Despedida Nora Cortiñas

Chegando ao final a Jornada. Todo agradecimento a Nora por nos presentear com sua história. “Sigamos na luta. Agora e sempre venceremos”, enfatizou Nora Cortiñas, cofundadora da Associação Mães da Praça de Maio, da Argentina, em um ato público realizado na tarde de ontem, quinta-feira (14/07), no Campo da Pólvora, no monumento que homenageia os mortos e desaparecido políticos pela ditadura militar no Brasil. A atividade aconteceu dentro da programação da Jornada de Direitos Humanos e Democracia que acontece em Salvador (BA) até amanhã, dia 16.

Fuente: Jubileu Sul

Debate sobre direitos das mulheres e minorias marcaram a passagem de Nora Cortiñas pela UNEB

“Sem justiça social não há paz”. Enfatizou Nora Cortiñas em seu encontro com estudantes da Universidade Estadual da Bahia (UNEB), na manhã de ontem, dia 13 de julho. A ativista de direitos humanos foi homenageada pela instituição e durante a sua conferência falou com os/as alunos/as sobre ditadura, política, direitos das mulheres e minorias. A atividade faz parte da programação da Jornada de Direitos Humanos e Democracia, que acontece em Salvador até o dia 16.

O encontro contou com a interação dos jovens fazendo perguntas e comentários. A ativista os encorajou a ter uma atuação política e crítica. “Eu não entendia nada de política até antes do golpe de Estado na Argentina. Mas, ao me encontrar com as outras mães, foi uma aprendizagem para eu entender melhor a política e entender melhor o meu filho e os jovens que querem se dedicar à política e também à militância. Os jovens militam para mudar o mundo, são militantes da vida e da justiça social”, afirmou Nora.

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Fotos: Marilda Ferri e Iasmin Santana

Nora criticou o governo do presidente Maurício Macri, no poder desde dezembro de 2015. “Nesse governo de direita neoliberal, vivemos um retrocesso social e econômico”, disse. Sobre a realidade brasileira, Nora considera que há um movimento de golpe de Estado. “Aqui no Brasil, nós acompanhamos o processo com Lula, com Dilma e víamos que o país vinha progredindo. Mas não há motivos para tirá-la como fizeram, com um golpe de Estado. De nenhuma maneira. Não aceitamos e repudiamos que tenham tirado uma presidenta constitucional, com um golpe de Estado”, enfatizou.

Sobre as mulheres, Nora ressaltou a importância de suas lutas, lembrando que além das perdas dos filhos para a violência, muitas ainda são vítimas do machismo e da violência. E ouviu atentamente o relato do professor do Departamento de Ciências da Vida da UNEB, Anderson Carvalho, que lembrou o caso das mães do Cabula, bairro que abriga um dos campi da UNEB, onde ocorreu uma chacina de jovens negros em fevereiro de 2015. Para ele, a vinda de Nora ao bairro ressalta a importância na continuidade da luta por justiça social. “Aqui nós tivemos a chacina do Cabula, que matou uma dezena de jovens e, no ano passado, tivemos campanhas de solidariedade às famílias, e obviamente, o que tem ocorrido neste ano, em relação à perseguição dos negros e LGBT. Nós aqui na universidade queremos abrir esse debate sobre a violência contra as minorias, e como podemos combater isso. A vinda de Nora traz essa inspiração”, disse o professor.

As reflexões sobre direitos humanos e justiça social continuaram também na parte da tarde, quando representantes de diversos movimentos e organizações sociais (Movimento dos Sem Terra – MST, Movimento Sem Teto da Bahia – MSTB, Jubileu Sul, Jubileu Sul Argentina, Rede Feminista de Saúde, Grupo Tortura Nunca Mais, Associação de Moradores e Amigos da Chácara Santo Antônio – AMACHA, Cáritas Regional NE3, ADUNEB e Mães pela Diversidade), do PSOL e de grupos de extensão da UNEB se reuniram para uma roda de conversa com Nora. Ela expôs sobre o contexto histórico na época da ditadura da Argentina e todas as consequências negativas desse período que perduram até hoje, como a falta de respostas sobre os desaparecidos, e o trabalho perseverante das Mães da Praça de Maio.

Nora uneb 13-07 - iasmin santana - caritas

Fotos: Marilda Ferri e Iasmin Santana

Se identificando com o relato de Nora, mulheres representantes da ADUNEB, do MSTB e da AMACHA deram depoimentos sobre as diversas situações de violações que sofrem diariamente professores/as, mulheres e jovens negros/as, LGBT, com atos de violência, principalmente da polícia, e o preconceito da sociedade. Nildes Sena, da AMACHA, expressou que existem muitas “Noras” aqui no Brasil e pediu “que sejamos respeitados independentemente das nossas escolhas”. Dona Rita, do MSTB, se solidarizou com Nora dizendo que a dor dela pelo desaparecimento do seu filho também é a dor das mulheres que estão perdendo seus filhos vítimas de assassinatos.

Participantes de outros movimentos e organizações também falaram sobre as ações que desenvolvem nos campos políticos e sociais na defesa da democracia e dos direitos humanos e o alerta para a necessidade de unificar as lutas, pois “a luta é de todos, mesmo que com bandeiras diferentes”, ressaltou Bete, representante do MST.

No final do encontro, todos e todas repetiram juntamente com Nora Cortiñas as palavras de ordem que as Mães de Maio usam quando de reúnem na praça, sendo uma delas: “Hay que seguir luchando”.

A Jornada é uma realização da rede Jubileu Sul Brasil, Instituto Políticas Alternativas para o Cone Sul (PACS) e rede Jubileu Sul/Américas.

Confira a agenda da Jornada de Direitos Humanos e Democracia:

14/07 – quinta-feira

13h30 – Campo da Pólvora – Homenagem às vítimas das ditaduras

15h30 – Forte Barbalho – Plenária Popular

15/07 – sexta-feira

Dia livre

16/07 – sábado

8h30 às 9h30 – Encontro com as Pastorais Sociais no Convento São Francisco (Pelourinho)

Fuente: Jubileu Sul

Integrante das Mães da Praça de Maio é homenageada em universidade em Salvador

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Em sua conferência a estudantes da Uneb, a argentina Nora Cortinãs repetiu várias vezes que
“sem justiça social não há paz” Sayonara Moreno/Agência Brasil 

A militante da Associação Mães da Praça de Maio Linha Fundadora, da Argentina, Nora Cortiñas, foi homenageada hoje (13) na Universidade do Estado da Bahia (Uneb) por sua história de luta e militância em defesa dos direitos humanos.

Aos 86 anos, Nora falou com estudantes recém-chegados à Uneb sobre ditadura, política, direitos das mulheres e minorias. A ativista destacou a importância da luta por justiça da qual faz parte desde os anos 1970.

“Eu não entendia nada de política até antes do golpe de Estado na Argentina. Mas, ao me encontrar com as outras mães, foi uma aprendizagem para eu entender melhor a política e entender melhor o meu filho e os jovens que querem se dedicar à política e também à militância. Os jovens militam para mudar o mundo, são militantes da vida e da justiça social”, disse ela, que é mãe de Carlos Gustavo Cortiñas, desaparecido em 1977, aos 24 anos, quando foi levado por militares argentinos, que o teriam torturado e matado.

A aparência da senhora pequena e de voz baixa não revela a força das palavras e da história de luta pela qual passou. Após o desaparecimento do filho, em1977, Nora se uniu às Mães da Praça de Maio, em Buenos Aires, para pedir às autoridades punição aos culpados pelos sequestros, torturas e desaparecimentos de milhares de pessoas durante a ditadura militar no país. Atualmente, Nora viaja para vários países pata trocar experiências com mães de desaparecidos.

Em seu discurso, a ativista criticou o governo do presidente Maurício Macri, no poder desde dezembro de 2015. “Nesse governo de direita neoliberal, vivemos um retrocesso social e econômico”, disse.

A militante também comentou a crise política brasileira e se disse solidária aos jovens e a toda a população brasileira diante do que ela considera um “golpe de Estado”.

“Aqui nos Brasil, nós acompanhamos o processo com Lula, com Dilma e víamos que o país vinha progredindo. Mas não há motivos para tirá-la como fizeram, com um golpe de Estado. De nenhuma maneira. Não aceitamos e repudiamos que tenham tirado uma presidenta constitucional, com um golpe de Estado.”

Mulheres

A homenageada disse que feminista por entender a importância da luta das mulheres, não somente daquelas que perderam os filhos para a violência policial, mas das que são vítimas do machismo e da violência.

Sobre as mães que perderam filhos, sobretudo as negras, um dos participantes do evento, o professor do Departamento de Ciências da Vida da Uneb Anderson Carvalho, lembrou o caso das mães do Cabula, na capital baiana, bairro que abriga um dos campi e que foi palco de uma chacina de jovens negros. Para ele, a vinda de Nora ao bairro é oportuna e ressalta a importância na continuidade da luta por justiça social.

“Aqui nós tivemos a chacina do Cabula, que matou uma dezena de jovens e, no ano passado, tivemos campanhas de solidariedade às famílias, e obviamente, o que tem ocorrido neste ano, em relação à perseguição dos negros e LGBT. Nós aqui na universidade queremos abrir esse debate sobre a violência contra as minorias, e como podemos combater isso. A vinda de Nora traz essa inspiração”, disse o docente.

Ao encerrar o evento, Nora Cortiñas lembrou os desaparecidos, perseguidos, torturados, violentados do mundo.

A ativista ganhou flores, mas ficou sem a medalha honoris causa que receberia, porque o pedido de reconhecimento da homenagem não foi finalizado por questões burocráticas, segundo a universidade. Nora está na Bahia desde o início da semana e participa da Jornada de Direitos Humanos e Democracia, uma série de eventos e atividades ligadas ao tema, ao lado de movimentos sociais.

Fuente: Agencia Brasil

Lanzamiento de la Jornada Continental por la Democracia y contra el Neoliberalismo

 

El pasado viernes 8 de julio, movimientos y organizaciones campesinas, sindicales, feministas y ecologistas de toda América Latina reunidas en Sao Paulo en ocasión del Foro Social Mundial de las Migraciones, lanzaron oficialmente la Jornada Continental por la Democracia y contra el Neoliberalismo, que tendrá lugar el 4 de noviembre de este año, y que surgió como propuesta de lucha articulada durante el Encuentro Hemisférico en La Habana, en noviembre de 2015 a 10 años de la derrota del ALCA (Área de Libre Comercio de las Américas).

Una de las oradoras en el lanzamiento fue Tica Moreno de la Marcha Mundial de las Mujeres Brasil, quien enmarcó esta jornada, así como la propia lucha contra el ALCA, en la resistencia indígena, campesina y popular que marcó los 500 años de dominación colonialista en este continente: “para nosotras es muy importante recordar esa lucha, por que eso no quedó atrás, no quedó en la época considerada como colonialismo, por que la violencia de la dominación sobre nuestros territorios sigue ocurriendo hoy, aquí en nuestro país, en nuestros territorios”.

La lectura entre los movimientos populares es de que el neoliberalismo avanza con renovadas estrategias en América Latina. Según afirmó en su alocución Rafael Freire de la Confederación Sindical de Trabajadores/as de las Américas (CSA): “La realidad de hoy en América Latina es del avance de una nueva fase del neoliberalismo, ya sea a través de chantajes nacionales en las elecciones, o directamente a través de golpes, como fue el caso de Honduras, Paraguay y Brasil”.

Por su parte, Francisca “Pancha” Rodríguez, dirigenta de Coordinadora Latinoamericana de Organizaciones del Campo (CLOC-Vía Campesina), definió el momento actual como muy difícil “toda vez que los bloques económicos en el mundo, peleándose entre sí, disputándose nuestras riquezas, nuestros bienes naturales, nuestra fuerza de trabajo, se unen para seguir expoliando nuestros países”.

Llamó además a ubicar los desafíos a enfrentar, en el sistema político económico como un todo: “Hoy día estamos frente a este nuevo reto: ya no basta compañeros con que nosotros solamente proclamemos que estamos contra el neoliberalismo, que no es otra cosa que un paso superior del capitalismo. Nosotros estamos contra el capitalismo, y estamos contra el imperialismo. Así lo hemos señalado en la CLOC, y somos profundamente solidarios con la lucha del pueblo cubano y profundamente solidarios con la lucha y la resistencia del pueblo de Venezuela”.

La lucha contra la apropiación (privatización, mercantilización y financierización) de los bienes comunes es un eje de las luchas campesinas y territoriales, señala Pancha Rodriguez: “Desde las organizaciones campesinas de la CLOC hemos dado una batalla sin parar contra lo que significa la acción de las transnacionales del agronegocio, la apropiación no solamente de nuestros conocimientos, saberes y semillas, sino de la tierra, el agua y hasta el aire que respiramos”.

Acerca del lugar que ocupa esta jornada en el actual contexto político latinoamericano, Tica Moreno reafirmó que la misma no marca un inicio, sino que se trata de un “reimpulso a un proceso que nosotras ya venimos construyendo (…) un proceso de formación, movilización y construcción a partir de los lugares en los que estamos insertos, a partir de lo que nos une y contra ese proyecto de dominación capitalista, imperialista, racista y patriarcal que sigue en nuestro continente. Es una jornada que viene a fortalecer las luchas en los territorios para que podamos integrar todas las luchas que están ocurriendo en todo nuestro continente”.

Las organizaciones, movimientos y articulaciones que convocan actualmente a la jornada son: Confederación Sindical de Trabajadores/as de las Américas, Coordinadora Latinoamericana de Organizaciones del Campo (CLOC-Vía Campesina), Marcha Mundial de las Mujeres, Amigos de la Tierra América Latina y el Caribe (ATALC), ALBA Movimientos, Centro Martin Luther King, Capitulo Cubano de ALBA Movimientos,Jubileo Sur/ Américas, Internacional de Servicios Públicos, PIT CNT, Campaña para Desmantelar el Poder de las Transnacionales.

Escuche la intervención de Pancha Rodríguez en el audio adjunto

Imagen: Mayra Castro – CSA

(CC) 2016 Radio Mundo Real 10 años

Organizaciones y movimientos de Latinoamérica lanzaron la Jornada Continental por la Democracia y contra el Neoliberalismo en San Pablo

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El pasado viernes 8 de julio, movimientos y organizaciones campesinas, sindicales, feministas y ecologistas de toda América Latina reunidas en Sao Paulo en ocasión del Foro Social Mundial de las Migraciones, lanzaron oficialmente la Jornada Continental por la Democracia y contra el Neoliberalismo, que tendrá lugar el 4 de noviembre de este año, y que surgió como propuesta de lucha articulada durante el Encuentro Hemisférico en La Habana, en noviembre de 2015 a 10 años de la derrota del ALCA (Área de Libre Comercio de las Américas).

Una de las oradoras en el lanzamiento fue Tica Moreno de la Marcha Mundial de las Mujeres Brasil, quien enmarcó esta jornada, así como la propia lucha contra el ALCA, en la resistencia indígena, campesina y popular que marcó los 500 años de dominación colonialista en este continente: “para nosotras es muy importante recordar esa lucha, por que eso no quedó atrás, no quedó en la época considerada como colonialismo, por que la violencia de la dominación sobre nuestros territorios sigue ocurriendo hoy, aquí en nuestro país, en nuestros territorios”.

Escuchar audio Francisca Rodriguez CLOC LVC

La lectura entre los movimientos populares es de que el neoliberalismo avanza con renovadas estrategias en América Latina. Según afirmó en su alocución Rafael Freire de la Confederación Sindical de Trabajadores/as de las Américas (CSA): “La realidad de hoy en América Latina es del avance de una nueva fase del neoliberalismo, ya sea a través de chantajes nacionales en las elecciones, o directamente a través de golpes, como fue el caso de Honduras, Paraguay y Brasil”.

Por su parte, Francisca “Pancha” Rodríguez, dirigenta de Coordinadora Latinoamericana de Organizaciones del Campo (CLOC-Vía Campesina), definió el momento actual como muy difícil “toda vez que los bloques económicos en el mundo, peleándose entre sí, disputándose nuestras riquezas, nuestros bienes naturales, nuestra fuerza de trabajo, se unen para seguir expoliando nuestros países”.

Llamó además a ubicar los desafíos a enfrentar, en el sistema político económico como un todo: “Hoy día estamos frente a este nuevo reto: ya no basta compañeros con que nosotros solamente proclamemos que estamos contra el neoliberalismo, que no es otra cosa que un paso superior del capitalismo. Nosotros estamos contra el capitalismo, y estamos contra el imperialismo. Así lo hemos señalado en la CLOC, y somos profundamente solidarios con la lucha del pueblo cubano y profundamente solidarios con la lucha y la resistencia del pueblo de Venezuela”.

La lucha contra la apropiación (privatización, mercantilización y financierización) de los bienes comunes es un eje de las luchas campesinas y territoriales, señala Pancha Rodriguez: “Desde las organizaciones campesinas de la CLOC LVC hemos dado una batalla sin parar contra lo que significa la acción de las transnacionales del agronegocio, la apropiación no solamente de nuestros conocimientos, saberes y semillas, sino de la tierra, el agua y hasta el aire que respiramos”.

Acerca del lugar que ocupa esta jornada en el actual contexto político latinoamericano, Tica Moreno reafirmó que la misma no marca un inicio, sino que se trata de un “reimpulso a un proceso que nosotras ya venimos construyendo (…) un proceso de formación, movilización y construcción a partir de los lugares en los que estamos insertos, a partir de lo que nos une y contra ese proyecto de dominación capitalista, imperialista, racista y patriarcal que sigue en nuestro continente. Es una jornada que viene a fortalecer las luchas en los territorios para que podamos integrar todas las luchas que están ocurriendo en todo nuestro continente”.

Las organizaciones, movimientos y articulaciones que convocan actualmente a la jornada son: Confederación Sindical de Trabajadores/as de las Américas, Coordinadora Latinoamericana de Organizaciones del Campo (CLOC-La Vía Campesina), Marcha Mundial de las Mujeres, Amigos de la Tierra América Latina y el Caribe (ATALC), ALBA Movimientos, Centro Martin Luther King, Capitulo Cubano de ALBA Movimientos, Jubileo Sur/ Américas, Internacional de Servicios Públicos, PIT CNT, Campaña para Desmantelar el Poder de las Transnacionales.

Fuente: Seguimosenlucha