Cuba Debate: Resalta Gobierno cubano valía del Programa del Médico y la Enfermera de la Familia

Perfil del mandatario cubano en Twitter. Foto: Captura de pantalla.

Miguel Díaz-Canel, Presidente de los Consejos de Estado y de Ministros, destacó los logros de la medicina cubana como resultado del Programa del Médico y la Enfermera de la Familia, que este 4 de noviembre cumple 35 años de fundada por Fidel Castro.

Triste que en todo el mundo un millón de niños no cumplen su primer día de vida por causas prevenibles. #Cuba con mejor tasa en América Latina y Caribe. #CubaEsSalud en el 35 aniversario del programa del médico y la enfermera de la familia fundado por #Fidel, escribió el mandatario cubano en su perfil en Twitter.

“Nuestro respeto y solidaridad con las naciones hermanas, en las que han laborado más de 347 700 médicos y trabajadores de la salud cubanos, muchos de ellos en lugares recónditos y difíciles, y se han formado más de 27 200 jóvenes como profesionales”, agregó.

En las redes sociales también envió su felicitación Roberto Morales Ojeda, miembro del Buró Político del Comité Central del partido Comunista de Cuba y vicepresidente del Consejo de estado y del Consejo de Ministro.

En el 35 Aniversario del Programa de #MedicinaFamiliar felicitamos a todos los que forman y han formado parte de él, su contribución ha sido decisiva en los resultados alcanzados en el SNS. Seguro rescatarán los conceptos fundacionales con los cuales #Fidel lo creó, dijo en Twitter.

En ese espacio digital el ministro de Salud Pública felicitó a los integrantes de esta iniciativa sanitaria y dijo que honran las palabras de #Fidel: “…nunca una idea o un programa de salud se desarrolló tanto y tan rápido, ni ha producido tantos frutos, como esta idea y este programa del médico de la familia”.

Desde su creación, el 4 de enero de 1984, este importante programa ha realizado más de 18 millones de visitas a familiares y 84 millones de consultas, con un impacto en indicadores de la calidad de vida como la disminución de la mortalidad infantil, el incremento de la esperanza de vida y el control de enfermedades crónicas trasmisibles y no trasmisibles.

Actualmente Cuba posee 10 mil 869 consultorios; 449 policlínicos, y 785 Grupos Básicos de Trabajo, que integran la atención primaria de salud, el cual tiene entre sus principales retos lograr atender el 70 por ciento de los problemas de salud de la población en el nivel primario.

El Programa del Médico y la Enfermera de la Familia llega a sus 35 años de fundado

El Programa del Médico y Enfermera de la Familia en sus 35 años de puesta en funcionamiento contribuye de forma notable a los indicadores sanitarios que exhibe Cuba. Entre ellos se encuentran la disminución de la mortalidad infantil, la cual al cierre de 2018 y por segundo año consecutivo fue de 4,0 por mil nacidos vivos, la más baja de la historia y desde hace 11 años.

Fuente: Cuba Debate

Brasil de Fato: João Pedro Stedile: Política econômica de Bolsonaro não resolverá problemas do povo

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Aos 65 anos, gaúcho foi um dos fundadores do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra  - Créditos: José Eduardo Bernardes
Aos 65 anos, gaúcho foi um dos fundadores do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra / José Eduardo Bernardes

“É um governo que não representa a vontade da maioria do povo brasileiro”

Na primeira edição do programa No Jardim da Política de 2019, o estúdio da Rádio Brasil de Fato contou com a presença do economista e um dos fundadores do Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Teto (MST) e da Via Campesina Internacional, João Pedro Stedile, para falar sobre as perspectivas políticas para 2019.

O bate-papo começou com uma análise sobre a posse de Jair Bolsonaro na Presidência da República, que aconteceu nesta última terça-feira, (01). Stedile destacou a ausência de representatividade do povo brasileiro durante a posse, devido ao número baixo de pessoas que compareceram para prestigiá-lo, sendo um público majoritariamente branco e de classe média. “Eles sabem que são fruto de uma eleição fraudulenta, portanto é um governo que não representa a vontade da maioria do povo brasileiro”, afirma.

O entrevistado também avalia o plano econômico e as contradições do governo Bolsonaro. Stedile analisa que, por um lado, existe um governo que traz no discurso de seu presidente, o autoritarismo, querendo impor a ordem junto ao militarismo. Por outro lado, é um governo subordinado aos interesses dos Estados Unidos com uma política econômica ultraneoliberal.

Para Stedile, essa é a essência do governo Bolsonarista, que não vai suprir as necessidades da população brasileira. “A política econômica que eles vão implementar de total liberdade ao capital não vai resolver os problemas do povo, ao contrário, eles precisam total liberdade para fazerem o que quiserem justamente porque necessitam aumentar a taxa de lucro, porém para aumentar a taxa de lucro e recuperar a acumulação capitalista só tem um caminho historicamente: aumentar a exploração sobre os trabalhadores, aqueles que produzem essa riqueza que eles querem se apropriar” explica.

No final da conversa, Stedile fala sobre as ameaças explícitas aos movimentos populares que o governo Bolsonaro faz desde sua campanha. “Toda a militância do MST têm consciência de que devemos tomar cuidado, não se expor a esse ódio propagado, mas isso não deve ser um motivo para se ter medo, estamos fazendo uma luta para que nosso povo melhore as condições de vida”, opinou. Para o entrevistado, a ameaça e perseguição imediata através de inquérito e processos se fortalece em uma política de “morde e assopra” com muitas contradições. Mesmo assim, o dirigente ressalta que as intimidações não vão amedrontar ou afastar a militância da luta social.

Além de Stedile, a edição também contou com o relato da repórter do Brasil de Fato, Cristiane Sampaio, que contou como foi o polêmico dia de cobertura para a imprensa na cerimônia de posse de Bolsonaro.

Retransmissão

Há mais de seis meses no ar com programação ao vivo e diária, a Rádio Brasil de Fato permite que seus conteúdos sejam retransmitidos gratuitamente por rádios comunitárias e educativas, além de blogs e sites. Confira as opções:

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Edição: Mauro Ramos

 

Fuente: Brasil de Fato

Brasil de Fato: Ex-presidente Lula, em carta: “2019 deve ser o ano da defesa do povo brasileiro”

Confira a íntegra da mensagem que Lula escreveu para celebrar a passagem do ano

Redação

Brasil de Fato | São Paulo (SP)

Ouça a matéria:

"Eles podem prender uma pessoa, como fizeram comigo, mas não podem encarcerar nossas ideias, muito menos impedir o futuro" - Créditos: Ricardo Stuckert/Instituto Lula
“Eles podem prender uma pessoa, como fizeram comigo, mas não podem encarcerar nossas ideias, muito menos impedir o futuro” / Ricardo Stuckert/Instituto Lula

Preso desde 7 de abril na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba (PR), Luiz Inácio Lula da Silva escreveu uma carta para celebrar a passagem de mais um ano e “a renovação da esperança em um mundo melhor”.

“Precisamos retomar o caminho do desenvolvimento com inclusão social. E isso se faz com transferência de renda, com geração de empregos, com investimento público e privado; isso se faz tratando os trabalhadores e os mais pobres como solução e não como problema”, disse o ex-presidente, apontando também que 2019 deverá ser um ano focado na defesa dos trabalhadores e trabalhadoras brasileiras. “Defender o direito à saúde e educação de qualidade. Ao emprego e à oportunidade de estudar e trabalhar em paz por um Brasil melhor”, afirmou.

Confira abaixo a íntegra da nota:

“Meus amigos e minhas amigas,

Quero agradecer a Deus por estarmos iniciando mais um ano. Espero que esta noite todos possam estar reunidos à família e aos amigos, festejando a renovação da esperança em um mundo melhor.

Como vocês sabem, vou passar o Ano Novo numa cela em que fui preso sem ter cometido crime nenhum, condenado sem provas e sem direito a um julgamento justo. Mas não me sinto só. Não estou só.

De onde me encontro, posso ouvir e até mesmo imaginar as expressões de solidariedade e amor dos companheiros e companheiras que me acompanham nessa vigília pela democracia desde a noite de 7 de abril, quando fui ilegalmente encarcerado.

É a vocês da Vigília Lula Livre que dirijo meu primeiro e mais profundo agradecimento nesta passagem de ano. Vocês são símbolo mais forte de uma corrente de solidariedade e clamor por justiça que se estende por todo o Brasil e ao redor do mundo.

Agradeço de coração a todos e a todas, do PT, dos mais diversos partidos do Brasil e de outros países, aos que não são de partidos mas praticam a democracia, aos militantes sociais, aos religiosos e pessoas espiritualizadas, aos intelectuais, estudantes, trabalhadores da cidade e do campo, à gente boa e simples que me fortalece diariamente com manifestações, cartas e orações.

Os últimos anos foram muito difíceis para o povo brasileiro, e é nisso que penso todos os dias. A fome voltou ao nosso país, o desemprego está rondando milhões de lares, os direitos dos trabalhadores estão sendo rasgados, as políticas sociais que protegem o povo estão sendo destruídas, a economia patina.

Em 2018, nós lutamos nas urnas para mudar esta situação de forma democrática. Mas fizeram de tudo para impedir que os eleitores se pronunciassem livremente. A começar pela proibição ilegal da minha candidatura, desrespeitando a vontade da maioria e até uma decisão da ONU que garantia meus direitos políticos.

E não vamos desistir de lutar por um Brasil melhor e por um mundo de paz. Ao longo da história, o povo brasileiro soube enfrentar grandes desafios e injustiças. Por mais duras que fossem as condições, jamais nos curvamos às tiranias.

Eles podem prender uma pessoa, como fizeram comigo, mas não podem encarcerar nossas ideias, muito menos impedir o futuro. 2019 será um ano de muita resistência e muita luta, para impedir que o nosso povo seja ainda mais castigado do que já foi. O Brasil precisa mudar, sim, mas mudar para melhor.

Precisamos retomar o caminho do desenvolvimento com inclusão social. E isso se faz com transferência de renda, com geração de empregos, com investimento público e privado; isso se faz tratando os trabalhadores e os mais pobres como solução e não como problema.

Nosso objetivo em 2019 deve ser a defesa do povo brasileiro. Defender o direito à saúde e educação de qualidade. Ao emprego e à oportunidade de estudar e trabalhar em paz por um Brasil melhor.

E isso só vai ser possível garantindo a democracia plena; em que seja livre o direito de organização, de manifestação e de expressão. Em que todos sejam reconhecidos como cidadãos e cidadãs. Em que se pratique a verdadeira Justiça, sem perseguição política, ódio ou preconceito.

Eu continuo tendo fé em Deus e no povo brasileiro. Não vamos baixar a cabeça nem deixar que tirem nossa alegria de viver e de batalhar por dias melhores. Nós sempre tivemos coragem de lutar e temos coragem de recomeçar.

Desejo que o ano de 2019 seja o início de uma nova caminhada por um Brasil sem fome e sem pobreza, com emprego digno, saúde e educação para todos.

Como diz a canção do grande Chico Buarque: “Amanhã vai ser outro dia”.

Paz, amor e esperança!

Um Feliz Ano Novo para todos!

Um abraço fraterno do companheiro

Luiz Inácio Lula da Silva

Curitiba, 31 de dezembro de 2018″

Edição: Brasil de Fato

 

Fuente: Brasil de Fato