Petición online por la Justicia para Berta / Online petition for Justice for Berta

(English below) Este 2 de marzo se cumplieron cinco años del asesinato de nuestra compañera Berta Cáceres, y a cinco años del crimen, quienes ordenaron y decidieron el asesinato de Berta, siguen evadiendo la justicia.

Invitamos a las organizaciones de base, comunitarias, regionales, feministas, indígenas, decoloniales, en defensa de derechos humanos y derechos de los pueblos a sumarse a la nuestra petición de exigencia de castigo a todos los responsables del crimen contra Berta.

Que el Estado de Honduras escuche las voces del pueblo organizado en Honduras y al rededor del mundo exigiendo justicia para Berta.

Firma aquí:  Petición Copinh

#JusticiaParaBerta


This March 2 marked five years since the assassination of our compañera Berta Cáceres, and five years after the crime, those who ordered and decided Berta’s murder continue to evade justice.

We invite all grassroots, community, regional, feminist, indigenous, decolonial organizations in defense of human rights and peoples’ rights to join our petition demanding punishment for all those responsible for the crime against Berta.

That the State of Honduras listen to the voices of the organized people in Honduras and around the world demanding justice for Berta.

Sign here: Petition Copinh

La Deuda es con los Pueblos y la Naturaleza, no con el FMI

Se inició esta semana el año político, año además electoral, con grandes acontecimientos como los anuncios presidenciales en torno a la deuda y la movilización del pueblo de Chubut para impedir la megaminería en defensa del agua y sus vidas.

“La investigación criminal del acuerdo ruinoso con el FMI es una decisión histórica y junto a toda la Autoconvocatoria por la Suspensión del Pago e Investigación de la Deuda, llamamos en consecuencia a suspender todo pago y negociación mientras se investiga el fraude, para que tenga un impacto real en la vida de nuestro pueblo”, señaló Adolfo Pérez Esquivel. 

“Desde comienzo de la pandemia, hemos pagado al FMI con menos salud y más hambre, 1.200 millones de dólares – 100 mil millones de pesos -, solo en intereses sobre este atraco”, continuó Pérez Esquivel.  “Al concluir el reciente Juicio Popular a la Deuda y al FMI, lo condenamos como un crimen de lesa humanidad económica y de lesa naturaleza, y llamamos a revisar la participación del país en el FMI, para terminar con la impunidad.”

Nora Cortiñas, también integrante de Diálogo 2000, resaltó que “el presidente, el Congreso y el poder judicial tienen que asumir sus responsabilidades e investigar de manera integral, con participación social, toda la deuda que desde la dictadura significa más saqueo y empobrecimiento, más represión y el sometimiento del país.”

“Toda esta deuda ilegítima e ilegal, dónde está mi hijo Gustavo y les 30.000, los acuerdos con el FMI como lo que se negocia ahora, tiene un impacto terrible sobre todo en las mujeres, los pueblos originarios, las villas miseria, todas las poblaciones afectadas directamente por el extractivismo – agregó -. Esto tiene que parar y así lo dijimos al gobierno cuando hace poco nos reunimos en el Ministerio de Economía. Bolivia ha mostrado ahora que hay otros caminos.”

“Llamamos a fortalecer la campaña para no pagar lo que no debemos. ¡Es ahora! – continuó Nora – El pueblo de Chubut nos viene marcando el camino. Esta semana mostraron una vez más que el pueblo en las calles es el pueblo que avanza.  Su resistencia a la megaminería, que buscan imponer el gobierno nacional junto al provincial, para poder pagar la estafa de la deuda, es ejemplar, es nuestra lucha. ¡No es No! Ni megaminería, ni fracking, ni agrotóxicos, ni megarepresas, ni deuda, ni represión. Queremos agua para la vida, justicia y derechos para todes.”

“Reafirmamos, justamente, lo que esta semana planteamos desde la Autoconvocatoria contra la Deuda y desde tantos espacios colectivos, que la única deuda es con el Pueblo y la naturaleza, no con el FMI ni los prestamistas y usureros”, señaló Beverly Keene, coordinadora de Diálogo 2000. “Por eso movilizamos en muchas partes junto a Chubut, e instamos a unir fuerzas entre todas aquellas personas y luchas dispuestas a movilizarse, para evitar que se siga pagando la estafa de la deuda, para defender al agua que es vida, para construir el buen vivir que es justicia.

-Diálogo 2000 – Jubileo Sur Argentina

Buenos Aires, 5 de marzo de 2021

Fuente: Dialogo 2000

“Você tem a bala, eu tenho a palavra” – Um dossiê sobre Berta Cáceres

En nuestras cosmovisiones somos seres surgidos de la tierra, el agua y el maíz. De los ríos somos custodios ancestrales, el pueblo Lenca, resguardados además por los espíritus de las niñas que nos enseñan que dar la vida de múltiples formas por la defensa de los ríos es dar la vida para el bien de la humanidad y de este planeta (…) ¡Despertemos¡¡Despertemos Humanidad¡ Ya no hay tiempo (…) La Madre Tierra militarizada, cercada, envenenada, donde se violan sistemáticamente los derechos elementales, nos exige actuar. Construyamos entonces sociedades capaces de coexistir de manera justa, digna y por la vida. 

Num momento em que os povos originários das Américas são dos mais afetados pela profunda negligência dos governos nacionais em relação à pandemia de covid-19, as palavras de uma mulher indígena, do povo Lenca, em Honduras, são um ensinamento não apenas sobre a necessidade de resistência, mas também sobre a importância de um outro modelo de sociedade, baseada em valores anticapitalistas.

Ainda que tenham sido pronunciadas há quase seis anos, em 20 de abril de 2015, essas palavras seguem necessárias considerando que, de acordo com relatório da CEPAL, a pobreza dos povos indígenas latino-americanos e caribenhos é 26% maior que a dos não-indígenas.

Não apenas as palavras ditas naquele dia seguem necessárias, a história de vida e de luta dessa mulher segue imprescindível para todos os processos de mobilização popular e social que se realizam na região.

Essa mulher é Berta Isabel Cáceres Flores, nascida em 4 de março de 1971. O nome da cidade em que Berta nasceu é a síntese do que a sua trajetória em defesa dos povos tradicionais permanece sendo: La Esperanza.

Uma imprescindível no sentido do dito por Brecht – que luta toda a vida –, Berta encarnava a esperança no sentido freireano, do verbo esperançar: que levanta, vai atrás, que constrói e não desiste.

Bertha nasceu numa época em que a América Central gestava intensas e inovadoras experiências organizativas da sociedade civil, a exemplo da revolução sandinista e da Frente Farabundo Martí de Libertação Nacional (FMLN), que enfrentavam dinastias e oligarquias respectivamente na Nicarágua e em El Salvador, países vizinhos de Honduras.

Prefeita, governadora e parteira, a mãe de Berta parece ter sido a principal influência para a filha. Como escreveu Beverly Bell, “sempre uma esquerdista comprometida, a mãe de Berta criou seus muitos filhos para acreditar na justiça. Dona Bertha – a mãe deu à filha mais nova seu homônimo – era prefeita e governadora de sua cidade e estado quando as mulheres não eram nem uma coisa nem outra, além de ser parteira. Ela foi a inspiração para toda a vida de Berta. Jovem adulta, como tantos outros da região que compartilhavam de suas convicções, Berta passou a apoiar a revolução salvadorenha”.

“Eles têm medo de nós porque não temos medo deles”

Ainda jovem, em 1993, Berta foi cofundadora do Consejo Cívico de Organizaciones Populares e Indígenas de Honduras (COPINH), uma organização de caráter indígena e pluralista que atua em defesa dos direitos políticos, sociais, culturais e econômicos dos povos e comunidades indígenas do país, referenciada em três pilares de luta: anticapitalista, antipatriarcal e antirracista.

Em 2006, Berta protagonizou batalhas contra megaprojetos que acentuavam injustiças socioambientais, promoviam a expulsão de povos originários dos seus territórios e impactavam diretamente em modos de vida, conhecimentos e cuidados ancestrais.

Uma dessas batalhas foi contra a construção da hidrelétrica de Agua Zarca, um empreendimento da empresa hondurenha DESA (Desarrollos Energéticos AS) e a companhia chinesa Sinohydro, uma das maiores construtoras de represas do mundo, sobre o rio Gualcarque, considerado sagrado para o povo Lenca e fonte de água e alimentos para comunidades indígenas de Honduras.

Pela resistência ao projeto, Berta e outras lideranças indígenas foram alvos de constantes violências, perseguições e ameaças de morte. O cenário se exacerbou em 2009, com o golpe militar que depôs o então presidente Manuel Zelaya e estabelece uma série de práticas autoritárias e antidemocráticas em Honduras.

A gravidade era tamanha que, em 28 de junho daquele ano, a Comissão Interamericana de Direitos Humanos incluiu Berta em uma lista de pessoas que corriam risco durante o golpe militar ocorrido naquele ano em Honduras. No dia seguinte, Berta recebeu medidas cautelares de proteção da CIDH, que pediu ao governo hondurenho que garantisse “sua vida e integridade pessoal”.

Nos anos seguintes, a repressão institucional foi potencializada em Honduras. Um relatório da Global Witness apontou que, entre 2010 e 2014, 101 ativistas ambientais foram assassinados no país. Um desses foi Tomás García, representante do Conselho Indígena Lenca, morto por membros do Exército de Honduras durante um protesto pacífico.

Mas enquanto a ditadura militar hondurenha intensificava a violência, crescia em nível internacional o reconhecimento da importância de Berta Cáceres e dos povos indígenas daquele país localizado na América Central para os desafios democráticos do mundo.

Expressões desse reconhecimento foram a indicação de Berta como finalista do Prêmio Front Line Defenders 2014 e o recebimento, em 2015, do Prêmio Ambiental Goldman, que homenageia militantes em defesa da justiça socioambiental. Foi durante essa premiação, no Opera House, em San Francisco/California, que Berta proferiu o discurso que abre este texto e que segue registrado na história.

Menos de um ano após receber um dos principais prêmio de ativismo ambiental do mundo, Berta teve a sua vida interrompida. Na madrugada de 2 para 3 de março de 2016, em La Esperanza, homens não identificados entraram invadiram a casa de Berta e a assassinaram.

Gustavo Castro Soto, ativista ambiental mexicano, que estava na casa de Cáceres justamente como um apoio na proteção de Berta, também foi baleado, mas fingiu estar morto até que os executores do assassinato saíssem da residência. Pouco tempo depois, Gustavo foi detido pelos militares de Honduras e conseguiu retornar ao seu país somente em abril daquele ano.

Em documento divulgado no dia seguinte ao assassinato de Berta, a CIDH informou que  poucos meses antes, em reunião com representantes de Honduras, havia discutido o risco que Berta continuava enfrentando, bem como “as deficiências na implementação de medidas de proteção” que o Estado deveria fornecer.

Menos de duas semanas após o assassinato de Berta, outro importante ativista hondurenho, Nelson García, foi morto a tiros durante a expulsão de indígenas do povo Lenca dos seus territórios.

Em novembro de 2018, sete homens foram condenados pelo assassinato de Berta Cáceres e, em dezembro de 2019, foram condenados a penas de 30 a 50 anos de prisão. Todos os condenados eram funcionários da DESA ou militares, não deixando dúvidas sobre a motivação política e econômica do crime.

As palavras que seguem sendo transmitidas…

Passados cinco anos do assassinato de Berta, organizações e movimentos sociais seguem exigindo justiça e cobrando do governo hondurenho a responsabilização de todos os autores do crime, não apenas os executores, mas também os mentores intelectuais, os “mandantes”, considerando que durante o julgamento foi declarado que houve consentimento e conhecimento de executivos de outros executivos da DESA e da governo de Honduras.

É nesse intento por justiça que o COPINH segue realizando uma série de ações, a exemplo da transmissão de uma audiência em janeiro deste ano para apresentar provas contra o empresário e oficial militar David Castillo, indicado como coautor do assassinato de Berta Cáceres, mas que, no entendimento de diversos coletivos e entidades, é protegido pelo Estado de Honduras.

Rode Murcia, da Coordinadora Nacional de Mujeres Indígenas e Negras de Honduras (CONAMINH), por exemplo, denuncia que “a posição do atual governo de Honduras é a favor dos assassinos da companheira Berta. É evidente que não há por parte do Estado de Honduras o desejo de acelerar a justiça e esclarecer quem são os autores intelectuais e materiais do assassinato de Berta”.

Em Nota Pública divulgada também no início de 2021, o Jubileo Sur Americas manifestou que o assassinato de Berta e a posição do Estado hondurenho, que a perseguiu, são expressões de “um modelo racista, patriarcal e extrativista que continua perpetuando a criminalização dos defensores dos espaços coletivos vivos. Este modelo também é sustentado pelas estruturas que garantem o pagamento de dívidas ilegítimas e imorais cobradas aos países do Sul, e naturalmente implica o aprofundamento da dívida histórica e ecológica, razão pela qual é necessário unir forças dos povos e territórios na luta pela vida e pela justiça socioambiental”.

O assassinato de Berta foi uma tentativa de silenciar a luta dos povos originários das Américas, mas eles esqueceram do que certa vez a própria Berta disse: “você tem a bala, eu tenho a palavra. A bala morre quando detona, a palavra vive se você a transmitir”.

Meia década após o seu assassinato, Berta segue viva na memória de todos aqueles que transmitem as suas palavras e ações. Como também ensinou Berta, “eles têm medo de nós porque não temos medo deles”.

PARA SABER MAIS SOBRE A VIDA E A HISTÓRIA DE BERTA

Documentário Berta Vive

Outra obra audiovisual dirigida por Katia Lara, o filme acompanha Miriam Miranda, amiga e companheira de Berta na luta contra o projeto da hidrelétrica no rio Gualcarque.

Link: https://vimeo.com/229310580

Mural Berta-Marielle

Localizado na Malmoes Strasse 29, em Berlin, em homenagem às lutas de Berta Cáceres e Marielle Franco, iniciativa de coletivos de diferentes países. O design do mural segue a tradição do muralismo mexicano, pautando o espaço público como ambiente de reflexão sobre temas sociais e de visibilização de demandas de grupos sociais vulnerabilizados.

Link: https://mural-berta-marielle.site/pt/mural/

Música/Clipe Aliados/A la memoria de Berta Cáceres

Escrita pela dupla indígena de rap Kuna Revolution do Panamá, a canção Aliados é uma celebração à memória de Berta Cáceres. Produzido pela Rádio Temblor, o clipe reúne o rap com imagens dos atos e mobilizações no marco do Encontro Internacional dos povos “Berta Cáceres”, realizado em Honduras no ano de 2017.

Link: https://www.youtube.com/watch?v=aceRAelzm1c

Filme Guardiana de los Ríos

Dirigido por Katia Lara e produzido pela Campanha Madre Tierra, o filme resgata as lutas por justiça socioambiental e de resistência ao modelo extrativista predatório em Honduras, partindo da história de Berta Cáceres.

Link: https://www.youtube.com/watch?v=Lwwe4MOGfmo&feature=emb_logo

Relatório do The Intercept

Em dezembro de 2019, o The Intercept publicou reportagens a partir de registros de comunicações e mensagens extraídos pelo Ministério Público de Honduras durante as investigações do assassinato de Berta.

Link: https://theintercept.com/2019/12/21/plano-assassinar-ativista-berta-caceres-honduras/

Filme El derecho a ser consultado. La lucha de los pueblos indígenas hondureños

O filme conta a história de Berta Cárceres e, de forma mais ampla, a luta dos povos indígenas de Honduras, que resistem ao saque de suas terras por empresas privadas.

Link: https://www.youtube.com/watch?v=bfPfE4aJ-XI&feature=emb_logo

Site do COPINH

Endereço eletrônico oficial do Consejo Cívico de Organizaciones Populares e Indígenas de Honduras, que reúne uma série de materiais e informações sobre a história de Berta Cáceres.

Link: https://copinh.org/

Fuente: Jubileu Sul Brasil

Si la deuda es fraudulenta e ilegal, ¿por qué pagarla?

El presidente presentó en el Congreso sobrados argumentos sobre lo fraudulento del acuerdo con el FMI y ordenó iniciar una investigación penal de las responsabilidades políticas locales. Desde la Autoconvocatoria por la Suspensión del Pago e Investigación de la Deuda, exigimos en consecuencia que, mientras se investiga el préstamo, se suspenda cualquier pago y nuevo compromiso en relación a la misma.  Reclamamos, asimismo, la ampliación de la suspensión e investigaciones a toda la deuda pública contraída por el Estado nacional.

En su mensaje de apertura del año parlamentario, el presidente describió el carácter fraudulento y odioso de ese préstamo entre el gobierno de Mauricio Macri y el FMI, tal como ha sido denunciado, reiteradamente, en sede judicial, desde el momento mismo de su firma en 2018. Definió la comisión de graves delitos que impactan a diario en la vida de las y los argentinos, rememorando el monto descomunal del préstamo a un país ya en situación de default; la confesión de parte de su claro objetivo político partidario; la anuencia absoluta con su fuga total; y la ausencia completa de la más mínima intervención jurídica y técnica previa. 

No obstante, mientras enfocó su denuncia en las responsabilidades del ex presidente Mauricio Macri, el presidente ratificó la voluntad de su gobierno de que el pueblo y la naturaleza sigamos pagando el desfalco: “No elegimos el camino de incumplir”, en palabras textuales.

Desde la Autoconvocatoria, sostenemos que el único camino coherente con las denuncias hechas es la suspensión de los pagos, de cara a la impugnación total de la deuda con el FMI por sus múltiples ilegitimidades e ilegalidades.

El día de ayer el Banco Central ha hecho público un comunicado poniendo a disposición de la justicia esas mismas consideraciones. Ese mismo Banco Central ha hecho público el año pasado un informe sobre la fuga de capitales que fue alimentada por ese mismo crédito. Se trata de un proceso íntimamente relacionado: el estado tomó deuda para disponer de dólares para la fuga, de parte de un pequeño sector de ricos y grandes empresas. No hay razón para que la carga de su pago recaiga sobre los hombros de toda la sociedad.

Distintos ex funcionarios han tratado de lavar sus culpas. Por un lado, intentan echarle la culpa del endeudamiento en dólares al gasto social en jubilaciones y salarios, que son en pesos y no requieren de endeudamiento externo. Por otro, buscan señalar que el dinero se derivó al pago de la deuda de gestiones estatales previas. Son maniobras para tratar de ocultar el proceso de endeudamiento gigantesco (que superó los requerimientos de endeudamiento previo) y de silenciar que cada dólar de ese pago implicó un ajuste brutal sobre servicios sociales, hundiendo la actividad económica y atacando las condiciones de vida del pueblo.

Es imposible compatibilizar la implacable denuncia de tales desfalcos al país con el cumplimiento de acuerdos con los delincuentes que los llevaron adelante, tanto locales como del extranjero. Las estafas no se pagan: se investigan y se anulan, suspensión de pagos mediante.

A su vez, reiteramos la exigencia de investigar de manera integral y con participación social, todo el sistema de la deuda perpetua y su usufructo ilegítimo y odioso. Negociar para pagar más adelante, como se hizo con la deuda reclamada en divisas por privados, con el Club de París y ahora con el FMI, no resuelve el problema sino más bien profundiza la dependencia, el sometimiento, la explotación y el saqueo.

Ante los intentos de justificar la voluntad de pago con argumentos pragmáticos, sostenemos que las consecuencias de sujetar el país al cumplimiento de acuerdos con el Fondo (así sea que se estire de 4 a 10 años la fecha de pago), traerá graves impactos sobre nuestras condiciones de vida. Serán limitaciones de cualquier esfuerzo de transitar hacia un modelo productivo sustentable y alcanzar nuestra soberanía y autodeterminación. 

La vinculación entre deuda y ataque a los derechos humanos ha quedado más que clara a lo largo del Juicio Popular a la Deuda y al FMI que impulsamos desde la Autoconvocatoria a lo largo de todo el 2020. 

El Fallo al que llegó este Tribunal Popular calificó, unánimemente, a estas deudas y acuerdos económicos como verdaderos crímenes de lesa humanidad económica y de lesa naturaleza, inaceptables bajo cualquier punto de vista y nulos de nulidad absoluta. Afirmó el derecho del pueblo a no pagar una deuda que no le fue consultada y que nunca lo benefició. La reciente decisión del gobierno de Bolivia de devolver un préstamo del FMI al constatarse la irregularidad de su otorgamiento, es un indicio más de que hay otras actitudes diferentes a la pretensión de cumplir con lo incumplible.

Desde la Autoconvocatoria por la Suspensión de Pago e Investigación de la Deuda reafirmamos que la única deuda es con el Pueblo y con la naturaleza, no con el FMI ni los prestamistas y usureros, e instamos a unir fuerzas entre todas aquellas personas y espacios colectivos dispuestos a movilizarse para evitar que se siga pagando la estafa de la deuda.

¡Suspensión inmediato de los pagos!

¡Investigación integral y sanción de los delitos cometidos!

¡No al pago de la deuda ilegal, ilegítima y odiosa!

¡Que paguen quienes se beneficiaron de la estafa!

– Argentina, 2 de marzo de 2021

 

Fuente: Dialogo 2000