COPINH y el pueblo Lenca en Solidaridad con OFRANEH y el pueblo Garífuna

Desde COPINH nos solidarizamos y acuerpamos la lucha de la Organización Fraternal Negra de Honduras (OFRANEH) en la exigencia de la aparición con vida de los líderes garífunas secuestrados hace más de un mes.

Albert Sneider Centeno, presidente del patronato del Triunfo de la Cruz, Suami Aparicio Mejía García, Gerardo Rochez Cálix y Milton Joel Martínez, dirigentes de la comunidad fueron secuestrados por hombres fuertemente armados y con vestimenta de la DPI el pasado 18 de julio. Hoy se cumplen 39 días del secuestro y aún no hay respuesta de su paradero.

Ante esto, la CIDH exigió, de manera urgente al Estado de Honduras, un informe que establezca una investigación real sobre este hecho, dando el plazo de un mes, mismo que venció hace dos días sin respuesta alguna de este Estado racista y criminal. 

Organizaciones sociales, nacionales e internacionales, jóvenes garífunas al rededor del mundo y distintas instituciones también han sido contundentes en demandar la aparición inmediata y con vida de los compañeros además de exigir el respeto a los derechos territoriales del pueblo garífuna.

Entendemos estos ataques como respuesta a la ardua lucha que ha realizado la OFRANEH, junto a las comunidades garífunas, por la defensa de su territorio, cultura y su espiritualidad. Este Narco Estado que impone con bala y sangre los intereses de proyectos inconsultos e ilegítimos que se quieren apoderar del territorio.

Con la emergencia de la crisis sanitaria, OFRANEH junto a las comunidades han venido fortaleciendo la medicina natural y ancestral, así como estrategias comunitarias para el resguardo de sus comunidades y así contener el contagio ante la incapacidad e inoperancia del Estado. Los y las jóvenes han tenido un protagonismo importante de difusión y fortalecimiento de crear, construir y aportando desde la organización y autonomía de las comunidades.

Estos ataques son un claro mensaje de este sistema de muerte que intenta imponer una cultura de miedo y desesperanza, sin embargo, los pueblos nos seguimos organizando para hacerle frente, luchando porque tenemos la convicción de que otros mundos son posibles.

Desde COPINH nos sumamos a las voces de todos los territorios y exigimos su pronta aparición con vida y exigimos al Estado de Honduras, realice una investigación diligente que dé con el paradero de nuestros compañeros.

Responsabilizamos al Estado de Honduras por la violencia que se vive en las comunidades del Triunfo de la Cruz y Punta Piedra, al no cumplir con la sentencia emitida por la CIDH en donde establece y ordena al Estado que se devuelvan los territorios ancestrales a las comunidades garífunas.

Desaparición forzada: estrategia de terror ¡Honduras fascista, estado terrorista!

Dado en la ciudad de la Esperanza, el 26 de Agosto del 2020.

“Con la fuerza ancestral de Berta, Lempira, Mota, Iselaca y Etempica se levantan nuestras voces llenas de vida justicia, libertad, dignidad y paz”

 

Fuente: COPINH

Vale S.A e os impactos sentidos pelas mulheres e territórios

Em parceria com a A Articulação Internacional dos Atingidos e Atingidas pela Vale, o Instituto Pacs realizou o 7º Ciclo de Debates Mulheres Territórios de Luta, com o tema “Mulheres e territórios impactados pela Vale S.A”. No debate, questões como os mecanismos de violações de direitos humanos, estratégias de cooptação nos territórios e os impactos da atuação da mineradora foram abordadas pela perspectiva das mulheres, principais afetadas por esta realidade. A iniciativa faz parte da campanha “#MulheresTerritóriosdeLuta”, que traz o caminho das lutas marcadas e vividas pelas mulheres em realidades marcadas pela presença dos megaprojetos de desenvolvimento e que exigem (re)existências.

No encontro virtual, Mirtha Villanueva, integrante das organizações GRUFIDES e Defensoras de la Vida y de la Pachamama, de Cajamarca (Peru); Sandra Vita, que faz parte do Movimento pela Soberania Popular na Mineração (MAM), de Catas Altas, MG; e Zica Pires, do Quilombo Santa Rosa dos Pretos, em Itapecuru Mirim (MA), estiveram presentes para contar como seus corpos e territórios são cotidianamente impactados pelas atividades da mineradora Vale S.A e como têm resistido e lutado pelos direitos de suas comunidades.

Um dos pontos abordados por Mirtha, que vive em uma região do norte peruano que possui 1 milhão e meio de habitantes, foi como o local, que antes sobrevivia pela agropecuária, tornou-se alvo da mineração a partir de 1990. No país, há bacias e nascentes que desembocam na floresta amazônica e na costa peruana e que foram afetadas pela chegada da atividade mineradora. “As lagoas agora servem de locais de despejo e a contaminação dos rios é visível por conta da mineração. A natureza é tão inteligente que, a partir dos macro invertebrados, se pode notar o nível de contaminação”, explicou. Um local rico por essa biodiversidade, o Vale de Condebamba, é um dos territórios desejados pela brasileira Vale S.A no Peru, e que vem sendo protegido pelas resistências do local.

A mineradora iniciou sua atuação no país em 2005, por meio de um projeto de exploração de uma jazida de fosfato, após acordo firmado entre os então presidentes Alejandro Toledo e Luiz Inácio Lula da Silva. Cinco anos depois, a exploração comercial tomou o país, não só pela mineradora brasileira, como também pelas multinacionais Mosaic, do Canadá, e Mitsui, do Japão. Desde então, o país sofre os impactos da extração do minério dentro da lógica transnacional.

Assim como no Peru, a mineração também é a principal responsável pela contaminação e morte de rios brasileiros, como afirmou Sandra Vita, atingida pela Vale, durante o Ciclo: “Isso não é privilégio do Peru, nós vivemos essa situação em Minas Gerais por causa da Vale e isso é uma das muitas coisas que a gente sente na pele, da contaminação e da diminuição da água. E a mineradora faz com que falte água para a população de vários municípios. Eu quero, desde já, deixar muito claro isso, como é prejudicial pros territórios onde a vale tem empreendimentos, como ela prejudica nessa questão da água”, contou. O Rio São Francisco, um dos mais importantes do Brasil e da América do Sul, que passa por cinco estados e quinhentos e vinte e um municípios, é apenas um exemplo de contaminação causada pelas atividades da mineradora.

O capitalismo desenfreado e as formas de monetização do mundo atual, que geram consequências como as citadas por Mirtha e Sandra, foi ponto levantado na fala de Zica Pires: “A gente vê em todo o lugar o que são os lucros, os ganhos, seja da Vale ou de qualquer outro empreendimento. E aí dá pra pensar tudo com o mesmo peso, sobre o abuso do homem em relação à Terra. De que mineração a gente tem falado? Que modelo minerador é esse que assassina tudo o tempo inteiro?”, questionou. Para ela, que vive em uma região do Maranhão que é impactada pela Vale ao ser atravessada pela Estrada de Ferro Carajás, além rodovias e outros empreendimentos extrativistas, não tem sido considerado todo o desequilíbrio causado: “A gente não tá tendo cuidado de olhar para a Terra como um corpo, um corpo que abriga corpos”.

Sobre os impactos sentidos especificamente pelas mulheres, Mirtha conta que as violações no Peru têm sua base em diferentes aspectos, até mesmo pela diferença cultural e de idioma: “Muitas companheiras indígenas, por exemplo, apenas falam quechua (família de línguas indígenas da América do Sul). Muitas delas sofreram golpes e insultos. Outra questão é que uma mulher mãe solteira, viúva ou que não casou é totalmente desamparada e excluída de seus direitos”. Durante a pandemia, as condições se agravaram ainda mais: “A condição das mulheres e meninas piorou durante esse período, principalmente com a violência doméstica. O problema psicológico e espiritual delas se agravou, as curandeiras não podem seguir seus rituais, as parteiras tampouco podem atuar na comunidade”, explicou.

As mulheres sofrem, até mesmo, quando estão à frente da luta por seus direitos, como contou Sandra: “As pessoas que são envolvidas, principalmente nós mulheres, são criminalizadas de forma covarde”. Na região de Catas Altas, a Vale reprime as resistências por meio da cooptação de pessoas da própria comunidade, que espalham boatos e calúnias com o objetivo de descredibilizar e desqualificar o trabalho feito em função da defesa dos territórios. “É uma violação de direitos tremenda, porque ela (Vale) não respeita nada, nada do espaço que é nosso. Espaço esse que nós sempre estamos e ela chega. Quando partimos em defesa do território, eles tiram fotos e fazem vídeos. A mineradora colocou uma ‘câmera de olho vivo’ que nos vigia 25 horas por dia na Barragem do Mosquito e ela usa vigilantes pra tirar foto, filmar e chamar a política militar pra tirar as pessoas que vão para lá nadar ou pescar”, explicou.

A represa citada por Sandra existe há mais de 20 anos e serve de área de lazer para a população, que aproveita a região para a prática da pesca artesanal, do nado, slackline, escalada, canoagem e outros vários tipos de esporte. O local, tomado pela Vale, tem sido colocado como risco de rompimento, informação que, de acordo com ela, não procede: “Eu desafio a Vale S.A a apresentar os documentos que ela possui dessa barragem e desse território, porque ela não tem nenhum. Eu, como moradora há mais de 30 anos, faço esse desafio porque a barragem é nossa e porque vamos lutar e resistir”, afirmou.

Diante desse contexto, em que pontos positivos praticamente não existem em relação a atuação dos megaprojetos nos territórios, Zica destacou: “A gente está em um mundo em que, eu afirmo, não é possível considerar modelo de mineração nenhum. Esse momento de pandemia, por exemplo, é resultado das inúmeras violências que a gente comete sobre a Terra”. Para ela, a relação de corpo território foi perdida, assim como a relação da humanidade com a natureza. “A gente tem se entendido como elementos individuais e que, na verdade, não somos. Atravessar essa pandemia tem a ver com o entendimento que não existe um modelo de mineração certo, porque minerar significa a morte. É muito simples essa análise, esse pensamento”, finalizou.

O próximo Ciclo de Debates #MulheresTerritóriosdeLuta acontecerá no dia 02/09, quarta-feira, às 17h no canal no Youtube do Instituto Pacs.

 

Fuente: PACS Instituto

Haití. La Revolución de los y las esclavas y el reino de este mundo

Por Maribel Acosta Damas. Colaboración Especial para Resumen Latinoamericano.

Un 23 de agosto de 1791, da inicio la insurrección de los hombres y mujeres sometidos a la esclavitud en Saint-Domingue, la parte occidental de la isla de La Española que, al proclamar su independencia, recuperó su nombre amerindio original: Haití. Sigue en pie el ejemplo de la primera gran revolución victoriosa de la historia de la humanidad contra la esclavitud.

A más de 200 años de aquella fecha, el mundo rememora la reivindicación universal de la libertad en el Día Internacional del Recuerdo de la Trata de Esclavos y de su Abolición, con la misma pasión de aquellos días del Caribe… “una tierra donde millares de hombres ansiosos de libertad creyeron en los poderes licantrópicos de Mackandal, a punto de que esa fe colectiva produjera un milagro el día de su ejecución.”

De la plantación de caña y café, de la trata feroz, de la crueldad esclavista y de los mitos maravillosos que nacieron en África y no pudieron ser arrancados en América, nació el apego por la libertad, el cimarronaje y la lucha…

El manco Mackandal, hecho un houngán del rito Radá, investido de poderes extraordinarios por varias caídas en posesión de dioses mayores, era el Señor del Veneno. Dotado de suprema autoridad por los Mandatarios de la otra orilla, había proclamado la cruzada del exterminio, elegido, como lo estaba, para acabar con los blancos y crear un gran imperio de negros libres en Santo Domingo. Millares de esclavos le eran adictos. Ya nadie detendría la marcha del veneno.”

En aquellos días los insurrectos incendiaron los cañaverales, aniquilaron las patrullas y destacamentos de las tropas coloniales y obligaron a los europeos a encerrarse en las ciudades de la costa. Finalmente, sin rendirse, el 29 de agosto de 1793 fue proclamada la abolición de la esclavitud en Haití.

“…Pero lo que más asombraba a Ti Noel era el descubrimiento de que ese mundo prodigioso, como no lo habían conocido los gobernadores franceses del Cabo, era un mundo de negros. Porque negras eran aquellas honrosas señoras, de firme nalgatorio, que ahora bailaban la rueda en torno a una fuente de tritones; negros aquellos dos ministros de medias blancas, que descendían, con la cartera de becerro debajo del brazo, la escalinata de honor; (…) y bien negra, era la Inmaculada Concepción que se erguía sobre el altar de la capilla, sonriendo dulcemente a los músicos negros que ensayaban un salve. Ti Noel comprendió que se hallaba en Sans-Souci, la residencia predilecta del rey Henri Christophe, aquel que fuera antaño cocinero en la calle de los Españoles, dueño del albergue de La Corona, y que hoy fundía monedas con sus iniciales, sobre la orgullosa divisa de Dios, mi causa y mi espada.”

La Revolución de Haití fue una revolución antiesclavista y anticolonial. Fue la heroica revolución en la que los antiguos esclavos enfrentaron y derrotaron a los ejércitos más poderosos de Europa bajo la consigna “Libertad o muerte”. Y aunque la sangre derramada no condujo a su estabilidad definitiva, y Haití ha pagado caro a las metrópolis coloniales la osadía de su insurrección, ahí está su paradigma inamovible para todos los tiempos… Ti Noel sigue vivo, en el reino de este mundo…

Tí Noel había gastado su herencia y, a pesar de haber llegado a la última miseria, dejaba la misma herencia recibida. Era un cuerpo de carne transcurrida. Y comprendía, ahora, que el hombre nunca sabe para quién padece y espera. Padece y espera y trabaja para gentes que nunca conocerá, y que a su vez padecerán y esperarán y trabajarán para otros que tampoco serán felices, pues el hombre ansía siempre una felicidad situada más allá de la porción que le es otorgada. Pero la grandeza del hombre está precisamente en querer mejorar lo que es. En imponerse Tareas. En el Reino de los Cielos no hay grandeza que conquistar, puesto que allá todo es jerarquía establecida, incógnita despejada, existir sin término, imposibilidad de sacrificio, reposo y deleite. Por ello, agobiado de penas y de Tareas, hermoso dentro de su miseria, capaz de amar en medio de las plagas, el hombre sólo puede hallar su grandeza, su máxima medida en el Reino de este Mundo.”

En noviembre de 1803 el ejército francés se rindió ante el jefe rebelde, Jean-Jacques Dessalines. Al ser proclamada la independencia, en acto de reparación histórica, los vencedores descartaron el antiguo nombre colonial de Saint Domingue, y nombraron al nuevo Estado con su nombre de raíz, Haití, como llamaban a su tierra sus habitantes originales, el pueblo taíno, que fuera exterminado por los colonialistas europeos.

Fuente: Resumen Latino Americano

Dialogo 2000: Agua y Extractivismo serán los ejes del 5to Foro de Denuncia #LunesContraLaDeuda

Argentina, 21/8/2020 – El próximo lunes, 24 de agosto, a las 17 hs., se realizará con un enfoque en el Agua y el Extractivismo, el 5to Foro de Denuncias en el marco del Juicio Popular a la Deuda y al FMI. El mismo será transmitido en vivo por el canal de Youtube de la Autoconvocatoria por la Suspensión del Pago e Investigación de la Deuda. 

En este #LunesContraLaDeuda, expondrán asambleas, redes, organizaciones populares y referentes académicos, relacionando problemáticas como la megaminería a cielo abierto, la construcción de megarepresas, el fracking, la agroindustria y las privatizaciones, con el sistema de deuda perpetua y las políticas públicas condicionadas por el FMI, el Banco Mundial, el Banco Interamericano de Desarrollo y otros organismos financieros y comerciales internacionales. Denunciarán sus impactos frente a las obligaciones estatales prioritarias en materia de los derechos humanos al agua y un ambiente sano, entre otros.

Presentarán sus denuncias representantes de la Asamblea El Algarrobo (Andalgalá, Catamarca), la Asamblea Jachal No Se Toca (San Juan), la Asamblea de Vecinos Autoconvocados por el No a la Mina (Esquel, Chubut) y la Red Ñimiñ (Santa Cruz); Grace Hermoso y Silvina Pereyra por la Asamblea Socioambiental de la Zona Este (Mendoza); Guillermo Folguera (CONICET, UBA); Gladys Rubinich, Secretaria de Medio Ambiente de AMSAFE Rosario e integrante de la Multisectorial por una Ley de Humedales; y Diego Andrés Martínez por Amigos de la Tierra.

Anteriores Foros de Denuncia, que se realizan cada lunes a las 17 hs por el canal de Youtube de la Autoconvocatoria, abordaron el nefasto impacto de la deuda pública y el FMI sobre la Salud; su relación con el Hambre, la Soberanía Alimentaria y el Territorio; su impacto sobre el Trabajo; su incidencia sobre los derechos de las mujeres y disidencias sexuales.

Integrantes del Tribunal y de la Fiscalía Popular están presentes en todos los Foros de Denuncia. El Tribunal popular está integrado por Adolfo Pérez Esquivel, Nora Cortiñas, Nina Brugo, Alejandro Bercovich y Miguel Julio Rodríguez Villafañe. Les fiscales son Liliana Costante, Verónica Heredia y Carlos Zerrizuela.

Están convocadas todas las organizaciones populares a participar activamente en el Juicio Popular a la Deuda y al FMI, compartiendo sus denuncias, acercando sus testimonios y documentación, organizando una audiencia o actividad relacionada.  Invitamos a comunicarse a través de los canales de la Autoconvocatoria, o directamente a la Secretaría del Tribunal: juiciopopulardeuda@gmail.com.

 

Fuente: Deuda