, Canal Z TV Comunitaria, Venezuela

Kwesi Pratt Jnr, The Insight Newspaper, Ghana

Laura Candelas, Puerto Rico

Laura Lucero, VTV, Venezuela

Leila, Radio Gráfica, Argentina

Leonardo Herrmann, Federación Internacional De Escritoras Y Escritores Por La Libertad, Argentina

Lilliam Irizarry Echevarria, Puerto Rico

Lúcia Skromov, Brasil

Luciana, Barricada TV, Argentina

Luis Enrique Gavazut, Venezuela

Luis Lafferriere, Univ. Nac. de EntreRíos, Argentina

Luis Moreno, Periódico El Mundo De Lomas De Zamora, Argentina

Luis Nicolás González, Radio Caput, Argentina

Lusbi Portillo, Venezuela

Luz León, Argentina

Malvina Margarita Mendez, Argentina

Manuel Isidro Molina, La Verdad por Delante, Venezuela

Manuel Justo Gaggero, Ex Director del Diario “El Mundo”, Argentina

Manuel Ortiz Escámez, Península 360 Press, United States

Marcelo Fabián Ibarra, Barricada TV, Argentina

Marcelo Firpo Argentina, Suteba

Marco Teruggi, Argentina

María Eugenia Escalante, Venezuela

Maria Landi, Blog, Uruguay

María Teresa Figueroa, Argentina

María Torrellas, Resumen Latinoamericano, Argentina

Mariadela Villanueva, Venezuela

Mario Santucho, Revista Crisis, Argentina

Martin Varese, Peoples Dispatch, Nicaragua

Mercedes Romero, Uruguay

Miguel Solano, Prensaygente.com, United States

Miriam Palacios-Callender, Juntos x Cuba, United Kingdom

Midhun Puthupattu, Peoples Dispatch, India

Modaira Rubio Marcano, Venezuela

Modesto Emilio Guerrero, Adn.info, Argentina

Nicolás Centurión, Periferia, Uruguay

Nina de Almeida Fideles, Brasil de Fato, Brasil

Nish Pfister, United Kingdom

Nora Moyano, Argentina

Norberto Ganci, El Club De La Pluma, Argentina

Orlando Villalobos Finol, Pasión por el Discurso, Venezuela

Oscar Alcibiades, Argentina

Pablo A. de la Vega M., SPS, Ecuador

Pedro César Batista, Jornal Labareda, Brasil

Pedro César Batista, Labareda, Brasil

Pedro Estacio, Venezuela

Pedro Mallorca, Correo, Argentina

Penélope Moro, Radio Nacional, Argentina

Rania Khalek, Breakthrough News, United States

Raul Vargas, Bolivia

Reina Lara Lilo, Venezuela

Ricardo Balderas, Méxicoleaks, México

Roberto Martín Ramirez, Argentina

Rolando Alberto Andrade Stracuzzi, Clarín, Argentina

Romina R Silva, FM Reencuentro 102.9, Argentina

Ruben Cesar Suarez Ciria, Red Contacto Sur, Uruguay

Rubén Sacchi, Revista Lilith, Argentina

Sandra Chagas, Radio Caput, Argentina

Sergio Ortiz, Liberación, Argentina

Step, Kaos en la Red, France

Susana Moreira, Argentina

Teresa Acuna, England

Thais, Brazil

Tixa Cámera, Radio, Argentina

Úrsula Asta, Radio Gráfica, Argentina

Veronica Mora, Argentina

Vijay Prashad, India

Virginia King, Argentina

Vivian Neves Fernandes, Asamblea Internacional de los Pueblos, Brasil

Zoe Alexandra, Peoples Dispatch, United States

Medios:

Agencia Colombia Informa, Colombia

ARG Medios, Argentina

Adn Info, Argentina

Barricada TV, Argentina

Brasil de Fato, Brasil

Breakthrough News, United States

Canal Z TV Comunitaria, Venezuela

Coordinador Nacional Agrario CNA, Colombia

El Club de la Pluma, Argentina

Federación Internacional De Escritoras Y Escritores Por La Libertad

Labareda, Brasil

Liberación, Argentina

Nativa, Bolivia

Oxidarse o Resistir (Radio Fm), Argentina

Peoples Dispatch, International

Periferia, Uruguay

Perualliance APC, México

PT REVOLUTION TV, Portugal

Radio Fe y Alegría, Venezuela

Radio Lora, Argentina

Radio Temblor Internacional, Panamá

Raices Radio, Argentina

Revista Crisis, Argentina

Radio Lora, Argentina

TatuyTv, Venezuela

Tiempo Argentino, Argentina

Fuente: https://peoplesdispatch.org/2022/11/13/we-stand-with-haitian-journalists/

Traducción Diálogo 2000

 

Fuente: Haiti no MINUSTAH