DENUNCIA PÚBLICA | Minería en río Punino contamina comunas Kichwas y amenaza suministro de agua potable en el cantón Francisco de Orellana, provincia de Orellana.

La comuna kichwas de Orellana y la ciudad de Francisco de Orellana, han sufrido los efectos de la contaminación sistemática de sus principales ríos.  Por el derrame de petróleo de 7 de abril de 2020, que contaminó nuevamente el río Coca, el Municipio de Francisco de Orellana que captaba el agua de dicho río para potabilizarla y abastecer a la ciudad de Francisco de Orellana, pasó a captar el agua del río Payamino. En estos momentos, la actividad minera en los afluentes del río Payamino, los ríos Punino y Paushiyacu, y el uso de mercurio, son una amenaza gravísima a la salud de la población de la ciudad y de las comunas indígenas.

La minería es una de las grandes amenazas que tienen los territorios amazónicos. Los impactos que genera en los territorios indígenas y en las fuentes de agua, repercuten directamente en la salud y en la vida de las y los  pobladores y en los derechos de la naturaleza. La minería ilegal lleva varios años operando en total impunidad y sin control alguno.  Asimismo, concesiones mineras se han entregado o están en trámite en territorios indígenas sin consulta y por lo tanto, sin cumplir lo que establece la Constitución, instrumentos internacionales de derechos humanos y la propia Corte Constitucional. 

ANÁLISE DE CONJUNTURA – Não baixar a guarda, nem se iludir: a reconstrução do Brasil exige luta e mobilização

Depois de uma campanha tensa e intensa, a vitória progressista mudou o clima político e acendeu um Brasil com muitas expectativas, com uma pressão positiva com a qual o novo governo tem que lidar. Ainda que a vitória represente mais um rechaço, um “não Bolsonaro” e ao bolsonarismo do que a convicção na frente ampla que apoiou o presidente Lula, o momento de saída desse governo autoritário nos traz um dinamismo e a perspectiva de novas mobilizações das forças populares progressistas, sobretudo mulheres, juventudes negras, LGBTQIA+, cultura e meio ambiente. 

Observamos com atenção os discursos do Presidente eleito, a disputa mercado x investimento social. Por que manter por décadas um teto de gastos que tira do Estado seu papel na garantia de políticas públicas fundamentais ao povo?  Há tempos nos somamos pela derrubada do teto, porque é uma medida fundamental no combate à fome e garantia das políticas de saúde, educação, assistência social, moradia, dentre outras que sofreram desmonte (como a violência às mulheres, que triplicou no período, mas o orçamento 2023 não tem recursos para políticas de enfrentamento).

Por isso, não baixar a guarda é a palavra de ordem. Porque um mal maior foi barrado, porém, não vamos nos iludir: precisamos de uma frente ampla do lado de cá porque a luta continua para reconstruir o país, buscando garantir os direitos dos que estão no andar de baixo. Junto com a derrubada imediata do teto de gastos públicos, precisamos de um “revogaço”, um plebiscito ou um referendo revogatório contra o conjunto de retrocessos e desmontes dos últimos quatro anos, num caminho de debate nas comunidades que é pedagógico e formativo, para além dos resultados. 

Não à financeirização da natureza

No cenário internacional, esse momento de reconfiguração do capitalismo mundial, com mudanças de plataformas e nova geração tecnológica, vem com a ultra exploração de trabalhadores (sobretudo dos muitos jovens, recebendo o mínimo do mínimo). Ao mesmo tempo, as mudanças climáticas e a questão ambiental no centro da pauta, tendo a Amazônia como uma grande moeda de troca, como observamos na Conferência do Clima, a COP 27, recém-concluída no Egito.

Temos acordo total quando o Presidente Lula afirma que a luta contra o aquecimento global não pode estar separada do combate à pobreza e por um mundo mais justo, menos desigual. Porém, nos preocupamos quanto ao avanço da financeirização, coloca a Amazônia e a natureza do Sul global como recursos a serem usados com “responsabilidade” e “sustentabilidade”, ignorando os impactos sobre os corpos e territórios.

Nos preocupa também a instalação de eólicas offshore sobre o mar do Nordeste ou hidrogênio “verde” em florestas do Sul, devastando comunidades indígenas e de pescadores para exportar energia.  Por que não fortalecer as empresas estatais de geração e a pequena produção de energia, em vez de grandes multinacionais ultra concentradas num setor tão estratégico?

O que defendemos é uma transição energética justa e inclusiva, não as falsas soluções da “economia verde” para essa e outras questões, nem margem para privatizações como a ocorrida com a Eletrobrás, que poderia ser um exemplo de referendo revogatório para recuperar esse patrimônio do povo, estratégico para o país.

Unidade e soma de forças

Continuaremos pautando nossas bandeiras nas áreas sociais e econômicas, defendendo um projeto popular no qual possamos incidir, propor caminhos, soluções e alternativas que não sejam nem a cartilha do “mercado” nem a repetição de governos anteriores.

Em sintonia com os movimentos populares, temos o desafio de pensar e pautar um projeto popular e sermos propositivos, sem os riscos de ficarmos novamente reféns de pautas que vêm de cima para baixo, nem entrando de novo no engano de “não poder fazer crítica porque há um governo em disputa”.

Localmente fica mais um desafio e o mesmo alerta de não baixarmos a guarda: é preciso “des-bolsonarizar” os rincões do Brasil, atuar de forma mais intensiva nesses bolsões com uma política organizada porque o nazismo e o fascismo podem ficar e trazer retrocessos de novo daqui a quatro anos; dialogar sobre os fanatismos religiosos, que afetam sobretudo as mulheres; seguir traduzindo a questão das dívidas sociais e financeiras para popularizar o debate sobre os impactos e consequências desse sistema no cotidiano.

O momento é de unidade, de nos somarmos para ampliar forças nas pautas comuns porque com pressão popular a Câmara federal funciona a nosso favor. Daí a importância de um processo pedagógico como o “revogaço”, de reforçar a formação nas bases para poder politizar, estar perto do povo e não cair nos mesmos erros de antes.

Sim, são muitos os desafios, e por isso seguimos no esperançar. Mais do que nunca apostamos no verbo esperançar que Paulo Freire nos indica: “Esperançar é se levantar (…), é ir atrás, é construir, é não desistir! Esperançar é levar adiante, esperançar é juntar-se com outros para fazer de outro modo…”, com foco na formação territorial, na soma de forças rumo a um projeto que inclua as reivindicações e necessidades da população que cada dia sofre mais os impactos da financeirização da vida e do meio ambiente.

Pelo #Brasildaesperança façamos de outro modo, façamos melhor pelos povos e pela natureza, construindo juntas, juntos, juntes, sem desistir nem baixar a guarda!

Não devemos, não pagamos!
Somos os povos, os credores!

Rede Jubileu Sul Brasil, 17 de novembro de 2022

 

Fuente: Rede Jubileu Sul Brasil

Garífunas denuncian racismo y odio de operadores de la justicia y terratenientes que buscan su despojo

Foto: Reportarsinmiedo.org

Tras el desalojo violento de la comunidad garífuna de Punta Gorda, la dirigencia de la Organización Fraternal Negar de Honduras, Ofraneh, analiza que el pueblo negro de Honduras no sólo es objeto de racismo si no que hay un odio criminal en su contra.

El odio se puede ver en la forma como operan los administradores de la justicia así como los empresarios de proyectos extractivos. Hay un alto racismo y odio en contra de la comunidad de Punta Gorda dijo en Radio Progreso la coordinadora de Ofraneh, Miriam Miranda.

Miranda señaló que los luchadores del territorio ancestral que fueron detenidos y luego puestos en libertad condicional: Melissa Martínez, Dorotea Arzú, Richard Armando Martínez, Abot Efrahin Sánchez, Keyden Tishany González y Augusto Moisés Dolmo, son objeto de una campaña de odio criminal.

 

Fuente: Radio Progreso

«Haití vive una insurrección popular que dice ya basta»

HENRY BOISLORIN DEL CDH

Haití atraviesa por un momento político y social bastante complejo que pueda resolverse con una intervención militar

Boislorin expone la situación en Haití en el acto del Pit Cnt

Por Ricardo Pose

Henry Boislorin integra el Comité Democrático Haitiano (Argentina) y, aprovechando su recorrida por Uruguay, lo entrevistamos para tener de primera mano la situación que se vive en Haití, tan distinta a la imagen dada por las grandes cadenas internacionales de noticias.

Boislorin viene a Uruguay con dos objetivos precisos: dar a conocer los motivos de la lucha del pueblo haitiano contra una situación que no se sostiene más, incluido para sus clases dominantes, denunciar las políticas neocoloniales impulsadas por Estados Unidos, y solicitar al parlamento nacional que no envíe tropas militares al servicio de la ONU.

El primer y segundo objetivo viene contando con la adhesión de amplios sectores sociales y políticos uruguayos que incluso permitió que Boislorin hiciera uso de la palabra en el acto organizado por el Pit Cnt, y que no desconocen los intereses geopolíticos que la Casa Blanca tiene en esa zona del Caribe.

El no envío de tropas parece ser el que demande mayor esfuerzo dada la actual correlación de fuerzas en el gobierno y en el parlamento, y que incluso, bajo las administraciones frenteamplistas costó caro a la bancada de izquierda.

La discusión de que Uruguay forme parte de las Minustah (Misiones de Paz de la ONU en Haití) al Frente Amplio le costó la renuncia de dos de sus diputados, el socialista Guillermo Chifflet y el entonces emepepista Esteban Pérez, y en el Senado, si bien no renunció, el entonces senador comunista Eduardo Lorier a la hora de votar dejó una rosa roja en su banca como expresión de rechazo al envío de tropas.

¿Cuál es la situación por estas horas que se vive en Haití?

Agradecer primero al comité de solidaridad con Haití que gracias al esfuerzo de ellos es posible mi presencia explicando lo que pasa en mi país, en mi pueblo. Apelamos a la solidaridad del pueblo uruguayo para que Uruguay no vuelva a enviar tropas en caso de una invasión militar. Lo estamos pidiendo en Uruguay, pero también en Argentina y en Brasil y en la región, es lo fundamental.

La gran prensa presenta que en Haití hay un gran caos general que es cierto, pero no dicen cuáles son los puntos de partida, el origen del caos, que para nosotros está en la descomposición de un sistema neocolonial y a una insurrección popular que reclama un cambio radical de las condiciones, donde los de abajo expresan que no quieren seguir viviendo como antes y los de arriba no pueden dirigir como antes, ese es el punto fundamental.

La insurrección popular reivindica el derecho a nuestra soberanía y nuestro derecho a la autodeterminación, que se puede traducir en una segunda y definitiva independencia.

Las grandes cadenas internacionales justifican la intervención militar extranjera por la actuación de pandillas criminales descontroladas en el país.

Hay pandillas criminales que justamente son funcionales al sistema neocolonial impuesto tratando de romper la espina dorsal del movimiento popular, por eso realizan masacres en barrios populares, expulsan a la gente quemando sus casas, el secuestro se ha convertido en una de las industrias más prósperas en Haití, pero son pandillas ligadas a algunos empresarios, funcionarios del Estado y encima de todo eso está Estados Unidos porque el uso de armas sofisticadas por parte de la pandillas (que son pobres y no tienen cómo financiar esas armas) demuestra que hay tráfico de armas y municiones que vienen de los aeropuertos y puertos de Estados Unidos.

En Haití siempre el poder se mantuvo de forma violenta desde la época de los Duvalier con la pandilla criminal de los Tontón Macoute.

Durante la intervención militar de la Minustah empezaron a florecer pandillas sobre otras bases y otros roles; el fundamental elemento de amedrentación del pueblo lo vemos claro cuando la señora Helen Lalin (estadounidense), que es la que está al frente de la oficina regional de la ONU en Haití, expresó que la unificación de nueve bandas armadas era una cosa positiva para tener un solo interlocutor.

Luego los embajadores de Estados Unidos, Canadá, Brasil, Francia, España y Alemania y organismos internacionales son los que mandan en Haití; el primer ministro de facto Jean-Michel Lapin fue nombrado por el anterior ministro asesinado Jovenel Moise por Twitter.

Hay más de 70% de la población activa sin trabajo, una hambruna severa que afecta a más de 5 millones de personas en una población de 12 millones, el 90% de las escuelas son privadas y hay millones de niños que no pueden concurrir a las escuelas, un país paralizado en varias actividades, es una situación explosiva.

Es la descomposición de un sistema neocolonial de un país construido en los intereses de los norteamericanos y no del pueblo haitiano, y es ese sistema que una vez más, como en tantas otras crisis, se busca mantener en base a la violencia, a dictaduras, a intervenciones militares extrajeras que se vienen dando desde 1993; Haití desde esa fecha ha conocido 10 invasiones de la ONU en misiones de paz que solamente han agravado los problemas.

¿Cuál es la situación de las organizaciones populares y de izquierda?

Hay un gran esfuerzo por seguir evitando el aislamiento de la lucha del pueblo haitiano, que es nuestra misión en el exterior. Después del asesinato de Moise no había condiciones legales para su sucesión, ya que había ministros que habían renunciado, se había decretado hacía un año la caducidad del parlamento, se gobernaba por decreto y ni siquiera había llamado a elecciones de intendencias.

Las fuerzas de izquierda, sindicatos rurales y otras organizaciones estuvieron recogiendo los problemas de la gente y han armado un acuerdo político que se denomina Montana y que nuclea a más de mil organizaciones campesinas, feministas, barriales, sindicales partidos de izquierda, personalidades que convocan a movilizaciones y es el de mayor peso político y ha realizado elecciones internas para proponer al país un primer ministro y un programa de gobierno.

Algunos de los puntos son llevar adelante juicios contra criminales de las matanzas, los crímenes financieros, convocar a una conferencia nacional donde participen grupos religiosos, estudiantiles y de toda la sociedad para elaborar un proyecto, formar un nuevo proyecto electoral y convocar a elecciones en dos años.

Programa que conlleva como contrapartida la no intervención militar extranjera.

Ah, claro, evidentemente. Si hablamos de una solución de ruptura, es ruptura con el régimen del neocolonialismo, pero los norteamericanos ya se pusieron en contra del acuerdo Montana y en este momento se pusieron en campaña de cooptar algunos dirigentes pertenecientes al ala más reformista y socialdemócrata de este movimiento y buscar una implosión dentro del mismo.

Claramente ante el embate popular lo que ellos buscan es utilizar la amenaza de una nueva ocupación militar, mientras mantienen al primer ministro de facto, la creación de un consejo presidencial y un llamado a elecciones, que van a ser boicoteadas desde ya.

¿Cuál es el interés de Estados Unidos en una nación empobrecida?

Importante pregunta. Primero la posición geopolítica; Haití es el país mas próximo a Cuba, 77 kilómetros nos separan del canal de los vientos, compartimos la misma isla con República Dominicana, donde hay mas 800.000 haitianos viviendo, estamos a escasos minutos de vuelo de Jamaica y Puerto Rico, y el Caribe es una de las fronteras de Estados Unidos, y a través de este mar circulan flujos de mercancía para ellos. Todo cambio político en Haití impactará forzosamente en el Caribe y en particular en República Dominicana.

Hay una importancia económica, en el norte del país existe una importante mina de oro que es explotada por una compañía norteamericana, cuyo presidente es el hermano de Hillary Clinton.

El asesinado presidente Jovenel Moise entregó importantes extensiones de tierras a un empresario haitiano para producir Stevia para Coca-Cola. Somos el primer país de producción de pelotas de béisbol, aunque no es nuestro deporte nacional y por sobre todas las cosas, un país de mano de obra superbarata; en la polarización de países centrales y países periféricos, nosotros somos un país periférico de los periféricos, que es lo que explica por qué países periféricos como Brasil, Argentina, Uruguay, enviaron tropas a la intervención militar.

Uruguay proporcionó efectivos militares para la Minustah entre 2004 y 2017. Cascos azules uruguayos que participaron en esa misión son parte de los militares extranjeros acusados de violar, explotar sexualmente y dejar embarazadas a mujeres y niñas en Haití. Hay 265 casos de niños concebidos por los cascos azules de la ONU, en una “mezcla preocupante de coerción y abuso que dejó a niñas de tan solo 11 años para criar a sus hijos en condiciones de pobreza extrema”, dice una investigación publicada en diciembre pasado en los medios The Conversation y The Washington Post. De los 265 casos de embarazos, 74 serían responsabilidad de efectivos uruguayos –repatriados, aunque se sabía que iban a ser padres-. En el país sudamericano también recuerdan un video que se viralizó en 2011, que mostraba cómo tres efectivos se burlaban de un joven haitiano mientras lo retenían con los pantalones bajos y lo filmaban. La Justicia uruguaya condenó a los militares sin prisión por el delito de violencia privada.

https://www.carasycaretas.com.uy/entrevistas/haiti-vive-una-insurreccion-popular-que-dice-ya-basta-n57352

Fuente: Haiti no MINUSTAH

Una COP perdida y dañada: la 27ª Conferencia de la ONU sobre el Cambio Climático

Tras dos semanas de deliberaciones, este viernes concluyó en la ciudad egipcia de Sharm el-Sheikh la Conferencia de las Naciones Unidas sobre el Cambio Climático 2022. Esta cumbre —conocida como COP27 por ser la 27.a Conferencia de las Partes de la Convención de las Naciones Unidas sobre el Cambio Climático— es un tratado en constante evolución que nunca se ha llegado a negociar completamente y que, se espera, garantizará algún día que todos los países reduzcan rápidamente las emisiones de gases de efecto invernadero para prevenir un cambio climático de consecuencias catastróficas. Se calcula que unas 30.000 personas de todo el mundo han acudido a este exclusivo balneario a orillas del mar Rojo, situado en el extremo sur de la península del Sinaí. El país anfitrión de la cumbre es Egipto, cuyo Gobierno es una dictadura a la que Estados Unidos aporta miles de millones de dólares anuales en ayuda militar. La conferencia de este año ha sido denominada como “la COP de África”, para resaltar la grave situación que vive ese continente, una de las regiones más pobres del mundo, que ya está sufriendo los terribles impactos de la crisis climática.

Nnimmo Bassey, un renombrado ambientalista nigeriano, expresó en una entrevista con Democracy Now!: “Esta no es una COP africana. África no está aquí. Las personas pobres que están sufriendo inundaciones, sequías y todo tipo de situaciones adversas no están aquí. No pueden pagar el costo que implica llegar hasta aquí y les sería difícil obtener una acreditación. No pueden pagar un alojamiento en esta ciudad que es principalmente para turistas. Esta es una COP totalmente exclusiva. Las otras COP eran también exclusivas, pero esta es súper exclusiva. Hemos permanecido aislados en una península, desconectados incluso del país en el que se supone que estamos”. Nnimmo Bassey calificó el propio proceso de la ONU para combatir la crisis climática como un proceso “perdido y dañado”.

Mientras que Bassey asiste desde hace muchos años a las cumbres sobre cambio climático de la ONU, los miembros del creciente movimiento juvenil global contra el cambio climático recién han comenzado a concurrir a estas conferencias. Ese es el caso de Vanessa Nakate, la activista que lideró la primera huelga por el clima en Uganda. El movimiento de huelgas estudiantiles por el clima Fridays for Future (Viernes por el Futuro) surgió de una protesta que la adolescente Greta Thunberg realizó en solitario frente al Parlamento sueco en agosto de 2018 y se convirtió en un movimiento global en el que actualmente participan más de 14 millones de jóvenes. Los estudiantes se toman un día libre en sus escuelas para hacer huelga, generalmente los viernes, y exigir que las personas mayores que ocupan cargos de poder tomen medidas urgentes para abordar la emergencia climática.

En diciembre de 2019, en la COP25 que se celebró en Madrid, España, Vanessa Nakate describió cómo fueron sus primeros tiempos como activista ambiental en la capital de Uganda, Kampala, cuando decidió sumarse a las huelgas estudiantiles por el clima: “A la gente le parecía extraño que yo estuviera [protestando] en la calle. Algunas personas me hacían comentarios negativos, me decían que estaba perdiendo el tiempo y que el Gobierno no iba a escuchar ninguno de mis reclamos. Pero seguí adelante”.

Un mes después, en el Foro Económico Mundial de Davos que se desarrolló en Suiza, Vanessa fue fotografiada junto a Greta Thunberg y otras jóvenes activistas. La versión de la foto que la agencia de noticias Associated Press publicó y distribuyó a la prensa solo incluyó a las cuatro adolescentes blancas del grupo, dejando afuera de la imagen a Vanessa. La agencia se disculpó y publicó luego la foto original.

Nakate habla de ese incidente en su libro “A Bigger Picture: My Fight to Bring a New African Voice to the Climate Crisis” (Una perspectiva más amplia: mi lucha por hacer oír una nueva voz africana frente a la crisis climática): “Ser recortada de esa foto me cambió. Me volví más audaz y directa en la forma en la que hablo sobre la crisis climática y el racismo”.

En esta COP27, Vanessa habló con Democracy Now!: “Hay más de 600 lobistas de la industria de los combustibles fósiles en esta COP y, sin embargo, muchas comunidades y muchos activistas que están en la primera línea de la batalla contra la crisis climática no pudieron venir hasta aquí. […] Muchas comunidades no tienen la posibilidad de “adaptarse” a la crisis climática. No puedes adaptarte al hambre. No puedes adaptarte a la extinción”.

Vanessa continuó: “En mi opinión, esta cumbre realmente se convertiría en una COP africana si en ella se garantiza el establecimiento de un Fondo de Financiamiento de Pérdidas y Daños, se apoya una transición justa hacia las energías renovables y se aborda la pobreza energética que sufre el continente africano”.

La expresión “pérdidas y daños” denota los impactos climáticos devastadores que millones de personas ya están experimentando en los países pobres más afectados por la emergencia climática, que justamente son aquellos que menos han contribuido al aumento de la temperatura global. Estos países en vías de desarrollo exigen que los países ricos, que son los principales contaminadores en términos históricos, cumplan con el compromiso que asumieron en el Acuerdo de París de 2015, o COP21, de aportar 100.000 millones de dólares al año a un fondo destinado a “la mitigación y la adaptación”. El término “mitigación” refiere a las inversiones para proyectos destinados a reducir las emisiones, como la construcción de plantas de energía renovable. Por su parte, la “adaptación” implica la construcción de infraestructuras y capacidades para contrarrestar los impactos del cambio climático, por ejemplo, la edificación de diques para hacer frente a la subida del nivel del mar.

Hasta la fecha, los países más ricos del mundo se han negado a pagar por “pérdidas y daños”. Es decir, se han negado a admitir que han contaminado gravemente la atmósfera con dióxido de carbono, metano y otros gases de efecto invernadero —desde el comienzo de la Revolución Industrial, en el caso de Estados Unidos y de la mayor parte de los países de Europa— y que, por lo tanto, deben pagar reparaciones por los impactos climáticos que han generado.

Sin embargo, quienes vienen luchando por una transición climática justa no pierden la esperanza. Cientos de personas asistieron a la Sesión Plenaria de los Pueblos cuando la COP27 se acercaba a su fin. Asad Rehman, portavoz principal de la coalición Climate Justice Coalition, habló en el plenario sobre los arraigados intereses de la industria de los combustibles fósiles y sintetizó en una frase su consideración sobre las luchas que se avecinan:

“La palabra a la que ellos más temen es ‘solidaridad’”.

Por:  Amy Goodman. Traducción al español de la columna original en inglés. Edición: Democracy Now! en español, spanish@democracynow.org

Ilustración: Osama Hajjaj

 

Fuente: Radio Temblor

APC-Haití condena las violencias y las represiones sistemáticas contra los/as migrantes haitianos/as en República Dominicana

ASAMBLEA DE LOS PUEBLOS DEL CARIBE – CAPÍTULO HAITÍ

Puerto Príncipe, 17 de noviembre de 2022

Nota de condena APC-Haití

APC-Haití condena las violencias y las represiones sistemáticas contra los/as migrantes haitianos/as en República Dominicana

Las organizaciones miembros de la Asamblea de los Pueblos del Caribe Capítulo-Haití (APC-Haití), condenamos en los términos más enérgicos el trato inhumano impuesto a los migrantes haitianos en República Dominicana durante el proceso de su expulsión. APC-Haití observa con indignación y asombro la violencia ejercida por militares dominicanos contra los migrantes haitianos y hace un llamado al gobierno dominicano a tratar con dignidad a los haitianos y dominicanos de ascendencia haitiana con respeto a los derechos humanos y a suspender las expulsiones masivas, dada la crisis multidimensional que azota a Haití desde hace algún tiempo. El Gobierno dominicano debe respetar los convenios internacionales y obedecer los principios de respeto a los derechos humanos proclamados en su Constitución.

APC-Haití protesta contra todas las formas de violencias perpetradas contra haitianos y dominicanos de origen haitiano que rememoran tiempos oscuros del pasado en la época de la dictadura de Trujillo que causó innumerables sufrimientos a los dos Pueblos de nuestra isla. Expresamos nuestra más profunda preocupación por las malas acciones del régimen de Luis Abinader frente a los migrantes haitianos que corren el riesgo de desarrollar prácticas neofascistas heredadas de la sangrienta dictadura que la República Dominicana había depuesto en su territorio desde principios de los años sesenta. Dichos mecanismos no respetan la dinámica de construcción de buena vecindad, convivencia y relaciones armoniosas entre Haití y República Dominicana. Estos valores son defendidos por los sectores progresistas de ambos lados de la frontera y asumidos históricamente por nuestros dos pueblos empeñados en establecer una convivencia fraterna en una lógica de respetuosa complementariedad.

En este sentido, APC-Haití le recuerda al gobierno dominicano que no tiene derecho a alimentar la violencia contra personas cuyo único pecado es vivir en una situación de “irregularidad” en territorio dominicano. Queremos recordar que cualquier migrante, a pesar de su situación irregular en un territorio de acogida, debe gozar de la protección de sus derechos fundamentales que deben ser respetados. Queremos recordarle al régimen del presidente Luis Abinader que el racismo, la discriminación, la xenofobia y el antihaitianismo sistémico y político nunca podrán resolver la crisis migratoria. Por ello, APC-Haití insta al gobierno dominicano a emprender el camino del diálogo constructivo inspirado en la solidaridad histórica entre los dos países, para reflexionar sobre soluciones racionales y responsables al fenómeno migratorio.

APC-Haití denuncia el villano, discriminatorio e injusto decreto 668-22 emitido por el presidente Luis Abinader el 11 de noviembre de 2022 que, en su espíritu y en su letra, puede reforzar la “persecución” y las prácticas violentas de segregación contra una categoría social estigmatizada: Migrantes haitianos y dominicanos de ascendencia haitiana.

Observamos con preocupación esta escalada emprendida por las fuerzas políticas conservadoras en República Dominicana para mostrar el más alto nivel de odio hacia los haitianos. Nos preguntamos también si este resurgimiento de actos antihaitianos en un momento en que nuestro país vive una situación particularmente dolorosa, no se encuadra en una estrategia encaminada a acelerar una intervención de fuerzas militares extranjeras tan anhelada por ciertos sectores políticos de la región y claramente rechazada casi por unanimidad de la gran mayoría de los sectores sociales y políticos haitianos.

APC-Haití alienta a las organizaciones nacionales, regionales e internacionales a denunciar las prácticas xenófobas del Gobierno dominicano. Tales prácticas alimentan un clima de violencia, feroz represión y crueldad contra un grupo de personas sobre la base del racismo y la discriminación, ideales construidos históricamente contra los haitianos en República Dominicana por sectores ultranacionalistas. El clima actual parece presagiar una masacre que recuerda los horrores de 1937. APC-Haití se siente revuelta ante las persecuciones orquestadas por el Gobierno dominicano contra seres humanos en busca de mejores condiciones de vida que continúan sufriendo los horrores del sistema de sobreexplotación de los trabajadores establecidos en nuestros 2 países. La migración de trabajadores de Haití a República Dominicana es parte de la brutal continuidad de la división regional del trabajo impuesta por el imperialismo estadounidense desde principios del siglo XX y que ha producido una dinámica de desarrollo desigual generando considerables plusvalías cosechadas por las empresas capitalistas del Caribe insular.

APC-Haití condena y denuncia el silencio del gobierno haitiano ante la tragedia que viven los ciudadanos haitianos en República Dominicana.  Esta actitud irresponsable lleva el signo de la falta de interés del gobierno de facto e ilegítimo en tomar en consideración la suerte de los haitianos residentes en el exterior. La indiferencia y el silencio cómplice de este impopular e ilegal gobierno frente a los abusos que sufren los migrantes haitianos en República Dominicana, reflejan la misma actitud despreocupada respecto a la satisfacción de las condiciones materiales de subsistencia y las necesidades básicas de la gente de nuestro país.  El gobierno haitiano debe tomar medidas urgentes para demostrar su desaprobación de las violaciones perpetradas por funcionarios del Estado dominicano y poner en marcha mecanismos para la recepción y reintegración de ciudadanos/as haitianos/as en su país.

APC-Haití lanza un grito de alarma a todas las organizaciones del Caribe, a los Gobiernos de la región y a los organismos multilaterales como CARICOM y la AEC para que condenen de manera inequívoca los abusos del Gobierno dominicano y hagan todo lo posible por frenar lo que parece prefigurar la repetición de la masacre de 1937.

Los migrantes haitianos son seres humanos que merecen protección y debemos organizar todas las condiciones para preservar su dignidad.

¡Abajo el racismo, la xenofobia, la discriminación y la segregación en todas sus formas!

¡No a la repetición de los horrores de 1937!

¡Viva la amistad y la solidaridad entre el Pueblo haitiano y el Pueblo dominicano!

¡La paz y la fraternidad deben reinar como amo y señor sobre nuestra isla que todavía sufre del neocolonialismo, de la dominación y del saqueo orquestado por las fuerzas imperialistas y sus aliados!

Las organizaciones miembros de la APC – Haití firmantes de la nota son:

ANTÈN OUVRIYE

CE-JILAP

CERREMEN

CNOHA

GARR

KAYLA

KJM

KRD

MOLEGHAF

MPNKP

MPP

PAPDA

POHDH

SAJ VEYE YO

SANTPON Ayiti

SÈK GRAMSCI

SOFA

TK

Para autenticación

Camille Chalmers

Director Ejecutivo de PAPDA

Texto recibido de sus autores.