BOLETÍN 1 JUBILEO SUR / AMÉRICAS FEBRERO 2020

ECONOMIA SOCIAL SOLIDARIA: UNA APUESTA A LA
TRANSFORMACIÓN DEL ORDEN GLOBAL

EL SALVADOR: ¡UN REVÉS EN LA HISTORIA!

PERÚ: LA NUEVA LEY GENERAL DE MINERÍA PROFUNDIZA
DEL MODELO EXTRACTIVO Y GENERACIÓN DE MÁS DEUDAS AL PAÍS

O QUE APRENDEMOS COM BRUMADINHO?

                                                                                                     

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O que aprendemos com Brumadinho?

Por Amigos da Terra BrasilUm ano após o crime da Vale em Brumadinho, a vida das atingidas e dos atingidos é cercada pela poluição da água do rio Paraopeba com a lama tóxica. São muitos os reflexos: crescimento de casos de doenças — de pele e problemas gastrointestinais, sobretudo com relação a saúde mental; desemprego e perdas econômicas nas cidades dependentes do rio; falta de informação e assessoria técnica independente; descasos com as vítimas (dentre elas, 11 ainda desaparecidas) e seus familiares; além de cortes no auxílio emergencial pago pela Vale.

Enquanto isso, a empresa segue impune. A Vale obteve R$7 bilhões de lucro em 2019 e, como se não bastasse, ainda recuperou o valor de mercado que tinha antes do rompimento da barragem, chegando à R$ 301 bilhões. O que representa R$ 5 bilhões a mais em relação ao que possuía antes do crime ambiental.

No dia 25 de janeiro de 2020, completou um ano de um dos maiores crimes ambientais do Brasil. A barragem de rejeito de mineração da empresa Vale, localizada na comunidade Córrego do Feijão no município de Brumadinho-MG, rompe deixando 272 vítimas. A lama de rejeitos percorreu mais de 300 quilômetros do rio Paraopeba.

Para marcar o um ano do crime da Vale, um ano de impunidade, um ano de luta e resistência, atingidos e atingidas marcharam em defesa dos seus direitos e de suas vidas. A Marcha dos e das Atingidos e Atingidas iniciou no dia 20 de janeiro em Belo Horizonte. Seguiu pelo município de Pompéu, no interior do estado, e chegou até a região metropolitana de Belo Horizonte, passando por Juatuba, Citrolândia, São Joaquim de Bicas, Betim, percorrendo o caminho inverso a trajetória de destruição deixada pela lama, até chegar ao Córrego do Feijão no dia 25 de janeiro.

A caravana, que durou seis dias, contou com mais de 350 marchantes. Entre os presentes estiveram atingidas e atingidos da bacias do Rio Paraopeba e Rio Doce, militantes do Movimento dos Atingidos por Barragens e demais movimentos, organizações e entidades aliadas de todo o Brasil e ainda de 17 países. 

O objetivo da Marcha é marcar o primeiro ano do crime da Vale em Brumadinho e expor a atual situação em que estão as comunidades em relação a lama tóxica. Tem ainda como ação sinalizar a luta e a resistência dos atingidos e atingidas, denunciar a impunidade das empresas transnacionais Vale, Samarco e BHP Billiton após os crimes em Mariana e Brumadinho (que em em 4 anos deixou mais de 300 vítimas), além de reivindicar a mudança no modelo exploratório da mineração no país.

Foto: Movimento dos Atingidos por Barragens

Justiça para quem?

Foi em frente à sede do Tribunal de Justiça de Minas Gerais e na Agência Nacional de Mineração (ANM), no dia 20 de janeiro, que os marchantes denunciaram a omissão destes órgãos públicos em fazer justiça aos atingidos pelos crimes da mineradora e a impunidade da empresa frente aos crimes cometidos.  No estado, existem 840 barragens e, dentre elas, pelo menos 83 têm alto risco de rompimento, assim como ocorreu em Brumadinho. Além disso, segundo o Movimento de Atingidos por Barragens (MAB), em 2019 cerca de 108 mil pessoas foram reconhecidas como “afetadas” por Brumadinho e receberam “Auxílio Emergencial”, que consiste no pagamento, pela Vale, de um salário mínimo para adultos, meio salário mínimo para adolescentes e um salário mínimo para crianças por um ano. Entretanto, esses valores monetários são insuficientes para reparar o dano causado na vida dos atingidos. 

O próprio conceito de atingido usado pela empresa Vale não contempla todas as pessoas que tiveram sua vida afetada após o rompimento da barragem, como é o caso de Alexandro Magela de Oliveira, 37 anos, morador do Assentamento Queima Fogo. Não apenas as pessoas de Brumadinho foram atingidas, inúmeras comunidades da bacia do Rio Paraopeba tiveram suas casas e suas atividades econômicas prejudicadas senão completamente destruídas pelas lama. A empresa tem usado como estratégia a individualização do processo, isolando as pessoas atingidas e fazendo acordos individuais, para ter mais poder e desmobilizar a ação coletiva.

O MAB solicitou que esse auxílio de emergência fosse estendido até que fosse alcançado um “reparo abrangente” e que as comunidades impactadas fossem envolvidas no processo de definição dos critérios para receber o Auxílio Emergencial: “Questionamos o papel dessa justiça que escuta muito mais os criminosos do que as vítimas. Não pararemos até que haja um reparo completo. As pessoas precisam de ajuda de emergência para comprar comida; eles estão passando fome porque perderam seus empregos no campo e como pescadores artesanais”, defende Joceli Andrioli, membro da Coordenação Nacional do MAB, em entrevista à  Rádio Mundo Real. 

Eles reivindicam também uma Política Estadual dos Atingidos por Barragens (PEAB) que assegure assistência às pessoas ou populações afetadas por impactos decorrentes da construção, instalação, ampliação ou operação de barragens e outros empreendimentos e que principalmente garanta a responsabilização das empresas frente aos impactos causados. Se mostra essencial uma Política Estadual dos Atingidos por Barragens para trazer a definição do conceito de atingidos por barragens, listar seus direitos, determinar as formas de reparação, os mecanismos de financiamento, prevendo a participação da população em todos os processos.

Perda de Vidas: a contaminação do Rio Paraopeba
Após ao rompimento da barragem e a lama tóxica se espalhar pelo Rio Paraopeba, o número de casos de doenças tem aumentado. São doenças de pele, diarreia, coceira, manchas na pele, alcoolismo, insônia, depressão. A marcha, ao passar por municípios de Pompéu e Juatuba mps dias 21 e 22 de outubro, os atingidos e atingidas relataram que em toda a bacia do Rio Paraopeba o consumo de remédios controlados, o número de tentativas de suicídio e aborto espontâneos cresceram. Muitas vezes, o adoecimento não é imediato.

Neste um ano houve aumento nas doenças mentais da população. A perda de esperança e o medo constante estão acabando com o projeto de vida de muitas pessoas. Isso também se deve à perda das atividades econômicas tradicionais como a agricultura, a pesca e o turismo que dependia do Rio Paraopeba. “As pessoas perderam muito. A água do rio é marrom, às vezes, você vê peixes… mortos. A tristeza é grande. Sinto esperança de ver o rio que vi em algum momento, de nadar livremente, de pescar, para as meninas brincarem, mas neste momento nossa vida cotidiana é muito difícil”,disse Erliete Rocha de Campos à Rádio Mundo Real. 

Atualmente, a água consumida através das torneira, oferecido pela empresa COPASA, gera insegurança à população. As pessoas estão consumindo a água sem saber se está potável ou, em muitos casos, precisam comprar água para consumo. Muitas pessoas estão vivendo na beira do rio, mas sem água. Um dos principais medos da população é o contato e o consumo de metais pesados presentes na água e no lençol freático, e o quanto poderá contaminar a agricultura. Outra incerteza é o que a presença destes metais pesados e a combinação deles irá causar ou reagir nos corpos.

A ONG SOS Mata Atlântica acaba de lançar um estudo sobre a qualidade da água do Rio Paraopeba, reafirmando que está “sem condições de uso”.  A Organização destaca que o período das chuvas muda o cenário, já que leva os rejeitos para o Baixo Paraopeba, ao Reservatório de Retiro Baixo, ou seja, aumenta as chances de que a contaminação chegue ao Rio São Francisco.

Uma das principais reivindicações da população atingida é a contratação das Assessorias Técnicas Independentes, para a garantia de consultoria e acompanhamento não tendencioso, de modo que sejam organizados diagnósticos e possibilidades de soluções para as demandas das regiões – construindo de modo participativo todos os passos necessários para a luta por reparação integral. O Ministério Público de Minas Gerais orienta a solicitação de revisão do Plano Municipal de Saúde de cada município atingido pela lama, para que os Planos Municipais contemplem a saúde dos atingidos por barragens. A lama matou o rio, matou tudo o que vivia no rio, matou a água que dava vida à alimentação e subsistência das famílias. A lama matou a vida e a memória das pessoas.

“Águas para vida, não para a morte!” | Foto: Movimento dos Atingidos por Barragens

A impunidade inabalável
Mesmo tendo provas de que a Vale sabia que a barragem tinha riscos de romper e contabilizou em seu orçamento as possíveis mortes e mesmo assim a empresa segue sem ser responsabilizada pelos crimes. O  Seminário Internacional “Um ano do crime da Vale em Brumadinho”, realizado em Betim no dia 24 de janeiro, teve mais de 500 pessoas, de todo o Brasil e de 17 países. O Seminário destacou a importância de responsabilizar as empresas para que crimes como o cometido pela Vale pare de acontecer. 

Juan Pablo, do Movimiento Rios Vivos (Colômbia) e do Movimiento de Atingidos por Represas (MAR) fala sobre o modelo energético que viola direito na América Latina.

O modelo minero-energético adotado pela Vale e pelas empresas transnacionais se beneficia de uma “arquitetura da impunidade”. No qual a impunidade é mantida graças ao sistema hegemônico capitalista-neoliberal que atua enfraquecendo os Estados e dando poder a cada vez um número mais reduzido de atores empresariais e instituições financeiras. Para isso é preciso cooptar a democracia e moldar o sistema judiciário com base em interesses privados. Por um lado, não existe no direito internacional um marco legal para regular empresas transnacionais, muito menos um mecanismo ou corte para julgar crimes corporativos.

O sistema faz uso de diferentes maquiagens para seguir atuando de maneira impune, é comum enxergar no discurso das empresas e nas suas agendas comerciais uma aparente perspectiva “sustentável” – com visões tecnicistas e individualistas colocando territórios e saberes populares à serviço do capital e gerando acumulação primitiva através de mecanismos de financeirização da natureza. e, até mesmo de classe – usualmente mencionam normas da Organização Internacional do Trabalho, mas não asseguram nenhum mecanismo que obrigue o cumprimento de leis trabalhistas. Essas e outras maquiagens enganam a população sobre as reais consequências da instalação de empresas ou das parcerias público-privadas.

As promessas de crescimento econômico como resultado da implantação de empresas transnacionais devem ser desmentidas e as injustiças que sustentam essa arquitetura visibilizadas. Um exemplo é a Fundação Renova, criada pela Vale e pela BHP para indenizar as famílias impactadas pelas lama, mas na realidade tem implantado a indústria das indenizações, usando diferentes formas de cooptar entidades e empresas para agir em torno de controlar os territórios e não resolver a situação dos atingidos. 

A Amigos da Terra Internacional, juntamente com outros movimentos incluindo o Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) faz parte da Campanha Global para Reclamar a Soberania dos Povos Desmantelar o Poder das Transnacionais e Por Fim à Impunidade que, dentre outros processos, acompanha e incide no Grupo de Trabalho Intergovernamental das Nações Unidas sobre corporações transnacionais e outras empresas comerciais com respeito aos direitos humanos. Tchenna Maso, do MAB, fala sobre como os crimes da Vale estão se tornando um padrão das empresas transnacionais e ressalta a importância de internacionalizar a luta por garantia de direitos:

O que ocorreu em Brumadinho alerta o que pode ocorrer em outros lugares. No Rio Grande do Sul, projeto de mineração no sul do estado, entre Lavras do Sul e Dom Pedrito, projeto prevê construção de barragem duas vezes maior que a de Brumadinho (MG). Em caso de ruptura, rejeitos atingiriam Rosário do Sul, Praia de Areias Brancas, e poderiam chegar até o Uruguai. Atualmente, o Rio Grande do Sul surge como a nova fronteira minerária do Brasil: são mais de 5 mil requerimentos para pesquisa mineral em solo gaúcho. Caso avancem os projetos, o estado se tornaria o terceiro maior minerador do país. 

No estado gaúcho há mais de 800 barragens. Atualmente ocorre o desmonte das políticas públicas para os atingidos por barragens. Em 2019, com o governo do Eduardo Leite, dois decretos que regulamentavam os direitos das populações atingidas por barragens no estado foram revogados. O Decreto nº 51.595, de 23 de junho de 2014, que instituía a Política de Desenvolvimento de Regiões Afetadas por Empreendimentos Hidrelétricos – PDRAEH, e a Política Estadual dos Atingidos por Empreendimentos Hidrelétricos no Estado do Rio Grande do Sul – PEAEH previa uma série de itens relacionado aos direitos que possuem os atingidos por barragens, buscando assim diminuir as violações e impactos causados pelos grandes empreendimentos hidrelétricos. 

Brumadinho ensina dos riscos, das consequências que a mineração traz aos territórios. Para as empresas, o lucro está acima da vida! A Campanha Global para Reclamar a Soberania dos Povos Desmantelar o Poder das Transnacionais e Por Fim à Impunidade visa assegurar que estes crimes não ocorram e que as empresas sejam responsabilizadas.

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Foto: Movimento dos Atingidos por Barragens

1 ano de dor. 1 ano de luta!
272 pessoas tiveram suas vidas ceifadas em prol do lucro de uma empresa. A tragédia anunciada em Mariana, se repetiu em Brumadinho. Pela mesma empresa: a Vale. O dia 25 de janeiro de 2020 foi de muita dor. Foi o dia de relembrar o pânico e sofrimento que deste dia por diante transformou a vida de inúmeras famílias e comunidades. O dia que faz repensar sobre o poder das corporações, faz refletir sobre o modelo energético insustentável e inviável, sobre as injustiças sociais e ecológicas em prol do lucro das empresas. 

Nenhuma  morte foi acidente. Existe um responsável: a Vale. 

No 25 de janeiro foi quando a  marcha chegou na Comunidade Córrego do Feijão para prestar solidariedade às vítimas, aos familiares, à comunidades. É possível perceber os traços da destruição na comunidade: muitas pessoas foram embora, muitas casas a venda (na maioria sendo comprada pela Vale), dificuldades de acesso água a água. A empresa compra as casa como estratégia para ter controle sobre a região e apagar a memória do crime cometido. Além disso, em áreas em que é possível visualizar a destruição deixada pela lama tóxica, a empresa colocou escudos para que a população não veja, bem como, onde ficou lama, plantou grama.

Seguir depois de tamanha extermínio não é fácil. É preciso transformar toda dor e sofrimento em energia para seguir lutando, para que isso não se repita mais! É só através da autonomia dos povos e comunidades que será possível transformar o atual modelo energético para uma transição justa e popular.

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Após trancamento da ferrovia no dia 23 de janeiro, empresas acatam reivindicação para suspender atividades no dia em que o crime em Brumadinho completa um ano e atingidos conquistam paralisação do trem da Vale no dia 25 de janeiro. Fotos: Movimento dos Atingidos por Barragens

 

 

Perú: La nueva ley General de Minería profundiza el modelo extractivo y generación de más deudas al país

Por Comunicación Red Jubileo Sur/Américas

El extractivismo es uno de las más concretas manifestaciones del orden mundial: Acumulación de ganancias con graves impactos sociales, ambientales y territoriales a nivel local y nacional.

Lourdes Contreras Vásquez, de la organización Circulo de Acciones Feministas de Lambayeque y articuladora de la organización de la Marcha de las Mujeres de Macroregion Norte Perú, integrantes de la Red Jubileo Sur/Américas nos comenta al respecto:

“Nosotras ponemos el cuerpo y nuestras organizaciones en defensa de los derechos de las mujeres diversas, pueblos, vida, mentes, agua, tierra y territorio.”

En 1992, el gobierno dictador de Alberto Fujimori nos impuso una constitución que abrió las puertas al extractivismo, el art. 58 dice que el Perú es una economía social de libre mercado y su desarrollo es orientado en esa línea. La madre tierra y los recursos naturales son puestas a merced de las trasnacionales, para asegurar eso, Fujimori promulga el decreto legislativo N°109 (Ley General de Minería) que hasta la fecha nos sigue rigiendo, en dicha ley indica que Todos los recursos minerales del subsuelo incluso los geotérmicos, pertenecen al estado, cuya propiedad es inalienable e imprescindible, con esto quito derechos a las comunidades campesinas, indígenas, rurales de decidir sobre su tierra y territorio,  dando el control al neoliberalismo y su propuesta de muerte sobre la vida de las mujeres, los pueblos y biodiversidad”.

Antes de 1992 la minería ocupaba un aproximado de 2 millones de hectáreas, hacia 1997 se había extendido a más 15 millones, según IGEMMET (Instituto Geológico Minero y Metalúrgico) para el 2016 se estaba hablando de aproximadamente 19 millones de hectáreas. Esto ha significado, el desalojo, expropiación de territorios agrícolas, rurales, indígenas, militarización, persecución y asesinato de líderes/as medioambientales, desaparición de la biodiversidad, desertificación de colchones acuíferos, además de contaminaciones por actividad minera y pasivos mineros, en más de 21 ríos según informes de la ANA (Autoridad Nacional del Agua).

De acuerdo al ministerio de energía y minas actualmente se tiene 26 proyectos mineros ejecutados a nivel de exploración, existen además otros 23 proyectos en vías de ser autorizados y para el 2021 se consolidará 10 proyectos mineros grandes:  3 son de cobre en el sur, 3 de oro en el norte, 2 de hierro en lima y 2 de estaño en puno, en definitiva, quieren dar mayor poder y libertades extractivista a las trasnacionales y esto está muy relacionado con el endeudamiento externo del Perú.

El país vive inmerso en la dependencia del capital extranjero, la monopolización de la economía y endeudamiento externo, según cifras del Banco Central de Reserva (BCR), el gobierno de Martín Vizcarra-PPK recibió una deuda pública de alrededor de S/ 142,000 (julio 2016) y la ha incrementado a casi S/ 197,000 millones en el 2019, esto viene acompañado de la desprotección de los derechos civiles , el incremento de los costos de vida y precarización de la misma,  la tasa de desempleo asciende a  8, 2%, la más alta en los últimos años.

Es importante además mencionar que en noviembre del 2019 realizo un préstamo de 85 millones de dólares al Banco Mundial, con la justificativa de propiciar acciones que permitan mejorar el acceso a la justicia, este contexto genera dos condiciones: primero- el incremento de la deuda externa y segundo- el condicionamiento de la flexibilización en las normas a beneficio de las trasnacionales mineras, petroleras.

La Respuesta del Pueblo no se hace esperar

Este año 2020 es decisivo para el país, se debatirá la ley minera, no precisamente con el objetivo de controlar el extractivismo desmedido, por el contrario, se busca profundizarlo.

Las mujeres y los pueblos han estado de pie históricamente y lo siguen estando en defensa del territorio, agua, vida y existencia de una vida digna para las futuras generaciones, estos procesos de resistencias han desencadenado en conflictos medio ambientales como conga, tambogrande, rio Blanco, Kañariaco.

Se desarrollan además un conjunto movilizaciones y resistencia frente a los proyectos mineros en diferentes territorios: Cajamarca frente al proyecto minero Conga, Lambayeque frente al proyecto minero Cañaryacu, Piura frente a los proyectos mineros, rio blanco y Tambogrande,  en el corredor sur, frente a los proyectos mineros “Tía María” en el valle del Tambo en Arequipa y “las bambas” en Cotabamba Apurímac, entre otros que ha conllevado a un estallido del conflicto medioambiental y un cuestionamiento a la ley general de minería, frente a ello 28 de julio de 2019 el gobierno central  plantea cambiar la “Ley General de Minería”.

El Estado no pretende cambiar la estructura de la ley, más bien precisar algunos elementos, por ejemplo, la conformación de un fondo de garantía que compense los posibles impactos ambientales, la creación de un organismo independiente para la evaluación de los EIA, que dependerá del presidente de la república, quien se encargará, de la supervisión y monitoreo de las minas.

Los presidentes de algunos gobiernos regionales del sur están planteando propuestas, entre las que se encuentran la solicitud de trasladar a ellos, la fiscalización medioambiental de las empresas mineras. Otras posiciones plantean el ordenamiento territorial del país, para así, asegurar la protección de derechos de las comunidades y ambientales en cabeceras de cuencas, aguas subterráneas, así como, la protección de territorios indígenas.

No se está debatiendo sobre la orientación de “desarrollo”, mismo que nosotras lo entendemos como el ¨buen vivir¨ pensamos que es necesario enfocar ese buen vivir en nuestros pueblos y el país en general, sabemos que la minería lo único que traes es destrucción para nuestros territorios y pueblos.

Tomando en cuenta que las principales actividades en el país son: La agricultura, la pesca, el turismo planteamos que es clave que actores sociales como las mujeres, las comunidades indígenas campesinas rurales, quienes estamos en defensa de nuestros territorios, agua, vida, seamos clave para orientar a la elaboración de una propuesta que nos represente.

La dificultad que se tiene para generar una propuesta viable con el interés de las mujeres, pueblos y comunidades indígenas y nativas es que primero: EL gobierno no lo está planteando como una propuesta consultada. segundo:  La ciudadana no conoce la propuesta y aun no se está debatiendo y llegando a acuerdos concretos para ser trasformadas en propuestas, que luego deben ser elevados al congreso para su debate, en tanto ya sabemos que la propuesta del gobierno peruano está enmarcado a flexibilizar la normativa a favor de las trasnacionales. Tercero:  La ley de minería se debatirá en el congreso y sabemos que el nuevo congreso está compuesto por una diversidad de posiciones, muchas de ellas posiciones neoextractivista. Cuarto: La necesidad de generar una estrategia de incidencia para que la voz de los/las ciudadanos/as sean escuchadas y respetadas.

Los sectores involucrados

Quienes se han pronunciado inmediatamente y han sugerido al gobierno cambios favorables luego del anuncio del gobierno, ha sido la Confederación Nacional de Instituciones Empresariales Privadas – CONFIEP-, espacio que agrupa a diferentes empresas mineras y otras. Pero creemos que la deuda externa que tiene el país frente al FMI, BM, BID, condiciona al país para establecer este tipo de medidas.

La propuesta de ley que se ha generado desde el gobierno aún no es conocida en su totalidad por la ciudadanía, en tal sentido presumimos, que hay negociaciones debajo de la mesa y nos quieren sorprender, por ello es que exigimos se consulte y se debata la ley de minería, que las voces de las mujeres y los pueblos que ahora están resistiendo y luchando en los diferentes territorios sean escuchadas consultadas y respetadas. Muy al margen de ello están apareciendo iniciativas de las sociedades civiles referentes a esta ley.   

Afectaciones a las Mujeres

Si la ley es aprobada sin consulta,  sin escuchar y respetar nuestras voces, lo que están haciendo es sentenciando nuestras muertes, en tanto  comprendemos que no protegerá nuestros derechos como mujeres, comunidades indígenas, rurales, nativas y probablemente se inicie una cacería sobre todo de defensoras medioambientales, dado que somos las mujeres las primeras en salir a poner nuestros cuerpos y organizaciones para defender nuestros territorios, vida, agua y el futuro de nuestras generaciones venideras, saldremos a decir NO A LA MINERIA en nuestros territorios, aquí producimos el agua que tu bebes, el alimento que tu comes y defendemos el hábitat donde tú vives y vivirás. 

Las acciones desde la Articulación Macrorregional

Lo primero que estamos fortaleciendo es la articulación macroregional, con el objetivo de ir a un encuentro para debatir la propuesta de ley y nuestras propuestas sean presentadas al congreso de la republica de Perú. Paralelo a ello desarrollar un conjunto de estrategias de incidencia en nuestros diferentes territorios.

El Salvador: ¡Un revés en la Historia!

Por Comunicación Red Jubileo Sur/Américas

El pasado lunes 10 de febrero la cámara de parlamentarios de El Salvador, realizó una sesión extraordinaria, con el objetivo de abordar la crisis institucional generada por el Jefe de Estado Nayib Bukele, quien el domingo 9 de febrero ordenó militarizar la Asamblea Nacional y realizar acciones de seguimiento y asedio a diputadas/os del parlamento. Las ordenanzas represivas por parte del  Ejecutivo fueron parte de la respuesta que dio a los miembros del Poder Legislativo, esto, por haberse negado a sesionar y aprobar la solicitud del préstamo al Banco Centroamericano de Integración Económica (BCIE) por la cantidad de 109 millones de dólares, que según la propuesta del presidente Bukele, serían usados para poner en marcha la tercera fase del llamado; Plan de Seguridad Territorial, una iniciativa para modernizar a la Policía y a la Fuerza Armada salvadoreña.

Durante todo el domingo, las Fuerzas Armadas de El Salvador fueron desplegadas en la ciudad Capital y en los alrededores de la Asamblea Legislativa, posteriormente, Bukele dirigió un discurso en el que otorgó el ¨plazo¨ de una semana a las y los parlamentarios para que aprueben la solicitud del préstamo.

 Zulma Larín, coordinadora de la Red de Ambientalistas Comunitarios de El Salvador (RACDES), nos comparte su preocupación por la implicancia de esta compleja situación; siendo que el mecanismo histórico que se usa para el otorgamiento de los préstamos, se corresponde con los intereses y estrategias dictadas por organismos como el Fondo Monetario Internacional (FMI), lo que incrementa los niveles de endeudamiento al país, y refuerza las estructuras militares represoras.  

De acuerdo a lo expresado por Zulma, otra cosa que preocupa, es el odio y el racismo expresado abiertamente por el mandatario en sus discursos. El presidente está empecinado en retroceder sobre los pocos avances que en términos de democracia se lograron en el país después de los acuerdos de paz, firmados en 1992. Zulma considera que las acciones de Bukele, representan una afrenta a la historia de un país que pagó con dolor y sangre las secuelas de un conflicto armado, cuyos efectos son aún latentes en los diversos sectores de la sociedad. A pesar de eso el mandatario desvalora estos avances y prefiere tomar distancia del respeto a los derechos humanos y de la libertad de expresión.

 

Zulma continúa diciendo, que la memoria histórica ha contribuido para que los esquemas se quedarán en el pasado, pero ante esta situación estamos en incertidumbre. El presidente de El Salvador está más preocupado en cumplir con la agenda internacional, que en trabajar por el pueblo. 

“El compromiso que debería de tener el mandatario, es con el pueblo, ¡No! con la comunidad internacional y por lo tanto debe contribuir al respeto de los derechos humanos y de la libertad de expresión”. Enfatizó Zulma Larín.

Ante el evento represivo protagonizado por el Poder Ejecutivo de El Salvador, las diversas organizaciones y movimientos sociales se han reunido para conversar sobre la situación en el país, han discutido sobre las estrategias para denunciar estos atropellos, a pesar de que el Presidente, también ha lanzado amenazas contra las Organizaciones de la Sociedad Civil (OSC) y ha dado un ultimátum para que se abstengan de manifestarse ante la situación actual y otras que se han venido presentando desde que Nayib tomó la presidencia de la República.

Zulma Larín concluye diciendo, que tienen el compromiso por aportar a la construcción de una sociedad más justa y ese compromiso es con las presentes y futuras generaciones. Las organizaciones están definiendo una serie de acciones enmarcadas en la agenda de debates, manifestaciones públicas y culturales, ante lo que identifican como; ¡una emergencia social! ya que la militarización y la represión jamás deben de ser la respuesta de un presidente contra su pueblo.

ECONOMIA SOCIAL SOLIDARIA: Una Apuesta a la transformación del Orden Global

Por Comunicación Jubileo Sur/Américas

Nicolas Cruz Tineo, especialista en Economía Social Solidaria, Coordinador de la Red Intercontinental de Promoción de la Economía Social Solidaria para Latinoamérica y el Caribe (RIPESS LAC), Director Ejecutivo del Instituto de Desarrollo de la Economía Asociativa (IDEAC) de República Dominicana, organización que integra Jubileo/Sur Américas, nos compartió planteamientos que han venido trabajando desde RIPESS.

¿Qué es la Economía Social Solidaria?

La ESS puede definirse como el sistema social, económico, cultural y ambiental, constituido por la diversidad de iniciativas de economías que están desarrollando formas solidarias de producción, intercambio, créditos y consumo, creadas por trabajadores y trabajadoras, a través de prácticas de relaciones sociales de cooperación, para el bien común y para la liberación del ser humano y la naturaleza.

La Economía Social y Solidaria abarca una diversidad de experiencias prácticas que pretenden dar respuestas a las causas estructurales de los graves problemas de desigualdad y de destrucción de la biosfera que genera el sistema capitalista, y que han ido tejiendo una red de iniciativas que construyen otra visión de la economía.

Las entidades de ESS están caracterizadas por las prácticas de la autogestión asociativa de los bienes comunes por los/as trabajadores/as como forma de dirección democrática, la cooperación entre las entidades y personas participantes, la economía feminista, el comercio justo, la soberanía alimentaria, la economía ecológica, las finanzas éticas, el consumo responsable y la ética económica que se fundamenta en la no explotación del trabajo ajeno y de la naturaleza.

¿Cuáles son los Fundamentos Teóricos comprobados?

La ESS tiene como fundamento teórico la Economía de la Liberación y su comprobación en la práctica, a través de las redes de Circuito Económico Solidarios.  Plantea que el capitalismo está en un estado de decadencia irreversible, por lo que, desde su interior, se ha iniciado un proceso de construcción y consolidación de nuevas formas de producción, de intercambio y de crédito, expresadas en las iniciativas de ESS y sus redes de intercambio solidario, con relaciones basada en la cooperación, la colaboración y la búsqueda del bien común para los humanos y la naturaleza.

Hay muchas preguntas que en la actualidad quisiéramos saber sobre, cómo la Economía Social Solidaria está caminando en el marco de la realidad dominante del capitalismo y en concreto, ante el predominio del capital que somete a los países y a los pueblos a la expoliación, usando como forma de aniquilación de sus soberanías.

Al presentar su crítica fundamental de las relaciones de explotación del trabajo y la naturaleza en la producción, de expropiación en el intercambio y expoliación en el crédito, el capitalismo dominante como modo de producción planetario está generado como consecuencias: hambrunas recurrentes, muertes masivas, destrucción de los ecosistemas  de vida, saqueos de los bienes naturales, altas tasas de desempleo, la desestabilización político y social, las guerras y el terror, por todo el globo terráqueo.

¿Cómo participa la economía social solidaria a nivel mundial?

En los últimos años han proliferado numerosas iniciativas económicas basadas en los principios de la economía solidaria, en todas las dimensiones que componen la economía, experiencias que, si logran conectarse e intercooperar entre ellas y con una población cada vez más sensibilizada hacia el consumo responsable, serán capaces de alterar las condiciones perversas del mercado actual.

Esto nos ayudaría a avanzar en la definición y puesta en valor de estas iniciativas económicas innovadoras,  que gracias a la participación de cientos de miles de iniciativas de base de redes de organizaciones de productores/as, comercializadores/as y consumidores/as, están logrando cambiar las formas actuales de  intercambio de bienes y servicios, a partir de la experimentación con redes, herramientas cada vez más complejas de producción, intercambio y consumo, creando flujos económicos, de información, de conocimiento y de poder en los circuitos económico solidarios.

Esto nos permitirá acercarnos a esta realidad en construcción y conocer a través de sus prácticas los retos a los que se enfrenta, para escalar en su impacto en el proceso de transformación del mercado capitalista.

Se puede considerar a la ESS como un concepto integrador en una perspectiva de las diferentes corrientes de la economía alternativa, tanto el enfoque de las capacidades de la solidaria, de la economía feminista y la economía ecológica; así como la mirada indígena del Buen Vivir. Buscan poner a las personas y sus condiciones de vida en el centro del análisis y vincular los trabajos con la producción socialmente necesaria, con la satisfacción de las necesidades básicas, apostando por “otra economía más justa”.

Su presencia a nivel mundial puede verificarse con la existencia de una potente red mundial de comercio justo y de productos de orgánicos, redes de incidencia y promoción de la ESS, como RIPESS con presencia regional en los 5 continentes, existencia de redes de investigadores y académicos, universidades e institutos, con inclusión constitucional y leyes en decenas de países y es además un tema ya trabajado en las agencias de la ONU y la Unión Europea.

 Desde la Economía solidaria ¿Cuál es la perspectiva de la Deuda financiera?

La deuda es un mecanismo que el capitalismo usa para someter a los pueblos bajo el régimen perverso de expoliación de sus riquezas. No solo endeudar a los países, sino también directamente a las familias trabajadoras, al estar estas sometidas a permanentes bajos salarios e insuficientes ingresos para asegurar la satisfacción mínima de sus necesidades básicas, teniendo que endeudarse con los bancos o los prestamistas para completar sus medios de vida.

A través de las deudas existe una dinámica de extracción de plusvalía y de los bienes de los/as trabajadores/as, a través de pago de intereses, al tiempo que es un mecanismo de sometimiento y de profundización de la dependencia y de eliminación de la soberanía de los pueblos, de las personas y de las familias.

La deuda te convierte en un consumidor, por la tanto, dejas de ser ciudadano; una de los objetivos del capitalismo es la alienación de las personas al contribuir a la eliminación del ser humano y su conversión en cosas mercadeables. A nivel de los países pierden soberanía, a nivel de la familia pierden autonomía y a nivel de participación política todo se convierte en mercancía.

Actualmente el capital financiero es la forma de acumulación de capital dominante, en comparación al capital productivo, y es el promotor del Neoliberalismo en América latina y Caribe y todo el mundo. Este se mueve en el planeta y la economía como todos tipos de capitales:  de acuerdo al comportamiento de la tasa ganancia y esta es mayor en la economía especulativa como práctica del capital financiero.

Desde el punto de vista de la economía solidaria la perspectiva es que el modelo de acumulación del capital financiero al entrar en crisis en el 2008, inició un proceso irreversible de profundización, incluso, se espera una más aguda que aquella para los años de la década del 2020. Lo perverso de todo esto es que las élites dominantes tratan de superar las crisis, por ellos creada, no solo con la sobreexplotación de los/as trabajadores/as, con la contracción de los salarios, la precarización, la tercerización, la informalización, la marginación, la eliminación de las derechas laborales, humanos y de la naturaleza, sino, además a través del uso de los ingresos del Estado para el salvataje de las empresas responsable de la misma crisis.

Las perspectivas son, que el capitalismo como modo de producción, intercambio y crédito está en decadencia y se esperan  crisis más profundas y complejas; como respuesta, los pueblos se van saliendo de los circuitos económicos capitalista y van construyendo sus propios circuitos ecónomos solidarios y con ellos el poder económico, político, de conocimientos, comunicacional, cultural e ideológico para eliminar los fundamentos de la formación económica- social capitalista, a nivel local, nacional regional y global. 

¿Cuál es la relación de la economía social solidaria y las/os pequeñas/os productores, las cooperativas, los mercados locales?

Las/os pequeñas/os productores/as, trabajadores/as autónomos/as, artesanas/os, los artistas y todas las personas que están creando economías alternativas, tienen que organizarse, hacer mecanismos solidarios, organizarse para crear, desarrollar y apoderarse de las riquezas y las fuerzas productivas creadas por ellos, avanzando en la cadena de valor.

El/la trabajadora/o tiene que crear economía solidaria, es la única forma de protegerse y de liberarse del sistema capitalista, creando procesos de circuitos económicos solidarios para liberar las tecnologías, los conocimientos, la información y el poder de las manos del capital.

No se trata solo de luchar para la toma de poder y desde allí construir economía solidaria, podemos, además, ir construyendo los circuitos solidarios y quedarnos con la riqueza, al tiempo que se lucha por el cambio político. Las/os trabajadoras/os deben poner a los Estados de cada país al servicio de los procesos de economía solidaria.

Desde el sustento de Jubileo Sur/Américas ¡No debemos, No pagamos! sugiere que sería importante trabajar procesos de liberación de la deuda, a través de los circuitos económicos solidarios como una salida alternativa, no solo protestar y demandar, sino construir el proyecto social propio del movimiento y que las organizaciones lo asuman como proyecto de vida económica nueva. Se recomienda a Jubileo sur/Américas, abordar el problema de la deuda en esas dos vertientes: protestando, denunciando, educando y a la vez, contrayendo otra economía, a través de la promoción de los circuitos económicos solidarios, como mecanismo de hacer dominante a la economía de la liberación.