Michel Temer exclui 10 milhões de famílias do Bolsa Família

Plano de Temer exclui mais de 10 milhões de famílias do Bolsa Família. Ao voltar-se apenas para os 5% dos mais pobres entre todos os pobres, nem a extrema pobreza será atendida pelo programa. Desigualdade tende a se aprofundar

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Com as mudanças previstas, Bolsa Família deverá beneficiar apenas uma em cada quatro famílias nordestinas que necessitam do benefício

Se a proposta de meta fiscal do governo interino de Michel Temer vier a ser implementada, os programas sociais deverão ser fortemente atingidos. O Programa Bolsa Família (PBF), especialmente, deixará de atender a 10 milhões de famílias pobres que necessitam do benefício. A estimativa é do estudo Os impactos do Plano Temer nas políticas sociais: o caso do Bolsa Família, lançado hoje (25) pela Fundação Perseu Abramo (FPA), em São Paulo. Trata-se do primeiro de uma série que será produzida a partir do monitoramento da Fundação sobre as políticas de Temer.

Conforme destacou o presidente da FPA, o economista Marcio Pochmann, na era Temer, o sistema público deverá voltar-se fundamentalmente aos 5% mais pobres. Isso porque, segundo o documento “Uma Ponte para o Futuro”, do PMDB, esse percentual não estaria inserido na economia e reside em comunidades isoladas, esparsas, somente para os quais os equipamentos e serviços públicos e programas de sustentação de renda devem ser descentralizados. Assim, não haveria necessidade do programa nas regiões metropolitanas.

Segundo as informações oficiais do IBGE e disponíveis na Pnad de 2014, o contingente dos 5% mais pobres seria de 3,4 milhões de famílias, equivalendo a cerca de 12,2 milhões de pessoas. O rendimento médio dessas famílias era de apenas R$ 176 mensais (R$ 5,87 por dia para família ou R$ 1,63 per capita ao dia). Para o ano de 2014 e o mesmo parâmetro de pobreza, contabilizava-se pela Pnad o contingente de 14,3 milhões de famílias de pobres. Pelo PBF, 13,9 milhões de famílias eram atendidas em abril de 2016, o que equivalia a cobertura de 97,3% dos pobres estimados pelas informações do IBGE de 2014.

“As pessoas das regiões urbanas, onde há grandes bolsões de extrema pobreza, deverão ser as mais afetadas por mudanças no programa. Em São Paulo, o estado mais rico, a pobreza está nos grandes centros, em bairros que concentram as famílias mais pobres”, destacou Pochmann. Ele lembrou ainda posicionamento do ministro da Saúde, Ricardo Barros (PP-PR), para quem o país não tem condições de manter os direitos que a Constituição garante, entre eles, a universalidade do acesso à saúde.

Em 2015, enquanto deputado federal relator do Orçamento Geral da União, Barros propôs oficialmente o corte de R$ 10 bilhões de recursos para o Bolsa Família, levando à retirada de 23 milhões de pessoas do programa de transferência de renda, sendo 11 milhões de crianças e adolescentes de até 18 anos. “Agora ministro, ele vive defendendo a repactuação, como na Grécia, que cortou as aposentadorias”, disse.

Segundo o estudo, a implementação da proposta do Plano Temer vai afetar a todas as regiões. Porém, o Centro-Oeste, que atualmente possui a maior cobertura nacional pelo programa, passaria a ter a menor proporção de cobertura, com apenas 20% das famílias assistidas (137,7 mil famílias). Na sequência, a região Norte, com 21,2% (370 mil famílias), região Sul, com 21,8% (236 mil), Sudeste, com 22% (843 mil famílias), e Nordeste, com 25,9% (1,8 milhão de famílias).

Todos os estados serão prejudicados, porém, a situação será mais grave no Amapá (16,1% de cobertura e somente 9,5 mil famílias atendidas), Rio de Janeiro (16,3% e 133,3 mil famílias), Distrito Federal (18,2% e 20,1 mil famílias), e Paraná (19,3% e 86,3 mil famílias atendidas). Não existem estados os quais possam ser enquadrados como pouco prejudicados.

Na região Centro-Oeste, 20% das famílias que necessitam do benefício serão excluídas. No Nordeste, só um quarto delas será beneficiada. Serão 7 milhões de pessoas desassistidas só no Nordeste.

A Bahia, hoje o estado com maior número de bolsistas, deverá ter 1.3 milhão de famílias excluídas. Em São Paulo, o segundo, será 1,1 milhão. Minas Gerais, 1 milhão de famílias, Ceará, 840 mil, e Pará, 700 mil famílias.

Apenas a região Nordeste contará com 5,1 milhões de famílias em situação de pobreza não atendidas. As regiões Sudeste com 3 milhões, Norte com 1,4 milhões, Sul com 850 mil e Centro-Oeste com 550 mil, completam o quadro da possível tragédia social que se avizinha.

Do conjunto das 10,5 milhões de famílias passíveis de exclusão pela proposta do Plano Temer, 49,6% pertencem à região Nordeste, 25,5% ao Sudeste, 12,9% ao Norte, 6,5% ao Sul e 5,5% ao Centro-Oeste. E da economia dos R$ 20,9 bilhões, 51,7% deixarão de ir para a região Nordeste, 23,1% ao Sudeste, 14,5% ao Norte, 5,8% ao Sul e 5% ao Centro-Oeste.

“Impacto social significativo, com agravamento da situação de uma população vulnerável, com baixa escolaridade, com história de exclusão social. Haverá aumento da pobreza, subnutrição, violência, com maior impacto sobre o sistema de saúde. E evasão escolar, já que a frequência à escola é condição para recebimento da bolsa. Poucos estados mantiveram seus programas de transferência de renda, desarticularam-os, reunindo-se em torno do programa federal. Há cidades em que mais da metade da população está na pobreza”, disse o economista.

Pochmann lembrou que nos governos petistas de Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff as políticas sociais foram mantidas mesmo durante a grave crise de dimensão global iniciada em 2008. “O Brasil rompeu com o padrão governamental de internalizar medidas recessivas, como era desde 1981. Com isso, não houve corte de gastos sociais, o que permitiu proteger melhor a população em geral, sobretudo a situada na base da pirâmide social”, disse.

Inovador ao reunir várias políticas de transferência de renda, o Bolsa Família é reconhecido e premiado no Brasil e no exterior. Pagando um benefício em média de R$ 160, é responsável por retirar 36 milhões de pessoas da linha de pobreza e ainda é um mecanismo que estimula economias regionais. De acordo com dados do Ipea, para cada R$ 1 gasto com o Bolsa Família, são adicionados ao PIB R$ 1,78.

Segundo Pochmann, é assim porque a família pobre precisa gastar uma parcela maior de sua renda mensal do que outras classes econômicas. “Assim, os R$ 27,6 bilhões gastos em 2015 com transferência aos beneficiários incrementou o PIB do mesmo ano em R$ 49,2 bilhões”, disse. “Enquanto os Estados Unidos comprometem 2% de seu PIB em programas focalizados, o Bolsa Família respondeu em 2015 por 0,46% do PIB brasileiro.

Fuente: Pragmatismo Politico

Ley de Consulta promovida por ONUREDD y el Estado de Honduras viola el Convenio 169 de la OIT

Sambo Creek, 17 de agosto de 2016.- En Honduras hasta la fecha los pueblos indígenas sufrimos un colonialismo interno practicado como una política de Estado, que ha dado lugar a una enorme cantidad enorme de violaciones a los derechos; entre otras el doloroso asesinato de la líder indígena Berta Cáceres, acontecido hace casi seis meses, sin que hasta la fecha se haya develado los nombres de los autores intelectuales del macabro crimen.

El Estado de Honduras ratificó el Convenio 169 de la OIT en el año de 1995, sin que posteriormente adaptara las leyes nacionales al Convenio como lo sugiere el espíritu de la Convención de Viena sobre tratados(1969). Es más, el Banco Interamericano de Desarrollo (BID) promovió una Ley indígena que todavía se encuentra en salmuera en el Congreso Nacional, con la cual el Estado de Honduras y el BID pretendieron diluir el Convenio 169 y convertirlo en una ley secundaría plagada de falencias.

Después de 21 años de la ratificación del Convenio 169, el Estado, apoyado por el Programa de Naciones Unidas para el Desarrollo (PNUD) pretenden imponer una Ley de Consulta Previa, Libre e Informada (CPLI), la cual desconoce la voluntad de los pueblos. Con el agravante  que  en su artículo 20  señala como la decisión final recae en el Estado, desconociendo de esta forma la condición de Consulta Libre.

Desde el año 2013 es cuando el Programa REDD requiere de la existencia de una Ley de Consulta para poder cumplir con los preceptos estipulados de las Salvaguardas de sus proyectos. Desde ese momento el PNUD asume la promoción de la creación de una Ley de Consulta, apoyando a la Confederación de Pueblos Autóctonos de Honduras (CONPAH), la que socializó su borrador en la ciudad de La Ceiba en febrero de 2015. Posteriormente DINAFROH creó su propioanteproyecto de ley, mientras el Observatorio de los Derechos de los Pueblos Indígenas de Honduras introdujo al Congreso Nacional su versión de Ley de Consulta la que fue elaborado por los pueblos en una serie de talleres comunitarios. Como sorpresa final, el actual gobierno introdujo este año su versión de Ley, la que fue elaborada a puertas cerradas, y definitivamente redactada para defender los intereses del Estado, transnacionales y el Consejo Hondureño de la Empresa Privada (COHEP).

El Estado de Honduras en las últimas dos décadas ha tergiversado en múltiples ocasiones la Consulta convirtiéndola en una simple socialización, y es precisamente lo que pretende a través de una serie de reuniones “comunitarias’ con el pueblo Garífuna, las cuales inicia el día de hoy en la comunidad de Corozal, la que a través de su Patronato señaló que no fue consultada para la realización de dicha reunión.

En muchas ocasiones las instancias estatales utilizan prebendas o promesas de proyectos para obtener el beneplácito de  los supuestos líderes comunitarios, siendo esta técnica utilizada con mucha frecuencia en Honduras. Al mismo tiempo que se distorsiona la representatividad utilizando grupúsculos para dividir las posiciones asumidas por los pueblos.

Después del golpe de estado del año 2009, se aprobaron una serie de leyes a matacaballo, totalmente nocivas para los pueblos indígenas: desde la Ley de Aguas, Forestal, Pesca, RED y posteriormente la ZEDE, además de la entrega de la plataforma continental en la Moskita a BG-SHEL. Tanto DINAFROH como la COMPAH se sumieron al silencio al respecto. De ahí que concederles el beneficio de la duda, a las posibles “buenas intenciones” que albergue el anteproyecto de Ley introducido por el Estado al Congreso Nacional, es inaudito  y mucho más cuando CONPAH y DINAFROH elaboraron sus propias  versiones de la Ley de Consulta, las que aparentemente fueron soterradas en aras de los “intereses” del Estado.

DINAFROH -ente estatal creado después del golpe de estado- viene efectuando una socialización de la versión de ley fabricada por el Estado, a la que denomina consulta. Dicha versión de ley es adecuada para los intereses del Programa REDD, el que en Africa, con el pueblo Sengwer ha demostrado su esencia neocolonialista.

La defensa de la obsoleta soberanía westfaliana que ha esgrimido el Estado en los casos de las comunidades Garífunas en la Corte Interamericana de Derechos Humanos (Corte IDH), demuestra su desconocimiento de la autodeterminación de los pueblos. El estado de Honduras fue condenado por la Corte IDH en las sentencias sobre las comunidades de Punta Piedra y Triunfo de la Cruz, en relación a la violación del Derecho a la Consulta Previa. La farsa que está promoviendo el Estado y el PNUD no se ciñe a los estándares internacionalista en materia de derecho indígena y mucho menos se apega al Ius Cogens.

Organizacion Fraterna Negra Hondureña, OFRANEH

OFRANEH
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Honduras
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Fuente: OFRANEH

El saldo del golpe: menos derechos para los trabajadores, más ventajas para el Capital

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por Miguel Enrique Stédile
Traducido del portugués para Rebelión por Alfredo Iglesias Diéguez

Transcurridos cuatro meses desde la destitución de la presidenta electa Dilma Rousseff y en vísperas de la clarificación del futuro político del país en el Senado, las consecuencias del golpe parlamentario-empresarial son cada vez más evidentes.

Las manifestaciones a favor del impeachment podían esconderse bajo banderas genéricas e incluso populares, como la lucha contra la corrupción. Las señales eran, intencionadamente, confusas. No obstante, en la práctica, los cuatro meses del gobierno de Temer dejan claro para qué sirvió el golpe y a quién sirvió.

Desde el año 2008 la economía mundial afronta una grave crisis generada por el descontrol y la especulación del capital financiero. La receta de las grandes empresas transnacionales, mucho más poderosas de lo que lo es cualquier estado o gobierno, para salir de esta crisis está siendo uniformemente aplicada tanto en países del centro, como Francia, como en países de la periferia, como Brasil o Argentina. Básicamente, consiste en acelerar la explotación de los recursos naturales, especialmente los energéticos, y reducir al máximo los derechos de los trabajadores. De esta forma, reduciendo los precios de las materias primas y el ‘coste’ de los derechos laborales y sociales, el capital espera recuperar el equilibrio de su tasa de lucro. Obviamente, la consecuencia de este modelo será la acentuación de la crisis ambiental y social.

Si alguien duda de que es a este proyecto al servicio del cual está el gobierno golpista, basta con evaluar sus principales medidas en estos cuatro meses.

Agricultura familiar

Igual que otros ministerios dedicados a asuntos sociales, el Ministerio de Desarrollo Agrario fue eliminado. Las políticas que se desarrollaban en ese ministerio fueron transferidas al Ministerio de Desarrollo Social y agrario o distribuidas en otras carteras ministeriales, como el Gabinete de Presidencia. Desaparecido el Ministerio de Desarrollo agrario, la agricultura familiar también fue excluida de la Cámara de Comercio Exterior, retirando ese sector de cualquier negociación internacional que puedan promover o perjudicar a los pequeños agricultores.

Prueba de que la eliminación y la reorganización del Ministerio afecta directamente a la agricultura familiar está en la retirada de 160 millones de reales de los recursos del Programa de Adquisición de Alimentos, que adquiría productos de los pequeños agricultores para escuelas, guarderías, asistencia social, etc. Con esta media fueron excluidos 40 mil agricultores y 2 mil cooperativas.

El gobierno golpista, además, también revocó llamamiento público para la selección de entidades prestadoras de servicios para la asistencia técnica, dejando desasistidas 188 mil familias de agricultores.

Vivienda

La primera media del ministro de Ciudades, Bruno Araújo, fue abandonar la meta del gobierno Dilma de contratar dos millones de viviendas para el programa Minha Casa Minha Vida para los dos próximos años. Con esa decisión, el gobierno golpista consiguió perjudicar, en un único gesto, a 6,1 millones de personas afectadas por el déficit habitación y dejó de generar 1,3 millones de puestos de trabajo, de los cuales 660 mil eran directamente en las obras y otros 682 mil indirectos, según la Fundação Getúlio Vargas (FGV). En la práctica, son 70 mil millones de reales que dejan de ser generados en el Produto Interior Bruto (PIB).

Salud

Antes de ser ministro de Salud, Ricardo Barros era diputado federal elegido gracias a las generosas contribuciones de las empresas sanitarias. Ahora, el ministro golpista tiene la oportunidad de devolver los favores recibidos. Barros ya anunció que está negociando con el ‘mercadp’ –no con la sociedad-, las modificaciones que va a introducir en el Sistema Único de Saúde. El Ministerio creó un grupo de trabajo para la creación de ‘Planes de salud populares’, cuyo nombre es engañoso, pues en la práctica excluye el principio constitucional de gratuidad de la salud y obliga a los trabajadores a contratar planes de salud con escasa cobertura e de pésima calidad.

Represión y Derechos Humanos

El ministro golpista Alexandre de Moraes fue designado por su trayectoria ejemplar; es decir, es el responsable de desalojar a los adolescentes que ocupaban escuelas públicas en São Paulo sin mandato judicial. Como sus pares, Moraes tiene poco aprecio por la Constitución y por los derechos. No por casualidad, su primera media fue la suspensión de todas las acciones vinculadas con los derechos humanos, siendo las áreas policiales las únicas que casi siguen funcionando en el ministerio.

¿Es consciente de la delegación de refugiados, tan aplaudida en la inauguración de los Juegos Olímpicos?  Probablemente esa fue la última vez en que veamos refugiados tan bien recibidos en el país, porque Moraes suspendió las negociaciones con la Unión Europea para recibir 100 mil refugiados de la guerra de Siria en los próximos cinco años.

Educación

Cuatro grandes programas en el área de la educación fueron recortados en estos meses: Pronatec, ProUni, Fies y Ciencias Sin Fronteras[1]. En la práctica la medida afecta a más de dos millones de estudiantes. A parte de eso, el gobierno destituyó a los miembros del Consejo Nacional de Educación, escogidos anteriormente por consulta a la sociedad.

Internet

Si hasta ahora Brasil era modelo y referente internacional en la legislación sobre la red mundial de ordenadores, ahora, el nuevo Ministerio de Ciencia, Tecnología y Comunicación, pretende disminuir la representación de la sociedad civil en la gestión del Internet brasileño y aumentar la participación de las operadoras telefónicas, las mismas que quieren acabar con la neutralidad de la red, esto es, acabar con el principio básico de que todo el mundo debe tener acceso a la información y al intercambio de datos, sin discriminación, por ejemplo, por tipo de plan o pago.

Presal

Ni pedaladas ni corrupción. El motor del golpe es quién se hará con la explotación de las reservas del presal brasileño. Según documentos filtrados por Wikileaks, el senador José Serra, actual ministro golpista de Asuntos Exteriores, se comprometió con la petrolera norteamericana Chevron a modificar las reglas de explotación del presal. El gobierno Dilma ya había mostrado sus dudas y llegara a coincidir con el proyecto del entonces senador. Ahora la propuesta sobrevuela el congreso, donde ya fue aprobado en el Senado y está en régimen de urgencia en la Cámara. Al eliminar la exclusividad de Petrobras sobre el presal, el proyecto promovido por los golpistas retraerá recursos procedentes de la explotación que estaban destinados al Fondo social, que adjudicaba el 25% para sanidad y el 75% para educación, y reduce las inversiones en industria naval y petrolera nacional.

Estado para unos pocos

Si el gobierno golpista promueve la privatización de la sanidad, de la educación y del presal, ¿para qué es necesario el Estado? Por esa razón, todos los concursos públicos están paralizados hasta ek año 2018. Por esa misma razón, tiene previsto congelar el techo de la inversión pública para los próximos 20 años.

¿Significa eso que el gobierno va a gastar menos? Si, va a gastar menos en el pueblo y más con los amigos, los partidarios y los promotores. Después de todo, al mismo tiempo que denunciaba un déficit de 170 mil millones de reales en las cuentas públicas, el presidente golpista distribuyó alegremente un aumento salarial para el funcionariado público que supondrá un costo de al menos 58 mil millones hasta el año 2019. Y no sólo eso: los mayores beneficiarios son los jueces del Supremo Tribunal Federal, que juzgarán el impeachment. Aparte del aumento del techo del funcionariado a 39.293 reales. Y ya para rematarla: la Cámara de los Deputados aprobó simultáneamente la creación de 14.419 cargos federales, casi cuatro veces el número de cargos comisionados que Michel Temer prometió eliminar este año.

Alguien habrá que se echó a la calle pensando que el impeachment era contra la corrupción, a pesar de que no hay ninguna denuncia que afecte directamente a la presidenta Dilma. Seguro que esas gentes estarán satisfechos con la lista de ministros del gobierno Temer: seis ministros responden a requerimientos del Supremo Tribunal Federal, otros siete fueron citados en la operación Lava Jato y otros doce recibieron donaciones de las empresas incluidas en el sumario de operación Lava Jato.

Las grabaciones de Sérgio Machado, ex presidente de la Transpetro, con Romero Jucá revelaron los motivos del PMDB y el PSDB[2] para apoyar el impeachment: impedir que avance la operación Lava Jato. Las filtraciones hicieron caer a Jucá. Seguidamente, las filtraciones hicieron caer al ministro de Transparencia (!!!!), Fabiano Silveira, por criticar la operación Lava Jato.

Como si no fuese suficiente nombrar ministros investigados, Temer alteró la estructura de la Controladuría General de la Unión (CGU) y retiró la urgencia del paquete anticorrupción, enviado por Dilma al Congreso, que criminalizaba las cuentas B en campañas electorales y modificaba el Código Penal para combatir la corrupción.

Si en apenas cuatro meses el retroceso y las consecuencias sociales del golpe empresarial militar tuvieron esta magnitud, imagínese la gravedad social y económica que tendrá si permanece en el tiempo. En este sentido, no se trata sólo de impedir la continuidad de este proyecto ilegítimo e impopular, logrando el retorno de la Presidenta, es necesario además alterar el curso de la economía brasileña, poniendo rumbo a un proyecto soberano, autónomo y sostenible en el que el Estado no esté al servicio ni de promotores electorales ni de grandes empresas transnacionales.


Miguel Enrique Stédile
es miembro de la Coordenação Nacional del MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra) de Brasil.

Notas del traductor
[1] Pronatec, ProUni, Fies y Ciencias Sin Fronteras son programas del gobierno brasileño que tienen por objetivo aumentar la oferta de educación
profesional y tecnológica (Pronatec), asegurar el acceso a la universidad privada mediante la concesión de becas totales y parciales de estudiantes sin
recursos (ProUni e Fies) y consolidar la internacionalizacón de la ciencia brasileña (ciencia sin Fronteras).
[2] El Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), del que dimitió como presidente Michel Temer para asumir la presidencia de la República,
y el Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) son los dos grandes promotores del golpe.

Fuente:
http://www.sul21.com.br/jornal/o-saldo-do-golpe-menos-direitos-para-os-trabalhadores-mais-vantagens-para-o-capital-por-miguel-enrique-stedile/

Esta traducción puede reproducirse libremente a condición de respetar su integridad y mencionar al autor, al traductor y a Rebelión como fuente de la misma.

En medio de la epidemia de cólera en Haití, soldados de la ONU vierten aguas residuales e ignoran el tratamiento del agua, según un informe interno

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UNICEF, junto con otros organismos, lleva a cabo la primera fase de una campaña de vacunación contra el cólera en Arcahaie, Haití, que enfocará a 400.000 personas en 2016. (Foto ONU / Logan Abassi)

EXCLUSIVA: MIentras las Naciones Unidas se jactaba de sus esfuerzos en Haití para poner fin a la peor epidemia de cólera del mundo moderno – una calamidad que muchos expertos afirman que la misma ONU causó – cascos azules estaban violando flagrantemente sus propias normas sanitarias para contener la enfermedad, de acuerdo con un informe interno de la ONU que fue suprimida durante meses.

Entre otras cosas, durante años después de la erupción del cólera en octubre de 2010, las fuerzas de paz:

– vertieron aguas residuales tratadas inadecuadamente en los canales públicos de Haití;

– ignoraron las advertencias de laboratorio urgentes que algunos de los líquidos sucios contenían contaminación fecal, así como otros indicadores que fueron limpiados inadecuadamente;

– no mantenían las plantas de tratamiento de agua en los campamentos de las fuerzas de paz de la ONU

– no inspeccionaron las plantas de tratamiento de aguas, así como tanques sépticos, según lo exigido;

– saltaron la cloración vital de los centros de tratamiento de aguas residuales y otras instalaciones de eliminación;

– abandonaron campamentos cargados de basura y algunas veces con inodoros y fosas sépticas rebosantes de desechos humanos;

– no exigieron pruebas de que los contratistas que disponían las aguas residuales de las letrinas de las fuerzas de paz, estaban depositando sus cargas, según lo exigido, en vertederos aprobados por el gobierno;

– permitieron a un contratista de basura, a veces por medio de camiones de calidad inferior que derramaban partes de su carga, volcar el material en sitios abiertos no autorizados, incluyendo uno cerca de un suministro de agua local.

La impresionante muestra de prácticas negligentes está detallada en un Informe de auditoria de 18 páginas, de la oficina de vigilancia de las Naciones Unidas, la Oficina de Servicios de Supervisión Interna (OIOS), titulado “Auditoria de la gestión de residuos en la Misión de Estabilización de las Naciones Unidas en Haití”, que declaró blandamente que los “resultados globales” eran “evaluados inicialmente como insatisfactorios.”

Haga clic aquí para acceder al Informe de Auditoria de la ONU, en inglés.

Fuente: Haiti no MINUSTAH

Intelectuais brasileiros lançam livro sobre a farsa do impeachment

O Clacso – Conselho Latino-americano de Ciências Sociais – lançou o livro “Golpe en Brasil – Genealogía de una Farsa”, editado por Pablo Gentili; obra traz contribuições de nomes como Glenn Greenwald, Paulo Kliass, Frei Betto, Adolfo Pérez Esquivel, Luiz Gonzaga Belluzo, Leonardo Boff, João Pedro Stédile, Boaventura de Sousa Santos, o ex-presidente Lula e a presidente Dilma Rousseff; livro está disponível para download gratuito na internet e também pode ser descarregado aqui.

Protesto contra o golpe no Brasil
Protesto contra o golpe no Brasil

O Clacso – Conselho Latino-americano de Ciências Sociais – lançou um livro em que reúne textos de diversas personalidades, de diferentes áreas, contra o golpe praticado contra a presidente Dilma Rousseff.

golpe en brasil libroA obra “Golpe en Brasil – Genealogía de una Farsa”, editado por Pablo Gentili, secretário-executivo do Clacso, traz contribuições de nomes como Glenn Greenwald, Paulo Kliass, Frei Betto, Adolfo Pérez Esquivel, Luiz Gonzaga Belluzo, Leonardo Boff, João Pedro Stédile, Boaventura de Sousa Santos, o ex-presidente Lula e a presidente Dilma Rousseff.

Os textos foram escritos entre abril e junho de 2016 e os autores têm como objetivo contribuir para que se compreenda como se prosperou o processo de impeachment contra Dilma e que perspectivas se abrem no “complexo processo de desestabilização da ordem democrática que agora vive o Brasil”, diz texto de divulgação da obra.

“Este livro pretende ajudar a compreender o que aconteceu no Brasil, para que possamos lutar e melhor nos organizar para garantir o retorno legítimo de Dilma Rousseff à Presidência da República. Além disso, para que a esquerda possa enfrentar os imensos desafios que esta terrível experiência nos deixa como uma lição”, completa.

Para baixar o livro:

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Fuente: Grito de los Excluidos

Michel Temer no va a clausura de JJOO para esquivar abucheos

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Michel Temer no irá a la ceremonia final de los JJOO.

“Fora Temer” y otros reclamos se escucharon en el estadio Olímpico y en las calles de Río de Janeiro en la ceremonia de apertura de los Juegos Olímpicos el pasado 5 de agosto..

El presidente interino de Brasil, Michel Temer, no asistirá a la ceremonia de clausura de los Juegos Olímpicos de Río de Janeiro, para evitar escuchar los abucheos del público.

Temer prefiere no exponer su imagen ante la opinión pública de nuevo, después de los abucheos que ya sufrió en la ceremonia de apertura el pasado 5 de agosto al declarar inaugurados los Juegos.

Trataría así de proteger su imagen justo en la semana anterior a la votación del “impeachment” contra Dilma Rousseff en el Senado, que decidirá si él se convierte en el presidente de Brasil con todas las garantías.

La ausencia de Temer en la ceremonia de clausura traerá consigo un problema diplomático, ya que estaba prevista la presencia en la tribuna del estadio de Maracaná del primer ministro japonés, Shinzo Abe

Abe estaría en calidad de anfitrión de los próximos Juegos Olímpicos, los de Tokio 2020, ya que parte de la ceremonia de clausura consiste en pasar el testigo a la siguiente ciudad sede.

Ahora el Gobierno brasileño busca la fórmula de que ambos líderes se encuentren, ya sea con el primer ministro japonés viajando rápidamente a Brasilia o con un encuentro privado en Río de Janeiro.

Durante la ceremonia de apertura de los Juegos Temer intentó esquivar los abucheos del público evitando ser presentado en la tribuna de las autoridades, pero aun así fue duramente pitado cuando pronunció la frase en que declaraba abiertos los Juegos, de apenas diez segundos.

En la primera semana de los Juegos Olímpicos una de las polémicas que han salpicado los estadios tiene que ver precisamente con las protestas contra Temer: el COI pide que no haya manifestaciones políticas en los estadios, pero la Justicia ha rechazado la prohibición.

Temer ocupa el cargo interino desde el pasado 12 de mayo, cuando la presidenta Dilma Rousseff fue apartada del cargo por el Senado.

Fuente: TeleSUR