Livros contam a história de vidas marcadas pelas violações na cidade olímpica

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Três vezes removida na vida,  a história de Mariza é a máxima expressão da atrocidade das máquinas que não podem esperar nem um minuto 

Lançamento dos livros Atingidas: história de vida de mulheres na cidade olímpica e Cidade em jogo acontece na semana que antecede os jogos

Durante a Jornada de lutas Rio 2016 Jogos da exclusão, no dia 3 de agosto, quarta-feira, das 10h às 12h, no IFCS, ocorre o lançamento dos livros Atingidas: história de vida de mulheres na cidade olímpica (Pacs com apoio de DKA) e Cidade em jogo (Fundação Rosa Luxemburgo).  As publicações serão lançadas durante a roda de conversa Olhares e narrativas da vida na cidade olímpica com a presença de fotógrafos, autores/as e entrevistados/as. Os dois livros trazem fotografias e perfis jornalísticos com histórias marcadas pelas violações de direito no contexto das Olimpíadas. Confira mais informações sobre as publicações abaixo.

Atingidas: história de vida de mulheres na cidade olímpica

leia online: Versão online ISSU

Baixe o pdf: Atingidas-capa-final Atingidas-miolo-final (1)

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Questionada sobre o porquê de encontrarmos sempre mulheres à frente da luta contra as violações de direitos, Maria da Penha, símbolo da resistência contra as remoções na Vila Autódromo, respondeu: “Uma vez minha filha falou que a mulher é a árvore da casa. Ela sustenta todos os galhos. E é verdade. E, na luta da comunidade, também você vê que tem mais mulheres à frente. Porque aquela é sua casa, é sua história, é sua vida”.

As mulheres estão e sempre estiveram na linha de frente da luta por paz e justiça em todos os territórios do sul global onde direitos e vidas estão em perigo. Nesta publicação bilíngue (Português / Inglês), produzida pelo Instituto Pacs com o apoio da DKA, estão reunidas as histórias de mulheres à frente das resistências populares no Rio Olímpico com textos e fotografias de cada uma delas. A publicação também reúne artigos analíticos de mulheres que vêm acompanhando de perto os processos de exclusão, construindo a resistência e incidindo sobre espaços de participação.

Os temas das histórias passam por remoções, restrição ao direito ao trabalho e ao esporte. O critério de escolha das entrevistadas seguiu o “calor” do momento na cobertura ao longo de 2015 e 2016. Os impactos das remoções são o tema central das conversas com Maria da Penha, Mariza do Amor Divino e Suely Campos. A repressão ao trabalho dos ambulantes nas ruas é o mote do perfil de Maria de Lourdes. Edneida Freire fala do impacto do fechamento do Célio de Barros, Mônica Lima resgata a repressão à Aldeia Maracanã, Rita Barbosa conta das obras olímpicas os impactos na agricultura urbana, e Indiana Siqueira expõe as marcas da repressão na Cidade Olímpica para as mulheres trans.

Cidade em jogo

A capa de Cidade em jogo é uma fotografia em preto e branco de Luiz Baltar. Escombros, entulho e um céu ameaçador. Logo se percebe o caminhão-caçamba, as casinhas no morro. Uma mulher no centro da foto. Uma pichação diz: “somos seres humanos”. Outra: “onde vamos louvar?”.  Na contracapa, a foto continua. Um caminhão de fretes e mudanças. Ainda se lê “fora Fifa, queremos casa”. Em poucos segundos, a fotografia conta a história de um lugar, apresenta personagens, faz uma denúncia e explica quem são os algozes. O local da foto é a área da favela Metrô-Mangueira, no entorno do Estádio Maracanã.

Cidade em jogo traz fotografias de AF Rodrigues, Elisângela Leite, Kátia Carvalho, Luiz Baltar, Rosilene Miliotti e Thiago Diniz, com texto de Dante Gastaldoni. A organização é de Laura Burzywoda, Leonie Heine e Moritz Heinrich, do Grupo OXIS. O livro é bilíngue, em alemão e português, publicado pela Fundação Rosa Luxemburgo, com download gratuito on-line.

Participantes da conversa

Rita Barbosa é agricultora urbana, produtora de hortaliças orgânicas e xaropes naturais. Participa das feiras agroecológicas da Freguesia e de Vargem Grande. Teve sua casa e sua horta destruídas pelas obras olímpicas.

Sandra Quintela é feminista, socioeconomista, educadora popular e coordenadora do Instituto Pacs. Integra as frentes de luta e resistência aos megaeventos desde o Pan, em 2007.

Thiago Mendes é jornalista, comunicador popular e integra a equipe do Instituto Pacs. É organizador do livro Atingidas.

Dante Gastaldoni é professor de Fotojornalismo na Universidade Federal Fluminense e na Universidade Federal do Rio de Janeiro, atuando também como coordenador acadêmico da Escola de Fotógrafos Populares desde 2006.

Rosilene Miliotti é fotógrafa da Agência Imagens do Povo. Fez a Escola de Fotógrafos Populares em 2007. Ela mora na comunidade Parque União, no Complexo da Maré.

EVENTO: Olhares e narrativas da vida na cidade olímpica

Gratuito e aberto

Data: 3/08/2016, quarta-feira

Horário: das 10h às 12h

Local: IFCS – Instituto de Filosofia e Ciências Sociais da UFRJ

Endereço: Largo São Francisco de Paula, Centro, Rio de Janeiro (RJ)

Mais informações: (21) 2210-2124 (Iara Moura e Thiago Mendes – Comunicação Pacs)

(11) 3796 9901 (Ana Rüsche – Comunicação Rosa Luxemburgo)

Confirme presença: https://goo.gl/u2Kffc

Fuente: PACS

Lanzamiento de la Jornada Continental por la Democracia y Contra el Neoliberalismo (Actualizado)

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JCCN_CSA_Convite_Email_28-06Luego de una década de la derrota del ALCA – Área de Libre Comercio de las Américas – nuestro continente enfrenta una nueva ofensiva neoliberal.

Esta ofensiva se expresa en la radicalización de las diferentes formas de apropiación y despojo de los derechos de los pueblos y en ataques a los pueblos originarios, campesinas/os, trabajadoras/es, mujeres, jóvenes y a las diversidades raciales, culturales y sexuales, que luego de luchas y resistencias recuperaron su capacidad de ser protagonistas de los procesos de cambios y transformaciones en la región.

Adicionalmente los golpes de Estado consumados en Haití (2004), Honduras (2009), Paraguay (2012) y en curso en Brasil demuestran que el mercado que domina nuestras vidas quiere acabar con el proceso reciente de transformación protagonizado por los pueblos, que resultó en más derechos para todas y todos, mayor inclusión social, soberanía sobre sus territorios y bienes comunes y con más formas y herramientas democráticas para el ejercicio político y la participación popular.

Nosotros y nosotras, participantes y herederos de las luchas contra los regímenes militares en América Latina y Caribe y la violencia institucionalizada de los Estados, que en todo el continente nos levantamos contra la agenda de libre comercio, privatización, exclusión y pobreza representado en el derrotado proyecto neocolonial del ALCA y que buscamos construir desde nuestras resistencias respuestas para el “Otro Mundo Posible” hoy decimos: no dejaremos que se instale en nuestro continente un nuevo ciclo de dictaduras, impuestas por poderes ejecutivos, judiciales y legislativos al servicio de los intereses del mercado capitalista.

Los principios de la solidaridad y del internacionalismo nos unen, así como la certeza de la necesidad de una transformación sistémica contra el capitalismo, el patriarcado, el colonialismo y el racismo.

Es un nuevo momento para retomar la acción unificada de los pueblos de las Américas para oponernos a quienes insisten en su agenda de destrucción, desintegración y exclusión.

Llamamos a la diversidad de organizaciones, movimientos y expresiones sociales comprometidas con la transformación social a avanzar en este proceso de articulación y tomar las calles de Nuestra América el 4 de noviembre de 2016 para gritar a una sola voz:

¡Ni un paso atrás! ¡
¡Los pueblos seguimos en lucha por nuestra integración, autodeterminación y soberanía, contra el libre comercio y las transnacionales!

#JornadaContinental
seguimosenlucha.wordpress.com
facebook.com/Jornada-Continental-por-la-Democracia-y-contra-el-Neoliberalismo

Organizaciones que se suman inicialmente a la convocatoria: Confederación Sindical de Trabajadores/as de las Américas, Coordinadora Latinoamericana de Organizaciones del Campo/ La Vía Campesina, Marcha Mundial de las Mujeres, Amigos de la Tierra América Latina y el Caribe, ALBA Movimientos, Centro Martin Luther King, Capitulo Cubano de ALBA Movimientos, Jubileo Sur/ Américas, PIT-CNT Uruguay, Internacional de Servicios Públicos, Campaña para Desmantelar el Poder de las Transnacionales.

Fuente: Seguimos en lucha

El imperialismo estadounidense puesto en el banco de acusados por más de 101 años de injerencia activa, de ocupación y saqueo de Haití

101 años: ¡¡¡ Basta Ya !!! El Tribunal Popular que debe conducir este juicio histórico fue lanzado el 28 de julio de 2016, en Puerto Príncipe, por la coalición de organizaciones democráticas, patrióticas y populares que iniciaron el proceso y en presencia de un importante número de simpatisantes, incluyendo personalidades y / o militantes de larga trayectoria en la Lucha por instaurar una Democracia Verdadera en Haití.

Durante 4 horas de reloj, en el gimnasio de la calle Romain en Puerto Príncipe, los iniciadores de este proceso de movilización / reflexión sobre las causas reales y las consecuencias devastadoras de la continua dominación estadounidense de la República de Haití, presentaron al público las distintas etapas previstas durante el curso del juicio, las autoridades a cargo y, en particular, la composición hasta ahora del Tribunal. Fue una ceremonia de carácter político-cultural: la información compartida por los organizadores como el sociólogo Ernst Mathurin (uno de los miembros de la coordinación de la Iniciativa) y Lisane André (del comité de comunicación) fue entrecortada por testimonios conmovedores de actores claves y representaciones artísticas de calidad trayendo, huelga decir, mensajes comprometidos en el mismo sentido de las demandas populares y nacionales, por lo tanto, ¡denunciando / rechazando la inmoral, abjecta e inaceptable dominación / explotación a ultranza de Haití por los Estados Unidos durante más de un siglo!

Los testimonios y / o usos de la palabra, introducidos con gran calidad por la ex coordinadora del GARR (Grupo de Atención al Refugiado y Repatriado) y periodista, Colette Lespinasse, quien ofició de maestra de ceremonia, fueron bastante diversos. El público fue tratado a algunos recuerdos históricos de parte de Pierre Buteau de la Sociedad Haitiana de Historia y Geografía (que también contribuyó al aspecto pedagógico de esta ceremonia inaugural poniendo a disposición del público reproducciones de la serie: “Los Caminos de la Memoria, Haití bajo ocupación militar de Estados Unidos 1915- 1934”, producido por el CIDIHCA bajo la dirección del equipo de Frantz Voltaire) y por el historiador Jean Eddy Lucien. La socióloga y feminista Danielle Magloire puso hincapié en la necesidad que tenemos todos de hurgar más en nuestra historia, señalando que sabemos tan poco sobre el soldado Pierre Sully, y reclamando asimismo una mayor valorización de la contribución de las mujeres como por ejempo el personaje fuera de lo común llamado Anne Marie Emmanuelle Péralte, la madre de Charlemagne.

Por su parte el agrónomo David Nicolas presentó las gestiones realizadas por los técnicos jóvenes reunidos en el GRD (Grupo de Investigación para el Desarrollo) a principios de los años ’80, para tratar de evitar, en un primer momento, la erradicación del puerco criollo, y después, para tratar de mantener esta raza resistente con especímenes sanos en una granja de cerdos en la isla de la Tortuga; un chiquero que fue destruido finalmente por el Ejército de Estados Unidos ya que los EE.UU. no quería más de esos cerdos en Haití! El abogado militante Mario Joseph presentó el caso de la introducción de cólera por la fuerza militar ocupante conocida como MINUSTAH, al tiempo que recordaba las acciones de abuso sexual practicadas por los agentes de esa fuerza militar contra los niños de Haití. También hubo testimonio sobre el acaparamiento de tierras campesinas, sobre todo en la Meseta Central.

De hecho, este juicio deberá ser Participativo y Popular en el sentido noble de las palabras y se materializará en una verdadera caravana para ir a los lugares simbólicos donde, en todo el territorio nacional, el imperialismo estadounidense ha inyectado su veneno mortal, habiendo cometido una serie de crímenes y abusos de diversa naturaleza al ejecutar olas de represión sangrienta: masacres (Croix- Marchaterre o Jean-Rabel), campos de concentración (Chabert), expropiaciones forzosas de tierras campesinas (Meseta Central, Noreste, Noroeste, Artibonite, Oeste …), acompañadas en algunos casos de actividades de destrucción ambiental (deforestación), destrucción de la Agricultura Campesina (especialmente con la campaña de erradicación de 2 millones de cerdos criollos por el PEPPADEP y después el desmantelamiento de la matriz de rizicultura especialmente en Artibonite para beneficiar a los productores de arroz de Arkansas ….).

Otros cargos incluídos en la acusación: EE.UU. está señalado por haber conducido, a sabiendas, al debilitamiento del Estado haitiano y sus instituciones, a través de las muchas intervenciones antidemocráticas incluido el apoyo a diversos derrocamientos de regímenes elegidos democráticamente a través de golpes de Estado del llamado Ejército de Haití, hija de la Guardia de Haití formada por los Marines, pero también a través de las políticas neoliberales impuestas desde los años ’80. La lista de abusos directos o apoyados por el imperialismo norteamericano es muy largo y entre las reivindicaciones de las organizaciones involucradas en este juicio se cuenta también con la restitución de la isla de Navassa, acaparada por los EE.UU., y la condena de la introducción del cólera en Haití por la MINUSTAH y la reparación de las víctimas; considerando esta fuerza militar de la ONU como un caballo de Troya al servicio del imperialismo norteamericano y con la intención de perpetuar el dominio apenas maquillado / encubierto del “tío Sam” sobre la pequeña Haití que, incluso después de haber sido tan vilipendiada por muchos detractores, declara, a través de sus ciudadanos conscientes y organizados, querer mantenerse Digna y Permanecer de Pie como el Palmiste de la Libertad y la Independencia.

En el ceremonia de lanzamiento del 28 de julio, no faltaban los artistas comprometidos. Después del Himno Nacional cantado en coro, el grupo socio-cultural AWOZAM de Jean-Rabel (Departamento del Noroeste), formado por miembros de la organización Tet Kole Ti Peyizan, abrió la sesión con sus canciones que reflejan las principales demandas de los pequeños campesinos. AWOZAM también tuvo el privilegio muy simbólico de clausurar esta tarde patriótica. El cantante comprometido Wooly St Louis Jean continuó, aprovechando para dar un pequeño guiño a la Revolución cubana al entonar con un público cómplice y encantado ¡unos versos de “Comandante Che Guevara”! Luego fue el turno del cantante Berthony Pierre Louis de comulgar con el público, estrenando una nueva composición producida especialmente para la ocasión: “Ti Kle Moute, Ti Kle Desann”! Los activistas mayores presentes (muchos han superado holgadamente los cuarenta) descubrieron también con sorpresa y satisfacción, las reivindicaciones de la juventud universitaria, popular y rebelde a través de la enérgica presentación del grupo rapero “Règleman Zafè Popile”.

Al final, se hizo una presentación parcial de la composición del Tribunal. Entre los presentes se notaban, entre otros (entre una quincena de figuras): el infatigable padre William Smarth, el Dr. Felix Junot, el jurista Patrick Pierre Louis, el defensor de derechos humanos Antonal Mortimé, el etnólogo y dirigente de la UEH Jean Yves Blot …. Tenga en cuenta sin embargo, que más de uno deploraba la escasa representación de la mujer y la falta de representación de los trabajadores (campesinos, así como obreros) en este nivel. Los miembros de la coordinación, sin embargo, señalaron que no se trataba de la composición final y se dijeron abiertos a cualquier sugerencia y / o contribuciones / participación de acuerdo con la lógica y los objetivos del referido Tribunal Popular.

Esta ceremonia de lanzamiento del Tribunal fue precedido en la mañana por una marcha patriótica de varios cientos de miembros de las organizaciones MPDP / Rama del Oeste, MOLEGHAF, UNNOH, MOVID, Anbake Pou Chanje, Esklav Revòlte, LAKOU, GREPS, GRAD, que partió del barrio popular de Fort National para recurrir varias calles de la capital haitiana cantando consignas exigiendo entre otras cosas: la salida inmediata de la MINUSTAH, justicia y reparación para las víctimas del cólera, el fin de las intervenciones Intempestives de algunos diplomáticos acreditados en Haití en los asuntos internos del país, la restitución de las reservas de oro de la República de Haití robadas por los Marines el 17 de diciembre de 1914 y la restitución a la autoridad haitiana de la isla de Navassa.

Tenga en cuenta que desde hace un año ya, el año 2015 marcando el centenario de la primera ocupación militar de Haití, la llama nacionalista parece revivir cada vez más y diversas asociaciones socioculturales y sociopolíticas vienen organizando actividades conmemorativas. Por ejemplo, mientras se llevara a cabo la ceremonia de apertura del Tribunal Popular en el Gimnasio, el grupo “Inisyativ 15, 15 15, Anba Zanmann” organizaba en el barrio Bois Patate, una exposición fotográfica y un espectáculo artístico patriótico con, entre otros, la actuación del grupo de teatro “Palto Vanyan”, la participación de la cantante rasta Guerchang Bastia, el talentuoso baterista Kebyesou y el titiritero Ernst St-Rome para marcar la fecha del 28 de julio de 1915 y manifestar su Rechazo; ¡su rechazo a la ocupación, su rechazo a la explotación de los recursos de Haití, su rechazo a la falta de respeto de la República de Haití por los EE.UU.! Después de 101 años, y casi contra todo pronóstico, diversos sectores Resisten todavía y dicen No al “Plan Americano” para Haití!!!

Stephen William Phelps, 29 de julio de 2016 (nota y fotos)

https://www.facebook.com/tribinal.popile

Traducción del francés Diálogo 2000-JS Argentina, por http://haitinominustah.info

 

Llamado para construir un movimiento patriótico fuerte con motivo de los 101 años de la primera invasión de militares estadounidenses

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P-au-P, 28 de julio de 2016 [AlterPresse] — Se lanzó un llamado para la construcción de un movimiento patriótico fuerte, articulado y unitario, durante el lanzamiento de un “tribunal popular” contra la ocupación y la dominación, con ocasión del 101º aniversario de la primera invasión militar estadounidense de Haití.

Este movimiento patriótico debe reunir todas las fuerzas vivas de la nación a fin de liberar el país, según los líderes de la Asamblea de Movimientos Sociales, una plataforma de 80 asociaciones e instituciones.

La puesta en marcha del “tribunal popular”, en el Gimnasio Vincent de Puerto Príncipe, fue marcada por una ceremonia político-cultural, en la que diversos personalidades de los ámbitos sociales, académicos y culturales tomaron la palabra en presencia de varios cientos de personas.

Entre los que hablaron, figuran Ernst Mathurin del Movimiento Patriótico Democrático y Popular (MPDP), Danièle Magloire del Colectivo contra la Impunidad, Pierre ButeaLanzamiento gradas Alterpresseu de la Sociedad Haitiana de Historia y Geografía, Camille Chalmers de la Plataforma haitiana de promoción de un desarrollo alternativo (PAPDA) y Mario Joseph de la Oficina de Abogados Internacionales (Bai).

La lista provisional de los miembros del “Tribunal Popular” fue presentado al público. Ahí se incluyen los nombres del ex-ministro haitiano de Asuntos Exteriores, el profesor Jean Casimir, los historiadores Suzy Castor y Michel Hector, el ex presidente del Consejo Electoral Provisional, el profesor Anselme Remy, el Padre William Smarth, el escenógrafo Syto Cavé y el escritor Lyonel Trouillot.

Se aseguró la parte cultural, entre otros, por el grupo musical campesino Awozam, los cantantes Wooly St-Louis Jean y Berthony Pierre-Louis .

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Antes de la ceremonia, cientos de personas participaron en una manifestación por las calles de la capital, que terminó en el Gimnasio Vincent. Los organizadores querían entregar un mensaje al presidente interino Jocelerme Privert, pidiéndole no renovar el mandato de la Misión de Estabilización de la ONU en Haití (MINUSTAH), presente en el país desde 2004.

Lanzamiento afiche 100 yearsGuy Numa, miembro de la coordinación del Movimiento Patriótico Democrático y Popular (MPDP), que participó en la marcha, dijo que Haití todavía sufre las consecuencias del desembarco de 1915, ya que “es el extranjero quien nos dicta cómo organizars elecciones en el país “.

“Mientras el país sigue ocupado, jamás se podrá tener elecciones libres y soberanas y una de las condiciones para que el país vuelva a ser un Estado soberano es la salida de la MINUSTAH”, enfatiza.

Por otro lado, el movimiento llamado Iniciativa 15 15 15 Anba Zanmann organizó un “día de actividades patrióticas para poner de relieve el daño, el desastre y el saqueo provocado por esta ocupación que todavía continúa en la actualidad.”

Entre las actividades realizadas, hay una exposición de fotografías de la época, escenas de teatro de calle y conciertos.

El movimiento llama a unir fuerzas para “liberar Haití y poner al país en el camino del progreso.”

Desembarcado el 28 de julio de 1915 en Haití, los militares de EE.UU. dejaron oficialmente el país el 21 de agosto de 1934, después de 19 años de ocupación.

El suelo de Haití fue pisado por tropas de Estados Unidos por segunda vez en 1994. Acompañaron el retorno del Presidente Jean Bertrand Aristide después de un exilio de tres años luego del sangriento golpe de Estado militar de septiembre de 1991. [bd gp después de 29/07/2016 6: 00]

Fotos: Stephen William Phelps

http://www.alterpresse.org/spip.php?article20444#.V5vBwtThBnJ

Traducción del francés Diálogo 2000-JS Argentina, por http://haitinominustah.info

Fuente: Haiti no Minustah